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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>Macron recebeu Seguro em Paris para almoço focado nas relações bilaterais e crises internacionais</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:44:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[O Presidente da República chegou hoje ao Palácio do Eliseu, em Paris, onde foi recebido pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para um almoço de trabalho que terá como tema as relações bilaterais, política europeia e as "crises internacionais".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Presidente da República chegou hoje ao Palácio do Eliseu, em Paris, onde foi recebido pelo seu homólogo francês, Emmanuel Macron, para um almoço de trabalho que terá como tema as relações bilaterais, política europeia e as &#8220;crises internacionais&#8221;.</P><br />
<P>António José Seguro chegou de carro ao Palácio do Eliseu às 13:18 locais (12:18 de Lisboa), tendo percorrido a pé o pátio interior, ao som de uma marcha militar tocada pela Guarda Republicana francesa, enquanto Emmanuel Macron o aguardava no topo da escadaria do palácio.</P><br />
<P>A meio do percurso, Macron desceu a escadaria e ambos cumprimentaram-se com um aperto de mão, sorrisos e uma breve troca de palavras, antes de pararem à frente das câmaras para a fotografia protocolar.</P><br />
<P>Os dois chefes de Estado vão agora reunir-se para um almoço de trabalho, não estando previstas quaisquer declarações à imprensa.</P><br />
<P>Numa nota divulgada antes do encontro, a Presidência francesa refere que o almoço de trabalho &#8220;mostra a vontade dos dois países de continuarem a desenvolver a sua parceria em todas as áreas&#8221;.</P><br />
<P>A Presidência francesa acrescenta ainda que, durante o encontro, Seguro e Macron deverão falar sobre os &#8220;grandes dossiês europeus, designadamente a competitividade e a soberania da UE&#8221;, assim como o seu próximo orçamento comunitário, entre 2028 e 2034.</P><br />
<P>&#8220;Também abordarão as principais crises internacionais, em particular a situação no Médio Oriente e o apoio à Ucrânia&#8221;, indica o Eliseu.</P><br />
<P>A Presidência francesa destaca ainda que este encontro se realiza apenas &#8220;alguns meses&#8221; depois de António José Seguro ter sido eleito e no seguimento da entrada em vigor, em 12 de abril de 2026, do Tratado de Amizade e Cooperação entre Portugal e França, assinado em fevereiro de 2025. </P><br />
<P>António José Seguro encontra-se hoje em Paris, onde, além do encontro com Emmanuel Macron, também se vai reunir, à tarde, com cerca de duas dezenas de empresários portugueses, na residência da embaixada de Portugal em Paris.</P><br />
<P>O Presidente da República está acompanhado nesta visita pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784133]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Melo aponta julho para assinatura de contratos SAFE e primeiros equipamentos em 2029</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:43:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Durante uma audição regimental, na Assembleia da República, Nuno Melo afirmou que a candidatura portuguesa ao Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE),-- empréstimos europeus no valor de 5,8 mil milhões de euros, - está "em fase contratual"]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Defesa Nacional previu hoje que os contratos SAFE serão assinados em julho e os primeiros equipamentos deverão chegar ao país em 2029, tema que gerou um debate tenso com Chega e PS.</p>
<p>Durante uma audição regimental, na Assembleia da República, Nuno Melo afirmou que a candidatura portuguesa ao Instrumento de Ação para a Segurança da Europa (SAFE),&#8211; empréstimos europeus no valor de 5,8 mil milhões de euros, &#8211; está &#8220;em fase contratual&#8221;.</p>
<p>&#8220;No que dependa de nós, os primeiros contratos serão assinados no final de julho. No que nós dependa&#8221;, repetiu.</p>
<p>Os primeiros equipamentos, previu Nuno Melo, deverão chegar ao país em 2029 e 2030, e contarão com &#8220;satélites, fragatas, veículos blindados e outros veículos, sistemas antiaéreos, sistemas de artilharia, drones, munições&#8221;, além de um investimento &#8220;muito significativo&#8221; no Arsenal do Alfeite.</p>
<p>A data da assinatura dos contratos foi um dos temas que gerou perguntas da oposição, nomeadamente do Chega e PS. O deputado Nuno Simões de Melo foi o primeiro a notar que o ministro já tinha referido, numa audição anterior, que os contratos deveriam ser assinados em maio.</p>
<p>Num tom mais tenso, Nuno Melo desvalorizou: &#8220;Se for em junho, julho, em agosto, em setembro, desde que fique feito, nós ficamos com as capacidades, o senhor deputado fica com a retórica parlamentar.&#8221;</p>
<p>Neste momento, Nuno Simões de Melo, do Chega, acusou Nuno Melo de não estar a responder a perguntas, queixa que Luís Dias, do PS, também manifestou mais adiante. Os dois partidos, já na fase final da audição, chegaram a referir que &#8220;perguntavam alhos&#8221; e o ministro respondia &#8220;com bugalhos&#8221; e notaram um &#8220;Nuno Melo evasivo&#8221; &#8212; críticas negadas pelo governante que disse &#8220;responder o que considera adequado e suficiente&#8221;.</p>
<p>O socialista Luís Dias também questionou o ministro sobre quando serão assinados os primeiros contratos do SAFE e recebidas as primeiras verbas, notando as várias datas já anunciadas.</p>
<p>Nuno Melo negou qualquer derrapagem na assinatura dos contratos, afirmando que apenas deu datas indicativas, e que nem tudo depende do Governo nesta matéria.</p>
<p>O Conceito Estratégico de Defesa Nacional, datado de 2013, também foi tema, com perguntas de Nuno Simões de Melo e de Rui Tavares, do Livre. Nuno Melo concordou que o tema é importante mas relativizou, dizendo que os investimentos não podiam esperar por este conceito cuja proposta de revisão ainda tem que ser entregue ao parlamento.</p>
<p>Bruno Ventura, do PSD, escolheu apontar o dedo ao PS, numa intervenção na qual ironizou os objetivos do projeto de lei dos socialistas que pretende reforçar as competências do parlamento na área da Defesa e criar uma nova Lei de Programação de Efetivos.</p>
<p>&#8220;Imagino que o militar destacado na República Centro-Africana tenha pensado &#8216;é pá, graças a Deus, o PS pensou em nós e vamos ter mais um deputado no Conselho de Superior Defesa Nacional'&#8221;, ironizou.</p>
<p>Na mesma linha, Nuno Melo acusou os socialistas de apresentarem um projeto que considerou inconstitucional, sustentando que &#8220;quem conduz a Defesa é o Governo e não o parlamento&#8221;, e lamentando a quebra do tradicional consenso entre os maiores partidos nesta área de soberania.</p>
<p>Interrogado pelo deputado do CDS-PP João Almeida, o ministro da Defesa adiantou ainda que o ministério vai apresentar uma participação criminal sobre a proliferação de construções ilegais na área do depósito de munições da NATO, em Fernão Ferro, distrito de Setúbal.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784167]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ucrânia: Ataques russos com drones e mísseis contra a Ucrânia diminuíram em junho, revela AFP</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:41:58 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
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					<description><![CDATA[O número de drones de longo alcance e de mísseis russos lançados contra a Ucrânia diminuiu significativamente de maio para junho, segundo uma análise da agência noticiosa France-Presse (AFP) baseada em dados da Força Aérea ucraniana.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de drones de longo alcance e de mísseis russos lançados contra a Ucrânia diminuiu significativamente de maio para junho, segundo uma análise da agência noticiosa France-Presse (AFP) baseada em dados da Força Aérea ucraniana.</P><br />
<P>Salientando que Kiev intensificou nos últimos meses os ataques contra a Rússia, a AFP indica que Moscovo lançou 5.749 drones de longo alcance e 180 mísseis contra território ucraniano fora da zona de combate, segundo os dados publicados diariamente por Kiev, o que representa uma redução de 29% no número de drones e de 15% no de mísseis em comparação com maio, após vários meses marcados por um número recorde de ataques.</P><br />
<P>Apesar da diminuição, realça a agência noticiosa francesa, estes ataques provocaram elevados danos materiais e numerosas vítimas.</P><br />
<P>A 02 de junho, um ataque russo de grande escala, com recurso a 656 drones e 73 mísseis, fez 23 mortos, entre os quais 16 em Dnipro, no centro-leste da Ucrânia, e sete em Kiev, onde cerca de 50 pessoas ficaram também feridas, segundo as autoridades.</P><br />
<P>Este foi o maior número de drones e mísseis lançado pela Rússia num único dia durante o mês de junho.</P><br />
<P>A 15 de junho, vários bairros da capital ucraniana voltaram a ser atingidos por intensos bombardeamentos, que causaram cinco mortos e danificaram, entre outros edifícios, a Catedral da Dormição, um emblemático templo ortodoxo de Kiev inscrito na lista do Património Mundial da UNESCO e localizado no Mosteiro das Cavernas da capital.</P><br />
<P>Segundo a Força Aérea ucraniana, Moscovo lançou então 611 drones e 70 mísseis contra Kiev e várias regiões da Ucrânia.</P><br />
<P>Nos últimos meses, a Ucrânia intensificou, por seu lado, os ataques contra território russo e contra regiões ucranianas sob controlo da Rússia, que Kiev apresenta como represálias pelos bombardeamentos quase diários de Moscovo desde o início da invasão russa em grande escala, em fevereiro de 2022.</P><br />
<P>Kiev visa sobretudo infraestruturas energéticas, procurando reduzir as receitas provenientes dos hidrocarbonetos que permitem ao Kremlin financiar o esforço de guerra.</P><br />
<P>A 18 de junho, um ataque ucraniano de grande escala atingiu uma importante refinaria na região de Moscovo, provocando explosões e um incêndio de grandes dimensões. O ataque fez 17 feridos, segundo o governador regional.</P><br />
<P>O Presidente russo, Vladimir Putin, reconheceu no domingo &#8220;alguma escassez&#8221; de combustíveis provocada por estes ataques, mas assegurou que a situação &#8220;não é crítica&#8221;.</P><br />
<P>Várias regiões russas impuseram restrições à venda de combustíveis a particulares, enquanto a Crimeia, anexada por Moscovo à Ucrânia, em 2014, foi colocada em &#8220;estado de emergência&#8221;.</P><br />
<P>Na semana passada, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, afirmou ter aprovado uma &#8220;operação de influência&#8221; com duração de 40 dias contra a Rússia, &#8220;destinada a obrigá-la a pôr fim à guerra&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784104]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo mantém verba de 7,6 milhões para vacinação da gripe e Covid-19 nas farmácias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:40:15 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A participação das farmácias na próxima campanha de vacinação sazonal contra a gripe e covid-19 vai custar ao Estado 7,6 milhões de euros, o mesmo da anterior campanha, segundo a portaria hoje publicada em Diário da República.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A participação das farmácias na próxima campanha de vacinação sazonal contra a gripe e Covid-19 vai custar ao Estado 7,6 milhões de euros, o mesmo da anterior campanha, segundo a portaria hoje publicada em Diário da República.</p>
<p>O diploma que estabelece o modelo de funcionamento da Campanha de Vacinação Sazonal do Outono-Inverno de 2026-2027 contra a gripe e Covid-19 nas farmácias de oficina explica que a Direção-Geral da Saúde ainda terá de definir os critérios referentes à população que pode vacinar-se na farmácia.</p>
<p>Na anterior época de gripe, podiam vacinar-se nas farmácias gratuitamente contra a gripe e Covid-19 todas as pessoas com idades entre os 60 e os 84 anos de idade sem registo de reação adversa grave ou hipersensibilidade a qualquer das vacinas, assim como os profissionais de saúde das farmácias.</p>
<p>A portaria, assinada pela secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, sublinha o &#8220;contributo relevante&#8221; das farmácias para uma &#8220;vacinação mais célere da população&#8221;, permitindo alcançar num período mais curto níveis mais elevados de proteção.</p>
<p>Por outro lado, a participação das farmácias na vacinação sazonal também permite que os serviços de saúde possam reafetar os seus recursos para outras ações, seja no âmbito da vacinação ou da prestação de cuidados e acompanhamento dos utentes.</p>
<p>Na portaria, o Governo sublinha a importância da vacinação contra a gripe e contra a Covid-19 para prevenir a transmissão destes vírus, reduzir a morbilidade e a mortalidade nas pessoas em maior risco e aliviar a pressão sazonal sobre o sistema de saúde, ao reduzir a procura de cuidados e a probabilidade de hospitalização.</p>
