Registados dois casos de tromboembolismo em Portugal, só um relacionado com a AstraZeneca

Houve dois casos de reações adversas a vacinas em Portugal, conforme admitiu o presidente do Infarmed, Rui Ivo, em conferência de imprensa, onde foi anunciado que as autoridades de saúde portuguesas recomendam a administração da vacina da AstraZeneca contra a covid-19 apenas em pessoas acima dos 60 anos de idade.

“Foram assinaladas duas situações” de fenómenos trombóticos após a aplicação de vacinas contra a Covid-19. “Um deles com a vacina da AstraZeneca e outro com uma das outras vacinas”, reconheceu.

Rejeitando pormenorizar o assunto, Rui Ivo ainda acrescentou que os dois casos “são pouco diferentes daqueles que estão referenciados” e aconteceram precisamente em escalão etário mencionado pela análise da Agência Europeia de Medicamentos, ou seja, abaixo dos 60 anos.

A vacina da farmacêutica AstraZeneca tem estado envolta em polémica e tanto a Agência Europeia do Medicamento (EMA) como a Organização Mundial de Saúde (OMS) concluíram esta semana existir ligações entre a toma do produto e o aparecimento de coágulos sanguíneos.

De acordo com o regulador europeu, estes casos muito raros de coágulos de sangue ocorreram, principalmente, em mulheres com menos de 60 anos de idade no prazo de duas semanas após a vacinação, embora não se tenha chegado a qualquer conclusão sobre fatores de risco específicos.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, apelou às pessoas que já receberam a primeira dose da vacina para que se “mantenham tranquilas”, uma vez que as reações adversas que foram notificadas são “extremamente raras”.

“No entanto, nos 07 a 14 dias após a administração da vacina, devem estar atentas a sintomas como dores de cabeça persistentes, hematomas, manchas vermelhas na pele e sintomas semelhantes a um a AVC. Nestes casos, devem contactar de imediato o médico”, referiu a responsável da DGS.

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