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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 08 Jun 2026 08:30:10 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Agressões à PSP e GNR aumentam: mais de seis crimes cometidos contra forças de segurança por dia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:30:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[Entre ataques a agentes da PSP, militares da GNR atingidos a tiro e ocorrências com feridos em várias zonas do país, os dados apontam para um agravamento da violência contra quem está no terreno]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As agressões e crimes contra elementos das forças de segurança continuam a marcar o trabalho diário da PSP e da GNR, com mais de 2.100 casos registados no último ano, escreve o &#8216;Diário de Notícias&#8217;. Entre ataques a agentes da PSP, militares da GNR atingidos a tiro e ocorrências com feridos em várias zonas do país, os dados apontam para um agravamento da violência contra quem está no terreno.</p>
<p>No caso da GNR, foram registados 1.245 crimes contra militares no ano passado, acima dos 1.162 contabilizados em 2024. Já na PSP, o Relatório Anual de Segurança Interna de 2025 indica que 944 agentes sofreram agressões. Destes, sete foram internados, 560 receberam assistência sem necessidade de hospitalização e 377 não tiveram ferimentos.</p>
<p>Somando os crimes contra militares da GNR às agressões a agentes da PSP, estão em causa 2.189 delitos contra as forças de segurança. No caso da Guarda, 172 militares foram agredidos sem ferimentos, 159 ficaram feridos sem necessidade de internamento e três tiveram de ser hospitalizados.</p>
<p><strong>Lei agravou penas, mas sindicatos dizem que não basta</strong></p>
<p>Em abril do ano passado foi publicada a Lei n.º 26/2025, que agravou as molduras penais para quem for condenado por agredir polícias, guardas prisionais e bombeiros. Ainda assim, as estruturas representativas das forças de segurança defendem que a alteração legal não é suficiente para mudar a realidade no terreno.</p>
<p>Paulo Jorge Santos, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia, afirma ao &#8216;Diário de Notícias&#8217; que “não é uma questão de mudança legal”, sublinhando que o serviço está “mais arriscado” e que há uma “agudização de alguns comportamentos sociais”. Para o dirigente sindical, quem agride um polícia não pensa, no momento, na pena que pode vir a sofrer.</p>
<p>O responsável da ASPP-PSP defende que a resposta deve passar por mais formação, mais efetivos no terreno e maior compreensão, por parte dos tribunais, da complexidade do trabalho policial. Na sua perspetiva, a punição das agressões depende também da forma como a justiça interpreta as ocorrências vividas pelos agentes nas ruas.</p>
<p><strong>Justiça, impunidade e falta de efetivos</strong></p>
<p>César Nogueira, presidente da Associação dos Profissionais da Guarda, aponta no mesmo sentido. Para o dirigente da APG, não basta ter a lei: é necessário aplicá-la. A morosidade da justiça, defende, acaba por transmitir um sentimento de impunidade.</p>
<p>Outra das preocupações é a falta de efetivos. César Nogueira considera que a presença de mais militares numa ocorrência pode funcionar como fator de dissuasão. A diferença entre uma patrulha com um ou dois elementos e uma presença mais reforçada pode, segundo o responsável, levar o agressor a pensar duas vezes antes de avançar contra a autoridade.</p>
<p>Mas a GNR enfrenta dificuldades para garantir esse reforço. O dirigente sindical lembra que, em várias situações, há recurso a militares ainda estagiários, que acompanham patrulhas mas também exigem proteção adicional por parte dos colegas mais experientes.</p>
<p><strong>Bodycams vistas como instrumento de dissuasão</strong></p>
<p>As associações da PSP e da GNR convergem também na defesa da utilização de bodycams. O concurso público internacional para a aquisição destes equipamentos deverá decorrer até dia 19, e os representantes das forças de segurança esperam que o processo avance rapidamente.</p>
<p>Para César Nogueira, as câmaras corporais podem funcionar como forma de dissuadir agressões. Paulo Jorge Santos considera que estes equipamentos podem ajudar a escrutinar melhor as ocorrências, protegendo tanto os agentes como os cidadãos envolvidos.</p>
<p>Apesar de, no primeiro trimestre deste ano, a GNR ter registado uma ligeira descida nos crimes contra militares, de 272 para 257 casos face ao mesmo período do ano anterior, os representantes das forças de segurança mantêm as reivindicações. A leitura é que o problema continua estrutural e exige respostas operacionais, judiciais e tecnológicas.</p>
<p>Na cerimónia dos 115 anos da GNR, no início de maio, António José Seguro alertou para os episódios de agressões a agentes das forças de segurança, considerando-os sinais de uma erosão de valores essenciais à convivência em sociedade. Para o Presidente da República, desrespeitar a autoridade legítima e agredir quem protege os cidadãos fragiliza a própria liberdade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773208]]></sapo:autor>
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		<title>Trabalhar do outro lado da fronteira: o novo destino de imigrantes que vivem legalmente em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:21:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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					<description><![CDATA[Procura é sobretudo feita por cidadãos de países terceiros, em especial brasileiros com autorização de residência em território português, que tentam aproveitar a falta de trabalhadores em vários setores do mercado galego]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Há cada vez mais imigrantes radicados em Portugal a procurar emprego na Galiza, num novo fenómeno de mobilidade laboral junto à fronteira, escreve o &#8216;<a href="https://www.jn.pt/nacional/artigo/imigrantes-radicados-em-portugal-procuram-trabalho-em-espanha/18092807" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Notícias</a>&#8216;. A procura é sobretudo feita por cidadãos de países terceiros, em especial brasileiros com autorização de residência em território português, que tentam aproveitar a falta de trabalhadores em vários setores do mercado galego.</p>
<p>A tendência junta-se ao fluxo já existente de portugueses que trabalham em Espanha. Em 2025, segundo o relatório de mobilidade transfronteiriça citado pelo &#8216;JN&#8217;, havia 8.895 portugueses a trabalhar no país vizinho, alguns dos quais há décadas. A diferença é que, para cidadãos portugueses ou de outros países da União Europeia, o acesso ao mercado laboral espanhol é muito mais simples do que para estrangeiros de fora da UE que vivem legalmente em Portugal.</p>
<p>O fenómeno está a ser acompanhado pelo serviço Eures Transfronteiriço Galiza &#8211; Norte de Portugal, entidade de referência para quem procura orientação sobre emprego do outro lado da fronteira. Teresa Ventín, coordenadora do serviço, afirma que recebe “todos os dias” imigrantes com autorização de residência em Portugal a pedir informações sobre oportunidades de trabalho na Galiza.</p>
<p><strong>Galiza precisa de trabalhadores</strong></p>
<p>A procura por emprego do lado espanhol é impulsionada pela escassez de profissionais na Galiza. Segundo Teresa Ventín, há falta de mão-de-obra em áreas como hotelaria, construção civil, saúde, cuidados a idosos, transportes e serviços.</p>
<p>A responsável enumera necessidades em profissões como cozinheiros, empregados de mesa e de balcão, trabalhadores de hotéis, profissionais de lares de terceira idade, enfermeiros, fisioterapeutas, soldadores, trabalhadores da construção civil e motoristas. Do lado dos empregadores galegos, a mensagem é clara: há ofertas, mas faltam candidatos disponíveis para preencher as vagas.</p>
<p>Essa realidade tem tornado o mercado galego mais atrativo para quem vive no Norte de Portugal, incluindo imigrantes que já têm residência legal em território português. O problema é que a autorização de residência em Portugal não equivale automaticamente ao direito de trabalhar em Espanha.</p>
<p><strong>Regras diferentes para quem não é da UE</strong></p>
<p>Ao &#8216;Jornal de Notícias&#8217;, Teresa Ventín explica que as regras mudam consoante a nacionalidade do trabalhador. Um cidadão português ou belga que queira trabalhar em Espanha pode procurar uma oferta, chegar a acordo com o empregador e iniciar o processo laboral praticamente nas mesmas condições de um cidadão espanhol.</p>
<p>Já um cidadão brasileiro, venezuelano ou argentino com residência legal em Portugal enfrenta um procedimento diferente. Primeiro tem de encontrar uma oferta e obter acordo com um empregador. Depois, é o empregador espanhol que tem de apresentar uma proposta à autoridade de estrangeiros em Espanha.</p>
<p>Essa proposta é analisada em função do mercado de trabalho local e pode ser aceite ou recusada. Ou seja, mesmo tendo autorização de residência permanente em Portugal, o trabalhador de fora da União Europeia precisa de uma autorização de trabalho espanhola para exercer atividade do outro lado da fronteira.</p>
<p><strong>Autorização limitada à zona fronteiriça</strong></p>
<p>Há ainda outra limitação relevante: quando Espanha concede essa autorização, ela aplica-se apenas ao trabalho no espaço fronteiriço, nas regiões limítrofes com Portugal. Não se trata, portanto, de uma autorização geral para trabalhar em qualquer ponto do território espanhol.</p>
<p>Este detalhe cria uma diferença importante entre imigrantes residentes em Portugal e cidadãos da União Europeia. Enquanto portugueses e outros europeus beneficiam da livre circulação laboral, os cidadãos de países terceiros continuam dependentes de uma autorização específica, condicionada à análise das autoridades espanholas.</p>
<p>Ainda assim, a procura continua a crescer. A falta de trabalhadores na Galiza e a proximidade geográfica com o Norte de Portugal estão a transformar a fronteira num espaço laboral cada vez mais procurado, mas também marcado por regras distintas, processos administrativos e limitações legais que nem todos os candidatos conhecem quando começam a procurar emprego do outro lado.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773196]]></sapo:autor>
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		<title>Material elétrico acelera e reforça papel estratégico na economia portuguesa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Silva Gil]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:11:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com um crescimento de quase 13% em 2025, o setor do material elétrico reforçou o seu peso na economia portuguesa. Daniel Ribeiro, diretor-geral da AGEFE, analisa os motores deste desempenho e os desafios para o futuro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O setor português do material elétrico cresceu quase 13% em 2025, desempenho que superou largamente a evolução da economia nacional e confirma o papel cada vez mais estratégico desta indústria na transição energética e digital do país.</p>
<p>Segundo o mais recente estudo da AGEFE – Associação Empresarial dos Setores Elétrico, Eletrodoméstico, Eletrónico e das Tecnologias da Informação e Comunicação –, o mercado interno ultrapassou os 1,4 mil milhões de euros, as exportações superaram os 855 milhões e o emprego continuou a crescer, refletindo a dinâmica de um setor cada vez mais associado à inovação, à eficiência energética e à modernização das infraestruturas.</p>
<p>Em entrevista à Executive Digest, Daniel Ribeiro, diretor-geral da AGEFE, analisa os fatores que impulsionaram este crescimento, os desafios que persistem e as oportunidades que poderão marcar a evolução do setor nos próximos anos.</p>
<p><strong>De acordo com o estudo de mercado apresentado em Ílhavo, o sector do Material Elétrico cresceu quase 13% e ultrapassou os 1,41 mil milhões de euros no mercado interno em 2025. Este ritmo reflete um pico temporário associado aos fundos da transição energética ou é um patamar para manter a longo prazo?</strong></p>
<p>Os números são, de facto, expressivos: o mercado interno fechou 2025 em 1 410,7 milhões de euros, com um crescimento de 12,7%, claramente acima do crescimento da economia portuguesa. Mesmo com o cuidado de referir que estamos a falar de crescimento nominal, ainda que descontemos a evolução dos preços, o crescimento real foi consistentemente positivo, como o estudo sublinha. Há de facto intensificação da procura em resultado da crescente eletrificação da economia, em todos os seus domínios, desde a crescente digitalização dos edifícios e da vida em sociedade, que é necessariamente elétrica, eletrodigital, aos investimentos nos centros de dados para IA, à mobilidade elétrica, à produção solar e eólica, à domótica e automatização de processos industriais… tudo isto, ao que se junta uma acentuada dinâmica  na construção e remodelação de edifícios, tanto no terciário como residencial, requer infraestruturas mais robustas e mais sofisticadas e soluções mais complexas e com maior valor acrescentado.</p>
<p>O que os dados nos mostram com clareza é que há categorias estruturalmente ligadas à modernização da economia a puxar pelo mercado: a Distribuição de Energia cresceu 19,5%, os Cabos e Condutores 13,7%, e a Intercomunicação, Segurança e Domótica 21,9%. Não ignoramos que os fundos europeus podem ter contribuído para uma aceleração em dado momento, mas estas são áreas cuja procura não se esgota com um ciclo de fundos.</p>
<p>Certo é que a dinâmica que a transição energética e transição digital induzem na eletrificação e nos demais sectores da economia, permite antever continuidade no crescimento. A nossa expectativa é que parte do ritmo atual se mantenha, mas seria precipitado afirmar hoje que os 13% se irão repetir de forma linear nos próximos anos.</p>
<p><strong>As exportações subiram 11,5% (mais de 855 milhões de euros) num período de forte abrandamento industrial na Europa. Como é que as empresas portuguesas estão a conseguir contrariar a crise europeia e ganhar quota de mercado?</strong></p>
<p>As exportações cresceram em 2025 a um ritmo de 11,5%. É um desempenho assinalável, mas que por si só não nos permite concluir por ganhos ou perdas de quotas de mercado, face sobretudo à crescente interpenetração das economias e à globalização do comércio.</p>
<p>Certo é que o estudo nos mostra que os principais destinos das exportações deste sector são tanto os mercados mais desenvolvidos da Europa, entre os quais se destacam Espanha, França e Bélgica, como mercados dos Países de língua oficial portuguesa, com Angola, Moçambique e Cabo Verde à cabeça.</p>
<p>É este caráter dual que importa assinalar e que espelha bem a centralidade deste sector e de Portugal no comércio internacional. Se, por um lado, se confirma a atualidade e sofisticação de portefólio de várias das empresas exportadoras que potencia a sua integração em cadeias europeias, por outro lado tem-se desenvolvido um posicionamento inteligente, sobretudo por parte de várias empresas distribuidoras grossistas, que aproveita a língua e cultura portuguesas, a que juntam qualidade na oferta, para ganhar posição no abastecimento dos principais países de língua oficial portuguesa.</p>
<p>Os números mostram que a internacionalização deixou de ser um exercício de algumas empresas para passar a ser uma característica estrutural do sector.</p>
<p><strong>Com o emprego a crescer 4,6% no setor, o relatório aponta para um rejuvenescimento e aumento de qualificações. Numa altura em que o país sofre com a fuga de cérebros, qual tem sido o vosso argumento para fixar estes jovens?</strong></p>
<p>Os dados do estudo são, de facto, animadores. O emprego no sector cresceu 4,6%, atingindo 7 098 trabalhadores na amostra. E quando comparamos a evolução entre 2023 e 2025, há três tendências claras: empregados mais jovens, empregados com maiores qualificações e mais empregados do sexo feminino, que já representam 29% do total. Olhando para a estrutura etária, 25,8% dos trabalhadores têm até 34 anos, e nas qualificações, 30,5% têm ensino superior e 46,9% ensino secundário ou pós-secundário. São indicadores que mostram um sector em transformação.</p>