<p>As vacinas contra a gripe e contra a covid-19 são disponibilizadas pelo Ministério da Saúde para vacinação nas farmácias que reúnam as condições necessárias como dispor do serviço de administração de vacinas e ter profissionais com formação específica para as administrar.</p>
<p>De acordo com a portaria, as farmácias podem praticar um horário mais alargado e a lista das farmácias aderentes à campanha de vacinação sazonal será disponibilizada nos &#8216;sites&#8217; do Serviço Nacional de Saúde, da Direção-Geral da Saúde e do Infarmed.</p>
<p>Na Campanha de Vacinação Sazonal Outono-Inverno 2025-2026, que terminou a 30 de abril e contou com a participação de 2.500 farmácias, mais de 2,5 milhões de pessoas foram vacinadas contra a gripe e mais de 1,3 milhões contra a Covid-19.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784086]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tribunal sueco condena Google a pagar 1,3 mil M€ por violar direito da concorrência</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/tribunal-sueco-condena-google-a-pagar-13-mil-me-por-violar-direito-da-concorrencia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:39:33 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Um tribunal sueco condenou hoje a Google a pagar 14,3 mil milhões de coroas (cerca de 1,3 mil milhões de euros) ao comparador de preços PriceRunner, por considerar que a Google favoreceu ilegalmente o seu próprio serviço.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Um tribunal sueco condenou hoje a Google a pagar 14,3 mil milhões de coroas (cerca de 1,3 mil milhões de euros) ao comparador de preços PriceRunner, por considerar que a Google favoreceu ilegalmente o seu próprio serviço.</P><br />
<P>A empresa sueca recorreu ao Tribunal de Patentes e Concorrência de Estocolmo em 2022, na sequência de um acórdão do Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) que determinou que a &#8216;gigante&#8217; norte-americana tinha &#8220;violado o direito da concorrência da UE ao manipular os resultados de pesquisa a favor dos seus próprios serviços de comparação de preços&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A queixa baseia-se no facto de a Google ter abusado da sua posição dominante enquanto motor de busca, favorecendo o seu próprio serviço de comparação de preços em detrimento dos serviços concorrentes&#8221;, recordou o tribunal sueco em comunicado.</P><br />
<P>O Tribunal de Estocolmo considerou que &#8220;a Pricerunner &#8211; detida pelo grupo Klarna &#8211; sofreu um prejuízo pelo facto de o Google ter, durante muitos anos, favorecido ilegalmente o seu próprio serviço de comparação de preços&#8221;.</P><br />
<P>Ainda assim, a decisão judicial ficou aquém dos &#8220;cerca de 80 mil milhões de coroas suecas&#8221; (cerca de 7,2 mil milhões de euros) pedidos inicialmente pela empresa sueca.</P><br />
<P>Um porta-voz da Google tinha declarado em outubro que a empresa &#8220;se opunha firmemente a esta ação judicial e aguardava com expectativa a oportunidade de apresentar os seus argumentos&#8221; perante o tribunal.</P><br />
<P>Já em 2021, o Tribunal de Justiça da União Europeia confirmou uma decisão da Comissão Europeia datada de 2017, segundo a qual &#8220;a Google infringiu o direito da concorrência ao favorecer o seu próprio serviço de compras &#8216;online'&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784177]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Governo admite avaliar propostas sobre poupanças complementares para a reforma</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/governo-admite-avaliar-propostas-sobre-poupancas-complementares-para-a-reforma/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:36:36 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A indicação foi deixada esta quarta-feira pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, durante uma audição parlamentar sobre a ação do Governo nos primeiros seis meses de mandato.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Governo não prevê avançar nesta legislatura com uma reforma estrutural da Segurança Social, mas admite introduzir medidas relacionadas com poupanças complementares para a reforma, mecanismos de capitalização e literacia financeira.</p>
<p class="isSelectedEnd">A indicação foi deixada esta quarta-feira pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, durante uma audição parlamentar sobre a ação do Governo nos primeiros seis meses de mandato.</p>
<p class="isSelectedEnd">A governante afirmou que o relatório de sustentabilidade da Segurança Social, elaborado pelo economista Jorge Bravo, ainda não chegou ao Ministério, mas disse esperar recebê-lo “nos próximos dias”.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Se calhar, quando chegar ao gabinete já lá está”, afirmou Rosário Palma Ramalho.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ministra afasta reforma estrutural da Segurança Social</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Em resposta à deputada socialista Ana Paula Bernardo, a ministra garantiu que uma reforma profunda da Segurança Social não está no horizonte da legislatura.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não está no programa do Governo a reforma estrutural do regime da Segurança Social”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, Rosário Palma Ramalho admitiu que poderão ser introduzidos alguns elementos no sistema, sem alterar o regime de fundo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tendo em conta recomendações recentes do Fundo Monetário Internacional e o relatório da Comissão Europeia do final do ano passado, a ministra considerou possível que, mesmo sem uma reforma estrutural, seja benéfico avançar com medidas de literacia financeira ou planos complementares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a governante, estas soluções não alterariam o regime da Segurança Social, mas permitiriam introduzir o tema “com o devido cuidado”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo aberto a propostas sobre capitalização</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A ministra respondeu também à deputada e presidente da Iniciativa Liberal, Mariana Leitão, que desafiou o Governo a criar contas poupança isentas de impostos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rosário Palma Ramalho sinalizou que o Executivo estará disponível para analisar propostas que constem do relatório do grupo de trabalho, bem como propostas apresentadas pelos partidos em matérias relacionadas com esquemas complementares.</p>
<p class="isSelectedEnd">A governante afirmou que o objetivo será avaliar soluções que possam melhorar o futuro dos novos pensionistas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Relatório será analisado antes de ser divulgado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Questionada sobre quando será divulgado o relatório de sustentabilidade da Segurança Social, a ministra garantiu que seguirá o mesmo procedimento adotado com o Livro Verde da Segurança Social, pedido pelo anterior Governo do PS.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rosário Palma Ramalho explicou que o documento será primeiro analisado internamente, depois levado aos parceiros sociais, apresentado aos deputados e só posteriormente divulgado.</p>
<p class="isSelectedEnd">O grupo de trabalho responsável pelo relatório iniciou funções a 30 de janeiro de 2025. Estava previsto que apresentasse, até ao final de julho do ano passado, um relatório de progresso sobre regimes complementares e de capitalização, mecanismos de reforma parcial e reavaliação do regime de reforma antecipada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse relatório deveria dar prioridade a políticas que incentivassem a permanência na vida ativa e aumentassem o volume de contribuições.</p>
<p class="isSelectedEnd">O prazo inicial não foi cumprido devido às eleições antecipadas. Posteriormente, foi fixado o prazo de janeiro de 2026, que também não se concretizou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Ministra rejeita redução da idade da reforma</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Durante a audição parlamentar, Rosário Palma Ramalho assegurou ainda que “nunca” negociou com o Chega uma redução da idade da reforma.</p>
<p class="isSelectedEnd">A ministra classificou essa possibilidade como irresponsável, por considerar que teria impacto imediato no sistema de pensões e comprometeria a sua sustentabilidade a longo prazo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Baixar a idade da reforma é irresponsável, tem um efeito imediato no sistema de pensões e compromete-o no longo prazo”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo mantém objetivo de reformar legislação laboral</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A audição decorreu na Comissão Parlamentar do Trabalho, Segurança Social e Inclusão, a primeira desde que a oposição chumbou o pacote laboral do Governo, a 19 de junho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rosário Palma Ramalho deixou claro que o Executivo não abdica da intenção de reformar a legislação laboral.</p>
<p>A ministra afirmou que o Governo “não abdicará do seu objetivo de reformar a legislação laboral”, apesar do chumbo parlamentar do pacote apresentado pelo Executivo.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784176]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Omã desafia ameaças de Trump e avança com Irão para cobrar passagem em Ormuz</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:23:26 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A decisão foi formalizada em Mascate, durante uma reunião entre o sultão Haitham bin Tariq al-Said, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Omã e Irão acordaram criar um grupo de trabalho bilateral para definir a futura administração e os serviços marítimos no estreito de Ormuz, num movimento que desafia as ameaças feitas por Donald Trump e pode abrir caminho à cobrança de tarifas aos navios que atravessam uma das rotas energéticas mais estratégicas do mundo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão foi formalizada em Mascate, durante uma reunião entre o sultão Haitham bin Tariq al-Said, o presidente do Parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, e o ministro dos Negócios Estrangeiros do Irão, Abbas Araqchi.</p>
<p class="isSelectedEnd">A declaração conjunta evita usar a palavra “portagem”, preferindo referir “serviços prestados” e “custos associados” na futura administração do estreito. No entanto, Qalibaf foi mais direto ao afirmar, em Teerão, que Ormuz não voltará às condições anteriores à guerra e que o Irão receberá pagamentos pelos serviços prestados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump ameaçou Omã há cinco semanas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A decisão surge poucas semanas depois de Donald Trump ter ameaçado Omã durante uma reunião de gabinete na Casa Branca. O Presidente norte-americano afirmou então que o sultanato teria de se comportar como os restantes países árabes, caso contrário os Estados Unidos teriam de o “fazer explodir”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do aviso, Mascate avançou com Teerão. A aproximação foi reforçada nos últimos dias, com o sultão Haitham a receber responsáveis iranianos em Omã e, esta segunda-feira, a ser recebido por Emmanuel Macron no Palácio do Eliseu.</p>
<p class="isSelectedEnd">O movimento mostra que a ameaça de Trump não impediu Omã de prosseguir uma estratégia própria para o estreito de Ormuz.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>A fórmula evita a palavra “portagem”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O acordo entre Omã e Irão foi construído com linguagem diplomática cuidadosa. Em vez de falar em cobrança de portagens, a declaração refere a administração futura do estreito, os serviços marítimos prestados e os custos associados, sempre em linha com os padrões internacionais e com respeito pelos direitos soberanos dos dois Estados costeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A base jurídica e prática da proposta está num precedente já existente: Omã cobra há décadas as chamadas obrigações de navegação no seu troço do estreito. A Armada Real de Omã opera um centro de controlo na ilha de Didamar, no meio do canal, e a empresa Arabian Maritime and Navigation Aids Services cobra tarifas ligadas à manutenção de 167 boias de balizamento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse sistema é reconhecido internacionalmente e nunca foi contestado por Washington. A diferença é que Mascate e Teerão pretendem agora transformar esse modelo numa arquitetura conjunta que abranja todo o estreito.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump ameaçou, mas assinou a base do acordo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O movimento de Omã e Irão expõe uma contradição na posição norte-americana. O Memorando de Islamabad, assinado por Trump em 17 de junho no Palácio de Versalhes, já previa que o Irão manteria um diálogo com Omã para definir a futura administração e os serviços marítimos no estreito de Ormuz.</p>
