Rede mundial de internet está a tornar-se menos global

Durante o último ano, os Estados Unidos estiverem perto de proibir o TikTok e o WeChat, embora a nova administração Biden esteja agora repensar essa medida. E este mês o Facebook entrou em conflito com o governo australiano devido a uma proposta de lei que obrigaria a rede social a pagar pelos excertos e links de notícias que agrega na plataforma.

A gigante tecnológica decidiu impedir os utilizadores australianos de partilharem links de notícias no país como uma forma de responder à lei, mas esta terça-feira chegou a um acordo com o governo e concordou em levantar o bloqueio.

No entanto, o Facebook insinuou a possibilidade de existirem confrontos semelhantes no futuro. “Vamos continuar a investir em notícias a nível global e a resistir aos esforços dos conglomerados de meios de comunicação social para avançar com quadros regulamentares que não tenham em conta a verdadeira troca de valores entre editores e plataformas como o Facebook”, disse o vice-presidente global de parcerias de notícias da rede social, Campbell Brown, numa declaração.

Porém, se tais acordos territoriais se tornarem mais comuns no futuro, a internet globalmente ligada que conhecemos pode tornar-se mais parecida com o que alguns apelidaram de “splinternet”, ou um conjunto de internets diferentes cujos limites são determinados pelas fronteiras nacionais ou regionais.

Uma combinação de nacionalismo crescente, disputas comerciais e preocupações sobre o domínio do mercado por parte de certas empresas globais de tecnologia têm suscitado ameaças de medidas regulamentares mais repressivas em todo o mundo.

Estas forças não estão apenas a afetar as empresas de tecnologia que construíram grandes negócios com base na promessa de uma internet global, mas também a própria ideia de construir plataformas que possam ser acedidas e utilizadas da mesma forma por qualquer pessoa em qualquer parte do mundo.

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