<p>Este crescimento do emprego traduz afinal o crescimento do mercado e da relevância deste sector como elemento essencial e infraestruturante da economia. Embora o estudo não documente as políticas específicas de retenção de talento que cada empresa estará a adotar, certo é que não me parecem ser fatores menores a modernização das empresas e da sua gestão, bem como a perceção sólida da relevância do sector e da atualidade tecnológica dos seus produtos e serviços.</p>
<p><strong>Que barreiras — fiscais ou regulatórias — é que o Governo precisa de levantar urgentemente para que as empresas associadas da AGEFE possam acelerar ainda mais a eletrificação da economia?</strong></p>
<p>Devo dizer que este estudo é um retrato quantitativo do mercado e não inclui análise das barreiras fiscais ou regulatórias do sector. No entanto, essa é uma matéria que tem merecido grande atenção da nossa parte. Limito-me aqui a três áreas de intervenção que temos sugerido:</p>
<ul>
<li>Existência de um quadro fiscal e de incentivos para a dupla transição e valorização do trabalho qualificado: &#8211; um regime integrado que combine estabilidade fiscal com incentivos diretos e à adoção de soluções eletrodigitais (eficiência energética, eletrificação, digitalização, cibersegurança), que reduza custos estruturais e valorize o capital humano qualificado;</li>
<li>Simplificação de processos de licenciamento e implementação de certificação que promova e acelere a execução: &#8211; Estabelecer tramitação simplificada e prazos vinculativos para <em>retrofit e</em>nergético<em>, smart-buildings, smart-grid</em> e infraestruturas digitais; &#8211; Desacoplar os regimes contratuais das empreitadas técnicas da empreitada geral de construção civil.</li>
<li>Evolução de um quadro de contratação pública pelo menor preço para adjudicação com base em critérios de desempenho com avaliação do Custo do Ciclo de Vida e requisitos técnicos e de qualidade mínimos nos cadernos de encargos, alinhados com diretivas europeias.</li>
</ul>
<p><strong>Quais são as vossas previsões para 2026? Acredita que o sector vai conseguir manter este ritmo de crescimento ou antecipa um abrandamento devido à conjuntura económica?</strong></p>
<p>O estudo que apresentámos não inclui previsões numéricas para 2026. No entanto, há razões para um otimismo prudente. Em resposta ao Barómetro da Indústria Eletrodigital que efetuamos, as empresas manifestam apreensão quanto ao contexto geopolítico e aos correspondentes riscos logísticos, de abastecimento e de custos,  mas, ao mesmo tempo, não se revelam pessimistas e manifestam na sua larga maioria a expetativa de que o crescimento da economia nacional alinhará pela projeções oficiais quanto  à evolução do PIB, estimando ainda que o sector venha a ter este ano um desempenho superior, ou seja melhor do que a média da economia nacional.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_771789]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Diogo Mónica: O português que fez da Anchorage Digital uma empresa a valer 3,5 mil milhões</title>
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		<dc:creator><![CDATA[João Silva Gil e M.ª João Vieira Pinto]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:09:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Edição Impressa]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[Diogo Mónica]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Antigo aluno do Instituto Superior Técnico, Diogo Mónica fundou nos Estados Unidos a Anchorage Digital, hoje avaliada em mais de 3,5 mil milhões de euros. Entre empreendedorismo, criptoactivos e ambição global, defende que Portugal precisa de mais risco, mais literacia financeira e empresas que pensem no mundo desde o primeiro dia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Diogo é português, é jovem, ambicioso e… milionário! Aquele que há uns anos era um jovem estudante do Técnico, em Lisboa, e que, por imposição do pai se viu obrigado a tirar um doutoramento, seguiu para os EUA – onde, de resto, tinha nascido &#8211; e lá fundou a Anchorage: o banco digital que hoje vale mais de 3,5 mil milhões de euros.</p>
<p>Diogo Mónica tem cara de miúdo, o que ilude, porque o pensamento é de elevado conhecimento. Ou não fosse também ele determinado ao ponto de querer ler 50 livros por ano.</p>
<p>Fala à mesma velocidade com que deverá programar, numa rapidez de raciocínio clarividente. De resto, deu os primeiros passos em programação quando tinha ainda 12 anos, ele e um primo, ensinado pelo pai. Percebeu, de imediato, que a sua vida só poderia passar por ali.</p>
<p>Seguiu, ainda por “imposição” do pai, como diz, para o Ins­tituto Superior Técnico (IST), onde completou a licenciatura, o mestrado e o doutoramento em Ciências da Computação &#8211; conforme o pai, com uma carreira na Marinha, o tinha feito -, e desde sempre se focou na segurança e sistemas distribuídos. Não tinha ainda concluído o tal doutoramento “imposto”, e já o seu trabalho de investigação chamava a atenção de gigan­tes como a Google e o Facebook. Convidado por ambas, não acabaria seduzido por nenhuma (“não queria ser ‘apenas mais um’” ou “uma gota num oceano”). Porque Diogo garante que sempre teve bem presente a ideia de que lhe faria mais sentido aprender com pequenos e vir a fazer, um dia, a diferença, do que se dissipar no universo dos grandes players tecnológicos. Educadamente, declinou, portanto, tendo apenas decidido regressar aos EUA em 2011 para se juntar à Square, a fintech do fundador e CEO do Twitter, Jack Dorsey, onde ajudou ao desenvolvimento do software de segurança para uma das primeiras plataformas de pagamento móvel com cartão de crédito. Foi o primeiro momento em que sentiu que estava a fazer a tal diferença e foi a empresa, ainda, onde conheceu Nathan McCauley, com quem viria a fundar a Anchorage.</p>
<p>Filho de um engenheiro e de uma advogada, defensor da família – o que o fez, agora que é pai de três filhos, instalar casa em Portugal – Diogo muda-se em 2015 para a Docker, enquanto responsável pela segurança de infra-estruturas utilizadas por governos, instituições bancárias e fornecedores mundiais de serviços em cloud. É nesta empresa que conhece a mulher e, pelo meio, tem ainda tempo para ser consultor de investidores na gestão dos seus activos em criptomoedas, sendo que em 2017 funda a Anchorage Digital, o primeiro banco de criptoactivos seguros federado nos EUA e que, actualmente, conta com uma avaliação superior a 3,5 mil milhões de euros.</p>
<p>Não esconde que gosta de criar riqueza, porque, advoga, quem enriquece pode ajudar outros a sê-lo. Diz e repete que não é com o salário mensal que alguém chega ao patamar de milionário, e lamenta a fraca literacia financeira em Portugal (“os penúltimos no ranking europeu”) e que no país ainda se mantenha a cultura de aversão ao risco. Confessa que não sabe como a contrariar, mas sempre que pode e lhe pedem, aconselha qualquer estudante ou novo empresário a terem o Mundo como mercado, desde o primeiro dia.</p>
<p>Com muitos aeroportos por ano, e todos os meses – ou não tivesse escritórios espalhadas entre os EUA, Singapura e Portugal (Lisboa e Porto) –, prefere o tempo com os filhos e a família a viagens de férias. Gosta de se deitar cedo, e não jantar depois das 18h, de forma a garantir oito horas de sono reparador. Uma personificação clara de mente sã em corpo são.</p>
<p>Um dia, gostava que a Anchorage fosse uma empresa cotada no mercado público, que a sua avaliação fosse muito maior e, &#8220;principalmente, que uma grande percentagem da economia mundial passasse&#8221; por ali. Diogo Mónica, na primeira pessoa.</p>
<p style="text-align: right;"><strong>Perfil, por Maria João Vieira Pinto</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como é que um jovem estudante do Instituto Superior Técnico de Lisboa chega a um patamar onde vale 3,5 mil milhões de euros?</strong></p>
<p>Essa não é a minha avaliação pessoal. A avaliação da Ancho­rage são os 3,5 mil milhões de euros.</p>
<p><strong>Nasce nos EUA, regressa a Portugal muito cedo…</strong></p>
<p>E essa foi logo a primeira sorte porque tenho passaporte americano, dupla nacionalidade, pelo que se tornou muito mais fácil quando mais tarde quis ir para os Estados Unidos.</p>
<p>Tinha um pai que trabalhava na Marinha e tinha um PhD em Electrónica, pelo Técnico, motivo pelo qual eu tive de ir para lá. Não havia outra opção.</p>
<p><strong>Não havia outra opção em casa?</strong></p>
<p>Não. O meu pai tem doutoramento, a minha irmã tem dou­toramento, o cão do meu pai chama-se DOC… havia uma pressão engraçada.</p>
<p>Mas fiz a minha carreira, aos 12 anos o meu pai ensinou-me a programar – a mim e ao meu primo -, começámos a fazer uma série de aplicações, e fascinei-me pela área de segurança desde muito cedo. Na altura, divertia-me imenso a bloquear computadores na escola. Os professores de IT adoravam-me e odiavam-me ao mesmo tempo.</p>
<p>Desde muito cedo que tive essa afinidade com a segurança que é o que, quando entro no Técnico, me faz seguir Engenharia de Redes, em fazer o Mestrado em Segurança e o Doutora­mento em Ciência Computacional e Segurança.</p>
<p>Mas sempre quis ser empreendedor…</p>
<p><strong>… recorda-se desde quando? Esta ambição, este sonho já estava traçado desde que começou a programar?</strong></p>
<p>A partir dos 14-15 anos. Olhando para trás não posso dizer que estava tudo traçado. Mas, a realidade é que o meu caminho é muito linear. Tem muitos poucos desvios do que queria fazer. Mas tinha as sementes do que mais tarde seria o meu espírito empreendedor. Quais eram? Quando alguém me ensina a programar e eu posso fazer aplicações. Na altura, o meu avô (advogado) tinha uma base de contactos e o meu primo fez­-lhe um CRM (programa de gestão de contactos). Achei que era brilhante a possibilidade de construirmos aplicações com utilidade versus aplicações pessoais. Foi aí que percebi que poderia construir algo com valor para os outros.</p>
<p>É esta a primeira semente.</p>
<p>Mais tarde, encontrei a TechCrunch, que juntava tecnologia com empreendedorismo. Passei a ser um leitor assíduo e ela foi o motivo pelo qual acabei por ir para os EUA, ou para a Square, porque foi aí que vi o primeiro anúncio de financia­mento de Série A da Square, do Jack Dorsey.</p>
<p>Tinha 23 anos quando vi essa notícia, estava a tirar o douto­ramento, já tinha ido aos EUA fazer conferências e apresentar um paper, e havia pessoas do Facebook e da Google que me tinham contactado para ir uns meses trabalhar para lá. Esse foi o segundo “unlock”. Ainda comecei as entrevistas com a hipótese de ir para uma das duas, mas uns meses depois, quando cheguei a Portugal, vi o tal anúncio da Square na TechCrunch e percebi – algo que tem ajudado a construir a minha narrativa – o que é a maximização do desconforto e a maximização de aprendizagem. Porque é que iria ser uma gota num oceano de pessoas na área de segurança do Facebook ou da Google? Porque é que não deveria, antes, ir para um sítio onde pudesse aprender mais? A Square só tinha uma pessoa na equipa de segurança… Eu sabia que ia trabalhar em tudo, do hardware ao software.</p>
<p><strong>Essa decisão também traduz uma autoconfiança gigante. </strong></p>
<p>A autoconfiança nunca foi um problema. A minha mãe sempre fez um excelente trabalho a esse nível. O problema é manter o ego tendo autoconfiança. É muito importante os pais cria­rem esta autoconfiança nos filhos, porque a realidade é que os empreendedores têm algo de insano. Há uma insanidade base na criação de uma empresa.</p>
<p>A autoconfiança ajuda muito em desconsiderar, de alguma forma, os problemas que vão surgindo. Há uma expressão que gosto muito: “I didn´t do it because it was easy. I did it because I thought it was going to be easy”.</p>
<p><strong>Sendo que este também é um espírito que se continua a pro­mover nos EUA, enquanto em Portugal se entende que quem vai à falência está condenado! </strong></p>
<p>Há 15 anos, quando saí, era muito pior. A realidade é que, nos EUA, falhar é ganhar. É ganhar experiência. Alguém que já falhou viu os erros. Cá, no geral, está a mudar um pouco, mas ainda falta.</p>
<p>Neste momento, tenho uma visão muito clara: o risco de ir trabalhar para o sector privado é muito maior do que ir tra­balhar para uma start-up. Em Portugal, uma empresa como a Anchorage paga mais em média do que qualquer consultora ou empresa privada, e dá equity. Dão participação na empresa.</p>
<p>A Anchorage acabou de fazer mais de 100 milhões de compras aos colaboradores. Criei mais de 20 milionários na equipa que nunca o teriam conseguido com o seu salário no privado. Acreditaram e tiveram aqui a recompensa.</p>
<p>Não é escolha entre fazer menos dinheiro e ter equity ou fazer mais dinheiro e ter equity. A escolha é fazer mais di­nheiro, trabalhar em algo mais interessante e ter equity. Sou muito apologista de que juntar as start-ups é valor positivo.</p>
<p>Nós temos cerca de 700 pessoas, à volta de 100 em Portugal e os nossos salários estão muito acima da média. Fazemos bandas do mercado. Olhamos para o mercado, para a con­corrência e definimos onde queremos estar, acima.</p>
<p><strong>Se nunca tivesse saído de Portugal, se nunca tivesse tido toda a vivência nos EUA, estaria onde hoje está? </strong></p>
<p>Não é possível. Agora é muito mais possível do que era há 15 anos, agora é muito mais possível criar empresas que têm impacto global – e um bom exemplo é a Sword Health –, mas é muito difícil. É lá que está muito mais talento, muito mais capital e a cultura de ambição. Lá, se alguém fica rico queremos ir aprender com ele. Cá, quando alguém fica rico é porque roubou… É a mentalidade &#8220;zero sum&#8221;versus a de &#8220;positive sum&#8221;. Quando crio uma empresa como a Anchorage, estou a criar riqueza pessoal, mas também para o mundo e para os meus colaboradores. Na Anchorage, 100% dos em­pregados têm uma participação na empresa, sem excepções. É um alinhamento de incentivos que funciona muito bem.</p>
<p><strong>Falou no objectivo de ter 50% da equipa nos EUA e 50% em Portugal. Mas agora estamos a falar de 600 colaboradores nos Estados Unidos e 100 no nosso país. O objectivo é equilibrar isto? </strong></p>
<p>A minha meta era ter 50% da equipa de engenharia de produto e desenvolvimento em Portugal. Dessas 700 pessoas, a enge­nharia representa cerca de 350 a 400, mas o balanço acabou por ser diferente. Acho que “esgotámos” o talento nacional. Estamos numa zona de estabilidade em que o talento está a ser criado e nós absorvemos muito dele, mas não há capaci­dade para termos 500 pessoas de alta qualidade na equipa de engenharia em Portugal, neste momento. Há muito mais competição internacional e outras empresas a vir para cá, o que é óptimo para o tecido nacional. Infelizmente, o mercado na Europa não se desenvolveu devido à regulação; para nós, o mercado europeu é pouco relevante. Os nossos mercados são os Estados Unidos, o Médio Oriente e Singapura. Como não há negócio na Europa, o sítio onde cresço neste conti­nente é Portugal, focando-me na equipa de development. No entanto, a equipa de vendas, que traz a facturação, tem de crescer nos Estados Unidos. Juntaram-se duas coisas: o tap-out do mercado nacional e o facto de a Europa ter dado tiros nos pés com a regulação, tornando o negócio tão difícil que as empresas e os fundos acabam por ser criados lá fora para servir clientes americanos.</p>
<p><strong>E já consegue convencer as pessoas a virem para a Anchorage em vez de irem para a Worten? </strong></p>
<p>É curioso pois falámos desse caso no outro dia. Fiz as contas e essa pessoa teria ficado multimilionária se se tivesse jun­tado à Anchorage em vez de à Worten. Multimilionária em dinheiro real.</p>
<p><strong>A equipa em Portugal é maioritariamente portuguesa? </strong></p>
<p>Sim, cerca de 85% a 90% são portugueses. Temos muitos americanos que querem vir temporariamente; gostam de ir ao Porto e a Lisboa. Fazemos offsites de leadership em Portugal e trazemos toda a equipa executiva (C-level).</p>
<p><strong>O que nos falta a Portugal em termos de ambição? </strong></p>
