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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Ébola: Uganda dá alta a último paciente infetado com o vírus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 13:00:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Uganda já não tem casos de pessoas infetados pelo vírus Ébola, tendo o último doente saído hoje do hospital após ter recuperado, mas é preciso esperar 42 dias para o país ser declarado livre do vírus, anunciaram fontes oficiais.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Uganda já não tem casos de pessoas infetados pelo vírus Ébola, tendo o último doente saído hoje do hospital após ter recuperado, mas é preciso esperar 42 dias para o país ser declarado livre do vírus, anunciaram fontes oficiais.</P><br />
<P>&#8220;Hoje, na unidade de tratamento do Ébola do Hospital Mulago, estamos felizes por ver sair o último doente afetado pelo (vírus) Ébola&#8221;, declarou à imprensa o ministro da Saúde ugandês, Chris Baryomunsi, ao lado do representante da Organização Mundial da Saúde (OMS) no Uganda, Kasonde Mwinga.</P><br />
<P>&#8220;Temos agora de aguardar 42 dias&#8221; sem que seja declarado nenhum novo caso &#8220;para confirmar que vencemos o Ébola&#8221;, prosseguiu o ministro, nas declarações citadas pela agência francesa de notícias, France-Presse (AFP).</P><br />
<P>Os 42 dias representam o dobro do período máximo de incubação do vírus, de acordo com as diretrizes da OMS, salientou o governante, acrescentando que centenas de contactos tinham sido colocados em isolamento durante 21 dias e já tinham saído. &#8220;Vamos manter-nos vigilantes e reforçar as medidas ao longo da fronteira para minimizar ou evitar totalmente a transmissão transfronteiriça, assegurou, concluindo que &#8220;o Ébola pode ser vencido&#8221;.</P><br />
<P>A atual epidemia da doença causada pelo vírus Ébola foi oficialmente declarada em 15 de maio na República Democrática do Congo (RDCongo), na província de Ituri, no nordeste do país, na fronteira com o Sudão do Sul e o Uganda. </P><br />
<P>Segundo o Ministério da Saúde do Uganda, o país registou 20 casos confirmados, dos quais dois pacientes faleceram, tendo todos os restantes recuperado.</P><br />
<P>A RDCongo, foco da epidemia, confirmou até ao momento cerca de 2 mil casos de infeção, dos quais resultaram mais de 700 mortos, mas a OMS alertou na terça-feira que a verdadeira dimensão da epidemia poderá ser duas a quatro vezes superior, sublinhando que o vírus se propaga mais rapidamente do que nunca na história.</P><br />
<P>Atualmente, não existe vacina nem tratamento contra o vírus Bundibugyo, responsável pela epidemia atual, mas a OMS indicou ter lançado na terça-feira um primeiro ensaio clínico de um tratamento antiviral.</P><br />
<P>O Ébola, que matou mais de 15 mil pessoas em África nos últimos 50 anos, provoca uma febre hemorrágica extremamente contagiosa através dos fluidos corporais dos doentes, vivos ou mortos.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790147]]></sapo:autor>
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		<title>Ormuz já está fechado. Irão prepara houthis para bloquear segunda grande rota do petróleo se os EUA atacarem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:59:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[houthis]]></category>
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		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[mar vermelho]]></category>
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					<description><![CDATA[Fonte próxima dos houthis afirmou que o grupo já concluiu os preparativos para atacar embarcações e aguarda apenas uma ordem para avançar]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Irão terá pedido aos houthis do Iémen que se preparem para bloquear a navegação no Mar Vermelho caso os Estados Unidos ataquem as infraestruturas energéticas iranianas, numa ameaça que poderá atingir em simultâneo duas das principais rotas de exportação de petróleo do Médio Oriente.</p>
<p>Segundo três fontes ouvidas pela &#8216;Reuters&#8217;, a possibilidade foi discutida pela liderança da República Islâmica e transmitida recentemente ao movimento apoiado por Teerão. A mensagem surge depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter ameaçado atacar instalações energéticas iranianas.</p>
<p>Duas fontes iranianas de alto nível e uma fonte regional conhecedora das conversações disseram à agência que os houthis foram informados do pedido, embora não tenham esclarecido de que forma a mensagem foi transmitida nem quando ocorreu.</p>
<p><strong>Mísseis e drones posicionados junto ao estreito</strong></p>
<p>Uma fonte próxima dos houthis afirmou que o grupo já concluiu os preparativos para atacar embarcações e aguarda apenas uma ordem para avançar.</p>
<p>Mísseis e drones terão sido posicionados nas terras altas do Iémen com vista para Hodeida e para o Golfo de Áden, junto ao estreito de Bab el-Mandeb, a passagem que liga o Mar Vermelho ao oceano Índico.</p>
<p>A mesma fonte adiantou que representantes da Guarda Revolucionária iraniana presentes no Iémen deverão controlar a decisão sobre o momento de tentar fechar a rota.</p>
<p>O estreito de Bab el-Mandeb é uma das principais portas de entrada para o Mar Vermelho e uma passagem essencial para o comércio marítimo entre a Ásia, o Médio Oriente e a Europa.</p>
<p><strong>Duas grandes rotas energéticas em risco</strong></p>
<p>A ameaça ganha maior dimensão porque o Estreito de Ormuz já se encontra fechado pelo Irão. Antes do atual conflito, esta passagem era utilizada para transportar cerca de um quinto do fornecimento mundial de energia.</p>
<p>Um bloqueio ou uma campanha de ataques no Mar Vermelho colocaria sob pressão também a principal alternativa utilizada pelos países do Golfo para escoar petróleo depois do encerramento de Ormuz.</p>
<p>Atualmente, cerca de 7% do fornecimento energético mundial passa pelo Mar Vermelho, depois de uma parte significativa das exportações do Golfo ter sido desviada para esta rota.</p>
<p>A Arábia Saudita terá transferido cerca de 70% das suas exportações de energia para o porto de Yanbu, no Mar Vermelho. Um ataque ao porto ou às embarcações que ali operam poderia causar novas perturbações no mercado petrolífero.</p>
<p><strong>Irão procura aumentar o custo de um ataque dos EUA</strong></p>
<p>Fontes regionais próximas de Riade disseram à &#8216;Reuters&#8217; que a Arábia Saudita está a levar seriamente as ameaças iranianas e dos houthis, numa altura em que o grupo iemenita terá reforçado a coordenação com Teerão.</p>
<p>Uma das fontes considera que o objetivo do Irão passa por aumentar o custo económico de uma eventual ofensiva dos Estados Unidos, ameaçando não apenas a navegação internacional, mas também as exportações sauditas.</p>
<p>“Qualquer pessoa com uma espingarda pode interromper a navegação. Não são necessários mísseis sofisticados”, afirmou uma fonte regional, sublinhando a vulnerabilidade desta passagem marítima.</p>
<p>O bloqueio não teria necessariamente de ser total para provocar efeitos. A simples ameaça de ataques poderá levar transportadoras e seguradoras a evitar a zona, aumentando os custos e os tempos de transporte.</p>
<p><strong>Regresso à rota em redor de África</strong></p>
<p>Durante a guerra em Gaza, os ataques houthis a navios no Mar Vermelho levaram várias das maiores companhias de navegação mundiais a desviar as embarcações pelo cabo da Boa Esperança.</p>
<p>A rota em redor de África é consideravelmente mais longa e dispendiosa, aumentando o consumo de combustível, os prémios de seguro e os prazos de entrega.</p>
<p>Uma nova campanha de ataques poderia obrigar novamente as empresas a abandonar o Mar Vermelho, num momento em que a rota alternativa através de Ormuz já está bloqueada.</p>
<p>Torbjorn Solvedt, analista para o Médio Oriente da empresa de avaliação de risco Verisk Maplecroft, alertou que uma escalada entre os houthis e a Arábia Saudita ocorre num momento especialmente perigoso.</p>
<p>Caso os combates atinjam infraestruturas de exportação e o transporte marítimo, estará ameaçada a única grande rota alternativa para o petróleo da região, afirmou.</p>
<p><strong>Trégua entre houthis e Arábia Saudita sob pressão</strong></p>
<p>As tensões agravaram-se depois de os houthis terem lançado mísseis contra a Arábia Saudita, acusando Riade de bombardear um aeroporto sob controlo do grupo.</p>
<p>O ataque quebrou uma trégua que durava há quatro anos entre o movimento iemenita e as autoridades sauditas.</p>
<p>A &#8216;Reuters&#8217; salienta que os houthis ainda não entraram formalmente no conflito mais amplo entre o Irão e os Estados Unidos, mas fazem parte do chamado “Eixo da Resistência” apoiado por Teerão.</p>
<p>Esta aliança inclui também o Hezbollah libanês e grupos armados xiitas iraquianos, alguns dos quais já participaram na atual escalada regional.</p>
<p><strong>EUA acusam Irão de armar os houthis</strong></p>
<p>Washington acusa o Irão de fornecer armas, financiamento e treino aos houthis, incluindo através de apoio canalizado pelo Hezbollah.</p>
<p>Teerão rejeita essas acusações, embora reconheça politicamente o movimento como um dos seus principais aliados na região.</p>
<p>A atual guerra começou a 28 de fevereiro, depois de Israel e dos Estados Unidos terem atacado o Irão. Teerão respondeu com o encerramento de Ormuz, provocando uma forte perturbação nos fluxos energéticos.</p>
<p>As tensões voltaram a aumentar após o colapso, em junho, de uma frágil trégua entre Washington e Teerão.</p>
<p>Se os houthis receberem ordem para atacar a navegação no Mar Vermelho, a crise deixará de estar concentrada numa única passagem marítima e poderá atingir simultaneamente as duas rotas essenciais para as exportações energéticas do Médio Oriente.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790146]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Livre, PCP e BE exigem que ministro assuma responsabilidades ao invés de culpar professores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:45:33 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[ Fabian Figueiredo apelou ainda a todos os partidos, inclusive PSD e CDS-PP para que viabilizem a comissão parlamentar de inquérito proposta pelo BE, por estar "em causa um pilar fundamental do sistema de ensino e do acesso ao Ensino Superior"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Livre, PCP e BE exigiram hoje ao ministro da Educação que assuma as suas responsabilidades sobre as falhas no processo de correção digital dos exames nacionais e que &#8220;nem pense&#8221; em culpar os professores por eventuais atrasos.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, a deputada do Livre Filipa Pinto considerou &#8220;inacreditável que o senhor ministro mais uma vez não assuma as suas responsabilidades&#8221;, depois de Fernando Alexandre ter afirmado esta manhã que faltam professores para classificar os exames nacionais de algumas disciplinas, apelando à disponibilidade dos docentes.</p>
<p>&#8220;A culpa deste caos não é dos professores, a culpa é de terem levado a cabo uma megalómana digitalização de exames, sem qualquer planeamento, prevenção e agora também implementação. Uma implementação que, como estamos a perceber, tem sido um desastre&#8221;, criticou a deputada do Livre.</p>
<p>Filipa Pinto considerou que um governante, numa situação destas em que &#8220;famílias e alunos estão em pânico&#8221;, deveria &#8220;trazer tranquilidade&#8221;. &#8220;E um governante que não faz isto não é um bom governante&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Interrogada sobre se este contexto intensifica a necessidade de aprovar uma comissão parlamentar de inquérito, como foi proposto pelo BE, Filipa Pinto respondeu que &#8220;além de auditorias que têm de ser feitas&#8221;, uma comissão deste tipo também poderá &#8220;trazer respostas que são necessárias perceber e compreender num momento destes&#8221;.</p>
