Igualdade de género (e racial) cresce nas direções da indústria musical britânica

No Reino Unido, a igualdade de género nas salas de reuniões da indústria musical melhorou no último ano, com os conselhos das 12 principais organizações comerciais a terem, em média, 42% de mulheres, no que foi um aumento de 34% em relação ao ano passado, segundo o ‘The Guardian’.

Entre as organizações referidas estão a British Phonographic Industry, o órgão comercial central que administra os prémios Brit e o prémio Mercury e monitoriza as vendas de música, empresas de royalties PPL e PRS for Music, além da Association for Independent Music, Incorporated Society of Musicians, Ivors Academy, entre outros.

Além disso, o número de mulheres negras a ocuparem lugares de direção mais do que duplicou, existindo agora 11 mulheres negras no conselho, contra as cinco registadas no ano passado, sendo que nenhum dos chefes executivos ou presidentes são mulheres negras.

“Elogio as organizações que deram passos em direção a uma mudança real. Mas o nosso trabalho está longe de terminar, as estatísticas ainda são nítidas e muito distantes da verdadeira igualdade. A verdadeira diversidade vai além da representação feminina para grupos minoritários, deficiência, status socioeconómico, orientação sexual e educação. Vamos tentar consertar o sistema e ter conversas reais”, afirmou Nadia Khan, fundadora do grupo de campanha Women in CTRL e responsável por uma investigação sobre a matéria.

Numa indústria dominada por homens brancos – apesar da diversidade daqueles que fazem música – tem-se observado um esforço nos últimos anos para corrigir a disparidade.

Em 2020, um estudo do UK Music reportou que a proporção de mulheres que trabalham na indústria aumentou de 45,3% em 2016 para 49,6%.

No ano passado, a PRS for Music e outros organismos aderiram à iniciativa Keychange, prometendo pelo menos 50% de representação de mulheres nos seus conselhos, bem como “géneros sub-representados”.

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