<p>Não tenho conclusões definitivas, pois estas coisas são com­plexas Sei que falta a capacidade de as pessoas verem outras a ficarem ricas por deterem participações em empresas. Isso é super-importante. A Sword Health e o Virgílio fizeram-no no ano passado e nós este ano. Além disso, falta em Portugal um segmento de angel investors — as rondas de Friends, Family &amp; Fools entre os 25 e os 250 mil euros. Os fundos de Venture Capital (VC) já procuram fases mais avançadas, com revenue. Existe a necessidade de acreditar nos amigos e na família. Falta-nos fechar o círculo: o fundador tem uma ideia, tem talento e capital para começar, e depois o talento inicial cria riqueza pessoal para fundar novas empresas ou financiar outros. Falta-nos fechar este loop para criar o ciclo de angel investment que existe nos EUA. Eu tenho mais de 200 participações individuais em empresas e fundos; o meu capital pessoal faria de mim um dos maiores investidores de risco em Portugal, o que é um bocadinho triste em termos de capacidade nacional.</p>
<blockquote><p><strong>A AUTOCONFIANÇA AJUDA MUITO EM DESCONSIDERAR, DE ALGUMA FORMA, OS PROBLEMAS QUE VÃO SURGINDO. HÁ UMA EXPRESSÃO QUE GOSTO MUITO: “I DIDN´T DO IT BECAUSE IT WAS EASY. </strong><strong>I DID IT BECAUSE I THOUGHT IT WAS GOING TO BE EASY”</strong></p></blockquote>
<p>Nos últimos três anos, com o SIFIDE e o capital vindo dos Vistos Gold, tem havido uma emergência de capital. O que falta é fechar o ciclo e resolver a cultura de aversão ao risco, que é generalizada na sociedade. Tento combater isto através da literacia financeira, para que as pessoas percebam que risco e retorno são duas faces da mesma moeda. No modelo de Venture Capital, nove empresas falham para que uma retorne cem vezes.</p>
<p>A literacia financeira pode mudar o sucesso das empresas. É preciso que as pessoas vejam exemplos de sucesso, façam dinheiro e financiem os seus amigos em vez de acharem que ser CEO da própria empresa é estar desempregado. É preciso acreditar que sem risco não há retorno. Portugal é o segundo pior país da Europa em literacia financeira. Éramos o pior há dois anos; subimos uma posição (e não sei se é motivo para estarmos orgulhosos), mas culturalmente ainda há muita aversão ao risco.</p>
<p><strong>Mas as pessoas não têm essa noção… </strong></p>
<p>Estamos a ficar para trás porque o mercado global está a capitalizar (compounding) a 9% ou 11% ao ano. A velocidade necessária para alcançarmos a média é cada vez mais alta e isso é frustrante. Por outro lado, venho para Portugal ajudar com angel investment. Não tenho vantagem nenhuma em participar em conferências ou podcasts; pelo contrário, não quero ser conhecido e só tenho desvantagem em ser reconhecido em aeroportos ou restaurantes. É um sacrifício pessoal para tentar levar esta conversa por diante. Tenho zero a ganhar.</p>
<p><strong>Tem a ganhar se trouxer um contributo para o seu país… </strong></p>
<p>Certo, a longo prazo, mas para os meus filhos. Gostava que Portugal fosse um sítio onde pudessem ter carreiras familiares e profissionais espectaculares.</p>
<p><strong>O Diogo diz que é amante do desconforto. Essa característica ajudou, já que a maioria dos portugueses prefere o conforto? </strong></p>
<p>Claramente. O meu conselho é: se alguém está desconfortável, significa que está a aprender. Sempre que me senti confortável, soube que era tempo de uma nova oportunidade. Tento não me acomodar. Conheço outros empreendedores com este descontentamento face ao status quo, mas não sei como se incute esta personalidade culturalmente. Sei ensinar a pensar no risco e na sua gestão.</p>
<p><strong>… há quem lhe peça ajuda, a esse nível? </strong></p>
<p>Todos os dias. Todos os dias faço pitches a pessoas cujo ne­gócio não é um negócio para mim, todos os dias tiro dúvidas a estudantes. E tento responder no momento.</p>
<p><strong>Na Square, ajudou a proteger biliões de cartões de crédito! </strong></p>
<p>Um negócio que em 2009, nos EUA, não conseguia aceitar uma máquina de cartões de crédito porque tinha de pagar 1500 dólares por mês e 5% das transacções para vender umas pulseiras numa feira, e uma Square consegue um leitor de cartões de crédito gratuito que se coloca no telefone e per­mite que qualquer pessoa possa aceitar cartões de crédito. É criação de negócio.</p>
<p>Gosto imenso de criação de negócios, de criação de riqueza. É riqueza para a sociedade, toda a gente melhora. Se eu fico mais rico é porque criei algo de valor para o Mundo. Se eu crio um produto que facilita pagamentos, consegue-se menos fricção nos negócios.</p>
<p><strong>Saindo da Square, passamos para a Docker e o código que de­senvolveu foi ajudar uma série de servidores! </strong></p>
<p>A Square é muito interessante porque o impacto do negócio é brutal, mas o meu trabalho individual é escondido.</p>
<p>Na Docker, o meu produto era o motivo pelo qual a Docker vendia o produto, a segurança. Queria criar uma empresa. Na Square criei uma rede, percebi como tudo funcionava, enquan­to na Docker fui aprender sobre produto e vendas. Já com a junção dos dois surgiu a oportunidade de fundar a Anchorage e percebi que era a união perfeita de todos os meus talentos.</p>
<p>Quando me perguntam se se deve criar uma empresa quando se começa a trabalhar ou ir trabalhar para uma empresa antes de se criar uma, digo “não sei”, mas foi muito melhor para mim ter passado primeiro por duas start-ups para aprender. Teria falhado muito mais se não tivesse tido o embalo destas duas experiências. Até porque as ideias não surgem do ar. Gosto muito pouco de start-ups que vão para um quadro em branco escrever ideias, para escolher a melhor. Não é natural. Enquanto investidor, uma das coisas que pergunto é “porquê tu a fazer este negócio”, qual é a história, qual é a relevância? E, isso, não se cria num quadro em branco.</p>
<p>Eu, estava destinado a criar algo como a Anchorage digital.</p>
<blockquote><p><strong><em>“JÁ FUI EMPREENDEDOR NUM GOVERNO ANTI-CRIPTO E JÁ FUI EMPREENDEDOR NUM GOVERNO PRÓ-CRIPTO. UM TEM UM PROGRESSO MAIS LENTO, O OUTRO MAIS RÁPIDO, MAS HÁ SEMPRE PROGRESSO”</em></strong></p></blockquote>
<p><strong>Para quem não conhece, o que é então a Anchorage Digital? Uma empresa que fundou com alguém que entrou na mesma semana que o Diogo na Square, há 15 anos… </strong></p>
<p>A forma mais simples é dizer que da mesma forma que existem bancos tradicionais que conseguem ter notas e depósitos e protegê-los, têm de existir bancos digitais. A Anchorage é um banco institucional, regulado nos EUA, que permite depósitos de moedas digitais. As moedas digitais têm uma série de ca­racterísticas diferentes, são produtos etéreos, muito difíceis de proteger. Temos dezenas de milhares de milhões de activos na plataforma que, se alguém roubar a chave privada que está por trás, desaparecem sem retorno. É uma responsabilidade muito acrescida do ponto de vista da cibersegurança.</p>
<p><strong>Quando é que percebeu que ia correr bem? Foi imediato? </strong></p>
<p>De todo. Há tantas vezes que pensamos que vai correr bem e dezenas de vezes que vamos à falência… É uma montanha­-russa. A nossa primeira ronda de financiamento correu muito bem, foi muito fácil e foi o primeiro momento alto da montanha-russa, a facilidade de levantar dinheiro. Mas a segunda fase de financiamento, foi low. Tínhamos tido uma avaliação tão grande da primeira vez que levantámos dinheiro, 17 milhões de dólares, que quando chegámos à segunda parte de financiamento os investidores olharam para o negócio e disseram que estavam à espera de maior progresso. Por isso, não foi tão fácil o segundo financiamento. Imediatamente aí percebemos que não seria tão simples.</p>
<p>Além disso, sempre que alguém sai da Anchorage é como se levássemos um murro no estômago. Havia pessoas críticas que decidiram sair e, nesse momento, pensamos que tudo é mau. Tenho muito a política de que nada é tão bom quanto parece ou tão mau quanto parece e um dos grandes motivos pelos quais os dois fundadores existem é porque a montanha-russa não é a mesma para os dois. Quando um acha que a empresa vai para o buraco, o outro está confiante, e a média é estável!</p>
<p>Há uma volatilidade muito grande e no mundo dos crip­toactivos é brutal. De 2017 para 2018, a nossa facturação caiu 80%. Em 2021 para 2022 desceu 75%. Como é que uma empresa sobrevive com estes picos de facturação, com esta volatilidade?</p>
<p><strong>E como é que sobrevive? </strong></p>
<p>Buffers muito grandes, levantar capital, ser conservador, ar­ranjar diversificação de negócios, não estar apenas e só focado em negócios que sejam de bitcoin. Reduzimos a variabilidade à medida que o negócio cresce.</p>
<p><strong>A Anchorage divide-se entre EUA, Portugal e Singapura. E a facturação, como é que se reparte? </strong></p>
<p>Zero de Portugal. Portugal não é um mercado relevante para a Anchorage. Não há negócios que sejam suficientemente grandes. Consigo contar o número de potenciais clientes da Anchorage e, mesmo esses, são subscale.</p>
<p>Há cada vez mais pessoas a tentarem fazer coisas, mas não há escala suficiente para nos dedicarmos ao merca-do português.</p>
<p>É um dos maiores erros e um erro crasso que muitos em­preendedores portugueses cometem, que é começarem no país a vender para o país. Mesmo que conquistem 100% do País, eu não invisto, porque continua sem ser um outcome suficiente grande.</p>
<p><strong>Os empreendedores portugueses têm de começar a olhar para o Mundo, para além do País, desde o primeiro momento em que criam uma marca! </strong></p>
<p>Sempre. Desde o dia zero. Até porque quando uma empresa começa em Portugal, a vender para o mercado português, aprende todas as lições erradas. O pricing está estragado por­que, no geral, os portugueses não querem pagar; os produtos não funcionam para o mercado e temos de construir do zero quando queremos exportar.</p>
<p><strong>Dou sempre estes conselhos, mas as pessoas gostam pouco de os ouvir. </strong></p>
<p>Acho que o País pode singrar muito mais se houver empresas muito grandes que começaram em Portugal a captar dinhei­ro lá fora, a contratar cá, a trazer negócio e a ficarem muito ricas. Porque quando se fica muito rico, investe-se no país, faz-se outros negócios. Os empreendedores com sucesso fazem muitos negócios.</p>
<p><strong>Onde é que a Anchorage pode estar daqui a cinco anos?</strong></p>
<p>Gostava muito que a Anchorage fosse uma empresa cotada no mercado público. Faz claramente parte da ambição, mas sem timings específicos.</p>
<p>Gostava que a avaliação da empresa fosse muito maior e, principalmente, gostava que uma grande percentagem da economia mundial passasse pela Anchorage.</p>
<p><strong>Nesta altura, as condições são positivas! O Diogo costuma referir que, nos EUA, os criptoactivos têm os republicanos a favor e os democratas contra.</strong></p>
<p>Esse movimento existe e não faz qualquer sentido porque as tecnologias deviam ser apolíticas. Não sei como se consegue politizar um telefone. Como é que há um partido político contra e um a favor.</p>
<p>Daqui a mil dias vamos ver o que é que acontece nos EUA.</p>
<p>Já fui empreendedor num governo anti-cripto e já fui em­preendedor num governo pró-cripto. Um tem um progresso mais lento, o outro tem um progresso mais rápido, mas há sempre progresso.</p>
<p><strong>Estava a dizer há pouco que gostava de vir a ser uma referência, um &#8220;top&#8221; da economia digital. Recusou convites do Facebook e Google. Gostava de chegar ao nível deles?</strong></p>
<p>Acho que era óptimo em termos de capitalização de mercado…</p>
<p><strong>Mas é essa a ambição?</strong></p>
<p>A ambição não é, nem nunca foi, ser reconhecido. A ambição é sentir que construímos algo que faz parte do core das finanças e que está realmente a fazer avançar a sociedade e a humanidade. Em primeiro lugar, sou um engenheiro de segurança e sempre estive nos bastidores. A Docker é um produto de bastidores, não um produto de consumidor, e na Square também estava nessa posição. A Anchorage, em si, é um banco institucional, não é um banco de retalho. Portanto, não quero que a Anchorage seja necessariamente conhecida pelo mundo; quero que seja reconhecida pelos players financeiros e que ajude a economia a movimentar-se de uma forma mais eficiente, transparente e justa. Esta transparência é extremamente importante, pois não existe nos sistemas financeiros actuais. Na área dos crip­toactivos, especialmente as stablecoins, temos a tecnologia que está a permitir que pessoas em África e na América do Sul tenham acesso ao dólar e a contas bancárias.</p>
<p>Nós, na Europa, falamos muito desta ideia de inclusão, mas referimo-nos apenas à inclusão dos europeus. O euro digital é só para o território europeu. As stablecoins não; abrangem o mundo todo e há aqui uma questão de inclusão muito interessante. Não é o meu foco, mas é uma comparação interessante, pois vê-se que os criptoactivos têm realmente muito sucesso em mudar as coisas.</p>
<p>Não é pelo ponto de vista de ser conhecido. A minha mãe e todos os meus amigos sabem o que é o Facebook e eu fico contente por eles não saberem o que é que eu faço. Sou perfeitamente feliz assim. Na realidade, ficaria mais feliz se menos pessoas soubessem o que faço, porque depois há sempre perguntas e acabo por dar as mesmas respostas. Por outro lado, gostava que o meu trabalho tivesse impacto. No sentido em que o Facebook, o Google e a Microsoft têm muito impacto; sim, gostava que tivéssemos esse impacto, mas menos no reconhecimento da marca e mais no facto de os consumidores usarem os nossos produtos.</p>
<p><strong>Como é que ainda não existe essa transparência que referiu, tendo em conta o actual estado das coisas?</strong></p>
<p>Existem dois motivos muito grandes. Não há competição porque as barreiras de entrada são muito altas, e tornam­-se cada vez mais altas porque há cada vez mais regulação. Como não há competidores, não há incentivos à competição. Ninguém quer transparência porque esta é menos benéfica para os players actuais. Portanto, os incumbentes estão bem como estão; eles fazem dinheiro.</p>
<p><strong>Isso é preocupante, não é?</strong></p>
<p>É preocupante, mas é o sistema capturado que temos. Por isso é que os criptoactivos surgem muito em reacção a isso. Eu nunca fui de extremos. Tanto que a Anchorage é uma entidade regulamentada federal que está a ligar o mundo tradicional ao mundo das cripto, tentando ter o melhor dos dois mundos. Mas, uma transacção? Porque é que os bancos não funcionam ao fim-de-semana? Não faz sentido nenhum. Se eu, à sexta-feira às cinco da tarde, não consigo enviar transacções, porquê? A resposta é porque há muito dinheiro a ser feito ao fim-de-semana se os depósitos não saírem. Os bancos ganham a taxa overnight de sexta para segunda-feira. São três noites em que os depósitos estão capturados e eles fazem dinheiro no float. Se me permitem uma transacção imediata, eles perdem esse negócio. Como o Charlie Munger disse: &#8220;diz-me os incentivos e eu digo-te os resultados&#8221;. Os incentivos são: fazer dinheiro e manter estes sistemas o mais antigos, intermediados e opacos possível, para que não se compreenda que estão todos a tirar uma comissão sem serem necessários. Podemos colapsar muitos destes participantes num só ou em zero.</p>
<p><strong>Regressamos a Portugal&#8230; </strong></p>
<p>Acabei de ser pai, o mais novo tem três meses, e quis sempre ter três filhos para contribuir para o crescimento da população. Eles estão cá e vão continuar cá. A minha mulher, americana, mudou-se e os meus filhos frequentam a escola portuguesa.</p>
<blockquote><p><strong><em>&#8220;NOS ESTADOS UNIDOS, QUANDO ALGUÉM FICA RICO QUEREMOS APRENDER COM ESSA PESSOA. EM PORTUGAL AINDA EXISTE MUITO A MENTALIDADE DE QUE, QUANDO ALGUÉM FICA RICO, É PORQUE ROUBOU. É UMA MENTALIDADE DE ZERO SUM EM VEZ DE POSITIVE SUM&#8221;</em></strong></p></blockquote>
<p><strong>Apesar de ter nascido nos Estados Unidos, considera-se um produto da educação portuguesa e valoriza muito os valores da nossa sociedade… </strong></p>
