Dois homens foram condenados a prisão perpétua no Reino Unido por planearem um ataque inspirado no grupo extremista Estado Islâmico contra a comunidade judaica em Manchester, noticiou a agência ‘Reuters’.
Walid Saadaoui, de 38 anos, e Amar Hussein, de 52, foram considerados culpados de preparar atos terroristas entre 13 de dezembro de 2023 e 9 de maio de 2024, após julgamento no Tribunal da Coroa de Preston. O juiz Mark Wall determinou penas mínimas de 37 anos para Saadaoui e 26 anos para Hussein, afirmando que ambos estiveram “muito perto de executar este plano”.
Segundo os procuradores, a dupla pretendia utilizar armas automáticas para matar o maior número possível de judeus. As autoridades consideraram que o ataque poderia ter sido um dos mais letais da história recente do Reino Unido.
Armas contrabandeadas e agente infiltrado
O tribunal ouviu que Walid Saadaoui planeava contrabandear quatro espingardas de assalto AK-47, duas pistolas e cerca de 900 munições para o país. Meses antes, o arguido, natural da Tunísia e pai de dois filhos, tinha pago um sinal pelas armas, acreditando estar a negociar com um extremista chamado “Farouk”. Na realidade, tratava-se de um agente infiltrado.
A Polícia da Grande Manchester sublinhou que o agente encoberto desempenhou um “papel crucial” na prevenção do ataque.
Um terceiro homem, Bilel Saadaoui, de 36 anos, irmão mais novo de Walid Saadaoui, foi igualmente condenado por não ter divulgado informações relacionadas com atos terroristas.
Contexto e impacto
O julgamento teve início uma semana após um ataque mortal não relacionado numa sinagoga na região de Manchester, aumentando a tensão local.
As autoridades britânicas reiteraram que a rápida intervenção policial e a ação encoberta foram determinantes para evitar o que poderia ter sido um ataque de grande escala contra a comunidade judaica no noroeste de Inglaterra.
Com as condenações agora proferidas, o caso é descrito pelas autoridades como um exemplo da ameaça persistente representada por extremistas inspirados por organizações jihadistas, bem como da importância da vigilância e cooperação no combate ao terrorismo.







