O Reino Unido e a União Europeia acusaram a Rússia de ter sido a responsável pelo ciberataque à rede de internet por satélite da ViaSat horas antes de começar a invasão da Ucrânia, avança o Telegraph.
O ataque informático gerou o caos na Europa. O objetivo era afetar as forças militares ucranianas, mas acabou por provocar problemas de comunicação em empresas, autoridades públicas e falhas de internet em vários países. O ciberataque obrigou ainda ao encerramento de 5.800 turbinas eólicas na Alemanha.
A ViaSat já tinha anteriormente apontado o dedo à Rússia, acusando-a da autoria do ataque. Agora foi a vez do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido revelar que o ataque foi executado pela GRU, o serviço russo de inteligência militar.
“Esta é uma prova chocante e clara de um ataque malicioso e deliberado da Rússia contra a Ucrânia que teve consequências significativas em pessoas comuns e em empresas na Ucrânia e pela Europa”, disse Liz Truss, a ministra dos Negócios Estrangeiros.
Também a União Europeia se juntou ao Reino Unido na condenação pública deste ataque ordenado pelo Kremlin. Josep Borrell, o chefe da diplomacia da União Europeia, descreveu este ataque como inaceitável e indicou que é um exemplo do “comportamento irresponsável da Rússia no ciberespaço”.
We strongly condemn the malicious cyber activity conducted by #Russia against #Ukraine, which facilitated Russia´s illegal invasion.
Cyberattacks are an integral part of Putin’s war and of Russia’s irresponsible behaviour in cyberspacehttps://t.co/mUGEzlF1bu pic.twitter.com/U5DuobGCs7
— Josep Borrell Fontelles (@JosepBorrellF) May 10, 2022
No dia 24 de fevereiro, chegou-se a temer que este ciberataque fosse o prenúncio de uma guerra aberta da Rússia no ciberespaço, o que acabou por não se confirmar.











