Quase dois terços dos norte-americanos considera que a administração Trump não trouxe nada de positivo aos cofres do país ou aos seus bolsos. Assim, a menos de um ano das presidenciais, Donald Trump arrisca perder o lugar na Casa Branca.
De acordo com uma sondagens elaborada pelo “Financial Times”, em parceria com a Fundação Peter G Peterson, 31% dos cidadãos norte-americanos dizem estar em pior situação financeira do que antes do início da presidência de Trump. Outros 33% defendem que a sua situação está igual, enquanto 35% revelam ter mais posses. O crescimento lento dos salários surge à cabeça da principais causas do descontentamento (36%), seguida de dívidas (19%).
Os eleitores estão divididos. Se por um lado 45% dizem que as políticas económicas de Trump ajudaram a economia dos Estados Unidos a crescer, outros 45% entendem que foram prejudiciais, nomeadamente o corte de impostos para as empresas e cidadãos mais ricos.
Donald Trump tem na gestão da economia o principal argumento para a sua reeleição. Na semana passada, o chefe de Estado norte-americano escreveu através da rede social Twitter: «A maior economia da história americana».
The Greatest Economy in American History!
Continue a ler após a publicidade— Donald J. Trump (@realDonaldTrump) October 30, 2019
Quando questionados sobre qual a maior ameaça para a economia do país, 27% dos inquiridos apontam para as disputas comerciais com importantes parceiros, como a China ou o México. Outros 26% referem o aumento dos custos de saúde, enquanto apenas 7% chamam a atenção para as políticas da Reserva Federal norte-americana. Na semana passada, o Fed cortou as taxas de juro em 25 pontos base pela terceira vez em 2019.
Com o anúncio do envio de mais tropas dos Estados Unidos para a Arábia Saudita, 55% dos americanos defedem que os preços do petróleo devem ter um peso na tomada de decisões do país naquela região. Quase três quartos afirmam que os preços mais elevados do petróleo podem ter um impacto negativo nas suas finanças pessoais.
Recorde-se que o congresso norte-americano aprovou a votação sobre o impeachment do Presidente dos Estados Unidos, com 232 votos contra 196, os suficientes para passar à fase seguinte do inquérito. A formalização do processo de impeachment, que poderá ou não levar à destituição de Donald Trump, vai entrar numa segunda fase, com audições em público de algumas das 15 testemunhas que já foram ouvidas à porta fechada e que acusam a Casa Branca de «abuso de poder».
Em causa está um telefonema, em Julho passado, entre Trump e o Presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenskii, a quem o republicano terá pedido ajuda para prejudicar Joe Biden, que foi vice-presidente na Administração de Obama e é um dos favoritos à nomeação democrata para as presidenciais de 2020. Esta conversa deu início a um processo de impugnação de Donald Trump, anunciado a 24 de Setembro pela presidente da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos, Nancy Pelosi.













