RASI alerta para braço de organização extremista internacional a operar em Portugal

RASI aponta para a existência deste ramo de uma organização extremista em Portugal, que já foi alvo de sanções financeiras em vários países por financiamento de terrorismo

Executive Digest com Lusa
Abril 1, 2025
12:54

O Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) alerta para a existência de uma representação de uma organização extremista internacional em Portugal, classificada em vários países como organização terrorista.

De acordo com o documento preliminar apresentado e aprovado esta segunda-feira na reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, e a que a Lusa teve acesso, não existe em Portugal nenhuma organização de extrema-direita classificada como terrorista, apesar de existir um braço de uma organização extremista internacional que é classificada como terrorista noutros países.



Sem especificar qual é a organização em questão, o RASI aponta para a existência deste ramo de uma organização extremista em Portugal, que já foi alvo de sanções financeiras em vários países por financiamento de terrorismo.

Esta organização, acrescenta o relatório que seguiu para o Parlamento, promove encontros através de eventos musicais, incluindo em território nacional, e que funcionam como método de recrutamento de militantes e como forma de financiamento para produção de material de propaganda, por exemplo.

Neste caso, a inexistência de uma posição comum a nível global em relação às organizações que são consideradas terroristas permite que estes grupos desenvolvam a sua atividade em vários países. O RASI refere ainda que se verifica com frequência a deslocalização de alguns dos seus membros.

No contexto das organizações extremistas, Portugal continua a ter os tradicionais movimentos ‘skinheads’, de supremacia branca e caráter neonazi, que não são, no entanto, tão apelativas para os jovens como os novos movimentos nacionalistas de extrema-direita que surgem através das redes sociais.

Estes novos movimentos que têm uma forte presença nas redes sociais surgem com líderes carismáticos, que o RASI descreve como verdadeiros ‘influencers’, e que têm como bandeiras as teorias da islamização da Europa e a alegada insegurança provocada pela imigração.

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