<p class="isSelectedEnd">Agora, Teerão e Mascate argumentam que estão apenas a executar essa cláusula. Ou seja, o que Trump critica surge precisamente de um acordo que o próprio assinou.</p>
<p class="isSelectedEnd">A sequência reforça a leitura de que o Presidente norte-americano ameaça publicamente, mas recua ou perde margem de pressão quando os aliados regionais calculam que Washington não vai transformar os avisos em ação militar.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Omã abandona a neutralidade silenciosa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Durante décadas, Omã foi visto como o “canal de Mascate”, uma ponte discreta entre Estados Unidos e Irão quando as duas partes não conseguiam falar diretamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">Foi Omã que facilitou as primeiras conversações secretas sobre o acordo nuclear iraniano durante a Administração Obama, mediou contactos durante o primeiro mandato de Trump e acolheu a última ronda negocial antes da operação militar norte-americana contra o Irão, em fevereiro deste ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">A doutrina do falecido sultão Qabus bin Said al-Said resumia-se numa frase: amigo de todos, inimigo de ninguém.</p>
<p class="isSelectedEnd">O atual sultão, Haitham bin Tariq al-Said, manteve essa tradição de equilíbrio, mas acrescentou-lhe uma lógica económica mais assertiva. A prioridade de Mascate é a Visão 2040, um plano de diversificação destinado a reduzir a dependência dos hidrocarbonetos e transformar Omã num centro regional logístico, financeiro e turístico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A guerra em Ormuz ameaça esse projeto. Afeta o turismo, trava o investimento e prejudica os portos de Salalah e Duqm. Por isso, a aproximação de Omã ao Irão não é apresentada como uma escolha ideológica, mas como uma decisão económica: se a passagem pelo estreito vai ser paga, Mascate quer estar do lado que também cobra.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Sinais de aproximação a Teerão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O reposicionamento de Omã tem sido gradual. Em março, Haitham foi um dos primeiros líderes mundiais a felicitar Mojtaba Khamenei pela designação como novo líder supremo iraniano, um gesto pouco habitual para um Estado do Golfo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em abril, recebeu em Mascate o ministro dos Negócios Estrangeiros iraniano, Abbas Araqchi. Mais tarde, o chefe da diplomacia omanita, Badr al-Busaidi, publicou um artigo na “The Economist” em que classificou a guerra contra o Irão como uma catástrofe e acusou a Administração Trump de ter perdido o controlo da própria política externa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mascate já tinha deixado de ser silenciosa. Agora, deixou também de ser plenamente neutral.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Estreito de Ormuz divide aliados do Golfo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução do dossiê coloca pressão sobre os países dependentes da passagem por Ormuz. A diplomacia europeia começou a mexer-se, com Emmanuel Macron a receber o sultão de Omã no Eliseu e Ursula von der Leyen a defender, durante a cimeira do G7, uma abertura sem restrições nem portagens.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, a influência europeia sobre Mascate e Teerão é limitada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Dentro do Conselho de Cooperação do Golfo, as posições também não são iguais. Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos podem contornar o estreito através de oleodutos terrestres alternativos. Já Kuwait, Qatar e Barém não têm essa saída.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Opção militar é considerada inviável</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A resposta militar ao controlo ou à cobrança em Ormuz é apresentada como pouco realista. A operação Fúria Épica mostrou, durante três meses, que controlar militarmente o estreito seria impossível sem uma ocupação terrestre prolongada da costa iraniana, uma hipótese defendida apenas pelos setores mais conservadores do Partido Republicano, como o antigo secretário da Segurança Nacional John Bolton.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também a via alternativa do cabotagem internacional, desviando tráfego para rotas como o porto omanita de Duqm, só seria viável a médio prazo. Exigiria grandes investimentos em oleodutos e terminais que poderiam demorar anos a estar operacionais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A opção jurídica, por sua vez, enfrenta o precedente das taxas já cobradas por Omã, que existem há décadas, são consideradas legais e nunca foram contestadas pelos Estados Unidos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Negociar tarifas pode ser a saída mais realista</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Perante este quadro, a solução mais prática a curto prazo poderá passar por aceitar que haverá alguma forma de cobrança em Ormuz e negociar tarifas mais baixas em troca de maior estabilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa solução contraria a narrativa que Trump tem vendido à sua base eleitoral, mas pode ser a única capaz de reduzir a incerteza sobre o preço do petróleo e a segurança do tráfego marítimo.</p>
<p>Enquanto Washington insiste em ameaças públicas, Mascate parece apostar na paciência e no cálculo económico. O sultão Haitham sabe que o tempo joga a seu favor e que o futuro de Ormuz poderá ser decidido menos pela retórica de Trump e mais pela capacidade de Omã e Irão transformarem um precedente técnico num novo</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784170]]></sapo:autor>
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		<title>Mobilidade, inovação e futuro: OMODA &#124; JAECOO associa-se ao QSP Summit 2026</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:16:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[OMODA & JAECOO]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
		<category><![CDATA[QSP Summit 2026]]></category>
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					<description><![CDATA[Cerimónia de abertura da 19.ª edição do QSP Summit teve lugar no Palácio da Bolsa, no Porto, seguindo-se dois dias de conteúdos, experiências e networking na Exponor, em Matosinhos]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A OMODA | JAECOO é o Official Car do QSP Summit 2026, assumindo o papel de parceiro automóvel oficial de uma das principais plataformas europeias dedicadas ao management e ao marketing. A parceria desenvolve-se sob o tema “Leading the Future Economy” e reforça a ligação da marca à inovação, à tecnologia, à sustentabilidade e ao futuro da mobilidade.</p>
<p>A cerimónia de abertura da 19ª edição do QSP Summit teve lugar no Palácio da Bolsa, no Porto, seguindo-se dois dias de conteúdos, experiências e networking na Exponor, em Matosinhos. O programa aborda temas como inovação, sustentabilidade, inteligência artificial, tecnologia, liderança, tendências, marketing, comportamento económico e geoestratégia, distribuídos por vários palcos e momentos de contacto entre participantes, marcas e especialistas.</p>
<p>A associação entre a OMODA | JAECOO e o QSP Summit assenta na convergência entre duas visões orientadas para o futuro. Por um lado, o evento afirma-se como palco de pensamento estratégico nas áreas da gestão, marketing, inovação, liderança, tecnologia e sustentabilidade. Por outro, a OMODA | JAECOO posiciona-se no setor automóvel com soluções de mobilidade avançadas, design diferenciador, tecnologia de ponta e foco na sustentabilidade.</p>
<p>Enquanto parceiro automóvel oficial, a marca reforça a sua presença junto de uma audiência composta por líderes empresariais, gestores, empreendedores, profissionais de marketing, decisores e especialistas. Num contexto em que a mobilidade deixa de ser apenas uma forma de deslocação, a OMODA | JAECOO procura afirmar-se como parte da experiência, da eficiência e da forma como pessoas e organizações se relacionam com o futuro.</p>
<p>“Esta parceria com o QSP Summit representa uma oportunidade única para aproximar a OMODA | JAECOO de uma comunidade que pensa, decide e constrói o futuro. A mobilidade está no centro das grandes transformações económicas e sociais, e queremos fazer parte dessa conversa com soluções que combinam tecnologia, design, eficiência e experiência”, afirma Pedro Alves, diretor de Marketing da OMODA | JAECOO Portugal.</p>
<p>A presença no QSP Summit 2026 permite à OMODA | JAECOO apresentar a sua visão de mobilidade a um público qualificado, num evento reconhecido como um dos maiores encontros europeus de management e marketing. A edição deste ano contará com cerca de 100 oradores nacionais e internacionais e proporcionará contacto direto com mais de 130 marcas.</p>
<p>A OMODA | JAECOO chega ao evento com uma gama de SUVs eletrificados e híbridos, incluindo modelos orientados para diferentes perfis de utilização, do ambiente urbano à condução mais versátil. Em Portugal, a marca apresenta propostas híbridas, híbridas plug-in e 100% elétricas, alinhadas com a transformação do mercado automóvel e com a procura crescente por soluções de mobilidade mais tecnológicas e eficientes.</p>

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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784156]]></sapo:autor>
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		<title>Ser ou Parecer? Eis a Questão</title>
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		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 12:02:41 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Opinião de Tomás Neves de Almeida, Principal da Boyden Leadership Consulting]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<h1></h1>
<p><em><strong>Por Tomás Neves de Almeida, Principal da Boyden Leadership Consulting</strong></em></p>
<p>A maioria das organizações gosta de dizer que escolhe líderes pela sua capacidade de liderar. Ainda assim, demasiadas vezes, essa escolha é influenciada mais por sinais facilmente visíveis do que propriamente por competência.</p>
<p>Este é um dos paradoxos mais relevantes e menos discutidos: nem todos os que parecem líderes conseguem liderar. E nem todos os que conseguem liderar parecem, à primeira vista, ser líderes.</p>
<h5>Emergência vs Eficácia</h5>
<p>Existe uma distinção fundamental na investigação sobre liderança que raramente vejo discutida nas empresas: a diferença entre a emergência e a eficácia da liderança.</p>
<p>A emergência refere-se ao processo pelo qual um indivíduo é percebido como líder pelos outros: quem impõe presença, quem domina a sala. A eficácia refere-se a algo bem mais concreto: a capacidade de gerar resultados através das pessoas. Estas duas realidades não são o mesmo, e confundi-las tem um custo elevado.</p>
<p>Quando as organizações não distinguem emergência de eficácia, aumentam o risco de promover líderes em sobre-emergência: pessoas que chegam a posições de liderança porque parecem líderes, mas que não têm as competências necessárias para serem eficazes. O inverso também é problemático: a sub-emergência, que descreve pessoas que poderiam ser eficazes na função, mas que não chegam a esse papel porque não “parecem” líderes. Em ambos os casos, a organização perde.</p>
<h5>A armadilha da primeira impressão</h5>
<p>Certas características tornam um indivíduo mais visível como líder sem o tornarem necessariamente mais eficaz. A extroversão é um dos exemplos mais estudados, sendo um dos traços de personalidade mais associados à emergência de liderança. Pessoas extrovertidas tendem a tomar a iniciativa, a socializar com facilidade e a ocupar mais espaço nos momentos de decisão. Mas a extroversão não prediz, por si só, eficácia. Com o tempo e com maior exposição ao indivíduo, o impacto positivo da sua extroversão tende a diminuir.</p>
<p>O mesmo padrão pode observar-se em traços de personalidade ditos negativos, como o narcisismo, o maquiavelismo ou a psicopatia. Pessoas narcisistas, por exemplo, tendem a emergir mais facilmente como líderes por serem assertivas, comunicar com confiança e projetar convicção. Mas, uma vez no cargo, a sua menor consideração pelas relações interpessoais e a tendência para explorar relações em benefício próprio podem comprometer a performance das equipas.</p>
<p>Até o tom de voz pode enganar. A entrega vocal (o quanto alguém soa convincente, seguro ou cativante nos primeiros momentos de interação) está associada à emergência de liderança, mas não necessariamente à eficácia real.</p>
<p>Estas características ativam protótipos mentais de liderança (imagens idealizadas do que um líder “deve parecer”) que podem levar as organizações a escolher quem mais se aproxima dessa imagem e não necessariamente quem é, ou pode vir a ser, mais competente na função.</p>
<h5>O custo da organizacional da confusão</h5>
<p>O fracasso de liderança não é raro. A literatura tem apontado para taxas de insucesso entre novos executivos na ordem dos 30 a 60%. Não por falta de inteligência ou ambição, mas porque as características que facilitam a chegada ao topo não são as mesmas que garantem eficácia após se estar na posição.</p>