<p>Acho que os portugueses estão ao mesmo nível, se não acima, de todos os competidores. Eu contrato pessoas de Stanford, do MIT, assim como alunos da universidade canadiana de Waterloo que são, do meu ponto de vista, os melhores do mundo. Os portugueses estão ao mesmo nível do ponto de vista da engenharia e de competências técnicas dos elementos das universidades norte-americanas. Obviamente, quero mudar o país para melhor. Nós estamos confortáveis e o que vimos aqui no painel [Diogo Mónica tinha acabado de participar num debate sobre o sistema bancário] acontece muito pouco em Portugal. Há verdades que estão à nossa frente, muitas de La Palice, mas não há ninguém com co­ragem suficiente para as dizer de forma clara, sem medo de traçar uma &#8220;line in the sand&#8221;. Apontar o problema em voz alta é muito importante, mas não podemos cair no erro de só apontar problemas sem apresentar soluções. Por isso é que despendo do meu tempo a tentar fazer literacia financeira, em podcasts ou conferências, mesmo sem utilidade directa para mim. Acho que as pessoas que vêem algum sucesso na minha carreira e a querem emular, ouvem o que digo. Tento ter responsabilidade para usar isso para o positivo, mas também aponto o negativo para as pessoas não acharem que estamos bem, porque em muitos casos não estamos.</p>
<p>Há muitas coisas boas em Portugal. Temos uma situação espectacular com a dívida a diminuir, algo que nos Estados Unidos não temos. O facto de termos 97% do território debaixo de água dá-nos uma capacidade brutal. Com esse território, seríamos o décimo primeiro país em área. Somos quase top 10 e temos muitos recursos para explorar. Esta­mos super-alinhados tecnológica e politicamente com os americanos, temos universidades e talentos espectaculares espalhados pelo mundo, e isto está a melhorar muito. As Sword Health, Remote, Anchorage e Feedzai não existiam e agora existem; per capita, temos muito mais unicórnios do que o resto da Europa. Tudo isso é para celebrar. Mas, sendo de uma geração mais jovem, sei que títulos mais impactantes atraem mais atenção. É uma forma de criar uma base de pessoas que acreditam no empreendedorismo como missão de criação de valor para a sociedade. Nem toda a gente pode ser empreendedor, senão não havia pessoas para trabalhar, mas é uma missão nobre. Portugal é um país óptimo para viver, mas a questão é: o que acontece quando os meus filhos quiserem criar uma empresa ou ter uma carreira profissional? A resposta, eu não sei. Tenho sete anos para mudar o país antes que o meu filho mais velho precise.</p>
<p><strong>E com o objectivo de todos serem Doutores, de terem o PhD… </strong></p>
<p>Não. Isso fica para a geração do meu pai. Eu e ele temos discussões intensas sobre a utilidade de um doutoramento. Em Portugal, fizemos com que os cursos superiores fossem uma necessidade social e não algo para quem tem realmente interesse em investigar. Com isso, tirámos o valor aos cursos e aos doutorados quando toda a gente o quer ser. Eu acho que os investigadores deviam ser mais bem pagos e ter mais bolsas, mas o doutoramento devia ser para quem quer ver­dadeiramente fazer investigação. Para ser franco, eu estou na categoria de pessoas que não o devia ter feito.</p>
<p><strong>Continua céptico quanto à semana dos 4 dias de trabalho… </strong></p>
<p>Sim, claramente. Olho para isto numa perspectiva de work­-life blend. Nos últimos 15 anos da minha vida, não houve um sítio onde o trabalho acaba e a vida começa. Quando se fala em balanço, fala-se em oposição; se alguém está oposto ao trabalho que faz, já está no sítio errado. Se eu tenho de delinear o que é trabalho, é porque não gosto do que faço. As pessoas deviam procurar algo que as deixe curiosas. Podemos ser prá­ticos — eu gosto de música, mas nunca vou ganhar dinheiro com isso — mas há muitas coisas que despertam curiosidade e permitem alinhamento. As pessoas que querem trabalhar 4 dias é porque não encontraram algo a que queiram dedicar 7 dias por semana, como eu faço. Eu trabalho todos os dias, embora nem sempre com a mesma intensidade. O objectivo é o output económico e a criação de valor, e o PIB (GDP) não se cria sozinho das 8 às 6.</p>
<p><strong>Ou eventualmente, não recebem as &#8220;equities&#8221; que lhes permi­tem ter outra paixão pelo que fazem&#8230; </strong></p>
<p>Certo. E o meu trabalho é falar com outros empreendedores e perguntar-lhes: &#8220;Porque é que não dão equity ou incentivos? Como é que isto funciona na vossa cabeça?&#8221;. Há relutância e os argumentos são sempre: &#8220;como ninguém faz, eu não faço&#8221;. A Anchorage e outras startups fazem-no para reter talento. Quem não o fizer, não terá os melhores profissionais, e esse é o objectivo final: empurrar o tecido nacional que não se estava a mexer.</p>
<p><strong>Diverte-se imenso no meio disto tudo? </strong></p>
<p>Adoro o que faço. Tenho as mãos em muitos projectos. In­visto em finanças no Brasil, IA em Singapura e stablecoins na Europa. Estou no board de um banco com o Palmer Luckey e com o Joe Lonsdale, estou a criar soluções para o Departamento de Defesa dos EUA e adoro investir em em­presas nacionais.</p>
<p><strong>Nacionais? Ligadas à área financeira e digital? </strong></p>
<p>Também em tecnologia pura. Por exemplo, a Sensei, fundada por pessoas do Técnico. Dedico um tempo desproporcional a Portugal em relação aos EUA, apesar de 100% do meu negócio estar lá fora. Faço-o pelo impacto e não pelo retorno financeiro.</p>
<p><strong>Já deu a conhecer Portugal ao seu sócio Nathan? </strong></p>
<p>Sim, e por isso temos cá uma equipa tão grande. É a nossa se­gunda maior localização; temos mais pessoas em Portugal do que em São Francisco.</p>
<p><strong>Estamos em Março e o objectivo são 50 livros por ano. Como vão as leituras? </strong></p>
<p>Já li quatro livros e estou a terminar o quinto. Li o &#8220;Runnin’ Down a Dream&#8221; do Bill Gurley, que recomendo a quem está a decidir a carreira, e &#8220;Avogadro Corp.&#8221;, uma ficção sobre a singularidade da IA baseada no Google. Também li fantasia do Joe Hill, filho do Stephen King, e três livros (“Win Bigly”, “Lo­serthink” e “Reframe Your Brain”) do Scott Adams, que morreu recentemente, para perceber o seu contexto polémico. Estou a fazer progressos e orgulhoso.</p>
<p><strong>Regressamos aos criptoactivos e ao conceito de &#8220;flipping&#8221;… </strong></p>
<p>Existem vários &#8220;flips&#8221;. O mais comum é quando a capitalização de mercado do Ethereum ultrapassa a do Bitcoin. Mas hoje há um mais interessante: quando o Bitcoin ultrapassar o ouro. Actual­mente, o ouro está numa fase de crescimento absurda, enquanto o Bitcoin se mantém estável, acima dos 70 mil dólares. Outro &#8220;flip&#8221; relevante são as stablecoins: elas já são o 13.º ou 14.º maior detentor de dívida soberana dos EUA, à frente da Arábia Saudita ou Alemanha. O objectivo é chegarem ao top 10 e, eventualmen­te, ao número 1, ultrapassando o Japão. Recentemente, já houve mais transacções de stablecoins do que da Visa. O próximo passo é ultrapassar a rede SWIFT.</p>
<p><strong>Quanto vale o Diogo Mónica? </strong></p>
<p>É difícil dizer porque é mercado privado. A Anchorage vale 4,2 mil milhões de dólares e eu tenho a minha percentagem de fundador, mas não sinto que seja dinheiro real até estarmos cotados em bolsa. Atingi as minhas metas financeiras e agora foco-me noutras métricas. Todo o dinheiro excedente vai para novos negócios. Gostava, por exemplo, de trazer o meu cunhado, que é um importante cientista em Copenhaga, de volta para Portugal. Mas para isso precisava de criar um laboratório de química de primeira linha, como uma fundação.</p>
<p><strong>Uma espécie de Fundação Champalimaud?</strong></p>
<p>Exactamente. Seria espectacular. As minhas ambições financeiras estão ligadas à criação de fundações e a trazer a família para perto. Como empreendedor, quero criar negócios diferentes: com venture capital, de bootstrap, na agricultura ou no imobiliário, e também projectos non-profit.</p>
<p><strong>Quanto tempo descansa?</strong></p>
<p>Durmo oito horas por noite; é sagrado. Tenho um colchão que regula a temperatura, durmo em blackout total e não como depois das seis da tarde para optimizar o ritmo cardíaco. Sono, alimentação e exercício são fundamentais. Faço ginásio cinco vezes por semana e foco-me em manutenção e longevidade.</p>
<p><strong>Consegue ter tempo para a família?</strong></p>
<p>Viajo muito, mas quando estou em Portugal estou presente. Viajo de­masiado em negócios para ter prazer em viajar em lazer, especialmente com três filhos pequenos. Dedico tempo específico para levar o meu filho à escola e moramos perto do Jardim Zoológico; já sei as horas dos golfinhos de cor e salteado. Tenho a sorte de as pessoas aceitarem vir ter comigo a Lisboa, o que me permite estar nesta envolvente familiar e almoçar a sós, muitas vezes, com o meu filho mais velho.</p>
<p><strong>Os seus filhos nasceram em Portugal?</strong></p>
<p>O mais velho nasceu nos Estados Unidos, os outros dois cá. Passo cerca de 6 meses por ano em Portugal. Os meus três pólos são Lisboa, Nova Iorque (sede da Anchorage) e São Francisco (onde sou General Partner da Haun Ventures, um fundo de investimento de 2,5 mil milhões de dólares). Após a pandemia, decidimos não voltar para São Francisco devido ao aumento da criminalidade e dos problemas sociais no centro da cidade. Embora a Bay Area tenha sítios idílicos como Atherton, quando se constitui família, queremos que os avós cresçam com os netos, e daí o nosso regresso.</p>
<p>A conversa terminou e era tempo de despedidas. O relógio não pára e, entre reuniões com o board da Haun Ventures ou do Erebor Bank, Diogo Mónica ainda encontrou tempo para ir almoçar a casa. Entre as várias possibilidades em cima da mesa, apostamos em frango da guia, leitão assado ou bacalhau à brás.</p>
<p><strong><em>A Executive Digest agradece ao Centro Cultural de Belém pela disponibilização das suas instalações para a realização da entrevista e sessão fotográfica.</em></strong></p>
<p><em><strong>Este artigo foi publicado na edição de Março (n.º 240) da Executive Digest.</strong></em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_753883]]></sapo:autor>
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		<title>Fisco aperta cerco aos pagamentos de clubes a jogadores e treinadores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:04:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Em causa estão suspeitas de eventuais crimes de fraude fiscal, relacionadas com operações financeiras que a Autoridade Tributária quer esclarecer em detalhe]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Fisco está a intensificar a investigação aos pagamentos feitos por clubes a jogadores e treinadores, com pedidos de informação enviados a várias jurisdições estrangeiras para seguir o rasto do dinheiro, avança o &#8216;Correio da Manhã&#8217;. Em causa estão suspeitas de eventuais crimes de fraude fiscal, relacionadas com operações financeiras que a Autoridade Tributária quer esclarecer em detalhe: quem pagou, quanto foi pago e a que título foram feitos os pagamentos.</p>
<p>No centro das suspeitas está a possibilidade de terem sido usados contratos com empresas de jogadores e treinadores para ocultar rendimentos que deveriam ser tributados como trabalho dependente. Em vez de os pagamentos serem feitos diretamente aos profissionais, a Autoridade Tributária suspeita que alguns clubes possam ter celebrado contratos com sociedades controladas pelos próprios atletas ou técnicos, reduzindo de forma significativa o imposto a pagar.</p>
<p>A diferença fiscal pode ser elevada. Enquanto os rendimentos sujeitos a IRS podem ser tributados a uma taxa próxima dos 50%, os valores recebidos por empresas são tributados em sede de IRC, com taxas bastante inferiores. Em contratos celebrados em 2024 ou 2025, por exemplo, a taxa de IRC é de 21% ou 20%, respetivamente.</p>
<p><strong>Direitos de imagem e prémios sob análise</strong></p>
<p>A Autoridade Tributária quer perceber se os pagamentos feitos pelos clubes foram apresentados como direitos de imagem, prémios ou outros serviços para evitar a tributação em IRS. O objetivo é determinar se existiram negócios simulados entre clubes, jogadores e treinadores, com contratos formalmente celebrados com empresas, mas que, na prática, poderiam corresponder a remunerações pessoais.</p>
<p>O &#8216;Correio da Manhã&#8217; escreve que o Fisco aguarda agora respostas das autoridades estrangeiras para avançar com a investigação em vários processos. Caso as informações confirmem as suspeitas, os novos desenvolvimentos poderão surgir até ao final do verão.</p>
<p>A investigação aos negócios do futebol não é nova. A Autoridade Tributária começou a analisar este universo em 2015, tendo como um dos processos mais relevantes a Operação Fora de Jogo, na qual foram constituídos 47 arguidos. As SAD do Benfica, FC Porto e Sporting foram alvo de buscas, num inquérito centrado em transferências de jogadores, comissões pagas a intermediários e direitos de imagem.</p>
<p><strong>Transferências e comissões continuam no radar</strong></p>
<p>As transferências de jogadores continuam a ser um dos principais focos do Fisco, devido aos valores elevados envolvidos. A Autoridade Tributária procura apurar se foram pagas comissões-fantasma por falsas prestações de serviços, com o objetivo de aumentar artificialmente custos e reduzir o imposto devido.</p>
<p>Nestes processos, o Fisco trabalha em colaboração com o Ministério Público. Em média, os inquéritos ligados aos negócios do futebol duram 3,9 anos, mas há investigações que podem prolongar-se por cinco anos.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773189]]></sapo:autor>
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		<title>Portugal leva 27 startups à Web Summit Rio para conquistar o mercado brasileiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 08:01:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Startup Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Web Summit Rio]]></category>
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					<description><![CDATA[No conjunto, as empresas da delegação somam mais de 20 milhões de euros em investimento captado]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p data-start="108" data-end="314">Uma delegação de 27 startups portuguesas marca presença na Web Summit Rio 2026, que decorre entre esta segunda-feira (8 de junho) e 11 de junho no Brasil, com o apoio da Startup Portugal e da Unicorn Factory Lisboa.</p>
<p data-start="316" data-end="645">As duas entidades participam no evento pelo quarto ano consecutivo, acompanhando empresas selecionadas através do programa Business Abroad e de iniciativas de apoio à internacionalização. A delegação integra startups de áreas como Inteligência Artificial, Machine Learning, recursos humanos, tecnologia da saúde e defesa.</p>
<p data-start="647" data-end="814">No conjunto, estas empresas empregam mais de 250 pessoas e já captaram mais de 20 milhões de euros em investimento.</p>
<p data-start="816" data-end="1069">Para Miguel d’Aguiar, diretor-executivo da Startup Portugal, a Web Summit Rio representa “uma plataforma estratégica para startups portuguesas que procuram escalar o seu negócio e acelerar a expansão internacional”. O responsável indica ainda que o Brasil continua a ser uma prioridade para muitas empresas nacionais, quer pela dimensão do mercado assim como pelas oportunidades de investimento e crescimento.</p>
<p data-start="1071" data-end="1277">Já Gil Azevedo, diretor-executivo da Unicorn Factory Lisboa, afirma que o Brasil é um mercado aliciante para muitas startups portuguesas, e a Web Summit Rio é o palco certo para criar novas oportunidades de crescimento, investimento e colaboração. A nossa presença amplia o nosso compromisso de apoiar startups com ambição global e de construir pontes para a inovação entre Portugal e o Brasil&#8221;.</p>
<p data-start="1279" data-end="1451" data-is-last-node="" data-is-only-node="">A participação portuguesa tem como principal objetivo reforçar a visibilidade internacional das startups nacionais e promover novas oportunidades de negócio no ecossistema tecnológico brasileiro.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772562]]></sapo:autor>
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		<title>Figuras públicas, escutas e drogas sintéticas: como caiu o “Uber da Droga” em Lisboa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:58:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[justiça]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Uber da droga]]></category>
