O Reino Unido anunciou o maior pacote de fornecimento de drones alguma vez destinado à Ucrânia, prevendo a entrega de pelo menos 120 mil veículos aéreos não tripulados até ao final de 2026.
Segundo o Governo britânico, trata-se do maior apoio militar em termos de drones, incluindo milhares de aparelhos de ataque de longo alcance, reconhecimento, logística e capacidades marítimas — muitos já testados em combate no terreno.
As primeiras entregas começaram ainda este mês.
Apoio militar reforçado em plena guerra
O ministro da Defesa britânico, John Healey, sublinhou que este reforço visa dar às forças ucranianas os meios necessários para resistir à ofensiva russa.
“O reforço massivo de drones permitirá à Ucrânia defender o seu povo e responder à agressão russa”, afirmou.
O governante deixou ainda um recado direto a Moscovo: apesar das atenções internacionais estarem divididas por outros conflitos, o apoio a Kiev mantém-se firme.
Reunião internacional junta 50 países
O anúncio surge numa altura em que Healey se desloca a Berlim para co-presidir à reunião do chamado formato Ramstein — oficialmente Ukraine Defence Contact Group.
O encontro, esta quarta-feira, deverá reunir cerca de 50 países aliados, com a participação do secretário-geral da NATO, Mark Rutte.
Mais munições e defesa aérea a caminho
Além dos drones, o Reino Unido comprometeu-se a enviar centenas de milhares de munições de artilharia e milhares de mísseis de defesa aérea ainda este ano.
Este reforço surge num momento crítico da guerra, com Kiev a tentar manter a capacidade de resposta face à pressão militar russa.
Estados Unidos ausentes da reunião
Um dos pontos que marca esta nova ronda de contactos é a ausência esperada do secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que deverá voltar a falhar o encontro.
A ausência levanta questões sobre o grau de envolvimento americano neste formato, numa altura em que os aliados europeus procuram reforçar o seu papel no apoio à Ucrânia.
Europa assume protagonismo no apoio a Kiev
O novo pacote britânico reforça a tendência de maior protagonismo europeu no apoio militar à Ucrânia, num contexto de guerra prolongada e de crescente pressão geopolítica.
Com drones cada vez mais decisivos no campo de batalha, Londres aposta numa estratégia que privilegia tecnologia e volume para alterar o equilíbrio no terreno.



