Rei emérito Juan Carlos I está só “à espera que procuradora-geral encerre o processo” para voltar a Espanha

Quem o disse foi o jornalista e amigo de Juan Carlos I, Raúl del Pozo, exclusivamente para o programa ‘Onda Cero Más de Uno’.

Simone Silva

O rei emérito de Espanha, Juan Carlos I, está “bem” e “à espera que a dona Dolores [Delgado, procuradora-geral do Estado] decida encerrar o processo” – que ainda está aberto, devido à origem da sua fortuna pessoal – para regressar ao seu país, avança o jornal espanhol ‘Publico’.

Quem o disse foi o jornalista e amigo de Juan Carlos I, Raúl del Pozo, exclusivamente para o programa ‘Onda Cero Más de Uno’.

Juan Carlos encontra-se em Abu Dabi há cerca de dois anos, depois de ter saído de Espanha em virtude de uma investigação, ainda em curso, para determinar se o rei emérito recebeu doações não declaradas e se escondeu fundos em paraísos fiscais.

Segundo o ‘Publico’, o responsável quer recuperar o papel que tinha antes de sair de Espanha e tudo depende do filho Felipe VI, que com o seu silêncio tem alimentado a especulação.

Enquanto isso, o Ministério Público alargou, a 22 de dezembro, o prazo para a investigação sobre a origem dos bens do rei emérito, que iria expirar em breve, tendo concedido uma prorrogação de seis meses, o que não significa que não possa ser rescindido antes.

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Outra das investigações sobre o ex-monarca aponta para a suposta existência de uma conta bancária de 10 milhões de euros em nome do ex-chefe de Estado na ilha de Jersey, um paraíso fiscal. Essa investigação já foi prorrogada por Dolores Delgado até junho de 2022.

A Procuradoria do Supremo Tribunal de Espanha suspeita que Juan Carlos I tenha criado a sua fortuna através de “comissões e outros benefícios de natureza semelhante, intermediados em negócios internacionais” , incluindo, por exemplo, a venda de armas para países árabes.

A investigação, conduzida por Juan Ignacio Campos, em conjunto com o Procurador Geral de Anticorrupção, Alejandro Luzón , e uma equipa de procuradores do Supremo Tribunal, levou a cabo uma comissão rogatória às autoridades suíças para investigar as denúncias sobre a origem ilícita dos fundos.

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