Um estudo, realizado pela Academia americana de Pediatria e pela Associação Hospitalar Infantil, conclui que cerca de 97 mil crianças norte-americanas testaram positivo para o novo coronavírus, nas duas últimas semanas de Julho, o equivalente a um quarto do número total de diagnosticados desde Março, avança o ‘Washington Post’.
De acordo com a mesma publicação, importa referir que o estudo considerou como crianças jovens, com menos de 19 anos de idade, residentes em 49 estados dos Estados Unidos.
Esta continua a ser uma pequena fracção do número de casos registados a nível nacional no país, de cerca de 8,8%. Contudo, os dados vêm assim sublinhar a falsidade da afirmação de Donald Trump de que as crianças eram «quase imunes» à doença e que acabou por ser eliminada do Twitter.
«O aumento de infecções pediátricas surge à medida que as crianças entram pela primeira vez em meses, nas escolas. Durante meses, professores, pais e políticos têm discutido se os riscos que o novo coronavírus representa para as crianças superam os benefícios da aprendizagem presencial», escreveu a jornalista do ‘Washington Post’, Chelsea Janes.
A responsável continua dizendo: «Muitos distritos escolares optaram por funcionar de forma totalmente remota até que o número de casos diminua. Alguns optaram por sistemas híbridos de aprendizagem em que as crianças frequentam a escola presencialmente apenas alguns dias por semana para limitar a aglomeração. Mas mesmo as escolas com medidas que limitam o número de alunos já sofreram surtos».
O impulso para reabrir escolas desencadeou manifestações por parte de educadores, estudantes e pais. 70% dos novos casos em crianças foram relatados nos estados norte-americanos do Sul e do Oeste. Ainda assim, as mortes em crianças devido à Covid-19 continuam a ser bastante raras, representando apenas 1% do total nacional.