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					<description><![CDATA[Operação de Nuno Ricardo Nogueira dos Santos vendia com regularidade LSD, MDMA, cocaína e cetamina a vários clientes, entre os quais profissionais da representação, do desporto, da televisão e da aviação]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A rede de tráfico de droga que a PSP batizou como “Uber da Droga” funcionava na Grande Lisboa, tinha uma carteira de clientes onde surgiam figuras públicas e terminou com a condenação de três arguidos, incluindo o líder do esquema, Nuno Ricardo Nogueira dos Santos, escreve o &#8216;Observador&#8217;. O caso expôs uma operação que, segundo o tribunal, vendia com regularidade LSD, MDMA, cocaína e cetamina a vários clientes, entre os quais profissionais da representação, do desporto, da televisão e da aviação.</p>
<p>A sentença foi lida a 28 de maio, no Campus de Justiça, em Lisboa, e deu como provado que Nuno Ricardo liderava uma atividade de venda de droga que esteve ativa, pelo menos, entre o verão de 2023 e 28 de novembro de 2024. Nessa noite, o principal arguido foi detido pela PSP à porta de casa. No interior da habitação, os agentes encontraram centenas de comprimidos de MDMA, selos de LSD, cocaína, cetamina, 2C-B, balanças de precisão e vários materiais usados para acondicionar produto estupefaciente.</p>
<p>O caso ganhou maior visibilidade pela lista de clientes identificados no processo. Entre os nomes referidos nas escutas e na sentença surgem o ator José Carlos Pereira, a atriz Marta Gil e o judoca olímpico Jorge Fonseca, além de participantes de reality shows, assistentes de bordo, empresários, médicos e engenheiros informáticos. Algumas testemunhas admitiram à PSP que expressões como “bitolas”, “o normal”, “2g’s” ou “coiso” eram usadas como linguagem codificada para comprar droga.</p>
<p><strong>A rede e os produtos encontrados</strong></p>
<p>A investigação da PSP decorreu durante cerca de um ano e incluiu vigilâncias, escutas telefónicas e buscas domiciliárias. Na casa de Nuno Ricardo, os agentes encontraram droga distribuída por várias divisões. No escritório estavam 334 comprimidos de MDMA, várias embalagens da mesma substância, comprimidos de 2C-B, cocaína, cetamina e quase 60 selos de LSD. Na sala, foram encontrados mais de 250 gramas de cocaína, e no quarto havia ainda embalagens com MDMA e cetamina com peso superior a 247 gramas.</p>
<p>Na mesma noite, Leonel Nhaga, apontado como sócio de Nuno Ricardo, foi detido no Marquês de Pombal, em Lisboa. A PSP encontrou-lhe 13 embalagens de cocaína, saquetas de cetamina e MDMA, comprimidos de MDMA e mais de cinco gramas de cetamina. Mais tarde, no quarto que tinha alugado, foram apreendidas novas embalagens de cocaína, 320 pastilhas de 2C-B, 45 pastilhas de MDMA e 4.550 euros em dinheiro.</p>
<p>O tribunal considerou que Leonel Nhaga entrou na operação no verão de 2024, quando Nuno Ricardo deixou de conseguir responder sozinho a todos os pedidos. A rede funcionava como um serviço de entrega regular, com contactos diretos entre clientes e vendedores, combinados por telefone, mensagens e encontros presenciais.</p>
<p><strong>Figuras públicas nas escutas</strong></p>
<p>O &#8216;Observador&#8217; revela que uma das chamadas intercetadas pela PSP envolveu José Carlos Pereira. A 16 de setembro de 2024, o ator ligou a Nuno Ricardo quando seguia na A5, a caminho de Lisboa, para combinar um encontro. Pouco depois, voltou a telefonar para perceber onde o alegado líder da rede se encontrava. O ator não respondeu aos pedidos de esclarecimento do jornal e acabou dispensado de depor em tribunal.</p>
<p>Marta Gil também surge nas escutas. A atriz, antiga concorrente de reality shows e comentadora televisiva, foi intercetada em pelo menos 11 chamadas ao longo de três meses. Negou à PSP e em tribunal ter comprado droga a Nuno Ricardo e afirmou que não sabia que o “amigo” traficava drogas psicadélicas. Quando questionada sobre a expressão “aquele clássico”, que usou numa conversa telefónica, disse que era uma forma de se referir a momentos em que precisava de desabafar.</p>
<p>O judoca Jorge Fonseca, medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Tóquio, também foi referido no processo. Numa chamada feita a Leonel Nhaga, pediu “pastilhas”, expressão que levou o interlocutor a avisá-lo para não usar esse tipo de linguagem ao telefone. O advogado do atleta explicou ao &#8216;Observador&#8217; que, numa noite em que estava alcoolizado e acompanhado por amigos, Jorge Fonseca ligou a Leonel para pedir quatro pastilhas de ecstasy, mas acabou por decidir não tomar qualquer substância.</p>
<p><strong>O papel da mãe e da companheira</strong></p>
<p>A mãe e a companheira de Nuno Ricardo também foram constituídas arguidas. O Ministério Público defendia que a companheira do principal arguido ajudava na gestão financeira da organização e na preparação das doses, mas o tribunal considerou não haver prova suficiente para a condenar.</p>
<p>A situação da mãe, Lucinda Santos, foi diferente. O tribunal deu como provado que era responsável por uma das “casas de recuo”, onde eram guardadas embalagens para acondicionar cocaína, 2C-B, LSD, MDMA e cetamina. Nas buscas à sua casa, a PSP encontrou frascos, sacos herméticos e tubos usados para guardar droga.</p>
<p>A sentença considerou ainda que Lucinda Santos teve uma participação ativa no circuito de distribuição. Em algumas chamadas intercetadas, mãe e filho usavam expressões codificadas, como “ténis” ou “caixas”. Numa das situações descritas no processo, Nuno Ricardo, estando no Algarve, pediu à mãe que recolhesse produto em Lisboa. A mulher terá depois enviado um emoji ao filho como sinal de que a transação estava concluída.</p>
<p><strong>Da procura de pertença à venda de droga</strong></p>
<p>Na sentença, os juízes descrevem a evolução de Nuno Ricardo de consumidor para vendedor. O tribunal considerou que o arguido começou por adquirir droga para consumo próprio, passou depois a ceder a terceiros e acabou por vender. Esse percurso terá sido motivado não apenas por dinheiro, mas também pelo sentimento de pertença e reconhecimento social obtido junto de amigos e figuras mediáticas.</p>
<p>O percurso pessoal de Nuno Ricardo também foi referido no processo. Filho de um toxicodependente, viveu episódios de violência doméstica durante a juventude e, aos 17 anos, matou o pai durante um desses episódios, tendo cumprido um ano de prisão efetiva por homicídio. Mais tarde, tentou reorganizar a vida, trabalhou em várias áreas, emigrou, voltou a Portugal e aproximou-se do desporto.</p>
<p>Depois da pandemia, deixou de trabalhar de forma regular, passou a viver de rendimentos e, em 2022, ao mudar de ginásio, integrou um novo grupo de amigos. Foi nesse contexto que regressou ao consumo de drogas psicadélicas e, progressivamente, passou à venda.</p>
<p><strong>Três condenações no processo</strong></p>
<p>O tribunal condenou Nuno Ricardo a cinco anos e meio de prisão efetiva. O principal arguido está em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Lisboa desde 28 de novembro de 2024, dia em que foi detido.</p>
<p>Leonel Nhaga foi condenado a quatro anos e meio de prisão, com pena suspensa por cinco anos. Lucinda Santos, mãe de Nuno Ricardo, foi condenada a quatro anos e três meses de prisão, também com pena suspensa por cinco anos.</p>
<p>A companheira de Nuno Ricardo foi ilibada. Apesar da convicção do Ministério Público de que teria participado na organização do produto e na gestão financeira do negócio, o coletivo de juízes considerou que não existia prova suficiente para a condenar.</p>
<p>No acórdão, o tribunal sublinhou a existência de “prova segura, coerente e convergente” sobre uma atividade reiterada de venda de estupefacientes, com meios organizados, divisão de tarefas, posse de quantidades incompatíveis com consumo próprio e intenção lucrativa. O caso deixa exposta uma rede que, durante mais de um ano, funcionou entre contactos codificados, entregas discretas e uma lista de clientes onde o estatuto social e mediático ajudou a transformar um traficante num fornecedor de referência.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773186]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>O paradoxo da inovação na saúde</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:53:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[CRITICAL Software]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Ana Rita Silva, Business Development Manager de Medical Devices]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Nos últimos anos, os wearables têm vindo a revolucionar<em> o </em>quotidiano de milhões de pessoas. Entre relógios inteligentes, sensores contínuos e soluções de monitorização remota, são várias as opções que têm vindo a influenciar comportamentos. Estes dispositivos conseguem fornecer-nos métricas como frequência cardíaca, padrões de sono, atividade física ou níveis de glicose de forma contínua, com potencial para antecipar riscos e apoiar decisões mais informadas.</p>
<p>No entanto, esta abundância de informação traz consigo um equívoco recorrente: assumir que a conectividade equivale à interoperabilidade entre os wearables e os serviços e infraestruturas de saúde. O verdadeiro desafio reside em integrar essa informação de forma estruturada, compreensível e clinicamente relevante nos sistemas de saúde, como clínicas ou hospitais. Sem uma base comum de interpretação, estes dados podem permanecer desconectados da prática clínica e não criar o impacto pretendido. Ou seja, a questão que devemos colocar é “o que fazer com estes dados?” e não tanto “como os recolher?”.</p>
<p>Surge, neste âmbito, o problema do excesso: grandes volumes de dados que, muitas vezes, não são utilizados ou não conseguem ser traduzidos em decisões concretas. É fundamental por isso ter forma de filtrar, contextualizar e integrar toda esta informação. Sem essa transformação, corre-se o risco de introduzir mais ruído num setor que já tem os seus desafios.</p>
<p>A criação de valor depende, por isso, da integração efetiva dos dados na jornada do paciente. E essa jornada é composta por momentos concretos onde decisões críticas são tomadas: tempos de espera, transições entre níveis de cuidados, episódios de agudização ou períodos de recuperação. É nestes pontos que os dados provenientes de <em>wearables </em>podem ter impacto, permitindo, por exemplo, a deteção precoce de eventos clínicos, o acompanhamento remoto após uma alta hospitalar ou a gestão mais eficiente de doenças crónicas.</p>
<p>Mas o potencial vai além do benefício direto para o paciente. Do lado dos sistemas de saúde, a monitorização contínua em ambulatório pode traduzir-se em poupanças significativas: menos internamentos evitáveis, menor pressão sobre urgências e uma utilização mais racional dos recursos hospitalares. Para os médicos, que trabalham, na sua maioria, com agendas sobrecarregadas e tempo limitado por consulta, a disponibilidade de dados contínuos e contextualizados representa uma mudança qualitativa. Em vez de dependerem exclusivamente do relato do doente num momento pontual, chegam à consulta com um historial objetivo do período anterior. Mais do que isso, a monitorização remota permite uma triagem implícita: os doentes estáveis, acompanhados em casa pelos seus dispositivos, libertam tempo e atenção clínica para aqueles que mais precisam de cuidados presenciais. É uma lógica de priorização de que o sistema de saúde há muito necessita, mas raramente consegue operacionalizar.</p>
<p>Os profissionais de saúde precisam de garantias claras para integrar estes dados na prática clínica, enquanto os reguladores exigem evidência robusta do seu impacto e segurança. Paralelamente, os próprios pacientes assumem um papel cada vez mais ativo, questionando quem acede à sua informação, com que finalidade e sob que mecanismos de controlo. A mudança está a surgir, mas é preciso criar uma estratégia mais eficiente e clara.</p>
<p>Os wearables abriram caminho para uma nova forma de pensar a saúde, mas o verdadeiro desafio está agora em consolidar essa transformação, assegurando que a inovação tecnológica se traduz em melhores decisões, maior eficiência e, acima de tudo, melhores resultados para as pessoas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Ana Rita Silva, Business Development Manager de Medical Devices]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Equidade Salarial na Prática: Princípios para uma Organização Equitativa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/equidade-salarial-na-pratica-principios-para-uma-organizacao-equitativa/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:48:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Equidade Salarial]]></category>
		<category><![CDATA[mercer]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Afonso Rosa, Senior Consultant Rewards da Mercer Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Num contexto em que a transparência salarial assume um papel cada vez mais central na agenda das organizações, a equidade salarial deixa de ser apenas um conceito aspiracional para se afirmar como um pilar estrutural da gestão de pessoas. Mais do que responder a exigências legais, as organizações são hoje desafiadas a garantir que as suas estruturas remunerativas são, desde a base, desenhadas de forma equitativa.</p>
<p>Para que tal aconteça, é fundamental atuar de acordo com quatro princípios fundamentais para construir uma organização verdadeiramente equitativa.</p>
<p><strong>I. A equidade salarial não começa na análise – começa no desenho</strong></p>
<p>O primeiro princípio passa, inevitavelmente, pela construção ou revisão da política de remuneração fixa. É neste momento que se definem as regras orientadoras que sustentam as decisões salariais: por que razão ganha uma pessoa mais do que outra? Que fatores devem influenciar essa diferenciação? Qual deve ser o equilíbrio entre equidade interna e competitividade externa?</p>
<p>Uma política remuneratória robusta deve estabelecer bandas salariais claras, com amplitudes adequadas e alinhadas com o mercado, garantindo simultaneamente consistência interna. Mais importante ainda, deve assegurar que todos os colaboradores estão enquadrados, pelo menos, no mínimo das respetivas bandas. Este exercício permite mitigar iniquidades estruturais – muitas vezes acumuladas ao longo do tempo – e criar mecanismos de “<em>checks and balances</em>” que orientem e disciplinem a evolução salarial dentro das organizações.</p>
<p><strong>II. A escolha da metodologia define a qualidade da análise</strong></p>
<p>Contudo, uma política bem desenhada, por si só, não garante equidade ao longo do tempo. É fundamental medir. Neste contexto, a escolha da metodologia de análise de equidade salarial torna-se crítica. A nossa experiência aponta para a utilização de metodologias quantitativas, que devem variar consoante a dimensão da organização. Em organizações de maior dimensão, a utilização de modelos estatísticos de regressão permite identificar, de forma objetiva, em que medida variáveis como função, antiguidade, experiência, desempenho ou movimentos de carreira explicam as diferenças salariais observadas.</p>
<p>Por outro lado, em organizações de menor dimensão, onde a robustez estatística pode ser limitada, é possível recorrer a abordagens alternativas. A metodologia aplicada pela Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), que permite comparar médias salariais de homens e mulheres em grupos de funções de valor semelhante e extrair uma leitura do <em>gender pay gap</em> ajustado, é a mais indicada nestes casos.</p>
<p><strong>III. Agir de forma consistente e recorrente</strong></p>
<p>Independentemente da metodologia adotada, o mais importante é garantir consistência e recorrência. A equidade salarial não é um exercício pontual – é um processo que deve ser integrado na gestão regular da organização; medir não chega. Como tal, as organizações devem também estruturar processos claros que assegurem que os resultados destas análises são efetivamente revistos e incorporados na tomada de decisão. Isto implica definir um processo de equidade salarial com momentos formais de revisão, responsabilidades claras para os <em>stakeholders</em> e critérios objetivos que orientem a interpretação dos resultados, e que possa ser ativado todos os anos. Sem este processo, existe o risco de cair numa lógica reativa e casuística, que não só compromete a equidade, como pode introduzir novas inconsistências salariais.</p>