<p>Pelo PCP, o deputado Alfredo Maia avisou o Governo para que &#8220;nem pense em tentar responsabilizar os professores pelo que está a acontecer&#8221;, após as declarações do ministro da Educação esta manhã.</p>
<p>&#8220;O que está a acontecer é da exclusiva e inteira responsabilidade do Governo e do Ministério da Educação e por isso tem que assumir todas as responsabilidades. Não pode penalizar os estudantes e também não pode responsabilizar professores que não têm nenhuma responsabilidade neste processo&#8221;, defendeu o deputado.</p>
<p>Alfredo Maia argumentou que &#8220;os últimos desenvolvimentos comprovam mais uma vez a importância do debate de urgência marcado pelo PCP&#8221; para sexta-feira, &#8220;assim como comprova a gravidade da imensa atrapalhada que está montada em relação aos exames e que afeta centenas de milhares de estudantes e as suas famílias&#8221;.</p>
<p>O deputado do PCP rejeitou que sejam &#8220;os estudantes a pagar a fatura&#8221; e a acabar prejudicados neste processo e alertou para o previsível aumento de pedidos de revisão de prova que devem surgir após a publicação das notas finais.</p>
<p>Pelo BE, o deputado único Fabian Figueiredo disse ter assistido a &#8220;uma das conferências de imprensa mais surreais de um ministro&#8221;, acusando Fernando Alexandre de não assumir as suas responsabilidades ao ter &#8220;desmantelado&#8221; os organismos do Ministério e ignorado os alertas do projeto-piloto no exame de Filosofia, que já tinha registado algumas falhas.</p>
<p>Fabian Figueiredo acusou ainda o ministro de mentir, afirmando que Fernando Alexandre &#8220;há uns dias&#8221; garantiu que não havia falta de professores qualificadores e &#8220;à 25.ª hora a desculpa que arranja é esta&#8221;.</p>
<p>O parlamentar defendeu que assim que este processo terminar Fernando Alexandre deve apresentar a sua demissão, porque &#8220;o país precisa de um novo ministro&#8221; e o atual &#8220;não tem credibilidade para nada&#8221;.</p>
<p>O bloquista considerou ainda que o primeiro-ministro tem que garantir que o primeiro dia de aulas começa na data prevista, em setembro, sob pena de &#8220;o caos de julho somar-se ao caos de setembro&#8221;, e desafiou Luís Montenegro a anunciar hoje no debate a isenção da taxa de 25 euros para reapreciação de prova.</p>
<p>Fabian Figueiredo apelou ainda a todos os partidos, inclusive PSD e CDS-PP para que viabilizem a comissão parlamentar de inquérito proposta pelo BE, por estar &#8220;em causa um pilar fundamental do sistema de ensino e do acesso ao Ensino Superior&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790135]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>IL exige a Montenegro que avalie &#8220;condições políticas&#8221; do ministro da Educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:44:35 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Deputado Jorge Miguel Teixeira manifestou preocupação por, na véspera da data prevista para a divulgação das notas de cada aluno, o ministro da Educação "dizer que não consegue garantir às famílias que todo o processo estará concluído" a tempo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A IL defendeu hoje que o primeiro-ministro deve avaliar as &#8220;condições políticas&#8221; do ministro da Educação para continuar em funções caso o processo de correção e divulgação das notas dos exames nacionais do ensino secundário falhe.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas na Assembleia da República, o deputado Jorge Miguel Teixeira manifestou preocupação por, na véspera da data prevista para a divulgação das notas de cada aluno, o ministro da Educação &#8220;dizer que não consegue garantir às famílias que todo o processo estará concluído&#8221; a tempo.</p>
<p>O deputado liberal assinalou que não há &#8220;um plano B&#8221; e afirmou que, &#8220;ou se acabam os processos segundo as regras que estão agora e que estão a dar problemas, ou então não se consegue concluir&#8221;.</p>
<p>&#8220;Tudo isto é extremamente preocupante. Por isso mesmo, a IL já chegou a fazer um requerimento a pedir toda a documentação relativa à preparação desta transformação no ministério e queremos obviamente esclarecer estas dúvidas, porque se se der o caso de que amanhã [sexta-feira] não conseguimos concluir a avaliação da primeira fase dos exames nacionais, então temos um grande problema para as famílias portuguesas e o Ministério da Educação&#8221;, defendeu.</p>
<p>Jorge Miguel Teixeira considerou igualmente que se o processo falhar &#8220;é justificação para o primeiro-ministro considerar as condições políticas em que o ministro continua em funções&#8221;.</p>
<p>&#8220;A IL não vem pedir cabeças. Aquilo que nós queremos é que as famílias sejam tranquilizadas o mais rapidamente possível. Essa deve ser a prioridade, é assegurar que a primeira fase, e já agora a segunda fase dos exames nacionais, conseguem ser concluídas em tranquilidade. Para a primeira fase parece-me que isso já vai ser difícil, mas todo este processo tem de ser concluído e depois sim, o próprio ministro o disse, terá de se apurar responsabilidades&#8221;, salientou.</p>
<p>Questionado sobre se a IL está mais perto de viabilizar a comissão parlamentar de inquérito proposta pelo BE, o deputado e dirigente nacional do partido disse que primeiro quer saber se será possível &#8220;ter acesso a toda a documentação relativa a todo este processo&#8221;.</p>
<p>&#8220;Se não conseguirmos aceder a essa documentação, se não conseguirmos esclarecer todas essas eventualidades com os meios normais do Parlamento &#8211; o Parlamento tem muitos poderes antes de recorrer a uma comissão parlamentar de inquérito -, então sim iremos considerar essa possibilidade levantada pelo BE&#8221;, indicou.</p>
<p>Jorge Miguel Teixeira insistiu ainda que o debate sobre o estado da nação deveria ter sido adiado, como propôs o partido, e acontecer depois do debate de urgência agendado para sexta-feira, precisamente sobre o tema dos exames nacionais.</p>
<p>O deputado considerou que &#8220;todo o dia está a ser contaminado por toda a polémica em torno dos exames nacionais&#8221;, que &#8220;deve ser discutido em sede própria&#8221;.</p>
<p>No debate sobre o estado da nação, &#8220;a IL quer falar de habitação, quer falar de saúde, quer falar de Segurança Social, das reformas que não estão a ser feitas, quer falar da economia, e tudo isso está a ser eclipsado por todo este tema dos exames nacionais&#8221;, lamentou.</p>
<p>Hoje de manhã, o ministro da Educação, Fernando Alexandre, disse faltarem professores para classificar os exames nacionais de algumas disciplinas e admitiu que as pautas dos exames nacionais do ensino secundário poderão não ser afixadas na sexta-feira, conforme previsto, se ainda houver provas por classificar.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790136]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Documentos oficiais à distância de um clique: assim vai funcionar a nova carteira digital europeia em 2027</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:41:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUDI Wallet]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[Objetivo é permitir que a identidade de uma pessoa seja reconhecida digitalmente em todos os países da União Europeia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os cidadãos europeus deverão poder guardar no telemóvel documentos como o cartão de identidade, a carta de condução ou diplomas universitários através da nova Carteira de Identidade Digital Europeia, conhecida como EUDI Wallet.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, a ferramenta deverá entrar em funcionamento em 2027, embora os Estados-membros tenham até ao final de 2026 para disponibilizar aos cidadãos a possibilidade de adicionar documentos à carteira digital.</p>
<p>O objetivo é permitir que a identidade de uma pessoa seja reconhecida digitalmente em todos os países da União Europeia, facilitando procedimentos que atualmente exigem o envio, a digitalização ou a apresentação física de documentos.</p>
<p>A carteira será voluntária e deverá permitir aos utilizadores escolher que informações partilham, com quem e em que momento. Em vez de entregar uma cópia completa de um documento, o cidadão poderá fornecer apenas os dados necessários para cada operação.</p>
<p>Por exemplo, um serviço poderá confirmar que uma pessoa tem mais de 18 anos sem receber o nome completo, a morada ou outros elementos que constam do documento de identificação.</p>
<p><strong>Menos cópias espalhadas por servidores</strong></p>
<p>Uma das principais vantagens apontadas pela Funditec Research é a redução do número de cópias de documentos pessoais armazenadas em servidores de empresas, administrações e outras entidades.</p>
<p>Gonzalo Álvarez Marañón, diretor da organização, considera que a EUDI Wallet poderá ser um dos mecanismos mais relevantes para evitar a multiplicação de cópias de documentos fora do controlo e, muitas vezes, do conhecimento dos próprios cidadãos.</p>
<p>A exposição de dados também deverá diminuir, uma vez que cada transação poderá envolver apenas a informação estritamente necessária, em vez da transmissão de todos os elementos incluídos num cartão de identidade ou noutro documento.</p>
<p><strong>Bancos, saúde e serviços públicos</strong></p>
<p>A interoperabilidade entre os diferentes países deverá acelerar processos transfronteiriços dentro da União Europeia.</p>
<p>De acordo com o &#8217;20 Minutos&#8217;, a identificação poderá tornar-se mais rápida na abertura de contas bancárias, no acesso a serviços de saúde, na interação com organismos públicos e em procedimentos realizados pela Internet.</p>
<p>A carteira poderá também ser utilizada para apresentar habilitações académicas, assinar documentos eletronicamente ou comprovar determinados atributos sem necessidade de enviar ficheiros digitalizados.</p>
<p>O sistema pretende, assim, substituir parte dos processos em que os utilizadores têm atualmente de fotografar, digitalizar ou carregar documentos em plataformas distintas.</p>
<p><strong>Risco de mais serviços exigirem identificação</strong></p>
<p>A maior facilidade na verificação da identidade poderá, contudo, ter uma consequência menos positiva: serviços que atualmente não pedem dados pessoais poderão começar a fazê-lo.</p>
<p>Álvarez Marañón alerta que a simplicidade técnica de solicitar informações poderá levar a uma expansão das exigências de identificação, aumentando o nível geral de controlo sobre os cidadãos.</p>
<p>A Funditec Research chama igualmente a atenção para a necessidade de realizar auditorias aos servidores públicos e garantir que as infraestruturas utilizadas pelos Estados cumprem requisitos exigentes de segurança e transparência.</p>
<p>Outro desafio será assegurar que a população possui conhecimentos digitais suficientes para utilizar a ferramenta, sobretudo entre pessoas mais velhas ou com menor acesso à tecnologia.</p>
<p><strong>Implementação será desigual na Europa</strong></p>
<p>A adoção não deverá avançar ao mesmo ritmo em todos os países. A Funditec Research prevê que os países nórdicos, a Alemanha e a Estónia liderem a implementação, devido à qualidade das respetivas infraestruturas digitais e à maior confiança nas instituições.</p>
<p>Espanha, Itália e alguns países da Europa de Leste poderão progredir mais lentamente, condicionados pela capacidade administrativa e por níveis inferiores de confiança pública nos sistemas digitais.</p>
<p>Apesar destas diferenças, a carteira terá de funcionar entre os Estados-membros, permitindo que um documento emitido num país seja reconhecido e utilizado nos restantes.</p>
<p>A mudança promete tornar mais simples a relação dos cidadãos com empresas e administrações, mas o seu sucesso dependerá da segurança dos sistemas, da proteção efetiva dos dados e da capacidade de impedir que a conveniência se transforme numa exigência generalizada de identificação.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790140]]></sapo:autor>
