Randstad Insight: Employer Brand Research 2020

Soluções flexíveis ajudam os empregadores dos serviços financeiros a atrair e reter talento

O sector dos Serviços Financeiros é geralmente considerado um dos maiores pilares dos nossos sistemas económicos.

O desenvolvimento do sector é directamente influenciado pela evolução dos sistemas sócio-económicos globais. Com as suas principais actividades afectadas pela actual situação no mercado, os empregadores do sector dos serviços financeiros devem assegurar-se de que são suficientemente atractivos para reterem e envolverem o talento certo. Assim, um forte employer brand torna-se uma importante ferramenta quando se tentam destacar da concorrência.

O bem-estar, desempenho e produtividade dos colaboradores são fortemente alterados pela forma como o empregador os trata. Mostrar f lexibilidade ao desenvolver e oferecer novas soluções no trabalho e ao permitir um equilíbrio saudável entre a vida pessoal e profissional dos colaboradores pode ajudar as empresas dos Serviços Financeiros a aumentar a sua atractividade.

Receber uma remuneração atractiva, seguido de um equilíbrio entre a vida pessoal e profissional e estabilidade profissional são os factores mais importantes quando um profissional dos Serviços Financeiros procura emprego.

Embora um bom salário continue a ser a razão mais importante para escolher um empregador, parece estar a perder importância ao longo do tempo. Além disso, trabalhar numa empresa financeiramente estável é aparentemente mais importante para os profissionais dos Serviços Financeiros do que o é para o o conjunto geral dos inquiridos (mais sete pontos percentuais).

Compreender a discrepância entre o que os colaboradores querem e o que acreditam ser oferecido pelos empregadores oferece perspectivas importantes para desenvolver um employer brand.

No que toca a remunerações e benefícios apelativos, aquilo que os empregadores dos Serviços Financeiros aparentemente oferecem está alinhado com o que os colaboradores procuram.

No entanto, o segundo atributo mais desejado – o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional – não é visto como oferecido pelos empregadores dos Serviços Financeiros. Esta discrepância leva a uma atractividade mais baixa do sector em geral, colocando os Serviços Financeiros em sétimo lugar da lista dos sectores mais atractivos do REBR.

Segundo o relatório Randstad Sourceright, uma análise ao impacto da COVID-19, os consultores financeiros e subscritores de seguros registaram um aumento de 50% na procura desde o início da crise de COVID-19, tornando alguns profissionais do sector muito procurados apesar do abrandamento económico global.

Nos próximos anos, as empresas de Serviços Financeiros devem compreender os desafios e o impacto criados pela crise de COVID-19 e começar a enfrentar esta situação através da implementação de tecnologias digitais eficazes e da constante requalificação dos seus colaboradores para lidarem com a incerteza que se avizinha.

A capacidade de adaptação às inovações tecnológicas é essencial para as empresas dos Serviços Financeiros.

Para além da necessidade de se adaptarem de forma mais rápida às mais recentes tendências económicas mundiais, a verdade é que as empresas do sector dos Serviços Financeiros também precisam de encontrar métodos inovadores ao incorporarem os mais recentes avanços tecnológicos.

As tecnologias digitais mais recentes estimulam várias mudanças significativas no seio da força de trabalho dos Serviços Financeiros, o que, por sua vez, coloca os empregadores sob grande pressão competitiva para implementarem sistemas e processos inovadores junto da sua força de trabalho e da sua organização.

O uso crescente de tecnologias digitais induzido pela pandemia de COVID-19 pode também desencadear uma preferência de longa data dos clientes por serviços de tecnologia financeira e outras ferramentas de gestão financeira pessoal. Isto representa uma oportunidade para as empresas já avançadas em termos técnicos no sector dos Serviços Financeiros.

Entre todos os inquiridos, 27% afirmaram tencionam mudar de emprego nos próximos 12 meses; 20% indicam que mudaram de emprego no ano anterior.

A maioria dos inquiridos que confirmou tencionar mudar de empregador nos próximos 12 meses encontra- -se na Comunidade de Estados Independentes (CEI) e na América Latina. A mudança efectiva de emprego é mais alta na CEI e na América do Norte.

Embora a estabilidade profissional esteja entre os factores mais importantes ao escolher um empregador, este estudo da REBR mostra que a rotatividade no sector é ligeiramente mais alta a nível global.

Artigo publicado na Revista Executive Digest n.º 176 de Novembro de 2020

Ler Mais

Artigos relacionados
Comentários
Loading...