O Reino Unido e a Suécia assinaram esta quarta-feira uma declaração de segurança, que estabelece garantias de assistência mútua “em caso de ataque”, numa altura marcada pela invasão russa da Ucrânia e pelas crescentes ameaças feitas pelo Kremlin à Suécia e à Finlândia.
A assinatura desta declaração de segurança decorreu em Estocolmo, a capital da Suécia. Após a assinatura deste pacto, o primeiro-ministro britânico Boris Johnson e a primeira-ministra sueca Magdalena Andersson deram uma conferência de imprensa conjunta.
Andersson começou por explicar os contornos desta cooperação, que assinala que, “em caso de ataque” a um destes países, o Reino Unido e a Suécia vão prestar assistência de diversas formas. Boris Johnson passou uma mensagem semelhante.
“Este é um acordo que salvaguarda os valores que tanto a Suécia como o Reino Unido partilham”, disse o líder britânico, acrescentando que este acordo “aproxima ainda mais” Londres e Estocolmo.
Dias depois de ter sido comemorado o triunfo sobre a Alemanha nazi na Segunda Guerra Mundial, Boris Johnson lamentou que a Europa atravesse novamente uma fase de instabilidade devido ao conflito provocado pela Rússia.
“Quando a Europa celebrou o Dia da Vitória em 1945, uma vitória em parte assegurada pelo heroísmo do povo russo, esperávamos que a paz no nosso continente perdurasse”, vincou o primeiro-ministro do Reino Unido. “A invasão da Rússia a uma nação soberana comprometeu toda a estabilidade da Europa”.
Ainda na tarde desta quarta-feira Boris Johnson vai viajar para Finlândia para se reunir com o presidente finlandês Sauli Niinisto. Espera-se que Reino Unido e Finlândia assinem uma declaração de segurança semelhante à acordada com a Suécia.
Para breve deverá estar o anúncio por parte da Suécia e da Finlândia sobre a intenção de aderirem à NATO.












