Regresso às escolas: 80% dos professores dizem que a distância social não é cumprida e 52% alertam para a falta de máscara

Conclusão é de um estudo promovido pela Federação Nacional da Educação (FNE), analisando as condições em que o regresso presencial está a decorrer. 

Simone Silva

Cerca de 80% dos professores dizem que as regras de distância social não estão a ser cumpridas no regresso às escolas e 53% apontam para a falta de uso de máscara. A conclusão é de um estudo promovido pela Federação Nacional da Educação (FNE), que analisa as condições em que o regresso presencial está a decorrer.

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Num comunicado enviado às redações, o organismo indica que 37% dos docentes refere que os alunos não estão a cumprir as normas. «Este dado é depois confirmado por mais de 80% dos inquiridos que consideram que o distanciamento social não é respeitado, havendo ainda 52% a referirem a falta de uso da máscara facial nos espaços comuns».

«De qualquer modo, não podemos esquecer de que estamos neste momento a tratar de alunos do Pré-Escolar e do 1º ciclo», ressalva a FNE.

Outra das conclusões prende-se com o facto de que 92% do número total de docentes consideram que os alunos se adaptaram ao regresso às escolas. Adicionalmente, foi possível observar que quase 60% dos educadores de infância e professores do 1º ciclo consideram que o bem-estar e a saúde mental dos seus alunos melhoraram com o regresso ao ensino presencial.

Observa-se ainda que «o regresso ao funcionamento das escolas com alunos não trouxe qualquer mudança ao nível de bem-estar dos Trabalhadores Não Docentes, que genericamente se têm mantido em atividade nas suas escolas».

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Cerca de um terço destes profissionais «assinalou também que o seu bem-estar melhorou nestas circunstâncias, e 13,6% considerou estar agora em situação pior». Desta forma, foi possível observar que 32,8% dos docentes registam que o seu bem-estar e saúde mental melhorou com o regresso à atividade letiva, 3,6% consideram-se pior em termos de bem-estar e saúde mental com este regresso e 58% dos docentes assumem que a saúde mental e o bem-estar dos alunos melhoraram com a retoma.

Relativamente ao sentimento em relação às medidas de segurança adotadas nas escolas, apenas 17% dos docentes se declaram pouco ou nada confiante em relação a elas, e 78% afirmam que a escola em que trabalha está a organizar todos os aspetos necessários para garantir que seja um local seguro. «Os Não Docentes inquiridos respondem com o mesmo tipo de sentimentos, e na mesma ordem de percentagens».

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