<p>As competências associadas a uma liderança eficaz são frequentemente mais silenciosas. Desenvolvem-se com o tempo e demonstram-se no contexto certo. Tornam-se visíveis na forma como o líder decide, mobiliza, responsabiliza, desenvolve pessoas e sustenta resultados.</p>
<p>Por exemplo, um dos traços mais associados à eficácia, a conscienciosidade &#8211; responsabilidade, rigor, disciplina e orientação para objetivos &#8211; só é percetível após uma interação prolongada. Quem tem esta característica tende a subemergir: não é imediatamente reconhecido como líder, mas poderia ser mais eficaz no papel. Perde o lugar para quem parece mais, mas entrega menos.</p>
<h5>Identificar quem é líder, não quem parece</h5>
<p>A resposta não é ignorar a presença ou a capacidade de influência, pois são dimensões reais e relevantes. A resposta é não as confundir com eficácia e perceber até que ponto são realmente relevantes no contexto em questão. Isto implica tratar a seleção e o desenvolvimento de líderes como um processo, não como uma decisão de primeira impressão. Implica utilizar avaliações estruturadas &#8211; feedback 360°, indicadores de performance passada, análise de contextos de liderança anteriores &#8211; que capturam quem produz resultados, não apenas quem parece capaz de os produzir.</p>
<p>Implica, também, reconhecer que alguns dos melhores líderes não “parecem” líderes numa entrevista de 30 ou 60 minutos. São os que, com o tempo, constroem equipas coesas, tomam decisões difíceis e entregam resultados consistentes. Esses raramente dominam uma sala à primeira vista. Mas são eles que transformam organizações.</p>
<h5>Quem consegue realmente liderar?</h5>
<p>Liderança é, no final, sobre resultados. O melhor líder não é o mais extrovertido, nem o mais carismático, nem o que mais impressiona a sala. É o que consegue, de forma consistente e através dos outros, atingir os objetivos da organização.</p>
<p>A questão que as organizações devem colocar não é &#8220;quem parece líder?&#8221;, mas &#8220;quem consegue realmente liderar?&#8221;. A distinção parece óbvia. A prática diz o contrário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Tomás Neves de Almeida, Principal da Boyden Leadership Consulting]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A IA é o Novo Tamagotchi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:59:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Luis Rasquilha]]></category>
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					<description><![CDATA[Opinião de Luís Rasquilha, CEO do Ecossistema Inova. Board Member/Non Executive Diretor (NED) da GIANT Brasil e da Maza Tarraf. Líder do Comitê de estratégia do Consórcio Unifisa. Professor convidado na FDC, Hospital Albert Einstein e ESALQ/USP. Colunista do MIT Sloan Review Brasil e Executive Digest Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong>Alimentamos a Inteligência Artificial… e ela passa a alimentar-nos</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Em 1996, milhões de pessoas em todo o mundo carregavam no bolso um pequeno ovo de plástico com um ecrã monocromático. Chamava-se <strong>Tamagotchi</strong>. O conceito era simples: alimentar, cuidar, limpar, brincar e acompanhar um pequeno ser digital que dependia totalmente da atenção do seu dono. Se deixássemos de interagir, ele adoecia. Se o ignorássemos durante demasiado tempo, desaparecia. Na altura parecia apenas um brinquedo. Hoje percebemos que talvez fosse uma antecipação extraordinária da relação que estamos a construir com a Inteligência Artificial.</p>
<p style="text-align: justify;">A diferença é que, desta vez, não estamos apenas a cuidar de um pequeno animal virtual. Estamos a alimentar uma inteligência que, em muitos casos, acabará por cuidar de nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A IA aprende connosco</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A Inteligência Artificial não nasce inteligente. Ela aprende. Aprende com milhões de documentos, livros, imagens, vídeos e conversas. Mas, sobretudo, aprende através da interacção humana.</p>
<p style="text-align: justify;">Cada pergunta.<br />
Cada correcção.<br />
Cada contexto fornecido.<br />
Cada documento carregado.<br />
Cada decisão validada.</p>
<p style="text-align: justify;">Tudo contribui para tornar os modelos mais eficazes.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como o Tamagotchi precisava de comida digital, a IA precisa de dados. Sem dados, não existe inteligência.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O novo ativo estratégico chama-se Contexto</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Durante décadas acreditámos que informação era poder. Hoje percebemos que informação, por si só, vale pouco. O verdadeiro diferencial está no contexto. Uma IA genérica consegue responder a quase tudo.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas uma IA que conhece a empresa, os clientes, os processos, a estratégia, a cultura e os objetivos consegue gerar valor exponencialmente superior. É exatamente isso que está a acontecer com os novos agentes inteligentes. Já não são apenas motores de pesquisa sofisticados. São colaboradores digitais que aprendem continuamente com cada interação. Quanto mais trabalham connosco, melhores ficam.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estamos a criar colaboradores digitais</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Nas empresas, começa a surgir uma nova categoria de trabalhadores. Não recebem salário. Não têm horário. Não entram em férias. Não adoecem. São agentes de Inteligência Artificial especializados.</p>
<p style="text-align: justify;">Existe um agente para marketing. Outro para vendas. Outro para recursos humanos. Outro para finanças. Outro para estratégia. Cada um vai acumulando conhecimento específico da organização.</p>
<p style="text-align: justify;">Tal como um colaborador sénior, conhece processos, aprende exceções, memoriza decisões e melhora continuamente. Quanto mais tempo permanece na empresa, maior se torna o seu valor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O paradoxo do Tamagotchi</strong></p>
<p style="text-align: justify;">O Tamagotchi dependia totalmente do seu dono. A IA parece seguir o mesmo caminho.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas existe uma diferença fundamental. À medida que a alimentamos, ela também começa a alimentar-nos. Ajuda-nos a decidir. Escreve connosco. Analisa cenários. Cria estratégias. Resume reuniões. Desenvolve código. Produz apresentações. Apoia diagnósticos médicos. Sugere investimentos. Ensina. Aprende. E, cada vez mais, toma decisões em nosso nome.</p>
<p style="text-align: justify;">A relação deixa de ser unilateral. Passa a ser simbiótica.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O risco da dependência</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Tal como aconteceu com a Internet e, mais tarde, com o smartphone, a IA traz um novo risco. A dependência cognitiva. Se deixarmos que a Inteligência Artificial pense sempre por nós, deixaremos gradualmente de exercitar competências fundamentais:</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>pensamento crítico;</li>
<li>criatividade;</li>
<li>capacidade analítica;</li>
<li>memória;</li>
<li>resolução de problemas;</li>
<li>tomada de decisão.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A IA deve ampliar a inteligência humana. Nunca substituí-la. As organizações mais inteligentes serão aquelas que conseguirem equilibrar automação com pensamento humano.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quem alimenta quem?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Talvez esta seja a pergunta mais interessante da próxima década. Estamos a alimentar a Inteligência Artificial. Mas ela também está a moldar a forma como pensamos. Influenciando decisões. Sugerindo caminhos. Organizando prioridades. Criando conhecimento. O Tamagotchi precisava de nós para sobreviver. A IA precisa de nós para evoluir. Mas talvez nós passemos, também, a precisar dela para competir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O verdadeiro desafio</strong></p>
<p style="text-align: justify;">A questão nunca foi tecnológica. É humana. Quem conseguir ensinar melhor a Inteligência Artificial terá uma vantagem competitiva extraordinária. Porque, no futuro, o ativo mais valioso deixará de ser apenas o conhecimento. Será a capacidade de construir inteligências que aprendem connosco. Talvez o maior legado do velho Tamagotchi não tenha sido um brinquedo. Tenha sido ensinar-nos, há quase trinta anos, que aquilo em que investimos atenção cresce.</p>
<p style="text-align: justify;">Hoje continuamos a fazer exatamente isso. Só que, em vez de alimentarmos um pequeno animal digital, estamos a alimentar uma inteligência capaz de transformar empresas, profissões e sociedades. E talvez a pergunta mais importante já não seja se vamos utilizar Inteligência Artificial. A verdadeira questão é: <strong>que tipo de Inteligência Artificial estamos a ensinar todos os dias?</strong></p>
<p>&nbsp;</p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="size-large wp-image-783798 aligncenter" src="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA-675x450.jpg" alt="" width="675" height="450" srcset="https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA-675x450.jpg 675w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA-300x200.jpg 300w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA-768x512.jpg 768w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA-1200x800.jpg 1200w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA-600x400.jpg 600w, https://executivedigest.sapo.pt/wp-content/uploads/2026/06/RASQUILHA.jpg 1299w" sizes="auto, (max-width: 675px) 100vw, 675px" /></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Luís Rasquilha, CEO do Ecossistema Inova. Board Member/Non Executive Diretor (NED) da GIANT Brasil e da Maza Tarraf. Líder do Comitê de estratégia do Consórcio Unifisa. Professor convidado na FDC, Hospital Albert Einstein e ESALQ/USP. Colunista do MIT Sloan Review Brasil e Executive Digest Portugal]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Da guerra com o Irão às noites na Truth Social: livro traça retrato íntimo da Casa Branca de Trump</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:59:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A obra descreve um Presidente obcecado com a sua imagem, com as redes sociais e com o reconhecimento pessoal, num ambiente onde a política externa, os escândalos judiciais e as disputas internas parecem muitas vezes misturar-se com impulsos pessoais e lealdades de ocasião.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um novo livro sobre a segunda presidência de Donald Trump descreve uma Casa Branca marcada por menos travões internos, maior personalização do poder e um círculo de colaboradores cada vez mais disposto a seguir o instinto do Presidente norte-americano.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em “Regime Change”, Maggie Haberman e Jonathan Swan, dois jornalistas do “New York Times” que acompanham de perto a política norte-americana, traçam o retrato de um Trump regressado ao poder com menos receios, menos limites e rodeado de menos pessoas dispostas a contrariá-lo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A obra descreve um Presidente obcecado com a sua imagem, com as redes sociais e com o reconhecimento pessoal, num ambiente onde a política externa, os escândalos judiciais e as disputas internas parecem muitas vezes misturar-se com impulsos pessoais e lealdades de ocasião.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>TikTok no meio da guerra com o Irão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma das cenas centrais do livro decorre no 17.º dia da guerra dos Estados Unidos contra o Irão. Donald Trump recebeu Maggie Haberman e Jonathan Swan na Sala Oval, numa altura em que já tinham morrido 13 militares norte-americanos e milhares de iranianos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o livro, o Presidente não parecia concentrado em mapas, baixas ou negociações. Sobre a mesa tinha imagens dos áceres que queria plantar no jardim presidencial e uma folha com um número: 339 mil milhões. Eram as visualizações acumuladas pelos seus vídeos no TikTok.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Podem acreditar?”, terá perguntado Trump aos jornalistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A cena é apresentada na obra como uma espécie de síntese do segundo mandato: não apenas um Presidente excêntrico, mas um líder que voltou à Casa Branca com a convicção de que o poder deve ser exercido sem grandes contenções.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O caso Epstein chegou à Situation Room</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O livro relata também reuniões de alto nível na Situation Room, a sala reservada às crises de segurança nacional, para discutir o risco político associado aos ficheiros de Jeffrey Epstein.</p>