<p>Adicionalmente, é fundamental desenvolver mecanismos de mitigação. Sempre que são identificadas disparidades, as organizações devem dispor de um enquadramento que permita agir de forma consistente e fundamentada. Este enquadramento deve, por um lado, assentar em premissas claras de identificação de <em>outliers</em>. Ou seja, colaboradores justificados como exceções remuneratórias devido aos principais <em>drivers</em> de compensação, delineados no desenho da política de remuneração fixa – como desempenho, experiência ou evolução na carreira. Por outro lado, caso não existam justificações aplicáveis ou exceções remuneratórias, as organizações devem conseguir mensurar o investimento necessário à mitigação dos <em>gaps</em> e aplicar estes incrementos salariais num horizonte temporal definido.</p>
<p><strong>IV. A equidade salarial não se constrói apenas com boas intenções</strong></p>
<p>Ao longo dos últimos anos, a Mercer tem vindo a apoiar organizações neste percurso – desde a definição da política remuneratória, passando pela análise regular e culminando em processos de revisão e mitigação. O que observamos de forma consistente é que as organizações que adotam estes princípios não só reduzem riscos, como ganham maior controlo sobre as suas decisões salariais e reforçam a sua proposta de valor. No final, a equidade salarial não se constrói apenas com boas intenções ou análises pontuais. Constrói-se com sistemas, processos e decisões consistentes ao longo do tempo. E é precisamente nessa consistência que reside a sua sustentabilidade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Afonso Rosa, Senior Consultant Rewards da Mercer Portugal]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Consultora de ex-presidente do Infarmed apresenta empresa ligada a condenado do PCC por tráfico a projeto de cannabis medicinal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:46:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Wise Healthcare Solutions]]></category>
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					<description><![CDATA[Eurico Castro Alves é uma figura com peso institucional no setor da saúde. Além de antigo presidente do Infarmed e ex-governante, foi escolhido pelo atual Governo para coordenar o Plano de Emergência e Transformação na Saúde]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Wise Healthcare Solutions, consultora fundada por Eurico Castro Alves, antigo presidente do Infarmed e ex-secretário de Estado da Saúde, apresentou à Sync Nature, empresa portuguesa de cannabis medicinal, a Wdealer, sociedade controlada pelo empresário brasileiro Cláudio Rocha Júnior, revela o &#8216;Público&#8217;. O empresário viria a ser condenado em Portugal por tráfico de cocaína e já tinha sido identificado pelas autoridades brasileiras como membro do núcleo principal de uma alegada organização dedicada ao tráfico internacional de droga, branqueamento de capitais e remessa ilegal de divisas.</p>
<p>O caso surge no contexto da forte expansão da cannabis medicinal em Portugal, sobretudo entre 2018 e 2023, período em que as pré-licenças, os projetos industriais preparados para autorização do Infarmed e os dossiers técnicos passaram a valer milhões. Nesse mercado, a WiseHS assumiu um papel relevante, prestando apoio regulatório, acompanhamento técnico e estruturação de projetos destinados à obtenção de licenças para cultivo, fabrico, comércio por grosso, importação e exportação.</p>
<p>Eurico Castro Alves é uma figura com peso institucional no setor da saúde. Além de antigo presidente do Infarmed e ex-governante, foi escolhido pelo atual Governo para coordenar o Plano de Emergência e Transformação na Saúde. A sua proximidade com Luís Montenegro, primeiro-ministro com quem passou férias no Brasil em agosto de 2024, acrescenta dimensão política ao caso.</p>
<p><strong>O mercado das pré-licenças</strong></p>
<p>A documentação analisada pelo &#8216;Público&#8217; indica que a WiseHS não atuava apenas como consultora técnica. A empresa coordenava projetos industriais completos, estruturava investimentos, articulava fornecedores, acompanhava licenciamentos e preparava unidades segundo regras de Boas Práticas de Fabrico, podendo cobrar até 6,5 milhões de euros por estes serviços, de acordo com fontes contactadas pelo jornal.</p>
<p>A Sync Nature, criada em 2021 para desenvolver uma unidade de produção de cannabis medicinal em Oliveira do Bairro, contratou a WiseHS para assegurar o licenciamento e o acompanhamento técnico do projeto. Apesar dos investimentos feitos, a unidade nunca entrou em produção comercial e acabou por ser colocada no mercado.</p>
<p>Nesse processo, a WiseHS terá atuado como intermediária na procura de investidores, apresentando potenciais compradores e ficando com direito a comissões caso os negócios fossem concretizados. Entre os interessados apresentados à Sync Nature surgiu a Wdealer – Serviços de Importação e Exportação, sociedade sediada no Porto e detida por Cláudio Rocha Júnior.</p>
<p><strong>Negócio falhado e insolvência</strong></p>
<p>A Wdealer acabaria por entrar num processo de insolvência em Portugal. Declarada insolvente em julho de 2025, no Tribunal do Comércio de Vila Nova de Gaia, a empresa passou a ser disputada por credores com reclamações milionárias, incluindo a sociedade panamiana Trade 2000 Inc. e os promotores da Sync Nature.</p>
<p>A tentativa de aquisição da Sync Nature pela Wdealer foi feita através de um contrato-promessa de cessão de quotas. O acordo previa uma cláusula penal de incumprimento no valor de 12,5 milhões de euros e o contrato definitivo deveria ter sido celebrado até 27 de janeiro de 2023. O negócio nunca se concretizou.</p>
<p>A documentação do processo mostra que as negociações entre a Wdealer e a Sync Nature estavam em curso antes de janeiro de 2023, vários meses antes da condenação de Cláudio Rocha Júnior pelo Tribunal de Matosinhos. Nessa altura, porém, o empresário já tinha sido identificado pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal do Brasil na Operação Descobrimento, investigação ligada a tráfico internacional de cocaína, branqueamento de capitais e remessa ilegal de divisas.</p>
<p><strong>Empresário ligado a várias investigações</strong></p>
<p>Apesar de ter apenas um trabalhador registado, a Wdealer declarou em 2021 um volume de negócios superior a 3,4 milhões de euros, quase totalmente proveniente de exportações. Nos dois anos seguintes, a atividade declarada caiu para zero euros de vendas, mas as contas de 2023 mostravam mais de 3,1 milhões de euros em caixa e depósitos bancários, ao mesmo tempo que a empresa acumulava quase 960 mil euros em dívidas ao Estado e a outras entidades públicas.</p>
<p>Cláudio Rocha Júnior foi identificado perante o tribunal português como “empregado de balcão” no processo em que viria a ser condenado por tráfico de droga. Antes de se instalar em Portugal, controlava no Brasil uma empresa com a mesma designação, resultante da antiga Bilmaker 600, sociedade referida em investigações relacionadas com a Operação Lava Jato.</p>
<p>Já no Porto, a Wdealer surgiria em investigações do Ministério Público português relacionadas com suspeitas de branqueamento de capitais. Um relatório do Departamento Central de Investigação e Ação Penal descreve a empresa como o principal centro de movimentação financeira do empresário brasileiro, com transferências nacionais e internacionais de elevado valor, depósitos em numerário e operações cuja justificação económica nem sempre terá sido demonstrada.</p>
<p><strong>A investigação brasileira</strong></p>
<p>A dimensão internacional do caso surge na Operação Descobrimento. Em abril de 2022, o Ministério Público Federal brasileiro acusou Cláudio Rocha Júnior de integrar o chamado “primeiro escalão” de uma organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de cocaína, branqueamento de capitais e remessa ilegal de divisas.</p>
<p>A investigação teve origem na apreensão de centenas de quilos de cocaína escondidos na fuselagem de um jacto executivo da OMNI &#8211; Aviação e Tecnologia, em Salvador da Bahia, quando a aeronave se preparava para regressar a Portugal.</p>
<p>De acordo com a acusação brasileira, Rocha Júnior seria um dos responsáveis pela articulação entre fornecedores da droga, operadores do transporte aéreo e destinatários europeus da cocaína. As autoridades brasileiras colocaram-no no mesmo núcleo de figuras como Rowles Magalhães, Nilton Borgato, Nelma Kodama e Marcelo Mendonça de Lemos, apontado pela Polícia Federal como membro do alto escalão do Primeiro Comando da Capital.</p>
<p>Em Portugal, Cláudio Rocha Júnior foi condenado em julho de 2023 pelo Tribunal de Matosinhos a cinco anos de prisão por tráfico de droga, num processo distinto, relacionado com uma investigação da Polícia Judiciária a uma rede de distribuição de cocaína. Nesse processo, foi absolvido do crime de branqueamento de capitais, tal como a Wdealer.</p>
<p><strong>WiseHS admite falha na verificação</strong></p>
<p>Na sequência dos contactos mediados pela empresa de Eurico Castro Alves, a Wdealer avançou para a negociação da aquisição da Sync Nature. O &#8216;Público&#8217; escreve que Castro Alves admitiu que a WiseHS errou ao não realizar diligências formais de due diligence empresarial, reputacional ou de prevenção de branqueamento de capitais relativamente à Wdealer ou a Cláudio Rocha Júnior antes de apresentar a empresa aos promotores do projeto de cannabis medicinal.</p>
<p>O antigo secretário de Estado nega, no entanto, qualquer participação consciente em ilegalidades ou benefício pessoal, atribuindo muitas das suas ações a generosidade e amizade.</p>
<p>O caso expõe a zona cinzenta criada pela corrida à cannabis medicinal em Portugal, num mercado em que o valor estava muitas vezes menos na produção efetiva e mais no acesso ao licenciamento, na preparação técnica dos projetos e na possibilidade de os vender a investidores internacionais. Também levanta dúvidas sobre os mecanismos de verificação usados por intermediários privados em operações de vários milhões de euros num sector sujeito a regras exigentes de licenciamento, compliance e prevenção de branqueamento de capitais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773177]]></sapo:autor>
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		<title>Oceano sob pressão: ONU apresenta esta segunda-feira relatório global com contributo português</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:45:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nações Unidas]]></category>
		<category><![CDATA[oceanos]]></category>
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					<description><![CDATA[Relatório foi aprovado por mais de 190 países no âmbito da Assembleia Geral da ONU e resulta de um processo iniciado em 2002 para reforçar a ligação entre conhecimento científico e decisão política sobre o ambiente marinho]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As Nações Unidas lançam esta segunda-feira, em Nova Iorque, o 3º Relatório Global sobre a Avaliação do Estado do Oceano, numa cerimónia que coincide com o Dia Mundial dos Oceanos. O documento, conhecido internacionalmente como WOA III, é apresentado como a mais recente avaliação integrada do estado do oceano mundial e inclui dimensões ambientais, sociais e económicas.</p>
<p>O relatório foi aprovado por mais de 190 países no âmbito da Assembleia Geral da ONU e resulta de um processo iniciado em 2002 para reforçar a ligação entre conhecimento científico e decisão política sobre o ambiente marinho. A avaliação junta informação sobre governança, pressões humanas, sustentabilidade dos recursos marinhos, alterações em curso no oceano e importância dos dados científicos para orientar políticas públicas.</p>
<p><strong>Um retrato global do oceano e das pressões humanas</strong></p>
<p>O WOA III procura olhar para o oceano não apenas como espaço natural, mas como sistema essencial para o clima, a alimentação, a economia, a saúde e o bem-estar das populações. A ONU sublinha que o relatório reflete o trabalho de quase 600 especialistas de 86 países e constitui a única avaliação global integrada sobre o estado do oceano, incluindo os seus aspetos socioeconómicos.</p>
<p>A avaliação aborda temas como alterações físicas e químicas no oceano, perda de biodiversidade, poluição, alterações climáticas, governação oceânica e relação entre ecossistemas marinhos e bem-estar humano. Segundo o MARE, esta edição incorpora também, de forma sistemática, dimensões transversais como equidade, conhecimento de comunidades locais e caminhos para a utilização sustentável dos recursos marinhos.</p>
<p>O relatório inclui ainda a abordagem ‘One Health’, que liga a saúde do oceano à saúde humana e ao bem-estar. Esta leitura cruza áreas como igualdade de género, equidade, participação das comunidades locais e impactos da pandemia de COVID-19, mostrando que a degradação dos ecossistemas marinhos não é apenas um problema ambiental, mas também social e económico.</p>
<p><strong>Ciência portuguesa no processo da ONU</strong></p>
<p>A elaboração do relatório contou com a participação de 580 peritos de 86 países, organizados em equipas interdisciplinares. Entre os contributos portugueses destaca-se Maria João Bebianno, professora catedrática jubilada, que integra o grupo de peritos responsável por este processo desde 2016.</p>
<p>Participaram ainda investigadores de várias instituições nacionais, incluindo o IPMA e as universidades do Algarve, dos Açores, de Aveiro, de Évora, de Lisboa e Nova de Lisboa, além do WAVEC. O MARE destaca a participação de investigadores portugueses no relatório como exemplo do contributo nacional para conhecimento científico com relevância internacional e impacto em políticas públicas.</p>
<p>A cerimónia oficial, promovida pelo secretário-geral das Nações Unidas, deverá incluir também a apresentação de uma plataforma digital com dados e informação do relatório. O objetivo é tornar mais acessível a base científica que pode apoiar decisões sobre conservação, gestão sustentável e proteção do oceano.</p>
<p><strong>Um relatório para transformar ciência em decisão</strong></p>
<p>Mais do que um diagnóstico técnico, o WOA III pretende servir de instrumento para governos, organizações internacionais, investigadores e decisores. A lógica é simples: conhecer melhor o estado do oceano para responder de forma mais eficaz às pressões que ameaçam os ecossistemas marinhos.</p>
<p>A publicação chega num momento em que o oceano está no centro de várias urgências globais: alterações climáticas, subida da temperatura da água, perda de biodiversidade, poluição, pressão sobre pescas e necessidade de conciliar economia azul com conservação.</p>
<p>Ao reunir ciência, governança, dados digitais e dimensões sociais, o relatório da ONU coloca uma ideia no centro do debate: proteger o oceano deixou de ser apenas uma questão ambiental. É também uma condição para a saúde, a segurança alimentar, a economia e o futuro das comunidades costeiras.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772543]]></sapo:autor>
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		<title>Julgamento de Luigi Mangione começa esta segunda-feira em Nova Iorque com seleção do júri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:30:15 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Luigi Mangione]]></category>
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					<description><![CDATA[Mangione, de 26 anos, é oriundo de uma família rica e influente de Baltimore e já tinha sido formalmente acusado pelo homicídio de Brian Thompson, ocorrido em Manhattan]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O julgamento de Luigi Mangione, acusado de matar Brian Thompson, presidente executivo da UnitedHealthcare, começa esta segunda-feira em Nova Iorque com a seleção do júri. O caso, que envolve a morte do líder da maior seguradora de saúde dos Estados Unidos, deverá ser acompanhado com particular atenção pela dimensão pública da vítima e pela gravidade das acusações.</p>
