Quer salvar o seu negócio? Isto é o que deve fazer nos próximos 90 dias

«Não podemos controlar a economia, mas podemos controlar o serviço ao cliente», sublinha Brian Hamilton, fundador da Brian Hamilton Foundation.

Executive Digest

Ninguém sabe ao certo quando chegará a pandemia de COVID-19 ao fim e quando poderão as pessoas e as empresas regressar ao dia-a-dia habitual. Todavia, os próximos 90 dias serão cruciais para os negócios, que devem aproveitar este tempo para repensar e alinhar estratégias e garantir que têm as ferramentas necessárias para continuar de portas abertas após a crise sanitária.

Segundo Brian Hamilton, fundador da Brian Hamilton Foundation, não existem receitas mágicas, mas as empresas (especialmente aquelas de pequena e média dimensão) podem tomar algumas precauções. Uma delas passa por controlar com vigor aquilo que se pode e também com vigor ignorar aquilo que não se pode controlar.

«Mais do que nunca, será preciso ir à guerra relativamente às coisas dentro do nosso controlo. Não podemos controlar a economia, mas podemos controlar o serviço ao cliente», sublinha Brian Hamilton.

Na mesma medida, os líderes e gestores de empresas têm de aprender a não se recriminarem por situações que não podem controlar. É uma questão de disiciplina e de prioridades, sabendo exactamente as áreas em que vale a pena focar os esforços.

Outra das dicas de Brian Hamilton, num artigo publicado na revista Inc., passa por ser o primeiro na fila. Empresas interessadas em conseguir um empréstimo ou algum tipo de apoio por parte dos governos devem começar já a reunir todos os documentos necessários e a fazerem o que estiver ao seu alcance para receberem luz verde. No que aos bancos diz respeito, Brian Hamilton diz para não se esperar proactividade por parte dos mesmos. É preciso ir ter com eles, insistir e tentar renegociar.

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Outro passo que as empresas deverão dar ao longo dos próximos 90 dias envolve uma mudança no portefólio de produtos e serviços. No caso de uma lavandaria, por exemplo, de que forma se poderia alterar o negócio de modo a continuar a ser relevante durante a crise? Um dos caminhos possíveis seria enveredar pelas recolhas e entregas ao domicílio, tal como muitos restaurantes estão a fazer.

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