O Reino Unido acusou a agência de serviços secretos da Rússia (SVR) de ser responsável por um grande ataque cibernético que afetou milhares de organizações no Ocidente, incluindo o Pentágono nos Estados Unidos, mas também o FBI, a NATO e o Parlamento Europeu, avança o ‘Daily Mail’.
O Foreign Commonwealth and Development Office (FCDO) do Reino Unido disse ter avaliado como “altamente provável” que o SVR estivesse por trás do chamado ‘hack SolarWinds’, que aconteceu no momento em que o presidente dos EUA, Joe Biden, anunciou a expulsão de 10 diplomatas russos em resposta à tentativa do Kremlin de interferir nas eleições presidenciais do ano passado.
O ministro dos negócios estrangeiros britânico, Dominic Raab, disse que o Reino Unido e os EUA estão determinados a posicionar-se em conjunto contra o que o responsável descreveu como o «comportamento malicioso» da Rússia.
«Vemos o que a Rússia está a fazer para prejudicar as nossas democracias», disse o ministro em comunicado, citado pelo ‘Daily Mail’. «O Reino Unido e os EUA estão a denunciar o comportamento malicioso da Rússia, para permitir que os nossos parceiros internacionais e empresas locais se defendam e se preparem melhor contra este tipo de ação», adiantou.
Raab deixou ainda uma outra garantia: «O Reino Unido vai continuar a trabalhar com os seus aliados para denunciar o comportamento malicioso da Rússia».
O ataque à empresa de serviços de Tecnologias de Informação, SolarWinds, descoberto em dezembro do ano passado, é considerado um dos golpes de espionagem cibernética mais graves sofridos pelos Estados Unidos.
Acredita-se que hackers russos tenham infetado o seu software Orion amplamente utilizado, com um código que lhes permite ter acesso aos sistemas de pelo menos nove agências dos EUA e 18 mil organizações em todo o mundo, incluindo o FBI, a NATO e o Parlamento Europeu.












