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Recusa de investigação sobre interferência russa nas eleições não fica sem resposta. Boris Johnson processado por parlamentares

O grupo de parlamentares britânicos, juntamente com uma organização sem fins lucrativos, a All the Citizens, entraram com uma ação no Tribunal Superior que visa forçar o primeiro-ministro Boris Johnson a realizar uma investigação independente ou inquérito público sobre a interferência russa nas eleições do Reino Unido.

Os políticos acusam o primeiro-ministro de não proteger o direito do público a eleições livres e justas após alegações de interferência russa, avança o ‘Express.co’.

Este movimento é a primeira ação legal sobre alegadas falhas de segurança nacional e acontece depois de um relatório parlamentar, divulgado em julho passado, ter concluído que o governo e os Serviços de Inteligência não investigaram se de facto a Rússia se intrometeu, ou não, no referendo da União Europeia realizado em 2016.

Este relatório da Comissão de Inteligência e Escrutínio do Parlamento (ISC) referiu-se a esta questão como se de uma “batata quente” se tratasse, e instou Downing Street a realizar um inquérito completo sobre o assunto. É ainda recomendado que o Governo introduza um quadro legislativo para prevenir futuras interferências de estados estrangeiros.

O governo rejeitou ambas as recomendações, considerando infundadas as alegações que foram feitas no sentido de que o governo havia sido complacente com a “ameaça duradoura e significativa” representada pelo Kremlin.

A ação legal desafia Johnson a responder ao relatório e procura despoletar uma revisão judicial do assunto, frisando ainda que o governo violou o direito a eleições livres consagrado na Convenção Europeia dos Direitos do Homem.

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