Quota portuguesa de bacalhau vai ter corte de 200 toneladas

O ministro do Mar, Serrão Santos, informou esta terça-feira que Portugal vai pescar menos bacalhau na Noruega este ano, ao abrigo de um acordo tripartido concluído entre a União Europeia, Londres e Oslo. No total, trata-se de uma redução de cerca de 200 toneladas na quota portuguesa de bacalhau.

Serrão Santos anunciou ontem, em declarações aos jornalistas no final de um Conselho de Ministros das Pescas dos 27 Estados-membros, que este ano Portugal tem uma quota de 2607 toneladas de bacalhau em águas da Noruega e de 2274 toneladas na área de Svalbard.

Já no ano passado, a quota de pesca de bacalhau atribuída a Portugal na Noruega era de 2900 toneladas, enquanto no Svalbard fixava-se nas 2418 toneladas. A diminuição da quota já era esperada pelo setor, visto que os totais admissíveis para captura de bacalhau pela frota da União Europeia foram reduzidos para 3% nos mares do Ártico e da Noruega.

Neste arquipélago entre a Noruega e o Polo Norte, o governo norueguês, com base em pareces científicos, reduziu as possibilidades de pesca para todos os Estados-membros da UE, com base em pareceres científicos.

Como explicou o ministro do Mar, existe um “grande problema” para a pesca do bacalhau na região do Noroeste Atlântico, onde os recursos chegaram a um estado de esgotamento que obrigou a um corte profundo na quota, para a recuperação da espécie.

“Nunca nenhuma redução de quotas é bem recebida, e todos gostávamos que fosse diferente”, disse Ricardo Serrão Santos, que dirigiu as negociações dos Totais Admissíveis de Captura (TAC) do lado do Conselho da UE, já que Portugal detém a presidência até ao final de junho.

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