Regresso às aulas presenciais pode acelerar segunda vaga de covid-19, alerta estudo

Caso as escolas reabram por completo já em Setembro, um novo pico poderá ter lugar em Dezembro.

Executive Digest

Sem testes ou monitorização de contactos de pessoas infectadas, a reabertura das escolas e a suavização das restrições deverão resultar numa segunda onda de contágio de COVID-19. A conclusão é de um estudo publicado na revista médica britânica The Lancet.

Caso as escolas reabram por completo já em Setembro, um novo pico poderá ter lugar em Dezembro. Por outro lado, se se optar por um sistema de ensino rotativo, os investigadores apontam para um novo pico em Fevereiro de 2021.

“Em qualquer dos casos, uma segunda onda resultaria num R acima de 1”, lê-se no estudo. Outra das consequências previstas é uma taxa de infecção duas a 2,3 vezes superior à registada na primeira onda, o que significa que a nova vaga poderá ser pior do que a inicial.

A investigação sublinha que aumentar o número de testes poderá ser uma das soluções. Quando se verifica um nível elevado de testes (entre 59 e 87% de pessoas com sintmoas testadas) e um sistema eficaz de monitorização e isolamento, “o regresso de uma epidemia pode ser prevenido”.

Assumindo que 68% dos contactos de uma pessoa infectada podem ser identificados, os investigadores indicam que 75% dos indíviduos com uma infecção sintomática teriam de ser testados e os casos positivos colocados em isolamento. Por outro lado, se apenas 40% dos contactos forem identificados, este número aumenta para 87%.

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As estimativas têm por base a realidade do Reino Unido, considerando o progressivo desconfinamento desta região. De acordo com os autores do estudo, agora é o momento ideal para analisar o impacto de quaisquer mudanças em termos de estratégia, incluindo a reabertura das escolas.

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