<p class="isSelectedEnd">A mesma sala usada para gerir ataques terroristas, crises nucleares e operações militares terá servido para avaliar os danos que um escândalo sexual poderia provocar num Presidente que regressou ao poder com uma promessa de vingança e controlo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A obra inclui citações atribuídas ao vice-presidente JD Vance, ao procurador-geral adjunto Todd Blanche, à chefe de gabinete Susie Wiles e ao diretor de comunicação Steven Cheung durante essa reunião.</p>
<p class="isSelectedEnd">A precisão dos diálogos alimentou suspeitas em Washington sobre um eventual acesso dos autores a gravações de áudio de encontros de alto nível. Haberman e Swan não confirmam nem desmentem essa possibilidade, limitando-se a dizer que não comentam as suas fontes.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Trump ataca livro de madrugada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">“Regime Change” entrou rapidamente no debate político norte-americano. O livro vendeu mais de 150 mil exemplares no primeiro dia, levando a editora a encomendar outros 150 mil.</p>
<p class="isSelectedEnd">A reação de Trump também surgiu depressa. O Presidente atacou a obra durante a madrugada na Truth Social, insultou Maggie Haberman e garantiu que o livro era, na sua maioria, inventado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trump negou ainda que os autores tivessem gravações das suas conversas, apesar de eles não terem afirmado publicamente que as possuíam. Na mesma publicação, voltou a destacar a sua vitória eleitoral e regressou ao tema da guerra, declarando que o Irão nunca teria uma arma nuclear.</p>
<p class="isSelectedEnd">O livro descreve precisamente esse Trump noturno, irritado e obcecado com a própria imagem. A resposta do Presidente acabou por reforçar o retrato traçado pela obra.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Netanyahu, Irão e decisões por afinidade pessoal</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A política externa surge no livro como uma extensão da forma como Trump gere o poder. Numa das passagens mais graves, Benjamin Netanyahu terá ido à Casa Branca e reunido com Trump na Situation Room, onde defendeu que os Estados Unidos se juntassem a uma ofensiva para derrubar o regime iraniano e destruir o seu programa nuclear.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo Haberman e Swan, o secretário de Estado classificou o plano como “uma porcaria”, enquanto o diretor da CIA o considerou “ridículo”. Trump ouviu os avisos, mas ficou mais convencido pela versão de Netanyahu. “Parece bem”, terá respondido. Depois disso, todos se alinharam.</p>
<p class="isSelectedEnd">A cena é apresentada como exemplo de um método de decisão baseado menos nos canais institucionais e mais na confiança, no instinto e na afinidade pessoal.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Canal paralelo com Moscovo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Algo semelhante terá acontecido em relação à Rússia. Steve Witkoff, antigo advogado, investidor imobiliário e enviado de Trump para o Médio Oriente, surge no livro como figura central na construção de um canal paralelo com Moscovo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Keith Kellogg tinha sido inicialmente escolhido como enviado especial oficial para a Ucrânia, mas, segundo os autores, Trump acabou por afastá-lo das conversações com os russos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A mensagem dentro da Administração foi clara: ninguém da equipa deveria falar com Moscovo porque “estamos a trabalhar num acordo”. O canal oficial foi assim substituído por um negociador da confiança direta do Presidente.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Elon Musk tornou-se problema interno</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outro nome central no livro é Elon Musk, escolhido por Trump para liderar o Serviço DOGE de corte burocrático. A sua atuação abriu uma crise dentro da Administração depois de enviar um email em massa a centenas de milhares de funcionários federais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A mensagem perguntava: “O que fez na semana passada?” Cada funcionário tinha 48 horas para indicar cinco realizações. Musk chegou a escrever que a falta de resposta seria interpretada como uma carta de demissão.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com “Regime Change”, a Casa Branca não sabia completamente o que Musk estava a fazer. A chefe de gabinete Susie Wiles ficou furiosa, tal como vários membros do Governo. O homem mais rico do mundo entrou no Estado com uma abordagem de choque e acabou por se tornar mais um problema que a Casa Branca teve de conter.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Powell sob pressão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O livro também descreve a relação de Trump com Jerome Powell, presidente da Reserva Federal. Trump detestava Powell por manter as taxas de juro elevadas, mas não parecia decidido a demiti-lo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a obra, um assessor explicou que o Presidente tinha escolhido outra estratégia: não afastá-lo, mas “torturá-lo”.</p>
<p class="isSelectedEnd">A frase é apresentada como um resumo da relação de Trump com instituições que não controla diretamente. Nem sempre precisa de as destruir; muitas vezes basta submetê-las a pressão, humilhação e desgaste.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>A Casa Branca como corte</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Haberman e Swan descrevem uma Casa Branca menos parecida com uma Administração tradicional e mais próxima de uma corte. Natalie Harp, uma jovem assistente de Trump, surge como uma figura constantemente presente, levando-lhe recortes favoráveis da imprensa conservadora e mensagens de devoção pessoal.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando Elon Musk rompeu com Trump por causa do seu projeto orçamental, o Presidente terá reagido como alguém pessoalmente abandonado. “Deixam-me sempre. Fazem sempre isto. É por isso que não posso ter amigos”, terá dito, antes de pedir o telefone e ligar duas vezes a Musk. As duas chamadas caíram no correio de voz.</p>
<p class="isSelectedEnd">A obra apresenta Trump como alguém profundamente dependente da adulação e do reconhecimento, mesmo depois de regressar ao cargo mais poderoso da política norte-americana.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Da grandeza histórica aos episódios mais íntimos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">“Regime Change” sustenta que Trump não quer ser lembrado como apenas mais um Presidente. Quer integrar a categoria dos “grandes homens” da História.</p>
<p class="isSelectedEnd">O livro liga essa obsessão ao seu regresso ao poder, apresentado não apenas como uma campanha eleitoral, mas também como uma operação de sobrevivência pessoal depois de anos de investigações, acusações, condenações e processos de impeachment.</p>
<p class="isSelectedEnd">A frase atribuída a Trump resume esse espírito de revanche: “Eu era o perseguido e agora sou o caçador.”</p>
<p class="isSelectedEnd">A obsessão pela grandeza aparece em episódios quase caricaturais. Numa entrevista com os autores, Trump terá afirmado que um historiador lhe disse que, pelo alcance do seu arsenal e das suas forças armadas, era mais poderoso do que Gengis Kan ou Estaline. Haberman e Swan descobriram depois que o suposto historiador era o caddie do golfista Gary Player.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Noites em claro, Truth Social e doces</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O livro entra também na dimensão mais privada do poder. Trump surge como um Presidente que dorme pouco, escreve na Truth Social quando o resto da Casa Branca já está em silêncio e não partilha quarto com Melania.</p>
<p class="isSelectedEnd">No final dessas noites em claro, a papelera do Presidente surgiria cheia de sacos vazios de batatas fritas, embalagens de chocolates e copos de gelado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre todas as revelações da obra — do Irão ao caso Epstein, de Musk à Rússia, passando por Jerome Powell — este detalhe terá sido um dos que mais irritou Trump.</p>
<p>O retrato final é o de um Presidente que quer medir-se com figuras históricas como Alexandre, o Grande, mas que surge descrito de madrugada, sozinho, rodeado de elogios, açúcar e ressentimento.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784139]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Primark aumenta em 4% vendas nos primeiros nove meses do ano fiscal para 8.795 ME</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:58:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Primark aumentou em 4% as receitas nos primeiros nove meses do exercício fiscal, que termina em setembro, atingindo 7.577 milhões de libras (cerca de 8.795 milhões de euros), informou a multinacional britânica.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Primark aumentou em 4% as receitas nos primeiros nove meses do exercício fiscal, que termina em setembro, atingindo 7.577 milhões de libras (cerca de 8.795 milhões de euros), informou a multinacional britânica.</p>
<p>No trimestre que terminou em junho, as receitas do negócio de retalho da empresa detida pela Associated British Foods (ABF) ascenderam a 2.920 milhões de libras (cerca de 3.390 milhões de euros), 4% acima do valor registado no mesmo período do exercício anterior.</p>
<p>A cadeia têxtil indicou que as novas lojas contribuíram, neste trimestre, com 5% para o crescimento das receitas, com um bom desempenho em mercados-chave de crescimento na Europa, nos Estados Unidos e no Médio Oriente.</p>
<p>A Primark registou no Reino Unido um crescimento das vendas de 1% no terceiro trimestre a taxa de câmbio constante, com vendas comparáveis praticamente estáveis, enquanto na Europa continental, onde a confiança dos consumidores continua baixa, as vendas totais diminuíram 1% e as comparáveis 3,6%.</p>
<p>No caso dos Estados Unidos, a atividade comercial continuou a ser irregular durante o período, com a abertura de três novas lojas, incluindo a primeira em Manhattan (Nova Iorque), elevando o total para 41.</p>
<p>As vendas no mercado norte-americano cresceram 16% no terceiro trimestre.</p>
<p>O negócio de &#8216;franchising&#8217; da cadeia, que conta agora com três lojas no Dubai e uma no Kuwait, registou um desempenho sólido, apesar do contexto do mercado.</p>
<p>&#8220;Num ambiente de consumo desafiante&#8221;, incluindo o impacto do conflito no Médio Oriente, a ABF continua a esperar que a Primark alcance uma margem operacional ajustada para o ano inteiro de aproximadamente 10%.</p>
<p>&#8220;Embora o ambiente do retalho tenha continuado a ser complexo na maioria dos mercados, a Primark continuou a reforçar a sua proposta de valor para o cliente, incluindo o lançamento de novos produtos, uma abordagem mais precisa em termos de preços e um maior investimento em marketing, especialmente no domínio digital&#8221;, comentou o presidente executivo (CEO) da ABF, George Weston.</p>
<p>Em abril, o grupo ABF anunciou que iria separar-se da cadeia de lojas Primark no final de 2027, permitindo que a marca de moda a preços baixos passe a ser cotada na Bolsa de Londres.</p>
<p>Com esta decisão, tomada após uma revisão do negócio, o grupo de alimentos e retalho ABF rompe a sua estrutura de conglomerado após 65 anos.</p>
<p>A nível global, a ABF registou um volume de receitas de 14.774 milhões de libras (cerca de 17.149 milhões de euros) nos primeiros nove meses do seu ano fiscal, um aumento de 1%, incluindo um crescimento de 3% no terceiro trimestre, para 5.304 milhões de libras (cerca de 6.157 milhões de euros).</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784140]]></sapo:autor>
