Recessão prolongada, falência e ciberataques. O que preocupa os líderes em plena pandemia

66,3% dos líderes e executivos a nível mundial mostram-se preocupados com a possibilidade de uma recessão prolongada.

Executive Digest

66,3% dos líderes e executivos a nível mundial mostram-se preocupados com a possibilidade de uma recessão prolongada. Este é apontado como o principal risco do COVID-19 no campo dos negócios, de acordo com um relatório elaborado pelo Fórum Económico Mundial em parceria com a Marsh & McLennan e com o Zurich Insurance Group.

Seguem-se o perigo de falência (52,7%), ciberataques (50,1%) e efeitos duradouros em sectores de alguns países (50,1%). Na lista de principais preocupações na sequência da pandemia surgem ainda disrupção da cadeia de abastecimento (48,4%), controlo mais apertado nas fronteiras relativamente à circulação de pessoas e bens (42,9%) e, por fim, outro surto global (35,4%).

O estudo, elaborado com base nas respostas de perto de 350 profissionais dedicados à análise de risco em grandes empresas de todo o planeta, indica ainda que aumento da desiguladade e enfraquecimento dos compromissos ambientais também são problemas no horizonte. Junta-se ainda a utilização errada ou abuso da tecnologia.

«O COVID-19 reduziu a actividade económica, obrigou a pacotes de resposta de biliões de dólares e deverá provocar mudanças estruturais na economia global daqui em diante, à medida que os países planeiam a recuperação e renascimento», indicam os autores do relatório, citados pela CNN.

Os responsáveis do Fórum Económico Mundial acrescentam ainda que um aumento da dívida deverá pesar nos orçamentos dos governos mas também nas contas das empresas durante vários anos. As economias emergentes, por seu turno, estão em risco de submergir numa crise profunda.

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