Reino Unido. A três dias das eleições, sondagens dão vitória confortável a Boris Johnson

A imprensa britânica publicou, esta segunda-feira, projecções que dão uma vitória clara a Boris Johnson. A três dias das eleições, a 12 de Dezembro, os conservadores aumentaram em cinco pontos percentuais (p.p.) a sua diferença face aos trabalhistas de Jeremy Corbyn, mostram dados da sondagem Survation, elaborada para o programa «Good Morning Britain”, da ITV.

As intenções de voto dos britânicos dão uma vitória expressiva ao líder do Partido Conservador (45%), o que lhe permitirá concluir o divórcio inglês a 31 de Janeiro, tal como previsto no último acordo de prorrogação do prazo de saída. Os trabalhistas concentram 31% das preferências, uma diferença de 14 p.p..

«48% dos eleitores do Partido Trabalhista disseram-nos que ‘pensavam votar num partido ou candidato que não era a sua primeira escolha para impedir um candidato ou partido de que não gostam de ganhar’. Contudo, o nível de voto táctico e a coordenação necessárias para alcançar o objectivos da maioria de eleitores que defendem ficar na União Europeia teria que ser significativo para ultrapassar a maioria conservadora», segundo o resumo da sondagem.

Já numa sondagem compilada pela Press Association a diferença entre as forças políticas é de dez p.p., com os conservadores a conquistarem uma fatia de 43% e os trabalhistas 33%.

Também na última sondagem YouGov, o líder do Partido Conservador britânico surge num primeiro lugar confortável, com 43% das intenções de voto, o que dá uma vitória por maioria absoluta a Boris Johnson. A concretizar-se, esta será a maior vitória dos conservadores em mais de três décadas. Esta projecção dá 359 deputados aos conservadores, o que se traduz numa maioria de 68 deputados no Parlamento e mais 42 do que na última eleição encabeçada pela então primeira-ministra Theresa May.

Contudo, na recta final da campanha eleitoral, Boris Johnson está debaixo de fogos, depois de ter sido publicada no “Daily Mirror” a fotografia de uma criança de quatro anos a dormir no chão de um hospital por falta de camas. «É uma foto terrível e peço desculpas à família e a todos os que tiveram uma má experiência no Serviço Nacional de Saúde [NHS, na sigla em inglês]», disse Johnson à “ITV”, sem olhar para a fotografia, e reafirmando as promessas de mais investimento no sistema nacional de saúde. 

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