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		<title>Sismo na Venezuela: médicos transformam McDonald’s em hospital de campanha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:52:22 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Médicos voluntários e doações da sociedade civil estão a manter de pé uma estrutura precária que simboliza a dimensão da tragédia, a falta de meios e o desamparo vivido pela população nas zonas mais afetadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um McDonald’s abandonado em La Guaira, na Venezuela, foi transformado num hospital de campanha improvisado para responder à emergência provocada pelo sismo que atingiu o país há uma semana. Médicos voluntários e doações da sociedade civil estão a manter de pé uma estrutura precária que simboliza a dimensão da tragédia, a falta de meios e o desamparo vivido pela população nas zonas mais afetadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">No interior da antiga hamburgueria, médicos e enfermeiros improvisaram salas de atendimento, uma farmácia e até um bloco operatório. Foi ali que o cirurgião Miguel Romero operou uma mulher que tinha acabado de dar à luz sozinha e que ainda tinha restos da placenta alojados. A intervenção foi feita a mais de 40 graus, às escuras, apenas com a luz dos telemóveis das enfermeiras e sobre uma banqueta do restaurante.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em menos de uma hora, Romero conseguiu retirar todos os restos com pinças de precisão cirúrgica. O médico já tinha realizado este tipo de operação, mas nunca em condições tão extremas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mais de 1.900 mortos e 10 mil feridos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Uma semana depois do sismo, a esperança de encontrar sobreviventes entre os escombros é cada vez menor, enquanto os números da devastação continuam a aumentar. O balanço ultrapassa já os 1.900 mortos e os 10 mil feridos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Governo venezuelano, 855 edifícios foram afetados pelo terramoto, dos quais 189 sofreram colapso total. Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e responsável pela comunicação diária sobre a tragédia, anunciou que foram instalados 50 acampamentos na periferia da capital para acolher sobreviventes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Foram também improvisadas oito novas morgues, onde se acumulam cadáveres.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Corpos acumulam-se no porto de La Guaira</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O porto de La Guaira concentra centenas de corpos à espera de identificação por familiares. Na rua, formam-se filas quilométricas de pessoas que aguardam para entrar nas instalações do principal porto do país.</p>
<p class="isSelectedEnd">Enquanto esperam, muitos procuram roupas entre montes acumulados na via pública. O estado costeiro concentra a parte mais dura da tragédia, com torres turísticas de mais de dez pisos reduzidas a escombros e cadáveres ainda soterrados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Há também zonas mais pobres onde a ajuda quase não chega. A Agência das Nações Unidas para os Refugiados alertou que a situação humanitária nas áreas mais afetadas se deteriorou rapidamente, perante a escassez grave de alimentos, o colapso dos serviços básicos e o aumento dos riscos de proteção para a população deslocada.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Hospital nasceu de uma manta e duas lonas</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Perante a falta de resposta imediata, um estudante finalista de Medicina, vindo de Caracas para ajudar nos primeiros dias, começou por montar um ambulatório improvisado com uma manta e duas lonas presas a uma árvore, junto ao McDonald’s abandonado.</p>
<p class="isSelectedEnd">Um dos primeiros doentes foi um polícia com uma quebra de tensão. Depois de estabilizar o agente, o estudante pediu autorização para usar a hamburgueria, de forma a trabalhar em condições menos precárias.</p>
<p class="isSelectedEnd">O acordo foi simples: os médicos entrariam no restaurante e os agentes garantiriam a proteção do espaço perante o risco de roubos e assaltos, que começam a tornar-se frequentes nas zonas mais críticas.</p>
<p class="isSelectedEnd">No sábado, os voluntários conseguiram entrar no edifício. No dia seguinte, depois de retirarem escombros, organizaram os espaços. O bloco operatório ficou no antigo comedor do primeiro piso. A farmácia foi instalada junto ao balcão onde antes eram servidos hambúrgueres. No andar de cima, colchões gastos servem de zona de descanso para médicos e enfermeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Relação tensa com a polícia</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A relação com os agentes não tem sido fácil. O estudante que faz a ligação com a polícia afirma que só confia nos responsáveis hierárquicos e acusa alguns agentes de tentarem aproveitar-se da tragédia.</p>
<p class="isSelectedEnd">No antigo espaço de refeições, os médicos penduraram sacos de soro e vitaminas no teto, presos com ligaduras. Entre os pacientes está o oficial Nelson Guerrero, de 52 anos, que pediu insulina por ter apenas um rim, depois de um acidente de viação.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Estamos aqui para não aceitar a sem-vergonhice das pessoas, para que ninguém faça o que não deve”, afirmou o agente, enquanto recebia a medicação e transpirava devido ao calor.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Edifício vizinho ameaça ruir</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No interior do hospital improvisado, a tensão aumentou depois de os voluntários terem sido avisados de que o edifício ao lado, um enorme bloco de mais de 100 apartamentos, pode ruir a qualquer momento.</p>
<p class="isSelectedEnd">Trata-se de uma construção pública erguida no âmbito da Misión Vivienda, projeto lançado pelo chavismo para a população mais carenciada. Vizinhos recordam que Hugo Chávez esteve na inauguração do edifício há mais de duas décadas e citou então uma frase atribuída a Simón Bolívar, dita após o terramoto que atingiu Caracas em 1812: “Se a natureza se opõe, lutaremos contra ela e faremos com que nos obedeça.”</p>
<p class="isSelectedEnd">A lembrança pesa agora sobre moradores que continuam expostos ao sol, ao cheiro a decomposição e ao risco de novos desabamentos. “Parece que estamos amaldiçoados”, disse um dos vizinhos, com o rosto tapado por uma camisola.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Descontentamento cresce perante falta de apoio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo de Delcy Rodríguez, sob tutela norte-americana desde a captura de Nicolás Maduro em janeiro, enfrenta agora a sua primeira grande prova.</p>
<p class="isSelectedEnd">O descontentamento da população aumenta a cada dia, com milhares de militares e polícias armados destacados na zona. O risco de um rebentamento social é descrito como uma ameaça latente, com consequências imprevisíveis.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não temos notícias do Governo. Aqui, pelo menos, não nos estão a apoiar”, afirmou o cirurgião Miguel Romero, que coordena o hospital de campanha por turnos com outros médicos, sobretudo quando é necessário sair para atender no terreno.</p>
<p class="isSelectedEnd">Romero, de 34 anos, está a fazer um doutoramento em neurologia na Alemanha. Chegou à Venezuela um dia antes do sismo para visitar a família em Coro, uma cidade rural costeira. Depois de mais de dez horas de autocarro até La Guaira, dorme apenas algumas horas por dia desde que chegou à zona zero.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Medicamentos, resgatistas e chuva</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A farmácia improvisada no McDonald’s está bem abastecida, garantem os médicos. Há analgésicos intravenosos, material cirúrgico, ansiolíticos e até medicamentos veterinários para tratar animais de estimação na zona do parque de estacionamento, onde antes passavam carros para levantar refeições.</p>
<p class="isSelectedEnd">O piso superior também acolhe equipas internacionais de resgate que não têm onde dormir. Mais de 2.300 profissionais chegaram de países como México, China, Espanha e Qatar.</p>
<p class="isSelectedEnd">A noite de segunda-feira foi especialmente difícil, depois de ter chovido pela primeira vez em La Guaira desde o sismo. A chuva já era esperada por ser verão, mas o céu tinha dado tréguas até então. A água e a lama agravaram ainda mais as condições no terreno.</p>
<p>Apesar da destruição, Miguel Romero mantém a esperança. O médico diz confiar na força, resiliência e estoicismo de uma população mobilizada e agarrada à vida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784126]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Governo quer saber porque combustíveis não descem ao ritmo a que subiram</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:46:44 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A ministra do Ambiente e Energia disse hoje que o Governo pediu à ENSE para analisar a evolução dos preços dos combustíveis, por não estarem a descer ao mesmo ritmo a que subiram.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A ministra do Ambiente e Energia disse hoje que o Governo pediu à ENSE para analisar a evolução dos preços dos combustíveis, por não estarem a descer ao mesmo ritmo a que subiram.</p>
<p>&#8220;Nós já pedimos à ENSE [Entidade Nacional para o Setor Energético] para olhar para esta questão&#8221;, afirmou Maria da Graça Carvalho, em resposta a uma pergunta sobre a evolução dos preços dos combustíveis, em audição na Comissão de Ambiente e Energia, requerida pelo PCP, no parlamento, sobre o negócio Galp/Moeve.</p>
<p>O tema foi abordado, apesar de ser independente da fusão dos respetivos portefólios de refinação, petroquímica e venda de combustíveis na Península Ibérica das empresas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784129]]></sapo:autor>
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		<title>Como reservar o seu nome no WhatsApp antes que alguém o escolha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:29:35 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O registo para reservar nomes de utilizador deverá abrir esta semana a nível global para os mais de 3.000 milhões de utilizadores da aplicação que queiram utilizar a funcionalidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O WhatsApp começou a permitir aos utilizadores reservar um nome de utilizador, uma nova forma opcional de identificação dentro da aplicação. A funcionalidade pretende acrescentar uma camada de privacidade, permitindo que os utilizadores possam ser encontrados através de um alias único, sem necessidade de partilhar o número de telefone com empresas ou pessoas desconhecidas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O número de telefone continuará a ser necessário para criar e manter uma conta no WhatsApp. No entanto, com esta nova opção, os utilizadores passam a poder escolher como querem ser identificados perante outros contactos ou negócios, reduzindo a exposição de um dado considerado sensível.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Registo abre esta semana a nível global</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O registo para reservar nomes de utilizador deverá abrir esta semana a nível global para os mais de 3.000 milhões de utilizadores da aplicação que queiram utilizar a funcionalidade.</p>
<p class="isSelectedEnd">A utilização será opcional. Apesar de a reserva do nome começar agora, a disponibilização completa da função deverá acontecer apenas nos próximos meses.</p>
<p class="isSelectedEnd">O WhatsApp incentiva os utilizadores a criarem um nome de utilizador único. A aplicação inclui mesmo um gerador durante o processo, para ajudar quem ainda não sabe como quer aparecer na plataforma.</p>
<p class="isSelectedEnd">A aprovação do nome escolhido dependerá, contudo, da sua disponibilidade.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Uma nova camada de privacidade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os nomes de utilizador são comuns em redes sociais, permitindo que cada pessoa escolha se quer ser identificada pelo nome real ou por um pseudónimo.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso do WhatsApp, esta opção surge como uma camada adicional de privacidade. Até agora, a identificação principal era feita através do número de telefone, que ficava visível quando alguém contactava outras pessoas ou empresas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com a nova funcionalidade, os utilizadores passam a ter mais controlo sobre a forma como se apresentam dentro da aplicação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Como reservar o seu nome de utilizador no WhatsApp</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Como os nomes de utilizador serão únicos, quem quiser garantir o seu deve fazer a reserva assim que a opção estiver disponível na respetiva região.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para verificar se já pode reservar o nome, deve entrar nas Definições do WhatsApp e aceder à área da Conta. Caso a funcionalidade já esteja ativa, deverá surgir a opção Nome de utilizador.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois, basta escrever o nome pretendido. Tal como acontece noutras redes sociais, poderá usar o mesmo identificador que utiliza em plataformas como Instagram ou Facebook, desde que esteja disponível.</p>
<p class="isSelectedEnd">Se o nome escolhido estiver livre, aparecerá assinalado a verde. Se já tiver sido registado por outra pessoa, surgirá a vermelho, sendo necessário alterar ou acrescentar letras, números ou símbolos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Nome deve ser fácil de encontrar</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Por se tratar de uma forma de identificação, é recomendável escolher um nome simples e fácil de memorizar, para que outras pessoas o possam encontrar sem dificuldade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, nem todos os nomes estarão disponíveis. Alguns identificadores ficarão reservados para empresas e figuras públicas, o que impedirá os utilizadores comuns de registarem determinados nomes associados a marcas ou pessoas famosas.</p>