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		<title>Ucrânia: Kremlin nega crise económica apesar da contração da economia russa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:24:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[economia]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Kremlin]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[O Kremlin negou hoje que a Rússia esteja a atravessar uma crise económica, apesar da contração da economia nos primeiros meses do ano e da escassez de combustíveis provocada pelos ataques ucranianos contra refinarias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Kremlin negou hoje que a Rússia esteja a atravessar uma crise económica, apesar da contração da economia nos primeiros meses do ano e da escassez de combustíveis provocada pelos ataques ucranianos contra refinarias.</P><br />
<P>&#8220;Todos conhecem as dificuldades que a nossa economia está a enfrentar. Essas dificuldades não têm um caráter crítico&#8221;, afirmou o porta-voz da presidência russa (Kremlin), Dmitri Peskov, na habitual conferência de imprensa diária.</P><br />
<P>Peskov acrescentou que o Governo russo &#8220;garante plenamente a estabilidade macroeconómica&#8221;, embora tenha admitido que, tal como o Presidente Vladimir Putin afirmou em várias ocasiões, &#8220;o ritmo de crescimento económico é insuficiente&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;De um modo geral, a economia internacional encontra-se atualmente numa situação bastante difícil, entre outras razões devido a conflitos como o que decorre no Golfo Pérsico&#8221;, afirmou.</P><br />
<P>O porta-voz da presidência russa sublinhou que &#8220;os países da Europa Ocidental e alguns da Ásia também enfrentam dificuldades económicas&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;Naturalmente, a Rússia não pode estar isolada dessa realidade&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Os especialistas consideram que a economia russa, que contraiu 0,3% no primeiro trimestre, está à beira da recessão, o que levou o Governo a rever em baixa a previsão de crescimento para este ano, de 1,3% para 0,4%.</P><br />
<P>O défice orçamental no primeiro semestre ascendeu a 5,731 biliões de rublos (66.000 milhões de euros), o equivalente a 2,5% do Produto Interno Bruto (PIB), mais do dobro do registado no mesmo período do ano anterior.</P><br />
<P>A escassez de combustíveis provocou ainda um aumento dos preços da gasolina e dos custos do transporte de mercadorias, afetando consumidores, produtores e comerciantes.</P><br />
<P>Os ataques ucranianos causaram igualmente perdas significativas no setor do turismo, sobretudo na península da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014 e alvo diário de ataques com drones ucranianos, mas também na costa do mar Negro, devido à poluição causada pelo afundamento de navios petroleiros.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790128]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador: EUA “vão tomar conta” da Venezuela? O que está em causa, como funcionaria e quem mandaria no país</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:22:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Projeto prevê o envio de cerca de 3.000 pessoas e um investimento inicial próximo dos 3.000 milhões de dólares, aproximadamente 2.600 milhões de euros]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os Estados Unidos estão a estudar uma fórmula extraordinária de administração e tutela temporária da Venezuela que permitiria a Washington coordenar a reconstrução do país, impedir um vazio institucional e preparar eleições democráticas. O plano, acelerado após os terramotos de 24 de junho, continua numa fase preliminar e ainda não foi aprovado pela Casa Branca.</p>
<p>De acordo com o &#8216;ABC&#8217;, o projeto prevê o envio de cerca de 3.000 pessoas e um investimento inicial próximo dos 3.000 milhões de dólares, aproximadamente 2.600 milhões de euros. Não se trataria de uma força de combate nem de uma ocupação militar convencional, mas de uma estrutura civil e técnica com ampla capacidade de coordenação e supervisão.</p>
<p>O modelo levanta, contudo, questões decisivas: quem governaria a Venezuela durante a transição, que poderes permaneceriam nas mãos das instituições atuais, durante quanto tempo vigoraria a tutela e quem controlaria os milhares de milhões destinados à reconstrução.</p>
<p><strong>O que está em causa?</strong></p>
<p>A questão central é a criação de uma administração provisória capaz de responder simultaneamente à emergência provocada pelos sismos e à crise política venezuelana.</p>
<p>Washington pretende evitar que a reconstrução fique inteiramente dependente das estruturas herdadas do chavismo, mas também não quer provocar o colapso imediato das instituições que ainda asseguram a distribuição de ajuda, o funcionamento dos serviços públicos e algum controlo territorial.</p>
<p>Segundo o &#8216;ABC&#8217;, a proposta procuraria criar uma solução intermédia: uma presença dos EUA suficientemente forte para acompanhar as decisões e fiscalizar os recursos, sem anexar a Venezuela ou integrá-la formalmente nos Estados Unidos.</p>
<p>O próprio presidente Donald Trump chegou a brincar publicamente com a possibilidade de transformar a Venezuela no 51.º estado americano, mas essa hipótese não integra os cenários efetivamente analisados pela sua administração.</p>
<p><strong>O que mudaria no terreno?</strong></p>
<p>Uma parte significativa das cerca de 3.000 pessoas previstas no plano poderia ser recrutada no Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA. A equipa incluiria ainda especialistas civis em infraestruturas, energia, comunicações, logística, urbanismo e ordenamento do território.</p>
<p>A missão passaria pela recuperação de estradas, pontes, aeroportos, redes elétricas, sistemas de abastecimento de água e edifícios públicos afetados pelos terramotos.</p>
<p>A estrutura teria igualmente responsabilidades na coordenação da ajuda internacional, na definição das prioridades de reconstrução e na supervisão dos projetos financiados com recursos americanos e de outros parceiros.</p>
<p>A tutela poderia, assim, retirar às atuais autoridades venezuelanas parte da capacidade de decidir autonomamente onde e como seria aplicado o dinheiro da reconstrução.</p>
<p><strong>Seria uma ocupação dos Estados Unidos?</strong></p>
<p>Não nos moldes atualmente em discussão. As fontes citadas pelo ABC insistem que não está previsto o envio de um contingente militar de combate nem uma anexação territorial.</p>
<p>Uma das comparações usadas nas conversações internas remete para os acordos de livre associação mantidos pelos EUA com países como as Ilhas Marshall. Nesses casos, Washington assegura apoio financeiro e responsabilidades em áreas como a defesa, enquanto os territórios mantêm a soberania.</p>
<p>A comparação tem, porém, limites evidentes. Esses acordos foram negociados entre Estados soberanos e assentam em tratados próprios. A Venezuela tem uma dimensão, uma população, uma estrutura constitucional e uma crise institucional incomparavelmente mais complexas.</p>
<p>Até ao momento, não existe uma base jurídica fechada para a tutela. Também não está definido quem dirigiria a administração provisória, quais seriam os seus poderes ou quanto tempo permaneceria em funções.</p>
<p><strong>Quais são os objetivos dos EUA?</strong></p>
<p>A Casa Branca pretende alcançar quatro objetivos principais: responder à emergência humanitária, preservar os serviços básicos, impedir a desintegração do Estado e criar condições para a realização de eleições democráticas.</p>
<p>Washington procura ainda garantir que os fundos destinados à reconstrução não ficam sob controlo exclusivo das estruturas chavistas, mas reconhece que afastar imediatamente todos os dirigentes e funcionários ligados ao antigo regime poderia deixar o país sem capacidade administrativa.</p>
<p>O objetivo declarado é que os venezuelanos voltem a escolher livremente o seu governo. A dificuldade está em definir quem controla o país até às eleições e quem tem legitimidade para participar nessa transição.</p>
<p><strong>Que papel terão as duas assembleias nacionais?</strong></p>
<p>O primeiro passo visível desta nova arquitetura política foi o anúncio de uma mesa de trabalho entre as duas assembleias nacionais que reclamam autoridade na Venezuela.</p>
<p>De um lado encontra-se a Assembleia Nacional eleita em 2015, considerada pelos EUA e por parte da oposição como a última instituição legislativa legítima. Do outro está a câmara controlada pelo chavismo.</p>
<p>Dinorah Figuera, presidente da Assembleia de 2015, e Jorge Rodríguez, responsável pela estrutura legislativa ligada ao regime, anunciaram uma “agenda de trabalho conjunta” com início previsto para 1 de agosto.</p>
<p>O diálogo é apresentado como uma resposta à emergência e como uma forma de promover a reconstrução, a estabilidade e o reforço da democracia. Na prática, coloca Washington no centro da reorganização política do país.</p>
<p>A mesa não contém ainda compromissos sobre eleições, libertação de presos políticos, regresso dos exilados ou distribuição do poder. Também não resolve a disputa sobre a legitimidade de Delcy Rodríguez, que assumiu provisoriamente a chefia do Estado depois da queda de Nicolás Maduro.</p>
<p><strong>Quem governaria durante a transição?</strong></p>
<p>Este é um dos pontos mais difíceis. Delcy Rodríguez mantém o controlo de parte significativa do aparelho do Estado e é a principal interlocutora de Washington dentro da antiga estrutura chavista.</p>
<p>Os EUA podem reconhecê-la como uma autoridade de facto, por conservar capacidade administrativa e territorial, mas têm maiores dificuldades em tratá-la como uma governante democraticamente legítima.</p>
<p>A contradição resulta da posição anteriormente assumida por Washington: se Nicolás Maduro não era considerado presidente legítimo, a legitimidade de uma sucessora escolhida através das instituições controladas pelo próprio chavismo fica igualmente fragilizada.</p>
<p>Por outro lado, María Corina Machado e Edmundo González Urrutia são apresentados por setores da oposição como detentores da legitimidade resultante das eleições presidenciais de 2024. Os EUA reconheceram González Urrutia como vencedor desse escrutínio.</p>
<p><strong>Porque está Washington dividido?</strong></p>
<p>Uma parte da administração Trump considera indispensável trabalhar temporariamente com Delcy e Jorge Rodríguez, além de funcionários e responsáveis que ainda controlam setores essenciais do Estado.</p>
<p>Este grupo receia que uma rutura imediata provoque uma desorganização total, interrompa a distribuição da ajuda e deixe o país sem uma autoridade capaz de garantir segurança e serviços básicos.</p>
<p>Outro setor entende que uma transição demasiado dependente das figuras do antigo regime poderá reabilitar o chavismo, afastar a oposição legitimada pelas eleições e produzir apenas uma mudança aparente.</p>
<p>Também existem divergências sobre o regresso de María Corina Machado. Alguns responsáveis defendem a sua integração imediata no processo, enquanto outros receiam que a sua entrada durante a fase mais grave da emergência desestabilize os contactos com Delcy Rodríguez.</p>
<p><strong>Quando poderiam realizar-se eleições?</strong></p>
<p>A administração americana procura aquilo que Michael Kozak, responsável do Departamento de Estado para o continente americano, descreveu como um “ponto intermédio”.</p>
<p>Washington não quer eleições demasiado rápidas, realizadas sem condições mínimas de liberdade e organização, mas também não pretende permitir que a transição se prolongue indefinidamente.</p>
<p>Antes de uma votação, seria necessário atualizar o recenseamento, incluir novos eleitores, nomear autoridades eleitorais independentes e reconstruir parte das infraestruturas afetadas.</p>
