Recuperados 56 mil desempregados até junho. População empregada atinge máximo histórico pelo segundo mês consecutivo

No passado mês de junho já haviam sido recuperados 56 mil desempregados face ao valor mais elevado registado na pandemia (em agosto de 2020).

Os dados do Instituto Nacional de Estatística (INE) avançados pelo Governo mostram que duas em cada três pessoas desempregadas por causa da pandemia já não se encontram nessa situação.

De acordo com a mesma fonte, a população empregada atingiu em junho um máximo histórico pelo segundo mês consecutivo, sendo o número de pessoas empregadas em junho superior em quase 100 mil pessoas àquele que foi registado em fevereiro de 2020. É ainda superior em 36 mil pessoas ao máximo histórico registado antes da pandemia, em agosto de 2019.

“O Governo decidiu esta quinta-feira, em Conselho de Ministros, prolongar o Apoio Extraordinário à Retoma Progressiva enquanto existirem restrições provocadas pela pandemia, para garantir que as empresas continuam a dispor deste instrumento para manterem a sua atividade e protegerem os postos de trabalho”, lê-se na nota enviada às redações.

O Governo afirma ainda que, desde o início da pandemia, foram já pagos um total de 2.333 milhões de euros ao abrigo dos diversos instrumentos criados para apoio ao emprego e às empresas (layoff, Apoio à Retoma ou Incentivo à Normalização da Atividade).

“O Apoio à Retoma abrangeu até ao momento um total de 329 mil trabalhadores e 44 mil empresas, tendo sido feitos pagamentos de 589 milhões de euros desde a entrada em vigor desta medida”.

No que respeita ao layoff simplificado, este abrangeu um total de 899 mil pessoas e 110 mil empresas em 2020 e, no presente ano, foram abrangidas 57 mil empresas e 317 mil trabalhadores, tendo a Segurança Social pago mais de 1.223 milhões de euros às empresas através deste instrumento.

A Ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Ana Mendes Godinho, afirma que “as medidas de apoio ao emprego e às empresas foram sem dúvida essenciais para amortecer uma subida descontrolada do desemprego e estão a revelar-se fundamentais para acelerarem a estabilização da atividade e o regresso à normalidade. Em junho atingimos o maior número de pessoas a trabalhar de sempre e o desemprego continua a diminuir todos os meses. Este esforço continua e por essa razão foi ontem prolongado o Apoio à Retoma até ao final das restrições pandémicas”.

 

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