A procura por produtos como Cheetos durante a quarentena ajudou a PepsiCo a ultrapassar as expectativas dos analistas. A gigante da alimentação e bebidas fechou o segundo trimestre deste ano com uma receita de 15,95 mil milhões de dólares (cerca de 14 mil milhões de euros) e, emboa represente uma quebra de 3% face ao homólogo, trata-se de uma melhoria em relação aos 15,38 mil milhões de dólares (13,6 mil milhões de euros) previstos.
De acordo com a agência Reuters, os consumidores aumentaram as reservas de snacks durante o período de confinamento, enchendo as despensas – e os carrinhos de compras – com artigos como batatas fritas. Só na América do Norte, as vendas deste tipo de produtos através da filial Frito-Lay subiram 7% no período em análise.
Por outro lado, a receita da PepsiCo no campo das bebidas, também no mesmo período e na América do Norte, caíram 7%. Neste caso, a justificação residirá no encerramento dos restaurantes e de outros espaços similares. Também a suspensão de eventos desportivos terá contribuído para o declínio desta divisão.
Na América Latina, à medida que os número de casos confirmados aumentava, desciam as vendas. A receita nesta região recuou 17%.
Contudo, há sinais optimistas à estreita. Ramon Laguarta, CEO da PepsiCo, garante que as perspectivas são positivas, registando-se já uma melhoria na tendência de consumo no final do trimestre. A redução das restrições impostas na sequência da pandemia de COVID-19 deverá ajudar a recuperar os resultados de crescimento.