<p>A nova funcionalidade coloca o WhatsApp mais próximo do funcionamento de outras redes sociais, mas com um objetivo claro: permitir que cada utilizador decida se quer ser identificado por um nome de utilizador, em vez de expor diretamente o número de telefone.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784122]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tem esta moeda de 2 euros? Pode valer até 1.000 euros na Internet</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:23:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com o aumento dos pagamentos digitais, há cada vez menos moedas nos bolsos. Mas algumas peças aparentemente comuns podem valer muito mais do que o valor facial, sobretudo no mercado da numismática.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Com o aumento dos pagamentos digitais, há cada vez menos moedas nos bolsos. Mas algumas peças aparentemente comuns podem valer muito mais do que o valor facial, sobretudo no mercado da numismática.</p>
<p class="isSelectedEnd">É o caso de uma moeda comemorativa de 2 euros cunhada no Mónaco em 2018, da qual foram produzidos apenas 16.000 exemplares. Em plataformas online, esta moeda pode ser encontrada à venda por valores que chegam aos 1.000 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">A moeda assinala o 250.º aniversário do nascimento do escultor François Joseph Bosio, considerado um dos artistas mais importantes do período da Restauração Bourbon.</p>
<p class="isSelectedEnd">Bosio é também conhecido por ser o autor da estátua equestre que coroa o Arco do Triunfo, em Paris.</p>
<p class="isSelectedEnd">A peça foi criada em 2018 especialmente para colecionadores. Na altura, era vendida num estojo numerado por 120 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Porque é tão valorizada?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">À primeira vista, trata-se de uma moeda de 2 euros como qualquer outra, com núcleo de níquel e 8,5 gramas de peso. No entanto, a sua natureza de peça de coleção distingue-a das moedas comuns.</p>
<p class="isSelectedEnd">A moeda tem acabamento com fundo espelhado e um desenho em branco mate, características que aumentam o seu interesse junto dos colecionadores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na face comum apresenta o desenho habitual das moedas de 2 euros. Já na outra face surge o rosto de François Joseph Bosio, acompanhado pela sua obra “A Ninfa Sálmacis”, figura da mitologia grega associada às “Metamorfoses” de Ovídio.</p>
<p class="isSelectedEnd">No topo da moeda aparece o nome do Mónaco em maiúsculas. Na parte inferior estão inscritos o nome de François Joseph Bosio, o ano do seu nascimento, 1768, e o ano de cunhagem da moeda, 2018. O conjunto é enquadrado por uma série de estrelas em prata.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quando foi lançada, a moeda era vendida por 120 euros, dentro de um estojo numerado. Atualmente, o seu preço subiu de forma significativa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Em lojas de numismática, a peça pode atingir cerca de 750 euros. Em portais online, há anúncios que chegam aos 1.000 euros, embora também seja possível encontrá-la por cerca de 399 euros.</p>
<p class="isSelectedEnd">O valor final depende sobretudo do estado de conservação da moeda, um dos fatores mais importantes no mercado de colecionismo.</p>
<p>Por isso, quem tiver uma moeda de 2 euros do Mónaco cunhada em 2018 e dedicada a François Joseph Bosio poderá ter em mãos uma peça bastante mais valiosa do que parece.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784118]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Calor extremo: DGS deixa 11 recomendações para enfrentar temperaturas até 44 graus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:13:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Com Portugal continental a entrar num período prolongado de calor intenso, a Direção-Geral da Saúde deixou um conjunto de recomendações para reduzir os riscos associados às temperaturas elevadas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Com Portugal continental a entrar num período prolongado de calor intenso, a Direção-Geral da Saúde deixou um conjunto de recomendações para reduzir os riscos associados às temperaturas elevadas. As autoridades apelam à hidratação frequente, à permanência em espaços frescos e à atenção especial a crianças, idosos, grávidas, doentes crónicos e trabalhadores expostos ao calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">O aviso surge numa altura em que Lisboa e Setúbal vão estar sob aviso vermelho a partir de quinta-feira, enquanto Coimbra e Leiria sobem para o mesmo nível na sexta-feira. Segundo o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, as temperaturas máximas podem chegar aos 44 ºC no vale do Tejo e no Alentejo, enquanto as mínimas poderão ficar entre os 24 ºC e os 28 ºC em algumas regiões durante várias noites.</p>
<p>O IPMA prevê um longo período de tempo quente e seco, com duração de pelo menos uma semana. Na sexta-feira, todo o território continental deverá estar abrangido por avisos laranja ou vermelho, devido à persistência de valores muito elevados da temperatura máxima e mínima.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O que recomenda a DGS?</strong></p>
<p>Para reduzir os efeitos negativos do calor intenso, a Direção-Geral da Saúde recomenda:</p>
<p class="bootstrapScopedWS">1. beber água, mesmo quando não tem sede, evitando o consumo de bebidas alcoólicas e com cafeína: pelo menos 1,5L, o equivalente a 8 copos;</p>
<p class="bootstrapScopedWS">2. procurar permanecer em ambientes frescos ou climatizados, com sombras e circulação de ar, pelo menos 2 a 3 horas por dia; manter as janelas, persianas e estores fechados nos períodos de maior calor, ou em zonas com risco de poeiras dos incêndios;</p>
<p class="bootstrapScopedWS">3. evitar a exposição direta ao sol, principalmente entre as 11 e as 17 horas. Utilizar protetor solar com fator igual ou superior a 30 e renovar a sua aplicação de 2 em 2 horas e após os banhos na praia ou piscina;</p>
<p class="bootstrapScopedWS">4. utilizar roupas de cor clara, leves e largas, que cubram a maior parte do corpo, chapéu e óculos de sol com proteção ultravioleta;</p>
<p class="bootstrapScopedWS">5. evitar atividades no exterior que exijam grandes esforços físicos, nomeadamente, desportivas e de lazer;</p>
<p class="bootstrapScopedWS">6. escolher as horas de menor calor para viajar de carro, e não permanecer dentro de viaturas estacionadas e expostas ao sol;</p>
<p class="bootstrapScopedWS">7. dar atenção especial a grupos mais vulneráveis ao calor, tais como crianças, pessoas idosas, doentes crónicos, grávidas, trabalhadores com atividade no exterior;</p>
<p class="bootstrapScopedWS">8. assegurar que as crianças bebem água frequentemente e permanecem em ambientes frescos e arejados; as crianças com menos de 6 meses não devem estar sujeitas a exposição solar, direta ou indireta;</p>
<p class="bootstrapScopedWS">9. contactar e acompanhar os idosos e outras pessoas que vivam isoladas, assegurando a sua correta hidratação e permanência em ambientes frescos e arejados;</p>
<p class="bootstrapScopedWS">10. manter-se informado relativamente às condições climatéricas, para poder adotar os cuidados necessários;</p>
<p class="bootstrapScopedWS">11. em caso de emergência, e se apresentar sinais de alerta (tais como suores intensos, febre, vómitos/náuseas ou pulsação acelerada/fraca), contactar o SNS 24 através do número 808 24 24 24, ou ligar para número europeu de emergência 112.</p>
<p>Devido à onda de calor, os hospitais já ativaram o nível mais baixo dos planos de contingência. A ministra da Saúde, Ana Paula Martins, afirmou que as unidades estão preparadas para responder à situação, embora tenha admitido dificuldades associadas à falta de recursos humanos.</p>
<p>Para se proteger dos efeitos negativos do calor intenso mantenha-se informado, hidratado e fresco.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784099]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>“Cada minuto conta”: ACNUR mobiliza ajuda para milhares de vítimas dos sismos na Venezuela</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/cada-minuto-conta-acnur-mobiliza-ajuda-para-milhares-de-vitimas-dos-sismos-na-venezuela/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:11:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ACNUR]]></category>
		<category><![CDATA[ajuda humanitária]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
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					<description><![CDATA[Agência das Nações Unidas para os Refugiados está no terreno em coordenação com parceiros da ONU e autoridades locais, com prioridade ao apoio às populações mais vulneráveis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ACNUR está a reforçar a resposta humanitária na Venezuela depois dos dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o norte do país a 24 de junho, provocando destruição em várias regiões e deixando milhares de pessoas a precisar de abrigo, proteção e bens essenciais.</p>
<p>A agência das Nações Unidas para os Refugiados está no terreno em coordenação com parceiros da ONU e autoridades locais, com prioridade ao apoio às populações mais vulneráveis. Entre as necessidades identificadas estão abrigo de emergência, acesso a água, saneamento e higiene, kits de primeira necessidade, apoio psicossocial, proteção infantil, prevenção da violência de género e assistência a pessoas idosas ou com deficiência.</p>
<p>Segundo dados das autoridades venezuelanas divulgados pelo ACNUR, os sismos provocaram pelo menos 1.719 mortos, mais de 5.000 feridos e afetaram quase 15.900 pessoas até 29 de junho. A agência alertou ainda para danos extensos em infraestruturas, incluindo estruturas colapsadas ou parcialmente destruídas.</p>
<p>As avaliações iniciais feitas no terreno apontam para um agravamento rápido das necessidades humanitárias e de proteção. Em La Guaira, uma das zonas mais atingidas, o ACNUR refere escassez generalizada de alimentos, quebra de serviços básicos, problemas de conectividade e aumento das tensões comunitárias devido às dificuldades no acesso à ajuda.</p>
<p>A situação é particularmente difícil para quem perdeu a casa ou não tem condições para regressar em segurança. De acordo com o ACNUR, metade das pessoas avaliadas encontrava-se alojada em casa de vizinhos ou familiares, 39% permaneciam em ruas e espaços públicos, e outras estavam em igrejas, escolas ou instalações improvisadas. A agência alerta que muitos destes abrigos não cumprem padrões mínimos de proteção, privacidade, higiene e conforto.</p>
<p>Em La Guaira foram ativados centros de registo e assistência em locais estratégicos, incluindo o Complexo Desportivo Vargas, o Estádio César Nieves e o Estádio Playa Grande. Estes espaços permitem registar pessoas afetadas, avaliar necessidades específicas de proteção individual e encaminhar cada caso para o apoio mais adequado.</p>
<p>O ACNUR está também a trabalhar na criação de centros multisserviços e na implementação de uma ferramenta de registo para apoiar a resposta nesses locais. O objetivo é identificar rapidamente situações de maior risco, incluindo crianças desacompanhadas ou separadas das famílias, pessoas idosas, pessoas com deficiência e sobreviventes expostos a riscos de violência ou exploração.</p>
<p>A proteção infantil é uma das áreas de maior preocupação. O Cluster de Proteção liderado pelo ACNUR lançou uma campanha para responder aos riscos associados à separação familiar, com ações de sensibilização, identificação, procura de familiares e medidas para garantir a segurança das crianças afetadas.</p>
<p>Além do apoio técnico e de proteção, a agência está a mobilizar ajuda material. Estão a ser transportados bens de emergência a partir do armazém local do ACNUR em Táchira para La Guaira, e está prevista a mobilização de mais de 20 toneladas de artigos de ajuda humanitária a partir dos stocks globais da organização no Panamá.</p>
<p>O ACNUR estima precisar de 14,85 milhões de dólares, cerca de 12,7 milhões de euros, para reforçar a resposta nos próximos seis meses. Este montante destina-se a proteção, artigos de primeira necessidade e apoio a abrigo temporário para 30.000 pessoas afetadas pelos sismos.</p>
<p>Em Portugal, o ACNUR está a apelar à solidariedade da comunidade, das empresas e dos parceiros para apoiar a resposta humanitária na Venezuela. A organização sublinha que o apoio financeiro permite atuar com maior rapidez e adaptar a ajuda às necessidades mais urgentes identificadas no terreno.</p>
<p>“As equipas do ACNUR estão no terreno a trabalhar lado a lado com as autoridades e parceiros para responder a esta emergência na Venezuela. Os bens essenciais são fundamentais, e o apoio financeiro permite agir com maior rapidez e responder de forma mais eficiente às necessidades de quem mais precisa”, afirma Soraya Ventura, diretora nacional do ACNUR Portugal.</p>
<p>“Mais do que nunca precisamos do apoio urgente da comunidade em Portugal, das empresas e de todos os parceiros para reforçar esta resposta humanitária. Cada minuto conta”, acrescenta a responsável.</p>
