<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Executive Digest</title>
	<atom:link href="https://executivedigest.sapo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://executivedigest.sapo.pt</link>
	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Mon, 06 Jul 2026 09:41:56 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Algarve vai ter comboios elétricos de ponta a ponta a partir de 19 de julho</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/algarve-vai-ter-comboios-eletricos-de-ponta-a-ponta-a-partir-de-19-de-julho/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/algarve-vai-ter-comboios-eletricos-de-ponta-a-ponta-a-partir-de-19-de-julho/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:41:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785762</guid>

					<description><![CDATA[A mudança permitirá à CP reformular a oferta regional, aumentando o número de circulações, eliminando a necessidade de transbordo em Faro e reduzindo os tempos de viagem entre o Sotavento e o Barlavento.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A linha ferroviária do Algarve vai passar a funcionar com comboios elétricos em toda a sua extensão a partir de 19 de julho. A mudança permitirá à CP reformular a oferta regional, aumentando o número de circulações, eliminando a necessidade de transbordo em Faro e reduzindo os tempos de viagem entre o Sotavento e o Barlavento.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/06/economia/noticia/comboios-electricos-linha-algarve-partir-19-julho-2180618" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, a partir dessa data o número de comboios entre Vila Real de Santo António e Lagos sobe de 12 para 16 circulações em cada sentido. A principal alteração para os passageiros será o fim da obrigatoriedade de mudar de comboio em Faro, situação que se mantinha há cerca de 25 anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">As viagens passam assim a ser diretas entre as duas extremidades da região, ligando Vila Real de Santo António a Lagos sem interrupção operacional em Faro. A mudança representa um avanço na utilização diária da linha, embora a oferta continue assente sobretudo em comboios regionais com paragem em todas as estações e apeadeiros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Viagem entre Vila Real de Santo António e Lagos fica mais rápida</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A eletrificação da linha vai permitir algum ganho de tempo, sobretudo devido à maior capacidade de aceleração e travagem das Unidades Triplas Elétricas que passarão a operar no Algarve. Em média, o percurso entre Vila Real de Santo António e Lagos deverá passar de 3h09 para 2h39.</p>
<p class="isSelectedEnd">Parte dessa redução resulta do fim do transbordo em Faro, mas a tração elétrica também contribui para encurtar os tempos de deslocação. A melhoria é mais visível no troço entre Faro e Lagos, onde a viagem deverá baixar dos atuais 1h50 para cerca de 1h30.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Público, a principal diferença na oferta será a criação de um serviço inter-regional em cada sentido, capaz de ligar Vila Real de Santo António a Lagos em 2h16. No sentido inverso, a viagem deverá demorar 2h20. Ainda assim, este tempo é apenas dez minutos inferior ao registado em 1995.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Últimos comboios continuam a sair cedo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da nova oferta e da eletrificação integral, a CP não vai alargar o período diário de funcionamento da linha. O último comboio a partir de Vila Real de Santo António sairá às 20h34, enquanto de Lagos a última partida será às 20h22.</p>
<p class="isSelectedEnd">A limitação mantém uma crítica antiga à operação ferroviária no Algarve, sobretudo durante o verão, quando os horários noturnos poderiam servir deslocações de lazer e turismo. O contraste é evidente com décadas anteriores: nos anos 60, o último comboio a sair de Lagos partia às 22h55, e nos anos 80 às 21h40.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Intercidades e Alfa Pendular não chegam ao Guadiana</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A entrada da eletrificação em toda a linha não será acompanhada pelo prolongamento dos serviços Intercidades ou Alfa Pendular até Vila Real de Santo António. A possibilidade de criar ligações diretas desde Lisboa ou Porto até à margem do Guadiana ficou afastada nesta fase.</p>
