Regulador americano sabia das falhas do Boeing 737 Max. Mesmo assim, o avião descolou

A Administração Federal de Aviação estava ciente das falhas dos aviões Boeing 737 Max quando autorizou que aquele modelo operasse, mesmo depois de as conclusões de um relatório terem revelado fortes indícios de um acidente fatal a cada dois ou três anos.

Executive Digest

Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) estava ciente das falhas dos aviões Boeing 737 Max quando autorizou que aquele modelo operasse, mesmo depois de as conclusões de um relatório terem revelado fortes indícios de um acidente fatal a cada dois ou três anos, avança o jornal norte-americano “The Wall Street Journal” (WSJ). 

A FAA concluiu que seriam possíveis prever 15 acidentes fatais se fosse realizadas mudanças no software de controlo de voo, nomeadamente o sistema automático Maneuvering Characteristics Augmentation System dos novos 737 Max.

De acordo com o “WSJ”, foram os pilotos envolvidos nos dois acidentes, que vitimaram 346 pessoas na Indonésia e Etiópia, que admitiram dificuldades depois de um sensor danificado ter enviado o avião para uma colisão fatal, minutos depois da descolagem.

O Boeing 737 Max 8 é a última versão da gama 737 da fabricante americana e o avião de passageiros mais vendido do mundo. Desde a primeira venda, em Março de 2018, foram encomendados mais de 4700 aviões desta nova versão por mais de 100 clientes de todo o mundo.

Em meados de Março, o “Expresso” noticiou que, de acordo com a Autoridade de Aviação Civil, não há qualquer Boeing 737 Max ao serviço das transportadoras aéreas portuguesas. Ainda assim, existem várias companhias internacionais que operam no país e que adquiriram aquele modelo.

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