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Recuperação económica da Europa em suspenso com segunda vaga de covid-19

A recuperação económica da Zona Euro estagnou este mês, com os consumidores preocupados com o ressurgimento da covid-19 e os governos a reintroduzirem restrições para controlar a propagação do novo coronavírus.

O índice composto de Gestores de Compras do IHS Markit caiu inesperadamente de 51,9, em Agosto, para 50,1 – muito pior do que os economistas tinham previsto. Embora o balanço inicial do confinamento se tenha revelado mais forte do que o previsto, esta é uma pequena previsão para o longo prazo.

A actividade ainda está abaixo dos seus níveis pré-crise, a recuperação total está muito longe e vários sectores continuam com problemas, avança a Bloomberg.

O relatório ligou o declínio da actividade económica a um ressurgimento de infecções em toda a Europa, nas últimas semanas, que atingiu hotéis, companhias aéreas e restaurantes.

O director executivo da Airbus, Guillaume Faury, disse esta terça-feira que a “situação piorou” e reforçou o aviso sobre o corte de empregos, graças a um declínio mais acentuado do que o esperado no sector do turismo e das viagens. No mesmo dia, a operadora hoteleira britânica Whitbread anunciou planos para cortar até 6000 postos de trabalho.

O impacto enviesado do vírus significa que a Europa está a assistir a uma recuperação a duas velocidades, com a produção a crescer, mas os serviços novamente a contrair, cuja situação pode ainda piorar à medida que os governos reintroduzem restrições e cancelam eventos.

O Reino Unido, por exemplo, anunciou esta terça-feira um recolher obrigatório às 22h em bares e restaurantes, e inverteu a recomendação anterior para os trabalhadores regressarem aos escritórios, privilegiando, assim, o teletrabalho.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) advertiu na semana passada que a recuperação está a perder ritmo e vai precisar do apoio dos governos e dos bancos centrais durante algum tempo. Na segunda-feira, a Presidente do Banco Central Europeu, Christine Lagarde, disse que as perspectivas ainda são “muito incertas”.

Sinal disso, é que o índice PMI – que mede o pulso à saúde da atividade económica na região e agrupa os setores dos serviços e indústria – mostrou que o emprego na Zona Euro caiu novamente em Setembro.

“A principal preocupação neste momento é se a fraqueza dos dados de Setembro se vai intensificar no quarto trimestre e resultar num deslizamento de volta à recessão, após um breve e frustrante ressalto”, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da IHS Markit.

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