<p>Uma transição demasiado longa poderia reduzir a pressão sobre o chavismo e afastar investidores. Como alertou Kozak, dificilmente haverá investimentos de longo prazo se não existir um governo democrático e reconhecido.</p>
<p><strong>O que pode acontecer aos dirigentes chavistas?</strong></p>
<p>As negociações incluem igualmente o futuro político e judicial de Delcy Rodríguez e de outros responsáveis do antigo regime.</p>
<p>Entre setores próximos da oposição circula a hipótese de que a ofensiva do secretário de Estado, Marco Rubio, contra o Tribunal Penal Internacional possa estar relacionada com a procura de garantias para uma saída negociada de alguns dirigentes.</p>
<p>Não existe, porém, qualquer confirmação oficial dessa ligação. Os EUA não podem extinguir unilateralmente investigações do Tribunal Penal Internacional nem impedir que outros países recorram aos seus tribunais ou a mecanismos de jurisdição universal.</p>
<p>Qualquer acordo sobre imunidades ou garantias teria, por isso, limites jurídicos e poderia provocar forte contestação entre as vítimas do regime e os setores da oposição que exigem responsabilização criminal.</p>
<p><strong>Quais são as principais consequências?</strong></p>
<p>A tutela temporária poderia permitir uma reconstrução mais rápida, melhorar a coordenação da ajuda e limitar o risco de apropriação dos fundos por redes políticas e económicas ligadas ao antigo regime.</p>
<p>Poderia também criar condições técnicas para eleições mais credíveis e evitar um vazio de poder num momento de emergência humanitária.</p>
<p>Mas o plano envolve riscos consideráveis. Uma presença americana com amplos poderes poderia ser interpretada como ingerência externa, alimentar a resistência nacionalista e tornar a futura administração dependente de Washington.</p>
<p>Uma transição apoiada em figuras do chavismo poderia conservar as estruturas que os EUA dizem querer substituir. No sentido contrário, uma purga imediata dessas instituições poderia provocar o colapso dos serviços e obrigar a uma intervenção externa muito mais profunda.</p>
<p><strong>O que falta decidir?</strong></p>
<p>O plano não foi aprovado nem anunciado pela Casa Branca. Falta determinar a base jurídica da administração provisória, a identidade dos seus dirigentes, o seu prazo de funcionamento e a relação com as instituições venezuelanas.</p>
<p>Também não existe ainda um calendário eleitoral, um acordo sobre a participação dos diferentes líderes políticos ou uma solução para o estatuto de Delcy Rodríguez e dos restantes responsáveis chavistas.</p>
<p>Washington procura evitar dois extremos: uma desintegração institucional que obrigue a uma intervenção de maior escala e uma estabilização sem democracia que permita ao antigo regime conservar o poder sob uma nova aparência.</p>
<p>Entre esses cenários, os EUA tentam construir uma administração provisória, uma negociação política e um percurso até às eleições. A grande disputa será decidir quem manda na Venezuela durante esse intervalo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790126]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>“Não queremos ser carne para canhão”: jovens alemães recusam o serviço militar e travam o plano de rearmamento de Berlim</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/nao-queremos-ser-carne-para-canhao-jovens-alemaes-recusam-o-servico-militar-e-travam-o-plano-de-rearmamento-de-berlim/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:05:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[objeção de consciência]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[serviço militar]]></category>
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					<description><![CDATA[Departamento Federal para os Assuntos da Família e da Sociedade Civil recebeu 5.862 pedidos de objeção de consciência durante o primeiro semestre de 2026, ultrapassando já os 3.879 registados em todo o ano passado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O número de jovens alemães que pedem o reconhecimento como objetores de consciência e recusam prestar serviço militar aumentou de forma acentuada, numa altura em que Berlim procura reforçar as Forças Armadas e construir o exército convencional mais poderoso da Europa.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Español&#8217;, o Departamento Federal para os Assuntos da Família e da Sociedade Civil recebeu 5.862 pedidos de objeção de consciência durante o primeiro semestre de 2026, ultrapassando já os 3.879 registados em todo o ano passado.</p>
<p>A subida torna-se ainda mais evidente quando comparada com 2024, ano em que foram apresentados 2.249 pedidos. Até ao final de maio, 2.667 requerimentos tinham sido aceites, comparativamente com 2.830 aprovações durante todo o ano de 2025.</p>
<p>A Constituição alemã reconhece o direito à objeção de consciência e determina que ninguém pode ser obrigado, contra as suas convicções, a prestar serviço militar que envolva o uso de armas.</p>
<p>Embora o serviço militar obrigatório permaneça suspenso desde 2011, os pedidos podem funcionar como medida preventiva perante a possibilidade de a conscrição voltar a ser aplicada.</p>
<p>Este ano, todos os homens alemães com mais de 18 anos passaram a ter de preencher um formulário sobre a disponibilidade para servir nas Forças Armadas e a submeter-se a uma avaliação médica. As mulheres são convidadas a voluntariar-se, mas não estão sujeitas ao mesmo processo obrigatório.</p>
<p>O novo modelo de recrutamento foi apresentado pelo ministro da Defesa, Boris Pistorius, que pretende aumentar o número de militares no ativo para 260 mil até 2035.</p>
<p>Os partidos conservadores da União Democrata-Cristã e da União Social-Cristã, que lideram o Governo, já avisaram que o serviço militar obrigatório poderá regressar caso o recrutamento voluntário não produza resultados suficientes. Essa alteração exigiria, contudo, nova legislação.</p>
<p>O aumento das objeções é atribuído, em parte, ao novo sistema de recrutamento que entrou em vigor no início de 2026 e ao receio de que militares alemães possam vir a ser envolvidos em conflitos internacionais.</p>
<p>Entre os cenários que alimentam a preocupação encontram-se uma eventual intervenção no Estreito de Ormuz e uma futura operação de manutenção da paz na Ucrânia depois do fim da guerra.</p>
<p>A Alemanha dispõe atualmente de cerca de 186 mil militares no ativo, depois de ter reduzido profundamente o efetivo e os meios das Forças Armadas nas décadas que se seguiram à Guerra Fria.</p>
<p>A invasão da Ucrânia pela Rússia, a crescente instabilidade internacional e a pressão exercida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, levaram Berlim a acelerar o rearmamento e a abandonar progressivamente a tradicional contenção militar do pós-guerra.</p>
<p>Para obter o estatuto de objetor de consciência, os candidatos têm de apresentar uma carta assinada, um currículo e uma declaração pessoal explicando as razões morais ou religiosas que os impedem de prestar serviço armado.</p>
<p>Apesar do aumento dos pedidos, também cresceu o número de pessoas que pretendem renunciar ao estatuto de objetor anteriormente reconhecido. De acordo com dados citados pelo jornal &#8216;Neue Osnabrücker&#8217;, 233 pessoas desistiram desse direito durante o primeiro trimestre de 2026, depois de 781 o terem feito ao longo de 2025.</p>
<p>Quem mantenha o estatuto de objetor poderá, ainda assim, ser chamado a desempenhar funções civis em caso de emergência nacional ou de segurança.</p>
<p>As sondagens apontam para um apoio significativo ao reforço das Forças Armadas, mas a política tem provocado resistência entre os mais jovens. Milhares de estudantes participaram este ano em protestos e greves escolares contra o rearmamento e o eventual regresso da conscrição, acusando o Governo de querer transformá-los em “carne para canhão”.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790121]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Estes foram os aeroportos mais movimentados da Europa no último ano. Veja o top 10 e os números recorde</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/estes-foram-os-aeroportos-mais-movimentados-da-europa-no-ultimo-ano-veja-o-top-10-e-os-numeros-recorde/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 12:03:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[EO aeroporto de Londres Heathrow voltou a afirmar-se como o mais movimentado da Europa em 2025, depois de ter recebido mais de 84,48 milhões de passageiros ao longo do ano.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>EO aeroporto de Londres Heathrow voltou a afirmar-se como o mais movimentado da Europa em 2025, depois de ter recebido mais de 84,48 milhões de passageiros ao longo do ano. Os novos dados, divulgados pelo Airports Council International (ACI) World, mostram que o tráfego aéreo mundial continuou a recuperar, atingindo 9,8 mil milhões de passageiros, um valor que aproxima o setor da histórica marca dos 10 mil milhões de viajantes anuais.</p>
<p>O ranking, elaborado com base no número total de passageiros embarcados e desembarcados — contabilizando os passageiros em trânsito apenas uma vez — revela também o forte desempenho das infraestruturas aeroportuárias europeias, sobretudo no segmento dos voos internacionais.</p>
<p><strong>Heathrow mantém liderança europeia</strong><br />
Com 84.482.126 passageiros registados em 2025, o aeroporto de Heathrow conservou o estatuto de aeroporto mais movimentado da Europa.</p>
<p>À escala mundial, ocupa a sétima posição, duas abaixo da registada no ano anterior. Ainda assim, o aeroporto londrino conseguiu aumentar o movimento de passageiros em 0,7% relativamente a 2024 e em 4,4% quando comparado com 2019, o último ano antes da pandemia de Covid-19.</p>
<p><strong>Istambul continua muito perto da liderança</strong><br />
Logo atrás surge o Aeroporto de Istambul, na Turquia, que terminou o ano com 84.437.710 passageiros, apenas algumas dezenas de milhares abaixo de Heathrow.</p>
<p>No ranking mundial caiu da sétima para a oitava posição, mas a evolução ao longo dos últimos anos continua a ser notável.</p>
<p>Em 2019 ocupava apenas o 28.º lugar mundial, refletindo o crescimento acelerado da infraestrutura turca como um dos principais centros de ligação entre a Europa, a Ásia, o Médio Oriente e África.</p>
<p><strong>Paris, Amesterdão e Madrid completam o top cinco</strong><br />
O terceiro lugar europeu pertence ao Aeroporto Paris Charles de Gaulle, que registou 72 milhões de passageiros durante 2025.</p>
<p>O aeroporto francês apresentou um crescimento de 2,5% face a 2024, embora continue 5,4% abaixo dos níveis registados em 2019. No panorama mundial ocupa a 14.ª posição.</p>
<p>Segue-se o Aeroporto Schiphol, em Amesterdão, com 68,77 milhões de passageiros, suficiente para alcançar o 17.º lugar mundial.</p>
<p>Também aqui se verifica uma tendência semelhante à de Paris: crescimento de 2,9% relativamente a 2024, mas um movimento ainda 4,1% inferior ao período pré-pandemia.</p>
<p>A fechar o top cinco europeu surge o Aeroporto Adolfo Suárez Madrid-Barajas, que movimentou 68,11 milhões de passageiros.</p>
<p>O aeroporto espanhol destacou-se pelo crescimento mais expressivo entre os cinco primeiros classificados, aumentando 3% face a 2024 e ultrapassando já em 10,4% os números registados em 2019, o que lhe vale o 18.º lugar na classificação mundial.</p>
<p><strong>Tráfego aéreo mundial aproxima-se de um marco histórico</strong><br />
Segundo o relatório do ACI World, o transporte aéreo internacional continuou a recuperar durante 2025.</p>
<p>Ao longo do ano passaram pelos aeroportos de todo o mundo 9,8 mil milhões de passageiros, aproximando o setor da marca inédita dos 10 mil milhões de viajantes anuais.</p>
<p>Os 10 aeroportos mais movimentados do mundo em 2025</p>
<p>O ranking mundial dos aeroportos com maior movimento de passageiros é liderado pelos Estados Unidos, mas inclui também importantes infraestruturas da Europa, Ásia e Médio Oriente.</p>
<p>A classificação é composta por:</p>
<ul>
<li>Hartsfield-Jackson Atlanta (Estados Unidos) – 106.302.208 passageiros;</li>