<p class="isSelectedEnd">O motivo está nas pontes metálicas de Faro, Tavira e Almargem, que não foram reforçadas na intervenção feita pela Infraestruturas de Portugal. Estas estruturas não suportam a passagem de comboios Intercidades com locomotiva, o que impede o prolongamento desses serviços.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Infraestruturas de Portugal indicou que o concurso público para substituir estas pontes deverá ser lançado “dentro de algumas semanas”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Automotoras azuis dão lugar a comboios elétricos amarelos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Com a nova fase da linha do Algarve, as antigas automotoras azuis a diesel serão substituídas por comboios elétricos amarelos. As unidades que vão circular na região não são novas: foram construídas pela Sorefame nos anos 70, mas modernizadas no início dos anos 2000.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da idade, estas unidades são consideradas uma das séries mais fiáveis da frota da CP. Têm ainda uma vantagem relevante para o Algarve: são conhecidas por terem um sistema de ar condicionado eficiente, sendo descritas como algumas das carruagens mais frescas da empresa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A substituição da tração diesel pela elétrica representa também um ganho ambiental, ao reduzir a utilização de automotoras movidas a combustíveis fósseis numa linha regional de grande extensão.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Automotoras diesel seguem para o Oeste e Alentejo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A chegada dos comboios elétricos ao Algarve deverá ter impacto noutras regiões. As automotoras diesel que deixam de ser necessárias na linha algarvia serão transferidas para reforçar o serviço no Oeste e no Alentejo.</p>
<p class="isSelectedEnd">Estas linhas têm sido afetadas pela falta de material circulante, com supressões e avarias em plena via, nomeadamente entre Casa Branca e Beja. Com a redistribuição das automotoras, a CP passa a ter menos margem para justificar falhas de operação nesses eixos com falta de comboios disponíveis.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Eletrificação chega com seis anos de atraso</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A eletrificação ferroviária chegou ao Algarve em 2004, mas apenas no troço central entre Tunes e Faro. Essa intervenção surgiu no âmbito dos investimentos associados ao Euro 2004, que permitiram eletrificar a ligação ferroviária entre Lisboa e Faro, deixando de fora as extremidades da linha algarvia.</p>
<p class="isSelectedEnd">O programa Ferrovia 2020 previa eletrificar os troços Faro–Vila Real de Santo António, com 57 quilómetros, e Tunes–Lagos, com 46 quilómetros, entre 2019 e 2021. No entanto, as obras só foram consignadas em 2021 e 2022.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na altura, foi anunciado que o troço a Sotavento ficaria concluído em 2023 e o de Barlavento em 2024. Os trabalhos só terminaram em outubro de 2025, seguindo-se um processo de homologação demorado.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Linha continua longe de uma modernização profunda</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar da eletrificação, a intervenção não alterou de forma estrutural a capacidade da linha do Algarve. A obra limitou-se essencialmente a eletrificar a infraestrutura existente, sem melhorar o traçado para permitir velocidades mais elevadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Após a mudança para tração elétrica, a velocidade comercial entre Vila Real de Santo António e Lagos deverá rondar os 53 quilómetros por hora. Este valor resulta da combinação entre paragens em todas as estações e apeadeiros e a ausência de investimento mais profundo na infraestrutura.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também ficou por fazer a duplicação do troço central entre Tunes e Faro, o mais sobrecarregado da linha, por concentrar comboios regionais e serviços de longo curso como Intercidades e Alfa Pendular.</p>