<p>Mangione, de 26 anos, é oriundo de uma família rica e influente de Baltimore e já tinha sido formalmente acusado pelo homicídio de Brian Thompson, ocorrido em Manhattan. O processo ganhou, entretanto, uma dimensão ainda mais pesada depois de um grande júri de cidadãos o ter indiciado pelos mesmos factos com a agravante de “ato de terrorismo”.</p>
<p>O crime ocorreu em dezembro de 2024 e levou a uma operação policial que se estendeu para lá de Nova Iorque. Depois da morte do CEO da UnitedHealthcare, o suspeito conseguiu fugir da cidade e permaneceu em paradeiro desconhecido durante vários dias.</p>
<p>Cinco dias depois, Mangione foi reconhecido e detido num restaurante em Altoona, no estado da Pensilvânia. A detenção encerrou a fuga, mas abriu um processo judicial de grande exposição mediática, agora formalmente em julgamento.</p>
<p>A primeira fase será dedicada à escolha dos jurados que vão acompanhar o caso. Só depois começará a discussão da acusação em tribunal, num julgamento em que estarão em causa não apenas as circunstâncias da morte de Brian Thompson, mas também a qualificação dos factos como ato de terrorismo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_768756]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>A arte de saber sair</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:18:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[CTT]]></category>
		<category><![CDATA[João Bento]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Miguel Salema Garção, Comissão Executiva da Verlingue Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ao longo da minha vida profissional tive a oportunidade de trabalhar com diferentes líderes. Alguns marcaram-me pela visão, outros pela capacidade de execução e outros ainda pela forma como geriam pessoas e organizações. Poucos, porém, me ensinaram uma lição tão relevante como aquela que João Bento deixou nos últimos meses da sua liderança nos CTT: a arte de saber sair.</p>
<p>Parece um tema simples. Não é.</p>
<p>Nas escolas de gestão ensina-se a liderar equipas, a definir estratégias, a gerir recursos e a apresentar resultados. Fala-se muito de como chegar ao topo. Fala-se muito menos de como abandonar esse mesmo topo quando chega o momento.</p>
<p>É por isso que acredito que os meses que antecederam a saída de João Bento da liderança dos CTT deveriam ser estudados como um caso de comunicação e liderança empresarial.</p>
<p>Quem acompanhou o seu percurso sabe que nunca foi um gestor particularmente dado aos holofotes. Engenheiro e cientista de formação, construiu uma reputação baseada na competência, no rigor e nos resultados. Durante anos, preferiu deixar que o trabalho falasse por si.</p>
<p>No entanto, nos momentos que antecederam a sua saída, observou-se algo diferente. Houve uma presença pública mais visível. Foram comunicados resultados, reforçadas mensagens estratégicas, anunciadas parcerias internacionais e transmitida uma visão clara sobre o futuro da empresa.</p>
<p>Não vi nisso uma mudança de personalidade. Vi um líder a preparar a organização para o dia seguinte.</p>
<p>Nas empresas cotadas, as transições de liderança são frequentemente momentos de incerteza. Os mercados observam. Os investidores questionam. Os colaboradores procuram sinais. Os parceiros avaliam a estabilidade do futuro.</p>
<p>João Bento percebeu isso e preparou a sua saída com a mesma seriedade com que liderou a empresa.</p>
<p>Fê-lo, além disso, abrindo caminho para uma nova liderança que considero extremamente qualificada. Faço aqui uma declaração transparente: nutro uma profunda admiração profissional por Guy Pacheco. Sempre reconheci nele uma enorme competência, uma capacidade de trabalho invulgar e um conhecimento profundo do negócio. Estou convicto de que reúne todas as condições para liderar os CTT numa nova etapa de crescimento e transformação.</p>
<p>Talvez por isso esta sucessão me pareça particularmente bem conseguida. Porque não foi construída sobre ruturas, mas sobre continuidade, confiança e preparação.</p>
<p>Há líderes que deixam um vazio quando partem. Há outros que deixam uma organização preparada para continuar a crescer. A diferença entre uns e outros mede-se muitas vezes pela forma como encaram a sucessão.</p>
<p>Na minha perspetiva, João Bento pertence claramente ao segundo grupo.</p>
<p>E há ainda um aspeto que merece referência. Nos momentos públicos mais recentes foi possível observar um lado mais pessoal, marcado pelo orgulho na família, pelo reconhecimento dos que o acompanharam e pela gratidão demonstrada a quem contribuiu para o seu percurso.</p>
<p>Num tempo em que tantas vezes se celebra o sucesso individual, essa capacidade de agradecer talvez diga tanto sobre uma pessoa quanto os resultados que alcançou.</p>
<p>Os números ficam nos relatórios. Os cargos passam. As empresas seguem o seu caminho.</p>
<p>Mas a forma como um líder encerra um ciclo permanece como parte do seu legado.</p>
<p>E, por isso, continuo a acreditar que saber sair é uma das mais raras e valiosas competências de liderança. João Bento deu-nos, nos últimos meses, uma demonstração particularmente interessante dessa arte.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Miguel Salema Garção, Comissão Executiva da Verlingue Portugal]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Pensões, Complemento Solidário para Idosos (entre outros…) chegam hoje: já viu o calendário dos pagamentos da Segurança Social?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/pensoes-complemento-solidario-para-idosos-entre-outros-chegam-hoje-ja-viu-o-calendario-dos-pagamentos-da-seguranca-social-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:15:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[segurança social]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o objetivo de prestar um melhor serviço ao cidadão, a Segurança Social tem uma data fixa mensal para o pagamento dos subsídios sociais e familiares]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Já são conhecidas as datas de pagamento dos subsídios sociais e das pensões para o mês de junho de 2026.</p>
<p>Com o objetivo de prestar um melhor serviço ao cidadão, a Segurança Social tem uma data fixa mensal para o pagamento dos subsídios sociais e familiares.</p>
<p>Assim, é possível um melhor planeamento e uma salvaguarda para os beneficiários, na medida em que sabem exatamente o dia em que recebem o subsídio. Veja o calendário:</p>
<p>Hoje</p>
<p>Pensões<br />
Complemento Solidário para Idosos<br />
Reembolso de Despesas de Funeral<br />
Prestação Social para a Inclusão</p>
<p>16 JUN</p>
<p>Prestações familiares<br />
1º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social</p>
<p>19 JUN</p>
<p>Fundo de Garantia de Alimentos Devidos a Menores</p>
<p>23 JUN</p>
<p>Fundo de Garantia Salarial<br />
Rendimento Social de Inserção</p>
<p>26 JUN</p>
<p>2º pagamento desemprego / doença / parentalidade / ação social<br />
Subsídio de Apoio ao Cuidador Informal</p>
<p><strong>O que é este complemento?</strong></p>
<p>O Complemento Solidário para Idosos é um apoio social pago em dinheiro a pessoas idosas com baixos rendimentos. Destina-se a pensionistas ou pessoas em idade avançada que vivem com poucos recursos e serve para complementar os rendimentos mensais, ajudando a suportar despesas essenciais como alimentação, medicamentos, habitação, energia ou cuidados de saúde.</p>
<p>Este apoio não é automático: tem de ser pedido à Segurança Social e depende da avaliação dos rendimentos do beneficiário e, em certas situações, dos rendimentos dos filhos. O objetivo é garantir que os idosos com menos recursos conseguem aproximar-se de um rendimento mínimo definido pelo Estado, reduzindo situações de pobreza e isolamento económico.</p>
<p>Na prática, o Complemento Solidário para Idosos funciona como uma prestação adicional à pensão ou a outros rendimentos existentes. O valor atribuído varia de pessoa para pessoa, porque depende da diferença entre os rendimentos do idoso e o limite anual definido para acesso ao apoio.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772839]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Consulta pública do projeto do TGV no Porto e Gaia arranca hoje</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/consulta-publica-do-projeto-do-tgv-no-porto-e-gaia-arranca-hoje/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 07:00:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Gaia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[TGV]]></category>
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					<description><![CDATA[Em causa estão os subtroços 4 e 5 do troço Porto — Oiã (Oliveira do Bairro, Aveiro) da linha de alta velocidade Porto — Lisboa]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A inserção da linha de alta velocidade no Porto e em Gaia, incluindo uma nova ponte rodoferroviária sobre o Douro e estação em Santo Ovídio, estará em consulta pública a partir desta segunda-feira e até 29 de junho.</p>
<p>De acordo com um edital da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), o Relatório de Conformidade Ambiental do Projeto de Execução (RECAPE) estará em consulta pública “durante 15 dias úteis, de 8 [segunda-feira] a 29 de junho de 2026, no portal Participa”.</p>
<p>Em causa estão os subtroços 4 e 5 do troço Porto — Oiã (Oliveira do Bairro, Aveiro) da linha de alta velocidade Porto — Lisboa, cujo projeto de execução não foi aprovado pela APA em dezembro devido à pretensão da concessionária de deslocalizar a estação de Gaia para Vilar do Paraíso e à de fazer duas pontes separadas sobre o rio Douro em vez de uma rodoferroviária, como sempre esteve planeado.</p>
<p>Em 31 de março, o vice-presidente da Infraestruturas de Portugal (IP) Carlos Fernandes manifestou-se satisfeito por Santo Ovídio regressar como solução definitiva para a estação de alta velocidade de Gaia, admitindo um “incidente” com a concessionária AVAN Norte (Mota-Engil, Serena, Teixeira Duarte, Casais, Alves Ribeiro, Conduril e Gabriel Couto), que a queria deslocalizar para Vilar do Paraíso.</p>
<p>Em 7 de abril, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, disse no parlamento que “não vai haver atraso” nas obras do primeiro troço da linha de alta velocidade Porto-Lisboa, previstas arrancar este ano e terminar em 2030.</p>
<p>O ministro recordou ainda que, caso não seja cumprido o prazo de 2030, haverá penalizações para o concessionário AVAN Norte, “desde logo a perda imediata dos pagamentos por disponibilidade a que seria obrigado o contrato, nomeadamente 100 milhões de euros/ano que são perdidos por atraso, por indisponibilidade da infraestrutura”.</p>
<p>Em dezembro, a APA chumbou as alterações que o consórcio AVAN Norte queria fazer à linha de alta velocidade e, além das questões relacionadas com a ponte sobre o Douro ou a estação de Gaia, também negou as pretensões do consórcio de construir menos traçado em túnel e, do que restaria dele sob Vila Nova de Gaia, a uma cota mais alta do que inicialmente previsto, algo que levaria a mais demolições à superfície (136 demolições previstas em Gaia e no Porto, das quais 109 habitações e 27 empresas).</p>
<p>Para a APA, caso a estação de Gaia ficasse em Vilar do Paraíso, ficaria “numa zona periférica” sem “intermodalidade com outros meios de transporte público”.</p>
<p>“Importa recordar que o desenvolvimento da Estação de Gaia na zona de Santo Ovídio, integrada no respetivo Plano de Pormenor e com articulação assegurada à linha de metro, foi considerado, aquando da avaliação do Estudo Prévio, como um aspeto particularmente relevante com impactes socioeconómicos positivos e significativos ao possibilitar a criação de um novo e importante fator de centralidade, com o inerente estímulo para a qualificação do espaço urbano onde se insere”, sublinhou então a agência.</p>
<p>Já quanto à construção de duas pontes sobre o Douro em vez de uma rodoferroviária, a APA também assinala que esse foi “outro elemento estruturante do projeto e que sofreu alterações significativas no Projeto de Execução face ao preconizado no Estudo Prévio”.</p>
<p>A Câmara do Porto também apontou, já em abril, relativamente à inserção no Porto e estação de Campanhã, que a AVAN Norte “apresentou uma solução alternativa à que tinha sido submetida a concurso”, que “não correspondia ao projeto anteriormente avaliado e validado pelo município”.</p>
<p>A estação de Gaia em Santo Ovídio e a ponte rodoferroviária estavam previstas desde setembro de 2022, quando o projeto da linha de alta velocidade foi apresentado, em setembro de 2022, mas em abril de 2025 o consórcio apresentou, unilateralmente, uma proposta alternativa contrária ao Estudo Prévio, que acabou chumbada pela APA, o que levou agora o consórcio a regressar ao projeto original.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772358]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Kaja Kallas pede negociações de paz após escalada de violência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:59:38 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, apelou hoje para a realização de negociações de paz, após uma série de ataques nas últimas horas entre o Irão e Israel.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Kaja Kallas, apelou hoje para a realização de negociações de paz, após uma série de ataques nas últimas horas entre o Irão e Israel.</P><br />
<P>&#8220;Durante a noite, voltámos a assistir a uma escalada. Creio que a região não precisa de uma escalada, mas sim que as partes se sentem à mesa de negociações e cheguem a um acordo&#8221;, declarou a ex-primeira-ministra da Estónia à imprensa, à chegada a uma reunião informal de ministros da Defesa da UE.</P><br />
<P>Nas últimas horas, Irão e Israel envolveram-se num fogo cruzado que começou domingo com o ataque iraniano a território israelita, em represália pelo bombardeamento israelita a Beirute horas antes. </P><br />
<P>Israel anunciou ataques a zonas do oeste e centro do Irão, que por sua vez lançou uma vaga de mísseis na noite de domingo e outra hoje de manhã contra território israelita, sem causar feridos.</P><br />
<P>Em paralelo, os rebeldes Huthis do Iémen dispararam um míssil contra Israel, que foi intercetado, e hoje Israel atacou uma fábrica petroquímica no sudoeste do Irão.</P><br />
<P>Kallas referiu que os ministros europeus irão abordar também a liberdade de navegação, e nesse contexto afirmou que o Irão e os Estados Unidos têm de chegar a um acordo para a abertura do estratégico estreito de Ormuz. </P><br />
<P>&#8220;Tem de haver uma solução diplomática, e têm de se sentar à mesa porque, no fim de contas, têm de chegar a acordo sobre isto&#8221;, enfatizou.</P><br />
<P>A responsável sublinhou que a UE está disposta a &#8220;ajudar na fase posterior ao cessar-fogo, bem como na escolta dos navios&#8221;, mas deixou claro que &#8220;o primeiro passo é, sem dúvida, o cessar-fogo&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Estamos em contacto com ambas as partes para lhes transmitir claramente que o cessar-fogo tem uma grande importância&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>Kallas pediu, em primeiro lugar, para &#8220;parar esta guerra imediatamente, abrir o estreito de Ormuz e depois aproveitar o tempo para debates mais prolongados, quando se tratar de temas mais difíceis como o nuclear, mas também outras questões críticas que estão em cima da mesa&#8221;.</P><br />
<P>A chefe da diplomacia comunitária indicou que na reunião desta segunda-feira, que por ser informal não pode servir para a tomada de decisões, os ministros europeus discutirão a contribuição que podem dar.</P><br />
<P>A UE já tem uma operação naval na região, a Aspides, mas apenas com mandato para operar no mar Vermelho, sendo que a extensão a Ormuz exigiria unanimidade dos 27.</P><br />
<P>Kallas referiu ainda o quadro legal já aprovado pela UE para sancionar quem obstrua a liberdade de navegação, e apontou que &#8220;hoje será a primeira vez em que se aplicam sanções ao Irão&#8221; nesse contexto.</P><br />
