Registaram-se 11,7 mil reclamações sobre serviços de comunicações em outubro passado, mais 22% do que no mesmo mês do ano anterior, segundo indica, esta quinta-feira, a ANACOM – Autoridade Nacional de Comunicações.
O número de reclamações “continua a ser muito superior ao registado no período pré-pandemia da Covid-19, mas continua a baixar face ao máximo registado no mês de julho”, detalha o regulador, em comunicado.
O meio mais utilizado pelos reclamantes continua a ser o livro de reclamações eletrónico, com 61% (7,1 mil reclamações) do total de reclamações, tendo a sua utilização sido aquela que mais aumentou face a outubro de 2019 (numa subida de 49%).
Do total de reclamações registadas no livro eletrónico, 5,3 mil reclamações respeitam a serviços de comunicações eletrónicas, mais 65% face a igual período do ano passado.
Segundo a ANACOM, os principais operadores de serviços viram aumentar as suas reclamações face a igual período do ano anterior. A MEO foi o prestador mais reclamado (2 mil reclamações, mais 43%) e a NOS aquele que registou o maior aumento das reclamações, 78%, para um total de 1,4 mil reclamações.
Entre os assuntos mais reclamados, os problemas com a ligação inicial ou instalação, o cancelamento de serviços e o atendimento foram os que mais aumentaram (+89%, +79% e +62%, respetivamente), face a outubro de 2019.
A gestão dos contratos (23%), o cancelamento de serviços (19%) e as avarias (15%) foram os assuntos mais reclamados neste setor, em outubro de 2020.
No que respeita aos serviços postais foram registadas no livro eletrónico 1,8 mil reclamações em outubro, mais 28% face a igual período do ano passado. Os CTT foram o operador mais reclamado, com 1,5 mil reclamações, mais 41% do que em outubro de 2019.
O atraso na entrega continuou a ser o assunto mais reclamado (20%), a falta de tentativa de entrega foi o assunto que mais aumentou face a igual período do ano passado (num aumento de 85%).