<p>As doações para apoiar a resposta humanitária do ACNUR na Venezuela podem ser feitas <a href="https://pacnur.org/pt/donativos/terramoto-venezuela?utm_source=display&amp;utm_medium=link&amp;utm_campaign=PT_PT_TERRAMOTO_VENEZUELA&amp;utm_term=multipublicacoes" target="_blank" rel="noopener">através deste link</a> ou por MB WAY, através do número 911 060 339.</p>
<p>A tragédia continua a evoluir à medida que prosseguem as operações de busca, salvamento e avaliação de danos. Para o ACNUR, a prioridade é garantir que a resposta chega às pessoas mais expostas: famílias desalojadas, crianças separadas, idosos, pessoas com deficiênciae comunidades sem acesso seguro a alimentos, água, abrigo e serviços essenciais.</p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784107]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Onde fugir ao calor em Lisboa? Câmara aponta bibliotecas, museus e jardins como refúgios climáticos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/onde-fugir-ao-calor-em-lisboa-camara-aponta-bibliotecas-museus-e-jardins-como-refugios-climaticos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:04:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[câmara municipal de lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Autarquia solicitou à Polícia Municipal e ao Regimento de Sapadores Bombeiros a elevação do grau de prontidão e de resposta operacional, com reforço de meios no terreno e maior prevenção]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Câmara Municipal de Lisboa está a apontar a rede de refúgios climáticos da cidade como uma das respostas para ajudar a população a enfrentar a onda de calor, numa altura em que o distrito entra em alerta vermelho devido às temperaturas elevadas.</p>
<p>Segundo a &#8216;Antena 1&#8217;, a autarquia solicitou à Polícia Municipal e ao Regimento de Sapadores Bombeiros a elevação do grau de prontidão e de resposta operacional, com reforço de meios no terreno e maior prevenção. A decisão surge na sequência do alerta vermelho acionado pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera para o distrito de Lisboa.</p>
<p>Numa nota enviada à rádio pública, a Câmara de Lisboa explica que está a acompanhar e a avaliar a situação, lembrando que a cidade dispõe de uma rede de refúgios climáticos locais. Estes espaços incluem jardins, parques, zonas verdes e equipamentos culturais onde existem condições para oferecer ambientes mais frescos e confortáveis durante os períodos de maior calor.</p>
<p>Entre os equipamentos culturais e bibliotecas indicados pela autarquia estão a Biblioteca Palácio Galveias, a Biblioteca da Penha de França, a Biblioteca de Marvila, a Biblioteca de Belém, o MUDE – Museu do Design, a Casa dos Bicos, o Museu do Fado e o Cinema São Jorge, entre outros espaços interiores protegidos do calor.</p>
<p>A rede inclui também vários jardins e espaços verdes, como o Parque Florestal de Monsanto, a Mata de São Domingos, o Parque Verde de Carnide, o Jardim do Príncipe Real, o Jardim do Torel, a Avenida da Liberdade, a Tapada das Necessidades, o Jardim do Campo Grande e o Parque Urbano Gonçalo Ribeiro Telles.</p>
<p>A Câmara recomenda ainda aos serviços municipais e às juntas de freguesia que adotem e divulguem as medidas necessárias para prevenir problemas associados ao calor, sobretudo junto das pessoas mais vulneráveis.</p>
<p>A autarquia diz estar particularmente atenta aos idosos, às crianças, às pessoas sem abrigo e a quem não tem acesso a sistemas de climatização em casa. Estes grupos são considerados mais expostos aos efeitos das temperaturas extremas e podem precisar de apoio adicional durante os próximos dias.</p>
<p>Uma das medidas já tomadas foi a alteração do local do festival Lisb-On, que estava inicialmente previsto para o Parque Florestal de Monsanto no próximo fim de semana. Devido às temperaturas excecionalmente elevadas previstas para sexta-feira e sábado, dias 3 e 4 de julho, o evento vai realizar-se no Jardim do Parque Eduardo VII.</p>
<p>A Câmara de Lisboa garante que continuará a acompanhar a evolução da situação e a avaliar outras medidas que possam ser necessárias para proteger a população durante a onda de calor.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784096]]></sapo:autor>
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		<title>Explicador: O que muda para investidores e empresas com o novo regime de criptoativos? Professor da Católica esclarece</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 11:02:57 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O enquadramento europeu dos criptoativos entrou numa nova fase e promete alterar de forma relevante a forma como o setor opera na União Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O enquadramento europeu dos criptoativos entrou numa nova fase e promete alterar de forma relevante a forma como o setor opera na União Europeia.</p>
<p>Com o fim do período transitório do regulamento MiCA, passam a ser exigidas autorizações formais para a prestação de serviços ligados a criptoativos, num modelo que reforça a supervisão e aproxima estas entidades das regras já aplicadas ao setor financeiro tradicional.</p>
<p>Em Portugal, a mudança levanta questões sobre quem está preparado para cumprir estas exigências, como se vai organizar a supervisão entre reguladores e que impacto tudo isto terá no acesso dos investidores ao mercado.</p>
<p>A Executive Digest falou com Martinho Lucas Pires, professor auxiliar da Faculdade de Direito da Universidade Católica Portuguesa (Escola de Lisboa) e coordenador do curso intensivo “Criptoativos: Regulação e Tributação, para perceber o que muda para as empresas e para os investidores com a entrada em vigor do novo regime de criptoativos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que alterações fiscais considera prioritárias para reforçar a competitividade do setor financeiro em Portugal sem comprometer a receita do Estado?</strong></p>
<p>Talvez a mais importante seja a de conceder o benefício fiscal atribuído a quem detém criptoativos por um ano para quem investe em valores mobiliários. E de equilibrar as regras de investimento em sede de mais valias, para facilitar poupanças e investimento. O resto, diria que é mais estrutural.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que muda, na prática, a partir de hoje para o mercado dos criptoativos em Portugal?</strong></p>
<p>A partir de 1 de julho, e com o fim do período transitório de aplicação do Regulamento MiCA em toda a UE (não só em Portugal), qualquer prestação de serviços de criptoativos direcionada para consumidores europeus tem de ser efetuada por uma empresa que seja autorizada para tal e que cumpra com os requisitos prudenciais para a sua atividade. Isso quer dizer que o mercado português vai passar a poder ser apenas servido por empresas locais que estejam devidamente autorizadas, e por empresas europeias que já estão autorizadas noutros Estados-Membros e que queiram prestar serviços ou estabelecer-se em Portugal, ao abrigo das liberdades do mercado interno.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Qual é o principal objetivo destas novas regras: proteger os investidores, combater o crime financeiro ou dar mais credibilidade ao mercado?</strong></p>
<p>As regras têm por objetivo colocar as empresas que prestam serviços em criptoativos e que emitem criptoativos debaixo de uma alçada regulatória e de supervisão mais exigente, cumprindo com requisitos prudenciais e comportamentais equivalentes aos que são aplicáveis a outras entidades financeiras. Deste modo, garante-se uma maior e melhor supervisão, e um nível de proteção dos consumidores mais elevado, bem como um melhor controlo de assuntos de branqueamento de capitais. Tudo isto dará, espera-se, maior credibilidade ao mercado, embora também limite o seu acesso às entidades que conseguem responder aos requisitos do MiCA.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Como será dividida, na prática, a supervisão entre o Banco de Portugal e a CMVM? Há risco de sobreposição de competências?</strong></p>
<p>Dito de forma muito simples, a lei estabelece um modelo de supervisão no qual o Banco de Portugal trata principalmente da entrada no mercado (supervisão prudencial) e a CMVM trata de verificar o cumprimento de regras de mercado (supervisão comportamental). É um modelo que não tem correspondência noutros domínios da regulação financeira, e que depende de alguma coordenação entre os dois supervisores. Não sei se é o ideal para o sector, sobretudo no plano da autorização (em que a CMVM tem de se pronunciar, apesar do processo correr no Banco de Portugal) no sentido em que levará mais tempo do que um processo que corra somente num supervisor. Mas veremos na prática como é que isto tudo se desenrola, admitindo que ambos os supervisores estão ainda a aprender com os processos.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As coimas que podem chegar aos cinco milhões de euros são proporcionais ao risco ou poderão desincentivar a inovação?</strong></p>
<p>Os prestadores de serviços de criptoativos passaram, com o MiCA, a ser equiparados a entidades financeiras, e portanto o seu regime sancionatório também foi “atualizado” para estar em linha com essas entidades. Na minha perspetiva, e tendo em conta os custos que as empresas que querem prestar serviços neste mercado têm de incorrer em termos de capital humano, infra-estrutura, e cumprimento normativo, parece-me adequado, mas o sentido destas coimas equivalentes serem às coimas do setor financeiro é outro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Que tipo de empresas serão mais afetadas por este novo enquadramento regulatório?</strong></p>
<p>As empresas que não eram entidades financeiras antes. Ou seja, as empresas que não eram bancos, nem empresas de pagamento, ou intermediários financeiros – que não tinham autorização como entidade financeira. Porquê? Porque vão ter muita dificuldade em atualizar a sua estrutura para este novo quadro regulatório. É preciso uma mudança grande, que envolve custos significativos. As entidades financeiras já constituídas, por seu turno, têm mais facilidade – em termos de estrutura, de operação, de cumprimento de requisitos regulatórios, e também dentro do estipulado pelo MiCA, em passar a prestar estes serviços – basta ver o que se passa em Espanha, em que vários bancos já têm licença MiCA. Este regime favorece muito mais os players tradicionais que queiram prestar serviços com criptoativos. Os outros, vão ter de se tornar em instituições financeiras.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>As empresas portuguesas estão preparadas para cumprir estas novas exigências?</strong></p>
<p>Antes do MiCA, no regime anterior, tínhamos uma entidade financeira que participava neste mercado – o Bison Bank. Diria que o Bison, outros bancos e outras instituições financeiras estão capacitados, pelo menos do ponto de vista estrutural, para cumprir com as exigências (a questão é se querem ou se acham interessante do ponto de vista de mercado). As outras entidades terão de cumprir com os requisitos, e imagino que para muitas isso significará um esforço grande. Por isso, veremos. Também teremos players estrangeiros a querer entrar, pelo que teremos de ver como é que as coisas vão suceder.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>O que muda para quem investe em criptomoedas? Os investidores estarão mais protegidos?</strong></p>
<p>Quem investe em criptoativos estará mais protegido se o fizer através de entidades europeias e licenciadas, porque essas estão sujeitas a regras locais e à supervisão de um regulador a quem tem de prestar contas. A questão é saber se a regulação MiCA vai desenvolver um mercado de criptoativos ou se, pelo contrário, vai acabar por sufocar o mesmo, face a outros mercados com enquadramentos regulatórios menos exigentes. No caso das stablecoins, parece ser evidente que a UE vai perder a corrida. Veremos como corre no resto.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Esta regulamentação poderá aumentar a confiança dos investidores ou, pelo contrário, reduzir o interesse pelos criptoativos?</strong></p>
<p>Depende de como o mercado lhe pegar. A regulamentação pode ser muito interessante para players financeiros tradicionais, de base local, para abrirem um ramo de negócio e integrá-lo nos seus outros serviços, e assim chegar a investidores que, numa primeira fase, não teriam interesse ou exposição a este tipo de ativos. Quanto aos consumidores que já tinham interesses e investimentos em criptoativos, e que usavam empresas estrangeiras – localizadas noutros estados europeus – para fazer negócio, esses dificilmente vão utilizar serviços de empresas portuguesas, a não ser que tenham maiores facilidades em termos de conversão on/off ramp.</p>
<p>No entanto, a falta de interesse de instituições financeiras locais leva-me a temer que suceda o mesmo que acontece nos pagamentos e na banca, em que temos um mercado muito fechado e com a presença de muitos players estrangeiros que gozam das liberdades da UE para prestarem serviços ou estabelecerem-se. Sem que isso contribua para o comércio nacional…</p>
<p>&nbsp;</p>
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