<li>Dubai International (Emirados Árabes Unidos) – 95.192.160;</li>
<li>Tóquio Haneda (Japão) – 91.679.814;</li>
<li>Dallas Fort Worth (Estados Unidos) – 85.660.127;</li>
<li>Xangai Pudong (China) – 84.994.548;</li>
<li>Chicago O&#8217;Hare (Estados Unidos) – 84.856.018;</li>
<li>Londres Heathrow (Reino Unido) – 84.482.126;</li>
<li>Istambul (Turquia) – 84.437.710;</li>
<li>Guangzhou Baiyun (China) – 83.582.952;</li>
<li>Denver International (Estados Unidos) – 82.427.962.</li>
</ul>
<p><strong>Europa destaca-se nos voos internacionais</strong><br />
Embora apenas dois aeroportos europeus integrem o top 10 mundial em número total de passageiros, a situação altera-se quando a análise considera apenas o tráfego internacional.</p>
<p>Neste segmento, os aeroportos europeus assumem um peso muito superior.</p>
<p>Heathrow mantém novamente a liderança europeia e ocupa a segunda posição mundial, com 79.874.784 passageiros internacionais, o que significa que apenas cerca de 4,6 milhões de passageiros utilizaram voos domésticos durante 2025.</p>
<p><strong>Amesterdão e Istambul reforçam posição internacional</strong><br />
O segundo aeroporto europeu com maior movimento internacional foi o Schiphol de Amesterdão, que registou 68.767.548 passageiros internacionais, alcançando o quinto lugar mundial nesta categoria.</p>
<p>Segue-se o Aeroporto de Istambul, com 66.608.849 passageiros internacionais, ocupando o sexto lugar mundial.</p>
<p>Na quarta posição europeia aparece Paris Charles de Gaulle, com 66.135.938 passageiros internacionais, enquanto Frankfurt completa o top cinco europeu, contabilizando 57.528.528 passageiros internacionais.</p>
<p><strong>Madrid, Barcelona, Roma, Gatwick e Munique completam o top 10</strong><br />
O ranking europeu de passageiros internacionais fica completo com:</p>
<ul>
<li>Madrid-Barajas (Espanha) – 51.394.869 passageiros;</li>
<li>Barcelona-El Prat (Espanha) – 43.256.689;</li>
<li>Roma Fiumicino (Itália) – 40.606.167;</li>
<li>Londres Gatwick (Reino Unido) – 39.812.458;</li>
<li>Munique (Alemanha) – 37.274.455.</li>
</ul>
<p><strong>Capacidade continua a ser um desafio</strong><br />
O relatório do Airports Council International World sublinha que os aeroportos europeus continuam entre os principais centros internacionais da aviação mundial, apesar das limitações de capacidade existentes em vários mercados.</p>
<p>Segundo o documento, &#8220;os aeroportos europeus continuam entre as maiores portas de entrada internacionais do mundo, apesar de operarem próximos da capacidade disponível em vários mercados&#8221;, evidenciando que o crescimento futuro dependerá também da expansão das infraestruturas e da capacidade para responder ao aumento contínuo da procura pelo transporte aéreo internacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790118]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>China transforma ilha tropical em laboratório gigante para o fim dos motores a combustão: o que está em causa?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:55:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[elétricos]]></category>
		<category><![CDATA[Hainan]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
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					<description><![CDATA[Província chinesa de Hainan vai proibir, a partir de 2030, a venda de automóveis novos equipados exclusivamente com motores a gasolina ou gasóleo, tornando-se a primeira região administrativa da China a anunciar uma medida deste género]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A província chinesa de Hainan vai proibir, a partir de 2030, a venda de automóveis novos equipados exclusivamente com motores a gasolina ou gasóleo, tornando-se a primeira região administrativa da China a anunciar uma medida deste género.</p>
<p>A decisão faz parte do novo plano quinquenal para a construção da chamada “zona-piloto nacional de civilização ecológica” e transforma esta ilha tropical num laboratório para a transição chinesa para uma mobilidade com menos emissões.</p>
<p>Segundo o &#8216;Motor1&#8217;, que cita o &#8216;Car News China&#8217;, Hainan reúne condições consideradas especialmente favoráveis para acelerar a adoção de automóveis elétricos. A ilha tem cerca de 35.400 quilómetros quadrados e uma estrada circular com 612,8 quilómetros, permitindo percorrer todo o território com distâncias compatíveis com a autonomia dos modelos elétricos atuais.</p>
<p>A dimensão e o isolamento geográfico facilitam também a instalação de uma rede de carregamento mais densa e previsível do que em muitas regiões continentais de maior dimensão. Hainan não é um grande polo de produção automóvel, embora tenha acolhido historicamente algumas atividades do setor, incluindo a antiga presença da Hainan Mazda.</p>
<p><strong>Elétricos deverão representar mais de 45% dos carros</strong></p>
<p>A medida integra a iniciativa “Clean Energy Island”, através da qual as autoridades locais pretendem aumentar o peso das fontes de energia limpa no abastecimento da província.</p>
<p>Até 2030, mais de 45% dos veículos em circulação deverão pertencer à categoria chinesa dos veículos de novas energias, que inclui sobretudo automóveis totalmente elétricos e híbridos plug-in.</p>
<p>As metas abrangem tanto o setor público como os particulares. Até ao final da década, todos os veículos novos destinados à administração pública, recolha de resíduos ou transporte de passageiros deverão utilizar sistemas alimentados por energia limpa.</p>
<p>A mesma regra deverá aplicar-se às novas matrículas e à substituição de automóveis particulares, com exceção de veículos especializados que necessitem de características técnicas específicas.</p>
<p><strong>Menos de 2,5 carros por cada carregador</strong></p>
<p>Para acompanhar o crescimento da frota elétrica, Hainan está a reforçar a rede de carregamento, com o objetivo de manter uma proporção inferior a 2,5 veículos por cada ponto disponível.</p>
<p>A província já apresenta uma das taxas mais elevadas de adoção de automóveis eletrificados na China. Ocupa atualmente o primeiro lugar do país na quota de mercado dos veículos de novas energias e a segunda posição no número total destes automóveis em circulação entre as administrações provinciais.</p>
<p>O plano prevê ainda vantagens no processo de matrícula, na circulação e na gestão do estacionamento, procurando tornar a utilização dos automóveis elétricos mais simples e atrativa.</p>
<p><strong>Rede elétrica será um dos maiores desafios</strong></p>
<p>A transição, contudo, não está isenta de dificuldades. Por estar ligada à rede elétrica do sul da China, a ilha tem enfrentado problemas relacionados com a dependência energética, a capacidade de abastecimento e os custos da eletricidade.</p>
<p>Um relatório publicado em 2022 pelo jornal estatal &#8216;People’s Daily&#8217; já tinha identificado dificuldades na articulação entre as infraestruturas de carregamento, a distribuição de energia e o planeamento urbano.</p>
<p>Para reduzir estes riscos, as autoridades pretendem aumentar a autonomia energética de Hainan, que deverá passar dos 24% previstos para 2025 para 54% em 2030.</p>
<p>O reforço será apoiado por investimentos em fontes renováveis e na produção de energia nuclear, numa tentativa de garantir que o crescimento dos automóveis elétricos não aumenta excessivamente a dependência da ilha em relação ao território continental.</p>
<p>De acordo com o &#8216;Motor1&#8217;, o objetivo final passa por retirar gradualmente das estradas os automóveis tradicionais a gasolina e gasóleo e transformar Hainan no primeiro exemplo chinês de um território onde a mobilidade assenta quase totalmente em energia limpa.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790115]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Depois do &#8216;Volta&#8217;, novas regras à vista: UE quer fim dos packs de seis e garrafas vendidas apenas à unidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:49:55 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A União Europeia está a avançar com novas regras destinadas a reduzir significativamente os resíduos de embalagens, numa medida que poderá alterar a forma como milhões de consumidores compram água, refrigerantes e outras bebidas nos supermercados.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia está a avançar com novas regras destinadas a reduzir significativamente os resíduos de embalagens, numa medida que poderá alterar a forma como milhões de consumidores compram água, refrigerantes e outras bebidas nos supermercados. O objetivo passa por eliminar progressivamente as embalagens coletivas de plástico utilizadas para agrupar várias garrafas, como os tradicionais packs de seis, incentivando a venda das unidades individualmente ou através de soluções que tenham um menor impacto ambiental.</p>
<p>As alterações decorrem do novo Regulamento (UE) 2025/40 relativo às embalagens e aos resíduos de embalagens, uma legislação de aplicação direta em todos os Estados-membros que pretende acelerar a transição para uma economia mais circular, reduzindo a utilização de materiais descartáveis e privilegiando embalagens consideradas estritamente necessárias.</p>
<p><strong>Bruxelas quer eliminar embalagens consideradas desnecessárias</strong><br />
Os conhecidos packs de seis garrafas de água, refrigerantes ou outras bebidas são um dos exemplos mais comuns de embalagem coletiva existente nos supermercados europeus.</p>
<p>Embora este formato facilite o transporte das compras e seja amplamente utilizado pelos fabricantes, Bruxelas considera que muitos destes materiais representam resíduos evitáveis.</p>
<p>Segundo o regulamento europeu, a intenção é eliminar progressivamente os elementos de plástico, as anilhas, as películas retráteis e outros sistemas utilizados exclusivamente para manter várias unidades agrupadas no ponto de venda.</p>
<p>A legislação define embalagem coletiva como &#8220;toda a embalagem concebida para constituir, no ponto de venda, um agrupamento de um determinado número de unidades de venda&#8221;.</p>
<p>Ao mesmo tempo, estabelece que as regras deverão aplicar-se às embalagens supérfluas &#8220;que não sejam necessárias para garantir a funcionalidade da embalagem&#8221;.</p>
<p>Na prática, a filosofia da nova legislação passa por privilegiar a comercialização das garrafas individualmente ou através de soluções alternativas que produzam menos resíduos.</p>
<p><strong>Redução do plástico é uma prioridade</strong><br />
A iniciativa insere-se numa estratégia mais ampla da União Europeia para reduzir a produção de resíduos plásticos e aumentar o aproveitamento dos materiais recicláveis.</p>
<p>Depois da introdução das tampas presas às garrafas de plástico, Bruxelas pretende agora dar mais um passo na diminuição das embalagens descartáveis que acompanham muitos produtos alimentares.</p>
<p>O regulamento estabelece igualmente um princípio geral de redução das embalagens.</p>
<p>Segundo o texto legal, &#8220;as embalagens serão concebidas de forma a reduzir o seu volume e peso ao mínimo necessário para garantir a sua funcionalidade, tendo em conta o material de que são feitas&#8221;.</p>
<p>Este princípio obriga os fabricantes a reverem o desenho das embalagens, eliminando componentes considerados dispensáveis.</p>
<p>Entre os exemplos apontados encontram-se fundos falsos, camadas adicionais de plástico ou outros elementos que aumentem artificialmente a dimensão aparente do produto sem desempenharem qualquer função prática.</p>
<p><strong>Indústria critica alterações</strong><br />
As novas regras não foram recebidas de forma consensual.</p>
<p>O setor da água mineral está entre os que mais contestam a iniciativa europeia.</p>
<p>Os representantes desta indústria defendem que os packs múltiplos têm uma função comercial importante, facilitam o transporte de garrafas de maior dimensão pelos consumidores e oferecem maior proteção durante a distribuição e transporte.</p>
