Filinto Lima, Presidente da Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos de Escolas Públicas, considera que o sucesso da retoma dos próximos níveis de ensino (segundo e terceiro ciclos e secundário) depende da forma como correrem estas duas semanas de regresso às escolas dos mais pequenos. Ainda assim, para já, o balanço «é muito positivo», afirma.
«Eu acho que a forma como correr o regresso do pré-escolar e do primeiro ciclo, que ainda vai a meio, começou há uma semana, será o barómetro da retoma dos restantes níveis de ensino», indica em declarações à Executive Digest.
Segundo o responsável, «está tudo de olhos postos nas escolas e na forma como se comportam nesta altura de pandemia e portanto se isto correr bem, e até agora tem corrido muito bem, acho que todos nós vamos ter mais confiança na retoma da segunda fase (segundo e terceiro ciclos) e da terceira fase (ensino secundário)».
«Faço depender muito estes regressos, quer da segunda fase quer da terceira, do sucesso que a retoma às escolas (dos mais pequenos) tiver», afirma, sublinhando que «até agora está a correr muito bem, mas temos de aguardar».
Filinto Lima refere que o balanço desta primeira semana «é muito positivo». O facto de ter acontecido a testagem nas escolas é um «motivo de relevo» que contribuiu para que o regresso às escolas tivesse ainda mais sucesso, aponta. «Alguns destes alunos já estavam em casa há mais de 80 dias úteis de aulas, é muito tempo, sobretudo sendo mais novos, com menos autonomia», reitera.
Também Manuel Pereira, Presidente da Associação Nacional de Dirigentes Escolares, concorda que o balanço desta primeira semana foi «muito positivo» e por esse motivo as expectativas para o futuro são também elevadas.
«O balanço está de acordo com o esperado, é muito positivo, juntou-se a vontade de regressar à escolas, com a vontade de receber os alunos, por isso correu tudo muito bem», afirma à Executive Digest. «Falei com vários professores do país inteiro e com alguns pais, que revelaram que os alunos estavam cansados de estar em casa, tal como os professores», acrescenta.
«Foi uma semana em que a adaptação foi muito fácil, rapidamente os alunos entraram no ritmo e começaram a trabalhar, tal como esperávamos», refere, sublinhando que por esse motivo a retoma dos restantes níveis de ensino só pode correr bem.
«Estamos ansiosos que os alunos regressem, não há nada que substitua a escola e naturalmente há alguns que em casa não estão a fazer muito», indica sublinhando: «Precisamos que voltem à sala de aula rapidamente, porque também eles estão ansiosos, começam a ficar cansados, de estar em casa, de trabalhar ao computador sozinhos e começam aos poucos a desinteressar-se», afirma.
Recorde-se que segundo o que ficou estipulado pelo Governo, os alunos das creches, pré-escolar e primeiro ciclo regressaram às escolas no passado dia 15 de março. Na próxima segunda-feira, 5 de abril, será a vez dos alunos do segundo e terceiro ciclos, altura em que também abrem os ATL. Por último, a 19 de abril acontece a retoma do ensino secundário e superior, se tudo correr como previsto.












