A BBC preparou uma série de guiões para rádio a serem lidos no ar na eventualidade de acontecerem apagões no Reino Unido, este inverno, devido à falta de gás.
Os guiões em causa, consultados pelo Guardian, têm como objetivo garantir que o público seria tranquilizado na eventualidade de “um apagão total” que desligasse as redes de telefone, o acesso à internet, sistemas bancários ou até semáforos em todo o país. Apenas a Irlanda do Norte não seria afetada neste cenário, já que partilha a mesma rede elétrica que a República da Irlanda.
A população seria aconselhada a usar rádios de carros ou aparelhos alimentados a baterias ou pilhas para ouvir as emissões de emergência em FM e em frequências de onda longa, normalmente reservadas aos canais da BBC Radio 2 e Radio 4.
Um dos guiões, por exemplo, avisa que o apagão pode durar até dois dias, com os hospitais, polícia e outras instituições “sob imensa pressão”.
Noutro guião, lê-se: “O governo já disse esperar que a energia seja reposta nas próximas 36 a 48 horas. Partes diferentes do Reino Unido vão começar a receber fornecimento elétrico de forma intermitente antes de ser reposto na totalidade”.
Os documentos foram escritos por jornalistas da BBC como parte do plano de emergência criado para lidar com cenários hipotéticos e incluem detalhes sobre cada localidade das várias regiões do Reino Unido.
São preparados já que, perante uma emergência nacional, a BBC tem o papel formal e oficial de ajudar a disseminar informação por todo o país, no âmbito do plano de contingência civil posto em marcha em cada caso.
“Se parece a algum ministro do governo do Reino Unido que se está perante uma emergência, esse ministro pode requerer que a BBC transmita ou distribua de outra forma qualquer anúncio ou programa”, lê-se nos estatutos da empresa que fundamentam os guiões de emergência.
O governo trabalha com a BBC na criação de documentos deste tipo, mas não é claro que, desta vez, o governo de Truss tenha colaborado. Questionado pelo tema, um porta-voz governamental adianta ao Guardian que o executivo “está confiante que esse não será um cenário que enfrentaremos este inverno.