<p>Com 141 quilómetros em via única, a linha do Algarve ganha agora uma operação menos poluente e mais direta, mas continua limitada por uma infraestrutura que dificilmente permitirá, sem novos investimentos, um serviço ferroviário ajustado às necessidades do século XXI.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/algarve-vai-ter-comboios-eletricos-de-ponta-a-ponta-a-partir-de-19-de-julho/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785762]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Rui Miguel Nabeiro destaca crescimento da Delta no Luxemburgo junto de novos consumidores</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/rui-miguel-nabeiro-destaca-crescimento-da-delta-no-luxemburgo-junto-de-novos-consumidores/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/rui-miguel-nabeiro-destaca-crescimento-da-delta-no-luxemburgo-junto-de-novos-consumidores/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:34:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Delta]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Luxemburgo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785758</guid>

					<description><![CDATA[O CEO da Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, destacou o crescimento da marca no Luxemburgo, sublinhando que a empresa tem vindo a alargar a sua presença para além da comunidade portuguesa e a conquistar consumidores de diferentes nacionalidades.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O CEO da Delta Cafés, Rui Miguel Nabeiro, destacou o crescimento da marca no Luxemburgo, sublinhando que a empresa tem vindo a alargar a sua presença para além da comunidade portuguesa e a conquistar consumidores de diferentes nacionalidades.</p>
<p>Numa publicação partilhada na rede social LinkedIn, o responsável revelou ter estado no Luxemburgo para mais uma sessão da iniciativa &#8220;Mensagem do CEO&#8221; com as equipas locais, aproveitando a visita para enaltecer a evolução da operação naquele mercado.</p>
<p>Segundo Rui Miguel Nabeiro, o Luxemburgo tem um significado especial para a Delta, por ter sido um dos países onde muitos emigrantes portugueses encontraram uma ligação às suas origens através da marca. No entanto, refere que essa realidade evoluiu ao longo dos anos.</p>
<p>&#8220;Hoje, a Delta cresce muito para além da comunidade portuguesa. É uma marca cada vez mais reconhecida por consumidores de diferentes nacionalidades, resultado do trabalho consistente das nossas equipas e da confiança que conquistámos ao longo dos anos&#8221;, escreveu.</p>
<p>Durante a visita, o CEO destacou ainda o trabalho desenvolvido pela equipa local, que descreveu como &#8220;unida, multicultural e muito comprometida&#8221; com o projeto da empresa.</p>
<p>Na mesma publicação, Rui Miguel Nabeiro defendeu que a internacionalização da Delta assenta numa estratégia de proximidade. &#8220;À medida que crescemos internacionalmente, há uma convicção que se reforça: as marcas constroem-se mercado a mercado, cliente a cliente e, acima de tudo, pessoa a pessoa&#8221;, afirmou.</p>
<p><iframe title="Publicação incorporada" src="https://www.linkedin.com/embed/feed/update/urn:li:ugcPost:7478499971151937536" width="504" height="1070" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/rui-miguel-nabeiro-destaca-crescimento-da-delta-no-luxemburgo-junto-de-novos-consumidores/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785758]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Da previsão à prevenção: Como a Inteligência Artificial está a reinventar os seguros</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/da-previsao-a-prevencao-como-a-inteligencia-artificial-esta-a-reinventar-os-seguros/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/da-previsao-a-prevencao-como-a-inteligencia-artificial-esta-a-reinventar-os-seguros/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:18:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Executive IT]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785753</guid>

					<description><![CDATA[Opinião de  Paulo Bracons, Diretor do Programa de Inovação e Transformação em Seguros da Católica-Lisbon SBE]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><em><strong>Por Paulo Bracons*, Diretor do Programa de Inovação e Transformação em Seguros da Católica-Lisbon SBE</strong></em></p>
<p><strong> </strong></p>
<p>A indústria seguradora está perante uma das maiores transformações da sua história. Durante décadas, os seguros evoluíram através de melhorias / evoluções graduais nos produtos, nos canais de distribuição e nos processos operacionais. Hoje, porém, a Inteligência Artificial (IA) está a provocar uma mudança muito mais profunda: não apenas altera a forma como as seguradoras trabalham, mas transforma também a própria natureza dos riscos que procuram proteger. E estas alterações têm um profundo impacto nos modelos de negócio e de gestão de risco do setor segurador.</p>