<p>Associações empresariais, como a italiana Mineracqua, alertam também que a adaptação às novas exigências poderá representar dificuldades significativas para as empresas.</p>
<p>Segundo o setor, os fabricantes necessitam de tempo suficiente e de estabilidade regulamentar para adaptar linhas de produção, processos logísticos e sistemas de distribuição às novas obrigações.</p>
<p><strong>Recolha de 90% das garrafas até 2029</strong><br />
O regulamento europeu não se limita às embalagens coletivas.</p>
<p>Outra das metas previstas passa por aumentar substancialmente a taxa de recolha de embalagens para reciclagem.</p>
<p>A partir de 1 de janeiro de 2029, os Estados-membros terão de assegurar &#8220;a recolha seletiva de, pelo menos, 90% em peso&#8221; das garrafas de plástico de utilização única para bebidas e também das embalagens metálicas destinadas ao mesmo fim.</p>
<p>Para atingir esse objetivo, os países serão obrigados a implementar sistemas de depósito, devolução e retorno (SDR), como o programa Volta, já ativo em Portugal.</p>
<p><strong>Consumidores recuperam o valor pago pelo depósito</strong><br />
Estes sistemas funcionam através do pagamento de um pequeno depósito adicional no momento da compra da bebida.</p>
<p>Posteriormente, quando o consumidor devolver a embalagem vazia num ponto de recolha ou numa máquina automática, esse valor é integralmente reembolsado.</p>
<p>O modelo já existe em vários países europeus e começa igualmente a ser implementado em diversas cadeias de supermercados, incluindo em Portugal.</p>
<p>A intenção da Comissão Europeia é incentivar a devolução das embalagens e aumentar significativamente os níveis de reciclagem, reforçando o conceito de economia circular e reduzindo a quantidade de plástico que acaba por se transformar em resíduo.</p>
<p><strong>Mudanças terão impacto em toda a União Europeia</strong><br />
Por se tratar de um regulamento europeu, as novas regras aplicam-se diretamente em todos os Estados-membros, garantindo uma harmonização das normas relativas às embalagens e aos resíduos de embalagens.</p>
<p>Com esta reforma, Bruxelas pretende reduzir o consumo de plástico de utilização única, diminuir a produção de resíduos desnecessários e incentivar fabricantes, distribuidores e consumidores a adotarem soluções mais sustentáveis, alterando gradualmente a forma como muitos produtos chegam às prateleiras dos supermercados europeus.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790111]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>EUA querem medir testosterona dos soldados e recuperar o “padrão masculino mais elevado”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:46:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Pete Hegseth]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Hegseth afirmou que, apesar do investimento realizado em armamento e equipamento, a principal vantagem tática continuará a ser o desempenho de cada combatente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário da Defesa dos EUA, Pete Hegseth, anunciou um programa de testes anuais destinado a medir os níveis de testosterona dos militares com mais de 30 anos, incluindo mulheres, com o objetivo declarado de assegurar condições físicas adequadas ao desempenho operacional.</p>
<p>Segundo o &#8216;El Español&#8217;, os militares abaixo dos 30 anos poderão realizar o teste voluntariamente. Nos casos em que sejam detetados níveis reduzidos da hormona, poderá ser recomendada terapia de reposição de testosterona, embora o tratamento não seja obrigatório.</p>
<p>A iniciativa integra a campanha de Hegseth para impor requisitos físicos mais exigentes nas Forças Armadas e recuperar aquilo que tem descrito como o “padrão masculino mais elevado”. O responsável já criticou a presença de militares com excesso de peso ou barba e tem defendido uma cultura interna mais centrada na preparação para o combate.</p>
<p>Num vídeo divulgado na rede social &#8216;X&#8217;, Hegseth afirmou que, apesar do investimento realizado em armamento e equipamento, a principal vantagem tática continuará a ser o desempenho de cada combatente.</p>
<blockquote class="twitter-tweet">
<p lang="en" dir="ltr">The High-T Department of War. <a href="https://t.co/hlAUq3j2cD">pic.twitter.com/hlAUq3j2cD</a></p>
<p>&mdash; Secretary of War Pete Hegseth (@SecWar) <a href="https://x.com/SecWar/status/2077425458430230838?ref_src=twsrc%5Etfw">July 15, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
<p>O secretário da Defesa justificou os testes com a diminuição natural da testosterona associada ao envelhecimento. A partir dos 30 anos, a avaliação passará a integrar os exames médicos regulares realizados anualmente aos militares.</p>
<p>Hegseth garantiu que o programa não pretende aumentar artificialmente as capacidades físicas. Segundo o responsável, a finalidade passa por restaurar níveis considerados naturais, proteger a saúde a longo prazo e assegurar uma base biológica adequada às exigências do serviço militar.</p>
<p>A testosterona é a principal hormona sexual masculina, embora também esteja presente no organismo feminino. Níveis reduzidos podem estar associados a cansaço, perda de massa muscular e densidade óssea, menor desejo sexual, dificuldades de concentração e alterações de humor.</p>
<p>De acordo com o &#8216;El Español&#8217;, o programa representa mais um passo na transformação que Hegseth procura impor no Departamento de Defesa desde que assumiu funções, depois de ter trabalhado como comentador na Fox News.</p>
<p>O responsável tem defendido a adoção de “padrões masculinos” nas Forças Armadas, criticado a presença de mulheres em algumas funções e cultivado publicamente uma imagem de proximidade com os militares, participando regularmente em sessões de treino com as tropas.</p>
<p>Hegseth proibiu igualmente o alistamento de pessoas transgénero e terá bloqueado várias promoções de mulheres aos postos de general e almirante, mesmo quando estas haviam sido selecionadas por comissões de oficiais.</p>
<p>A nova política abrangerá também as mulheres militares com mais de 30 anos, apesar de a testosterona existir em níveis naturalmente muito inferiores no organismo feminino. O comunicado não esclarece se serão aplicados valores de referência diferentes em função do sexo ou da função desempenhada.</p>
<p>Dados do Departamento do Trabalho indicam que apenas entre 10% e 15% de mais de um milhão de militares desempenham funções diretamente relacionadas com o combate. A maioria trabalha em áreas como logística, administração, saúde, construção e manutenção.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790109]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>PS acusa ministro de responsabilizar professores e exige plano de contingência até sexta-feira</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ps-acusa-ministro-de-responsabilizar-professores-e-exige-plano-de-contingencia-ate-sexta-feira/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:37:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[exames nacionais]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[ps]]></category>
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					<description><![CDATA[O deputado do PS Marcos Perestrello acusou hoje o ministro da Educação de responsabilizar os professores pelo "caos que o Governo lançou sobre a classificação dos exames" e exigiu ao executivo que apresente um plano de contingência até sexta-feira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O deputado do PS Marcos Perestrello acusou hoje o ministro da Educação de responsabilizar os professores pelo &#8220;caos que o Governo lançou sobre a classificação dos exames&#8221; e exigiu ao executivo que apresente um plano de contingência até sexta-feira.</p>
<p>O dirigente socialista falava aos jornalistas no Parlamento em reação às declarações de hoje de manhã do ministro da Educação, Fernando Alexandre, que disse faltarem professores para classificar os exames nacionais de algumas disciplinas e admitiu que as pautas dos exames nacionais do ensino secundário poderão não ser afixadas na sexta-feira, conforme previsto, se ainda houver provas por classificar.</p>
<p>Marcos Perestrello afirmou que o primeiro-ministro, Luís Montenegro, e o ministro da Educação, nas declarações de hoje, estão a responsabilizar os professores &#8220;pelo caos que o Governo lançou sobre a classificação dos exames de acesso ao ensino superior&#8221;.</p>
<p>&#8220;A responsabilidade não é dos professores. Ao contrário do que disse hoje o ministro da Educação, há vários professores a afirmarem publicamente que não foram chamados a classificar exames. A ideia de que há falta de professores para classificar exames, que os professores não se oferecem para classificar exames, estão indisponíveis para o fazer, é uma ideia que é contrariada e negada pelos professores&#8221;, considerou.</p>
<p>O dirigente do PS disse que se esperava que Fernando Alexandre apresentasse &#8220;um plano de contingência para resolver o problema&#8221;, o que não aconteceu, e frisou que sexta-feira &#8220;será um dia decisivo&#8221;, insistindo na necessidade de se apresentar soluções.</p>
<p>&#8220;Amanhã [sexta-feira] será um dia decisivo. E confrontado, novamente, com a incapacidade de resolver o problema, o Governo terá que, definitivamente, apresentar o plano de contingência para o fazer&#8221;, afirmou.</p>
<p>Marcos Perestrello considerou que o Governo tem sido insensível e incapaz de &#8220;dar um sinal de esperança de que o problema será resolvido atempadamente e de forma satisfatória&#8221;, afirmando que os socialistas &#8220;tudo farão para pressionar e forçar o Governo a encontrar uma solução para o problema que o próprio criou&#8221;.</p>
<p>O também vice-presidente da Assembleia da República reiterou que o executivo é o culpado pelos problemas das últimas semanas, argumentando que estes foram &#8220;lançados pela leviandade&#8221; com que o Governo &#8220;desmantelou as estruturas do Ministério da Educação, reduzindo-as à metade&#8221;.</p>
<p>O deputado respondeu também à garantia deixada pelo primeiro-ministro de que vai &#8220;continuar a arriscar&#8221;, argumentando que Luís Montenegro &#8220;não pode fazê-lo pondo em casa e jogando com a vida dos portugueses em momentos chave e fundamentais para o futuro dos jovens&#8221;.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790101]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Advogado detido pela PJ: prometia agilizar Vistos Gold e terá desviado 1,2 milhões de euros de clientes estrangeiros</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/advogado-detido-pela-pj-prometia-agilizar-vistos-gold-e-tera-desviado-12-milhoes-de-euros-de-clientes-estrangeiros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:36:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Judiciária]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[vistos gold]]></category>
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					<description><![CDATA[Investigação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção indica que, entre 2023 e março de 2026, o advogado terá transferido dinheiro das contas dos clientes para contas pessoais]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Um advogado de 58 anos, residente em Odivelas, foi detido pela Polícia Judiciária por suspeitas de ter desviado cerca de 1,2 milhões de euros de clientes estrangeiros que o procuravam para obter aconselhamento em processos relacionados com os chamados Vistos Gold.</p>
<p>Segundo o &#8216;<a href="https://www.jn.pt/justica/artigo/advogado-detido-por-desviar-12-milhoes-de-euros-a-candidatos-ao-visto-gold/18106696?utm_source=egoi&amp;utm_medium=push&amp;utm_term=18106696" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>&#8216;, o suspeito terá conseguido aceder a várias contas bancárias tituladas pelos clientes, alegando que precisava de agilizar os procedimentos destinados à obtenção de Autorizações de Residência para Investimento.</p>