<P>No capítulo da segurança marítima, os ministros irão também discutir a chamada &#8220;frota fantasma&#8221; que ajuda a Rússia a fazer com que o seu petróleo escape às sanções internacionais. </P><br />
<P>Sobre esse tema, Kallas recordou a operação naval Irini, que a UE lançou ao largo da Líbia e que &#8220;mudou as regras de envolvimento&#8221; ao começar a poder abordar embarcações.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773173]]></sapo:autor>
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		<title>Irão: Teerão confirma ataque israelita contra complexo petrolífero iraniano no Golfo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:52:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Autoridades regionais iranianas confirmaram hoje um ataque do exército israelita contra o complexo petroquímico de Mahshahr, que causou "danos parciais", informaram os meios de comunicação oficiais do Irão.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Autoridades regionais iranianas confirmaram hoje um ataque do exército israelita contra o complexo petroquímico de Mahshahr, que causou &#8220;danos parciais&#8221;, informaram os meios de comunicação oficiais do Irão.</P><br />
<P>&#8220;Há alguns minutos, a empresa petroquímica Karoon, em Mahshahr, foi alvo de um ataque aéreo e atingida por projéteis disparados pelo inimigo sionista, o que danificou parte das instalações&#8221;, declarou o vice-governador regional da localidade atingida, no sudoeste do Irão, citado pela agência iraniana Fars, que não identificou a fonte.</P><br />
<P>A confirmação do ataque foi conhecida pouco depois do exército israelita noticiar ter atingido &#8220;vários alvos&#8221; naquela zona económica especial petroquímica próxima do Golfo.</P><br />
<P>O Irão anunciou em contrapartida ter atacado duas importantes bases aéreas israelitas, Nevatim e Tol Nof, num contexto de ataques recíprocos de magnitude sem precedentes desde a entrada em vigor de um frágil cessar-fogo há dois meses.</P><br />
<P>&#8220;A operação foi levada a cabo em resposta ao ataque com mísseis perpetrado pelo regime sionista (&#8230;) contra vários locais de radar situados em três locais diferentes&#8221; no Irão, indicou através de um comunicado a Guarda da Revolução Islâmica.</P><br />
<P>Também o exército israelita identificou o lançamento de uma vaga de mísseis do Irão contra o seu território e garantiu estar &#8220;a operar para intercetar a ameaça&#8221;, acrescentando que foram enviados alertas de precaução para os telemóveis das áreas possivelmente afetadas. Jornalistas da agência France-Presse (AFP) confirmaram duas explosões em Jerusalém. </P><br />
<P>As forças israelitas anunciaram ainda o lançamento pelos Huthis de um míssil a partir do Iémen contra Israel, que foi intercetado.</P><br />
<P>O fogo cruzado entre o Irão e Israel recomeçou na noite deste domingo com o ataque iraniano contra o território israelita, em retaliação ao bombardeamento de Israel a Beirute horas antes.</P><br />
<P>O Irão lançou na noite de domingo um total de onze mísseis contra Israel, na sequência do ataque israelita contra dois apartamentos nos subúrbios meridionais de Beirute, conhecidos como Dahye, onde, pelo menos, duas pessoas morreram e 20 ficaram feridas este domingo. Israel assegurou que se tratou de uma operação contra um quartel do grupo xiita Hezbollah.</P><br />
<P>O Irão já tinha antecipado que, se os ataques de Israel contra o Líbano continuassem, retaliaria, considerando que o cessar-fogo alcançado com os Estados Unidos em 08 de abril inclui a nação árabe.</P><br />
<P>O Exército israelita afirmou ter intercetado todos os mísseis lançados pelo Irão. </P><br />
<P>O fogo cruzado ao 100.º dia do início da guerra ameaça ainda mais os esforços para alcançar um cessar-fogo permanente e aumentam a possibilidade de um regresso a combates intensos, complicando os esforços de mediação para pôr fim ao conflito iniciado com os ataques dos Estados Unidos e Israel contra o Irão em 28 de fevereiro.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773172]]></sapo:autor>
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		<title>Mundial 2026 arranca esta semana: calendário de Portugal, favoritos e o que esperar da Seleção</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:45:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Mundial'2026]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Pela primeira vez, a prova terá 48 equipas, 104 jogos e três países anfitriões: Estados Unidos, México e Canadá]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Mundial-2026 arranca esta semana e inaugura uma nova dimensão para a maior competição de seleções do futebol. Pela primeira vez, a prova terá 48 equipas, 104 jogos e três países anfitriões: Estados Unidos, México e Canadá. O jogo inaugural será entre México e África do Sul, no Estádio Azteca, e a final está marcada para 19 de julho. A FIFA apresenta esta edição como a maior de sempre, com 104 partidas no novo formato competitivo.</p>
<p>Portugal entra em campo apenas na semana seguinte, mas já conhece o caminho na fase de grupos. A Seleção Nacional ficou integrada no Grupo K, ao lado de RD Congo, Uzbequistão e Colômbia, num grupo em que parte como favorita, mas em que o último jogo, frente aos colombianos, pode ser decisivo para definir o primeiro lugar. De acordo com o calendário publicado pela Federação Portuguesa de Futebol, Portugal fará os dois primeiros jogos em Houston e fechará a fase de grupos em Miami.</p>
<p>O novo formato aumenta a margem de erro, mas também torna mais importante a posição final no grupo. Passam à fase a eliminar os dois primeiros classificados de cada grupo e os oito melhores terceiros, criando uma nova ronda de 32 avos de final antes dos oitavos. Para Portugal, vencer o Grupo K pode significar um cruzamento teoricamente mais favorável, enquanto o segundo lugar atira a Seleção para um duelo com o segundo classificado do Grupo L.</p>
<p><strong>Calendário de Portugal no Mundial 2026</strong></p>
<p>Portugal estreia-se frente à RD Congo, em Houston, às 18h00, hora de Portugal continental. O segundo jogo será contra o Uzbequistão, também em Houston, novamente às 18h00. A fase de grupos termina frente à Colômbia, em Miami, às 00h30, já na madrugada portuguesa. O calendário de A Bola confirma os três jogos da Seleção no Grupo K, com horários de Portugal continental.</p>
<p>17 de junho<br />
Portugal &#8211; RD Congo, em Houston, às 18h00</p>
<p>23 de junho<br />
Portugal &#8211; Uzbequistão, em Houston, às 18h00</p>
<p>28 de junho<br />
Colômbia &#8211; Portugal, em Miami, às 00h30</p>
<p>O sorteio deixou Portugal com dois adversários menos habituados aos grandes palcos mundiais e uma Colômbia que surge como o principal teste competitivo do grupo. A RD Congo regressa ao Mundial décadas depois da presença em 1974, ainda como Zaire, enquanto o Uzbequistão se estreia na competição. A Colômbia, por outro lado, tem mais experiência internacional e chegou aos quartos de final em 2014.</p>
<p><strong>Portugal favorito no grupo, mas com teste colombiano no fim</strong></p>
<p>No plano desportivo, Portugal parte com obrigação de passar a fase de grupos e com argumentos para discutir o primeiro lugar. A Seleção tem maior profundidade individual do que os três adversários, uma geração habituada às grandes competições e um calendário que permite alguma estabilidade logística, com dois jogos consecutivos em Houston antes da deslocação a Miami.</p>
<p>A RD Congo deverá ser o primeiro teste de concentração. É uma seleção fisicamente forte, com vários jogadores habituados ao futebol europeu, e chega ao torneio com a motivação de um regresso histórico. O Uzbequistão será, em teoria, o adversário mais acessível, mas a estreia num Mundial pode torná-lo uma equipa sem pressão e difícil de desmontar.</p>
<p>A Colômbia deverá ser o jogo mais exigente. Mesmo sem o estatuto de favorita ao título, é uma seleção competitiva, tecnicamente forte e com tradição recente em fases finais. Para Portugal, esse terceiro jogo pode decidir se a equipa segue em primeiro lugar ou se entra na fase a eliminar por um caminho mais complicado.</p>
<p><strong>França e Espanha à frente nas previsões</strong></p>
<p>Segundo as probabilidades da Solverde.pt, França e Espanha surgem como as principais favoritas ao título, ambas com 18% de probabilidade de vencer o Mundial. A Inglaterra aparece em terceiro lugar, com 14%, seguida de Argentina e Brasil, ambas com 11%.</p>
<p>Portugal surge como sexto favorito à conquista do troféu, também com 11% de probabilidade, mas com odd ligeiramente superior à de Argentina e Brasil. Entre as seleções europeias, a equipa portuguesa apresenta a quarta maior probabilidade de chegar à final, com 20%, ficando apenas atrás de Espanha, França e Inglaterra.</p>
<p>Na fase de grupos, a Seleção Nacional é apontada como clara favorita a liderar o Grupo K, com cerca de 69% de probabilidade de terminar no primeiro lugar. Portugal é também favorito destacado nos dois primeiros jogos: 82% de probabilidade de vencer a RD Congo e 83% frente ao Uzbequistão, segundo os dados da Solverde.pt.</p>
<p><strong>Bruno Fernandes é o português mais cotado para melhor jogador</strong></p>
<p>Na corrida à Bola de Ouro do torneio, Harry Kane surge como principal favorito, com 13% de probabilidade, à frente de nomes como Lamine Yamal e Lionel Messi. Entre os portugueses, Bruno Fernandes é o jogador com maior probabilidade de vencer o prémio, com 5%.</p>
<p>O dado confirma o peso do médio na expectativa em torno da Seleção. Num torneio longo, com viagens, calor, jogos em horários exigentes e novo formato competitivo, Portugal precisará mais do que nunca de capacidade de gestão, experiência e eficácia nos momentos decisivos.</p>
<p>A fase de grupos parece acessível no papel. Mas o Mundial 2026, maior, mais longo e mais aberto do que qualquer edição anterior, começa esta semana com uma certeza: para Portugal, o primeiro objetivo é evitar sobressaltos no Grupo K. O segundo será provar que o estatuto de candidato não fica apenas nas probabilidades.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_772571]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Tóquio encerra com Nikkei a cair 3,85%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:43:52 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Tóquio fechou hoje em baixa, com o principal índice, o Nikkei, a perder 3,85% para 64.024,6 pontos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa de Tóquio fechou hoje em baixa, com o principal índice, o Nikkei, a perder 3,85% para 64.024,6 pontos.</P><br />
<P>O segundo indicador, o Topix, fechou também a cair 2,45% para 3.852,38 pontos.</P><br />
<P>O índice Nikkei reflete a média não ponderada dos 225 principais valores da bolsa de Tóquio, enquanto o indicador Topix agrupa os valores das 1.600 maiores empresas cotadas.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_773171]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Recém-licenciados chineses veem português essencial no Direito de Macau</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/recem-licenciados-chineses-veem-portugues-essencial-no-direito-de-macau/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jun 2026 06:39:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Recém-licenciados dos cursos de Direito em português e em chinês da Universidade de Macau (UM) indicaram à Lusa acreditarem que o português vai continuar a ser uma ferramenta essencial na prática jurídica do território.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Recém-licenciados dos cursos de Direito em português e em chinês da Universidade de Macau (UM) indicaram à Lusa acreditarem que o português vai continuar a ser uma ferramenta essencial na prática jurídica do território.</P><br />
<P>A universidade oferece a única licenciatura em Direito Chinês-Português do mundo, um curso que prepara juristas para o sistema jurídico de Macau, de tradição romano-germânica e matriz portuguesa.</P><br />
<P>A UM realizou a 30 de maio a cerimónia de graduação que conferiu diplomas a mais de 1.700 licenciados, com 30 alunos licenciados no curso de direito bilingue, e dois no curso administrado somente em português.</P><br />
<P>Tam Sio Pang confessou à Lusa que não tinha interesse na língua portuguesa antes da universidade, com o curso bilingue a ser uma &#8220;escolha estratégica&#8221; para o futuro profissional.</P><br />
<P>&#8220;Continuo a considerar que a língua portuguesa desempenha um papel importante em certas áreas, sobretudo no Direito. É previsível que no futuro haja mais chineses a trabalhar em Macau e é preciso preparar-se, aprender algo que muitos chineses não sabem, o que considero ser a principal razão pela qual escolhi o [curso] bilingue&#8221;, destacou. </P><br />
<P>O estudante chinês de Macau considera que aprender português o ajudou consideravelmente no estudo de Direito local, por existirem &#8220;poucas referências jurídicas escritas em chinês&#8221;.</P><br />
<P>Ao mesmo tempo, apesar de admitir uma certa redução no seu uso na cidade, mostra-se &#8220;positivo&#8221; quanto ao futuro da língua portuguesa em Macau.</P><br />
<P>&#8220;De acordo com a política do Governo chinês, Macau é a cidade de ligação aos países lusófonos. Não acredito que um bom governante abandonasse a característica mais icónica que a cidade tem em comparação com outras cidades chinesas&#8221;, apontou.</P><br />
<P>A Lei Básica de Macau, a mini-constituição do território, estabelece que &#8220;o português é igualmente uma língua oficial&#8221;, e que decretos lei consagram que &#8220;o chinês e o português têm igual dignidade&#8221;.</P><br />
<P>Após a transição de soberania em 1999, Macau manteve o próprio quadro legal, com a legislação local construída a partir de códigos e leis da República Portuguesa, incluindo o Código Civil, Código Penal e Código Comercial.</P><br />
<P>Em termos oficiais o sistema vigente está em vigor até 2049, mas advogados defenderam recentemente à Lusa que a posição oficial do Governo de Macau sobre a língua portuguesa contrasta com a &#8220;erosão silenciosa&#8221; desta enquanto idioma oficial na região.</P><br />
<P>Juliana Tavares, uma estudante luso-descendente, cuja língua materna é o cantonês, decidiu apostar na internacionalização completando o curso de direito em português da UM.</P><br />
<P>&#8220;Escolhi estudar Direito em português porque não falava uma única palavra de português antes da universidade e queria mergulhar num ambiente de língua portuguesa para poder aprender&#8221;, explicou. </P><br />
<P>Em setembro deste ano vai iniciar um mestrado no Porto em Direito Internacional e Europeu, mas mantém planos de regressar temporariamente a Macau.</P><br />
<P>&#8220;Pretendo trabalhar em Macau durante algum tempo depois disso para passar no exame [equivalente ao] da Ordem dos Advogados,&#8221; apontou. </P><br />
<P>Para Juliana, o português continua a ser relevante, e &#8220;apesar cada vez menos utilizado&#8221;, continua a ser a língua oficial e assim permanecerá até 2049. </P><br />
<P>&#8220;Macau está a tentar afirmar-se como uma plataforma intermediária entre a China e os países de língua portuguesa, e penso que também aí existem oportunidades.&#8221;</P><br />
<P>Por sua vez, Cheang Pak In sublinhou à Lusa ter escolhido o curso bilingue por sempre ter tido interesse &#8220;em ciências humanas e de línguas&#8221;</P><br />
<P>&#8220;Dentro das escolhas disponíveis, o direito bilingue pareceu-me a opção mais adequada&#8221;, disse. </P><br />
<P>O recém-licenciado pretende continuar a estudar em Macau para compreender melhor as diferenças entre as jurisprudência local e a portuguesa. </P><br />
<P>&#8220;Acho que é melhor saber ambas as perspetivas, se estudasse em Portugal só iria saber a perspetiva de Portugal&#8221;, apontou </P><br />
<P>Já no plano profissional, está decidido a continuar a trabalhar em Macau, e que &#8220;não vale a pena ir a Portugal e arriscar perder oportunidades&#8221; que existem no território.</P><br />
<P>&#8220;A sociedade precisa de juristas que saibam chinês e português. Dizer isto pode parecer um clichê, mas é verdade&#8221;, descreveu.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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