<p>A IA começou por ajudar as organizações a compreender o passado através da análise de grandes volumes de dados. Mais recentemente, passou a permitir antecipar tendências e prever acontecimentos futuros. Agora, com o surgimento da IA generativa e dos sistemas agentes (<em>Agentic AI</em>), entramos numa nova fase: a capacidade de agir autonomamente, tomar decisões e executar tarefas complexas. Esta evolução representa uma mudança estrutural para o setor segurador.</p>
<p>Os impactos já são visíveis em praticamente toda a cadeia de valor. Na subscrição, a IA permite obter cotações em tempo real através de chatbots  que geram “conversações naturais” com clientes, simplificando significativamente o processo de contratação. No pricing, modelos avançados analisam milhões de pontos de dados para melhorar a precisão da avaliação do risco e acelerar a definição do preço e a tomada de decisão. Na gestão de sinistros, sistemas inteligentes conseguem processar participações, validar informação e efetuar pagamentos em segundos, reduzindo custos e melhorando a experiência do cliente.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os colaboradores das seguradoras estão a beneficiar de copilotos digitais que resumem informação complexa, apoiam a elaboração de relatórios, facilitam a pesquisa documental e auxiliam os subscritores na avaliação de riscos. A IA está, assim, a aumentar a produtividade e a permitir que os profissionais se concentrem em atividades de maior valor acrescentado, em detrimento de tarefas rotineiras.</p>
<p>Contudo, esta transformação operacional representa apenas a face mais visível da mudança. O impacto mais profundo está a verificar-se ao nível dos próprios riscos e do seu impacto nos modelos de negócio.</p>
<p>Historicamente, os seguros foram concebidos para proteger ativos físicos, acidentes, eventos relativamente previsíveis e riscos individuais. Os riscos emergentes do século XXI apresentam características muito diferentes. São frequentemente interligados, sistémicos, intangíveis e altamente dinâmicos.</p>
<p>Um incidente tecnológico pode hoje afetar simultaneamente milhões de pessoas e empresas. Os eventos climáticos extremos podem provocar perdas em regiões inteiras. Ativos como dados, algoritmos, reputação ou propriedade intelectual tornaram-se tão relevantes quanto os ativos físicos tradicionais. Além disso, a velocidade de evolução destes riscos é superior à capacidade dos modelos tradicionais de desenvolvimento de produtos de seguros os absorverem.</p>
<p>Paradoxalmente, a IA é simultaneamente uma solução e uma nova fonte de risco. Pela primeira vez, temos sistemas capazes de aprender, adaptar-se e tomar decisões com elevado grau de autonomia. Isto levanta questões inéditas para o setor segurador, em vários planos. Quem responde por uma decisão incorreta tomada por um agente autónomo? Quem assume a responsabilidade por um conselho financeiro gerado por IA ou por um erro clínico suportado por sistemas inteligentes? Como segurar tecnologias que evoluem continuamente e cujo comportamento pode alterar-se ao longo do tempo?</p>
<p>A mobilidade autónoma constitui um exemplo particularmente ilustrativo desta transformação. Quando o condutor deixa de ser o principal responsável pela condução, o risco desloca-se progressivamente da pessoa para a tecnologia e para a empresa que a produz. Consequentemente, a responsabilidade poderá transferir-se para fabricantes, empresas de <em>software</em> e operadores de plataformas tecnológicas. Esta evolução exigirá novos modelos de subscrição, novas coberturas e dará uma maior relevância aos riscos cibernéticos.</p>
<p>Mas talvez a maior mudança esteja na própria definição do que significa “seguro”. Tradicionalmente, o modelo segurador assentava em três etapas fundamentais: identificar o risco, precificar esse risco e indemnizar quando ocorria um sinistro. O seguro funcionava essencialmente como um mecanismo financeiro de compensação de perdas.</p>
<p>Com a IA, este paradigma começa a mudar. As seguradoras passam a poder monitorizar continuamente os riscos, antecipar problemas, proteger os clientes e prevenir a ocorrência de sinistros. O seguro deixa de ser apenas uma promessa de indemnização futura para se transformar numa presença permanente ao longo da vida do cliente.</p>
