O rei Carlos III notificou a demissão de quase uma centena de trabalhadores em Clarence House, a sua residência oficial enquanto foi príncipe de Gales, num momento em que o seu escritório e o da rainha consorte Camila vão mudar-se para o Palácio de Buckingham, residência oficial da família real britânica em Londres desde 1837, por ocasião da morte da rainha Isabel II.
Até 100 funcionários da residência real, incluindo alguns com uma folha de serviço de décadas, terão sido notificados na passada segunda-feira de que poderiam perder os seus empregos após a mudança dos reis para a nova residência, revelou esta quarta-feira o jornal britânico ‘The Guardian’.
Entre os trabalhadores alvo de demissão estão secretários particulares de Clarence House, a equipa de comunicação, o escritório de finanças e funcionários domésticos, que terão recebido a notificação no momento em que estava a ser celebrada a primeira missa de despedida da rainha Isabel II em Edimburgo. A carta foi entregue pelo principal assessor do rei Carlos III, Clive Alderton.
“Estão todos furiosos, incluindo os secretários particulares e a equipa mais experiente. Todos os funcionários estão a trabalhar até tarde todas as noites desde quinta-feira (o dia em que Isabel II morreu). As pessoas ficaram visivelmente chocadas com isso”, revelou o jornal britânico. Alderton afirmou estar ciente de que a notícia é “perturbadora” e garantiu que certos funcionários que fornecem “apoio e aconselhamento direto, próximo e pessoal” a Carlos e Camila vão continuar no cargo. O conselheiro do rei agradeceu o “longo e leal” serviço prestado aos trabalhadores de Clarence House, e detalhou que será dada a possibilidade de emprego alternativo noutras casas reais aos que forem despedidos.