<p>A investigação da Unidade Nacional de Combate à Corrupção indica que, entre 2023 e março de 2026, o advogado terá transferido dinheiro das contas dos clientes para contas pessoais.</p>
<p>As autoridades suspeitam de que os montantes tenham sido posteriormente utilizados em despesas particulares do arguido, num esquema que terá provocado prejuízos globais de aproximadamente 1,2 milhões de euros.</p>
<p>Até ao momento, a Polícia Judiciária identificou 33 vítimas, todas de nacionalidade estrangeira. O número poderá, contudo, aumentar à medida que a investigação avance e sejam analisados outros processos acompanhados pelo advogado.</p>
<p>De acordo com o Jornal de Notícias, o homem é suspeito da prática dos crimes de burla qualificada, abuso de confiança e branqueamento de capitais.</p>
<p>O arguido deverá ser presente esta quinta-feira a primeiro interrogatório judicial, durante o qual serão avaliadas as medidas de coação a aplicar.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790096]]></sapo:autor>
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		<title>XLVIII BARÓMETRO: Francisco Teixeira, WPP Media</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:33:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Barómetro]]></category>
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					<description><![CDATA[A análise de Francisco Teixeira, CEO da WPP Media.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>A análise de Francisco Teixeira, CEO da WPP Media</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Os dados deste Barómetro traduzem o realismo e a resiliência das empresas diante de um contexto global complexo. O facto de 58% das organizações preverem crescer, até final de 2026, entre 5% e 20%, e 17% acima dos 20%, é sinal de um dinamismo notável. Este otimismo é, no entanto, contrabalançado por fatores exógenos: a crise no Médio Oriente pressiona os custos, com 36% das empresas a prever aumentos entre 5% e 20%.</p>
<p style="text-align: justify;">Todo este contexto exige assim um foco redobrado em eficiência operacional, tecnologia, digitalização e gestão de Talento. No campo da IA, embora o panorama seja animador e 34% já reconhecer ganhos de produtividade acima dos 5%, há ainda muito por fazer. A maioria não extrai ainda o pleno potencial deste avanço tecnológico. Trata-se de uma grande oportunidade, que pode ser explorada em conjunto pelas organizações e parceiros especialistas em transformação. Essa cooperação ajudará certamente a desenhar processos mais simples e desburocratizados, um factor apontado como prioritário, para o estado, por 56% das empresas. Eliminar a complexidade é o passo essencial para libertar o talento e permitir que as organizações, apoiadas nos parceiros certos, convertam a tecnologia em crescimento sustentável.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><em>Testemunho publicado na edição de Junho (nº. 243) da Executive Digest, no âmbito da XLVIII edição do seu Barómetro</em>.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_780635]]></sapo:autor>
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		<title>França legaliza uma das fronteiras mais invulgares da Europa — quase 400 anos depois</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:28:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Caraíbas]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Países Baixos]]></category>
		<category><![CDATA[São Martinho]]></category>
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					<description><![CDATA[Deputados autorizaram a ratificação do acordo assinado em 2023 sobre a delimitação da fronteira entre Saint-Martin, a parte francesa da ilha, e Sint Maarten, território autónomo integrado no Reino dos Países Baixos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia Nacional francesa aprovou esta quinta-feira a legislação necessária para fixar oficialmente a fronteira que divide a ilha caribenha de São Martinho, quase quatro séculos depois de França e dos Países Baixos terem acordado repartir o território.</p>
<p>Segundo o &#8216;POLITICO&#8217;, os deputados autorizaram a ratificação do acordo assinado em 2023 sobre a delimitação da fronteira entre Saint-Martin, a parte francesa da ilha, e Sint Maarten, território autónomo integrado no Reino dos Países Baixos.</p>
<p>O tratado pretende dar segurança jurídica a uma das fronteiras mais invulgares ligadas ao espaço europeu. De um lado encontra-se território da União Europeia, administrado por França; do outro, Sint Maarten, país autónomo do Reino dos Países Baixos, mas que não pertence à UE.</p>
<p>Apesar das diferenças nos regimes aduaneiro, fiscal e de imigração, os habitantes atravessam diariamente a fronteira sem controlos formais, numa ilha onde a circulação entre os dois territórios faz parte da vida quotidiana.</p>
<p>A divisão remonta a 1648, quando França e os Países Baixos acordaram repartir a ilha. O traçado exato da fronteira, contudo, nunca ficou formalmente estabelecido.</p>
<p>Ao longo dos séculos, consolidou-se uma linha de separação de facto, mas a ausência de uma delimitação jurídica provocou disputas recorrentes relacionadas com licenças, atuação policial e gestão ambiental, sobretudo na zona da lagoa que atravessa os dois territórios.</p>
<p>De acordo com o &#8216;POLITICO&#8217;, foi necessária a devastação provocada pelo furacão Irma, em 2017, para que Paris e Haia avançassem finalmente para uma solução definitiva.</p>
<p>O furacão destruiu ou danificou mais de 95% dos edifícios da ilha, expondo dificuldades de coordenação entre as duas administrações e aumentando a pressão para clarificar responsabilidades territoriais.</p>
<p>“França pode orgulhar-se de ter resolvido uma das suas mais antigas disputas territoriais”, escreveu o deputado Bertrand Bouyx, responsável por conduzir a legislação no Parlamento francês, no relatório que acompanhou o diploma.</p>
<p>O processo ainda não está concluído. O Reino dos Países Baixos terá igualmente de ratificar o acordo antes de este poder entrar em vigor.</p>
<p>Quando isso acontecer, uma fronteira que funcionou durante quase 400 anos com base em práticas e entendimentos informais passará finalmente a estar definida na lei.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790085]]></sapo:autor>
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		<title>MEO transforma festival em Matosinhos numa cidade conectada com rede 5G, 32 quilómetros de fibra e soluções de acessibilidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:28:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Executive IT]]></category>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Festival]]></category>
		<category><![CDATA[MEO]]></category>
		<category><![CDATA[MEO Marés]]></category>
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					<description><![CDATA[O MEO vai assegurar toda a infraestrutura tecnológica do MEO Marés, em Leça da Palmeira, Matosinhos, equipando o novo recinto com cobertura 5G integral, uma rede de mais de 32 quilómetros de fibra ótica e cerca de 155 equipamentos de rede.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O MEO vai assegurar toda a infraestrutura tecnológica do MEO Marés, que decorre entre 17 e 19 de julho, em Leça da Palmeira, Matosinhos, equipando o novo recinto com cobertura 5G integral, uma rede de mais de 32 quilómetros de fibra ótica e cerca de 155 equipamentos de rede para garantir comunicações, segurança e serviços digitais durante o festival.</p>
<p>Naquele que é o 13.º ano consecutivo como parceiro oficial e naming sponsor do evento, a operadora adaptou toda a infraestrutura tecnológica à nova localização do festival, preparada para receber mais de 100 mil pessoas ao longo de três dias.</p>
<p>A operação inclui um reforço da cobertura móvel 2G, 4G e 5G, bem como uma rede de fibra ótica cuja extensão é cerca de cinco vezes superior à da última edição. Segundo a MEO, esta infraestrutura permitirá suportar as comunicações dos festivaleiros, da organização, dos parceiros e dos meios de comunicação social, além das transmissões em direto de rádio e televisão, serviços de streaming, circuitos de produção e a coordenação operacional de todas as equipas no terreno.</p>
<p>A operadora assegura ainda as comunicações entre a organização e as entidades de segurança e emergência, complementando a operação com sistemas de vigilância e monitorização contínua destinados a facilitar a resposta a eventuais incidentes.</p>
<p>Luiza Galindo, diretora de Marca e Comunicação da MEO, afirma que &#8220;os festivais são hoje verdadeiras cidades temporárias, onde milhares de pessoas dependem da rede para comunicar, partilhar experiências, acompanhar conteúdos e garantir o funcionamento de toda a operação&#8221;. A responsável sublinha que a infraestrutura tecnológica implementada &#8220;suporta não apenas a experiência dos festivaleiros, mas também a segurança do recinto e soluções inovadoras de acessibilidade&#8221;.</p>
<p>Além da conectividade, a MEO e a Fundação MEO voltam a apostar em soluções de inclusão através da iniciativa Música com Sentido, desenvolvida em parceria com a Access Lab. Entre as ferramentas disponibilizadas está a aplicação SENTIDO, que permite acompanhar em tempo real a interpretação dos concertos do Palco MEO em Língua Gestual Portuguesa e aceder à audiodescrição do recinto.</p>
<p>A oferta inclui ainda coletes sensoriais, que transmitem a música através de vibrações sincronizadas com o som, e uma sala de pausa destinada a pessoas que necessitem de um ambiente com menor estímulo sensorial.</p>
<p>A pensar nas famílias, o festival contará novamente com a iniciativa &#8220;Estou Aqui! Crianças&#8221;, desenvolvida em parceria com a PSP, através da distribuição gratuita de pulseiras identificativas para crianças, com o objetivo de reforçar a segurança dos mais novos durante o evento.</p>
<p>Com a mudança para Matosinhos, o MEO Marés estreia assim uma nova infraestrutura tecnológica concebida para o recinto de Leça da Palmeira, combinando cobertura 5G integral, reforço das comunicações e soluções de acessibilidade para responder às exigências de um dos maiores festivais de música do país.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790091]]></sapo:autor>
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		<title>Almaraz recebe &#8216;luz verde&#8217; técnica para funcionar até 2030, mas decisão final cabe ao Governo espanhol</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/almaraz-recebe-luz-verde-tecnica-para-funcionar-ate-2030-mas-decisao-final-cabe-ao-governo-espanhol/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:20:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Almaraz]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A central nuclear de Almaraz deu um passo decisivo para prolongar a sua atividade até 2030, depois de o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) de Espanha ter emitido um parecer técnico favorável ao pedido.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A central nuclear de Almaraz deu um passo decisivo para prolongar a sua atividade até 2030, depois de o Conselho de Segurança Nuclear (CSN) de Espanha ter emitido um parecer técnico favorável ao pedido apresentado pelas empresas proprietárias da infraestrutura. A decisão confirma que os dois reatores da central reúnem condições de segurança para continuarem a operar durante mais três anos relativamente ao calendário de encerramento inicialmente previsto. Ainda assim, a continuidade da exploração dependerá agora de uma decisão política do Governo espanhol, através do Ministério para a Transição Ecológica.</p>
<p>Segundo o jornal El País, o plenário do CSN aprovou esta quinta-feira a extensão da licença de exploração da central até 2030, tal como tinha sido solicitado em novembro pelas empresas Iberdrola, Endesa e Naturgy, proprietárias da instalação. O organismo regulador esclareceu que a autorização não impõe novas condições técnicas nem exige investimentos adicionais além daqueles que já estavam previstos na última licença de funcionamento.</p>
