Reino Unido discrimina países da UE: Vistos de trabalho são mais caros em cinco Estados-membros

Os cidadãos de cinco países da Europa de Leste e do Báltico devem pagar mais para obter um visto de trabalho no Reino Unido do que os outros cidadãos da UE.

Mara Tribuna
Fevereiro 5, 2021
16:34

Está em curso uma ofensiva diplomática para assegurar que o Reino Unido não discrimina nenhum país da União Europeia (UE) com as suas taxas de visto de trabalho pós-Brexit, que são mais caras para os cidadãos de cinco Estados-membros do que para o resto do bloco.

Após o fim da livre circulação, decretada pelo Brexit, os residentes no Espaço Económico Europeu devem solicitar um visto de trabalho para aceitarem um emprego no Reino Unido – mas o preço dos vistos varia.

Assim, os cidadãos de 25 países (incluindo 21 na UE) estão sujeitos a um desconto de, aproximadamente, 63 euros em taxas quando se candidatam através de várias categorias de vistos, incluindo as destinadas a empresários, profissionais de saúde, investigadores, trabalhadores com qualificações médias e trabalhadores temporários.

As entidades empregadores também poupam dinheiro quando recrutam a partir destes países, uma vez que as empresas não são solicitadas a pagar a taxa de quase 220 euros, necessária para a emissão de um certificado que permite a contratação de funcionários.

Os cidadãos irlandeses não necessitam de vistos de trabalho devido à Área Comum de Viagens com o Reino Unido, mas cinco países da UE não são elegíveis para taxas reduzidas. É o caso da Bulgária, da Estónia, da Lituânia, da Roménia e da Eslovénia.

Alguns destes países estão agora a exigir a ajuda da Comissão Europeia para resolver a diferença, argumentando que Bruxelas não pode permitir que o Reino Unido viole o princípio de longa data da UE de não discriminação entre os Estados-membros.

No entanto, o governo do Reino Unido insiste que a sua política se baseia no tratado original do Conselho da Europa, e argumenta que a redução das taxas de visto para qualquer país onde tal não esteja relacionado com uma obrigação internacional levantaria, por si só, questões de discriminação.

Os países visados da UE dizem que este é o primeiro exemplo das regras de imigração pós-Brexit do Reino Unido que tratam de forma diferente os cidadãos europeus com base na sua nacionalidade.

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