Abrem esta quarta-feira, dia 31 de março, as candidaturas para que a Agência Espacial Europeia (ESA) possa recrutar astronautas para uma viagem a Marte. O anúncio deste processo de recrutamento foi feito em meados de fevereiro pelo organismo.
É a primeira vez, em 11 anos, que a agência europeia abre tal concurso público para apresentação de candidaturas. “Agora é o momento de recrutar novos astronautas”, disse o diretor-geral da ESA, Jan Woerner, durante uma conferência de imprensa na altura em que anunciou o projeto.
Os três principais destinos serão a Estação Espacial Internacional, a Lua e, mais tarde, Marte. Este novo recrutamento “vai assegurar a continuidade do corpo de astronautas no futuro e permitirá uma transferência de conhecimentos entre o atual grupo de astronautas e o novo”, sublinhou Woerner.
Principais requisitos
A agência procura candidatos com um mestrado e cerca de três anos de experiência em áreas científicas como ciências naturais, medicina, engenharia, matemática ou informática. É também essencial ser cidadão de um país membro da ESA (do qual Portugal faz parte), ou de um Estado associado, saber inglês e uma língua adicional, estar preparado para trabalhar várias horas e permanecer calmo sob pressão.
O concurso abre esta quarta-feira, encerra a 28 de maio e será feito através do site da agência. Todo o processo é online. Deve ser enviado o currículo (CV), uma carta de motivação, uma cópia do passaporte e um certificado médico de um especialista em saúde aeronáutica.
O atual grupo de astronautas da ESA consiste em sete membros ativos (seis homens e uma mulher), que são da Dinamarca (1), Alemanha (2), França (1), Itália (2) e Reino Unido (1). Foram escolhidos, na grande maioria, após uma campanha de recrutamento com cerca de 8 mil candidaturas.
Já há candidatos portugueses em avaliação
Cerca de um mês depois do anúncio do processo de recrutamento (22 de março), existiam já seis candidatos portugueses a serem avaliados, de acordo com o diretor do Centro de Medicina Aeronáutica (CMA) da Força Aérea Portuguesa, Pedro Reis.
Em declarações à ‘TSF’ o responsável adiantou que são todos licenciados, com idades inferiores a 50 anos, o limite de idade que a ESA impõe para as candidaturas, e, entre eles, também há pilotos-aviadores.
O processo, explica, «não é medicina curativa. Pretende tratar do recrutamento e seleção das pessoas, porque têm que ter características físicas e psicológicas específicas, já que a exigência é grande; numa fase posterior, há uma verificação regular que, no caso dos pilotos-aviadores da Força Aérea, é anual e a sua aptidão aeromédica é verificada aqui».