<p>A decisão do regulador chega depois de um adiamento da reunião inicialmente marcada para a semana anterior. O plenário tinha sido convocado para analisar o parecer dos técnicos, mas um dos conselheiros solicitou mais tempo para estudar a documentação, recorrendo ao direito previsto no estatuto do organismo que permite pedir até dois adiamentos. Apesar desse atraso, já era expectável que o parecer fosse conhecido antes do final de julho.</p>
<p>O Conselho de Segurança Nuclear é atualmente composto pelo presidente Juan Carlos Lentijo, pela vice-presidente Pilar Lucio e pelos conselheiros Javier Dies, Francisco Castejón e Silvia Calzón.</p>
<p><strong>Parecer limita-se à segurança da central</strong><br />
O parecer agora emitido restringe-se exclusivamente às questões relacionadas com a segurança nuclear e não representa uma autorização definitiva para prolongar a exploração da central.</p>
<p>A decisão final pertence ao Governo espanhol, através do Ministério para a Transição Ecológica, liderado por Sara Aagesen, que terá de aprovar uma nova ordem ministerial para formalizar a extensão da licença de funcionamento.</p>
<p>O ministério confirmou, após ser conhecida a decisão do regulador, que aguarda a receção formal do relatório obrigatório elaborado pelo CSN relativo ao pedido apresentado pela Centrales Nucleares Almaraz-Trillo (CNAT), entidade responsável pela exploração da central.</p>
<p>Segundo fontes próximas do ministério citadas pelo El País, &#8220;seguindo o procedimento estabelecido, o ministério estudará o relatório do CSN e toda a documentação que integra o processo antes de tomar uma decisão sobre a autorização de exploração da central&#8221;. O Governo não avançou qualquer calendário para essa decisão.</p>
<p><strong>Encerramento previsto para 2027 e 2028 poderá ser adiado</strong><br />
O calendário atualmente em vigor prevê que o primeiro reator de Almaraz encerre a atividade a 1 de novembro de 2027, enquanto o segundo deverá parar um ano mais tarde, em 31 de outubro de 2028, refletindo o facto de ambos terem iniciado operação em anos diferentes.</p>
<p>Contudo, as empresas proprietárias decidiram solicitar o prolongamento da exploração das duas unidades até 2030.</p>
<p>A Iberdrola, que detém 53% da central, e a Endesa, com uma participação de 36%, defendiam inicialmente uma extensão de dez anos. No entanto, a Naturgy, proprietária dos restantes 11%, opôs-se a esse cenário.</p>
<p>Como a central funciona sob o modelo de comunidade de bens, através da sociedade Centrales Nucleares Almaraz-Trillo (CNAT), todas as decisões estratégicas exigem unanimidade entre os proprietários. Perante essa exigência, acabou por prevalecer a proposta mais conservadora da Naturgy, limitando o pedido a um prolongamento de apenas três anos.</p>
<p><strong>Protocolo de encerramento continua sem caráter vinculativo</strong><br />
O pedido de extensão surge apesar do protocolo assinado em 2018 entre os proprietários do parque nuclear espanhol e a Empresa Nacional de Resíduos Radioativos (Enresa), empresa pública tutelada pelo Ministério para a Transição Ecológica.</p>
<p>Esse acordo estabelecia um calendário de encerramento gradual das centrais nucleares espanholas entre 2027 e 2035, sendo Almaraz a primeira instalação prevista para cessar atividade.</p>
<p>Contudo, esse protocolo nunca teve natureza juridicamente vinculativa. As empresas mantiveram o direito de solicitar o prolongamento das licenças dentro dos prazos legais, o que acabaram por fazer.</p>
<p>Além disso, quando o calendário foi definido, os dois reatores já possuíam autorizações técnicas do CSN válidas por dez anos, uma vez que este tipo de licenças é normalmente concedido por períodos de uma década. Assim, embora o plano político previsse o encerramento ao fim de sete e oito anos, respetivamente, do ponto de vista técnico os reatores continuavam aptos a operar durante mais tempo.</p>
<p>Caso o Governo aprove agora a extensão até 2030, terá igualmente de revogar a ordem ministerial que estabeleceu oficialmente as datas de encerramento atualmente em vigor.</p>
<p><strong>Empresas desistiram de exigir redução de impostos</strong><br />
Nos últimos anos, a Endesa e a Iberdrola procuraram negociar com o Governo espanhol uma redução da carga fiscal aplicada ao setor nuclear, sobretudo do imposto incidente sobre o combustível nuclear usado, criado em 2013 durante o Governo de Mariano Rajoy para contribuir para a redução do défice tarifário do sistema elétrico.</p>
<p>No entanto, à medida que se aproximava o prazo legal para solicitar a prorrogação da licença de Almaraz, ambas as empresas acabaram por abandonar essa exigência.</p>
<p>O Ministério para a Transição Ecológica considerava qualquer redução desses impostos uma &#8220;linha vermelha&#8221; nas negociações.</p>
<p>O Executivo apenas anunciou entretanto a eliminação gradual, até ao final de 2027, do imposto de 7% aplicado à produção de eletricidade, também criado em 2013 para reduzir o défice tarifário. Contudo, esse imposto incide sobre todas as tecnologias de produção elétrica e não constituía a principal reivindicação do setor nuclear.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790086]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Rússia bombardeia Kiev horas antes da última visita de Starmer como primeiro-ministro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:04:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra na ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Keir Starmer]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<category><![CDATA[ucrania]]></category>
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					<description><![CDATA[Presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou as duas mortes e indicou que outras seis pessoas ficaram feridas, entre as quais um jovem de 16 anos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Rússia voltou a bombardear Kiev esta quinta-feira, num ataque que matou pelo menos duas pessoas e ocorreu poucas horas antes da chegada do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, à capital ucraniana para a sua última visita ao país enquanto chefe do Governo do Reino Unido.</p>
<p>Segundo o &#8217;20 Minutos&#8217;, o presidente da Câmara de Kiev, Vitali Klitschko, confirmou as duas mortes e indicou que outras seis pessoas ficaram feridas, entre as quais um jovem de 16 anos.</p>
<p>Starmer chegou de comboio à capital ucraniana depois de uma viagem noturna a partir do Reino Unido. De acordo com a agência ucraniana &#8216;UNN&#8217;, que cita a &#8216;Sky News&#8217;, foi recebido pelo vice-ministro dos Negócios Estrangeiros da Ucrânia, Yevhen Perebyinis, e pela diretora de Protocolo, Olena Yalova.</p>
<p>A chegada ocorreu apenas algumas horas depois dos ataques russos contra Kiev, num momento em que Starmer se prepara para abandonar Downing Street e quis deslocar-se pessoalmente à Ucrânia para uma última reunião com o presidente Volodymyr Zelensky.</p>
<p>Esta foi a terceira visita de Starmer a Kiev desde que assumiu o cargo de primeiro-ministro. A deslocação deverá servir para reafirmar que o apoio britânico à Ucrânia continuará apesar da saída do governante.</p>
<p>A Força Aérea ucraniana afirmou que a Rússia lançou 13 mísseis, munições de ataque Banderol e 146 drones contra o território ucraniano durante as últimas horas.</p>
<p>As defesas aéreas terão intercetado três mísseis e 129 aeronaves não tripuladas. Ainda assim, seis mísseis, incluindo cinco projéteis balísticos, e 16 drones atingiram 15 locais, enquanto destroços resultantes das interceções caíram noutros sete pontos.</p>
<p>Zelensky aproveitou a visita do primeiro-ministro britânico para voltar a pedir aos aliados que acelerem o envio de sistemas e munições de defesa aérea. O presidente ucraniano afirmou que este foi já o sexto ataque com mísseis balísticos contra Kiev durante o mês de julho.</p>
<p>“Moscovo está a recorrer ao terror com mísseis balísticos e continua os seus ataques”, declarou Zelensky, defendendo que tudo o que foi acordado com os parceiros internacionais deve chegar dentro dos prazos estabelecidos.</p>
<p>Segundo a &#8216;UNN&#8217;, Starmer deverá garantir a Zelensky que o Reino Unido manterá o apoio militar à Ucrânia, incluindo a disponibilização de três mil milhões de libras por ano enquanto for necessário.</p>
<p>O primeiro-ministro britânico deverá também destacar o papel de Londres na coligação de 34 países dispostos a apoiar Kiev, assim como a liderança britânica no Grupo de Contacto para a Defesa da Ucrânia, responsável pela coordenação das doações militares.</p>
<p>Antes da viagem, Starmer afirmou estar orgulhoso do contributo britânico e garantiu que o trabalho desenvolvido nos últimos dois anos continuará. O governante tem procurado apresentar o apoio à Ucrânia e o reforço da cooperação europeia em matéria de defesa como uma das principais marcas do seu mandato.</p>
<p>A deslocação a Kiev ocorre poucos dias depois de Starmer ter participado, em Paris, numa última reunião da chamada Coligação dos Voluntários, grupo criado com o presidente francês, Emmanuel Macron, para reforçar o apoio militar e político à Ucrânia.</p>
<p>O Ministério da Defesa russo confirmou, entretanto, a ofensiva e afirmou que os ataques tiveram como alvo instalações envolvidas no fabrico e armazenamento de drones ucranianos de médio e longo alcance.</p>
<p>Entre os locais atingidos estaria a empresa Rapid Logistics, onde, segundo Moscovo, são produzidos, montados e armazenados drones e componentes estrangeiros.</p>
<p>As forças russas terão ainda atacado um depósito da empresa de radioeletrónica Kiev-1, onde seriam montados os drones Liuti e Leleka-100. Pelo terceiro dia consecutivo, foram também atingidos portos estratégicos da região de Odessa, junto ao Mar Negro.</p>
<p>De acordo com o &#8217;20 Minutos&#8217;, Moscovo tem concentrado parte da ofensiva recente na destruição da capacidade ucraniana de produzir drones de longo alcance, usados para atingir regiões russas, territórios ocupados, a Crimeia anexada e refinarias de petróleo.</p>
<p>A Ucrânia lançou, por sua vez, um ataque de grande dimensão com drones contra território russo durante a madrugada. Moscovo afirmou ter abatido 375 aparelhos em 18 regiões da zona europeia da Rússia.</p>
<p>Os ataques ucranianos terão provocado pelo menos três mortos. Na região fronteiriça de Bryansk morreram um jovem de 15 anos e a avó, enquanto uma terceira vítima foi registada em Yaroslavl, onde quatro pessoas ficaram feridas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790076]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Parlamento ucraniano aprova gestor público Serhiy Koretskyi como novo primeiro-ministro</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/parlamento-ucraniano-aprova-gestor-publico-serhiy-koretskyi-como-novo-primeiro-ministro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 11:00:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[O Parlamento ucraniano aprovou esta quinta-feira a nomeação do diretor do grupo energético público Naftogaz, Serhiy Koretskyi, para o cargo de primeiro-ministro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Parlamento ucraniano aprovou esta quinta-feira a nomeação do diretor do grupo energético público Naftogaz, Serhiy Koretskyi, para o cargo de primeiro-ministro, no âmbito de uma remodelação ministerial iniciada pelo Presidente Volodymyr Zelensky.</p>
<p>Com 289 votos a favor num total de 318, o Parlamento &#8220;votou a nomeação de Serhiy Koretskyi para o cargo de primeiro-ministro da Ucrânia&#8221;, anunciou a instituição nas redes sociais, citada pela agência de notícias France-Presse (AFP).</p>
<p>Koretskyi, 48 anos, vai substituir Yulia Svyrydenko, que oficializou a demissão na terça-feira, dois dias depois de Zelensky ter anunciado uma remodelação governamental no âmbito de &#8220;uma nova estratégia política&#8221;.</p>
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