<p>Num mundo cada vez mais alimentado / dependente de sensores, internet das coisas (IOT), monitorização online da saúde, <em>digital twins</em>, dados meteorológicos / climáticos em tempo real e ecossistemas digitais integrados, a prevenção tende a tornar-se tão importante quanto a proteção financeira. O valor deixará de ser medido apenas pela rapidez com que uma seguradora paga um sinistro, mas também pela sua capacidade de evitar que esse sinistro aconteça.</p>
<p>É neste contexto que os seguros do futuro serão cada vez mais invisíveis, personalizados e contínuos. Invisíveis porque estarão integrados em produtos e serviços do quotidiano. Personalizados porque serão adaptados em tempo real ao perfil de risco de cada indivíduo ou empresa, mas jamais serão ajustados <em>“one-to-one”</em>, pois isso “mataria” o conceito de seguro, que assenta em princípios de mutualização de riscos. Contínuos porque acompanharão permanentemente os clientes através de sistemas inteligentes de monitorização e prevenção.</p>
<p>Para que esta visão se concretize em Portugal, onde temos seguradoras em patamares muito diferentes de transformação digital, a implementação da IA no setor segurador deverá assentar em cinco prioridades estratégicas. Primeiro, investir na qualidade, governação e integração dos dados. A IA será tão e mais eficaz quanto os dados que a alimentam. Sem dados fiáveis, estruturados e acessíveis, os benefícios da tecnologia serão limitados.</p>
<p>Segundo, desenvolver uma estratégia clara de capacitação das pessoas. O futuro não será definido pela substituição de profissionais por máquinas, mas pela colaboração entre ambos. As seguradoras terão de investir significativamente na literacia digital e na formação dos seus colaboradores.</p>
<p>Terceiro, criar modelos robustos de governação e ética da IA. Transparência, responsabilidade, explicabilidade e coerência dos algoritmos e supervisão humana serão elementos essenciais para garantir a confiança dos clientes, reguladores e investidores.</p>
<p>Quarto, acelerar a inovação através de projetos-piloto focados em resultados concretos. Em vez de grandes programas tecnológicos, será mais eficaz começar por casos de uso específicos em áreas como subscrição, sinistros, fraude, atendimento ao cliente / <em>customer service</em> e apoio aos colaboradores.</p>
<p>Quinto, reforçar a colaboração entre seguradoras, universidades, <em>startups</em>, <em>insurtechs</em>, reguladores e entidades públicas. O desenvolvimento de um ecossistema nacional de inovação será determinante para aumentar a competitividade do mercado português.</p>
<p>Apesar de toda esta evolução tecnológica, existe um elemento que continuará a ser determinante: a confiança. Num contexto em que decisões são cada vez mais suportadas por algoritmos, a qualidade dos dados, a governação, a transparência e a responsabilidade tornam-se fatores críticos. O verdadeiro desafio não é apenas tecnológico; é também estratégico, organizacional e humano.</p>
<p>A Inteligência Artificial não representa apenas mais uma inovação para o setor segurador. Representa uma redefinição profunda do seu propósito. O setor está a evoluir de um modelo centrado na previsão e compensação de perdas para um modelo orientado para a prevenção, proteção e criação contínua de valor. As seguradoras que compreenderem esta mudança e conseguirem combinar tecnologia, inovação e confiança estarão mais bem posicionadas para liderar o futuro.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>(*) Economista e Consultor no setor segurador e de gestão de risco; Diretor do Programa “Inovação e Transformação em Seguros”, da Católica-Lisbon, SBE; Presidente do Conselho Fiscal do Fórum Insurtech e Fintech Portugal (FIF).</p>
<p>Nota: Este texto é uma adaptação da apresentação feita pelo seu autor no Marketeer Seguros Summit, no passado dia 18 de Junho de 2026, que ocorreu no Auditório Principal da Católica Lisbon SBE.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/da-previsao-a-prevencao-como-a-inteligencia-artificial-esta-a-reinventar-os-seguros/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[Opinião de Paulo Bracons, Diretor do Programa de Inovação e Transformação em Seguros da Católica-Lisbon SBE]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ilha estratégica no Báltico prepara-se para o pior: Gotland reforça defesa perante ameaça russa</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ilha-estrategica-no-baltico-prepara-se-para-o-pior-gotland-reforca-defesa-perante-ameaca-russa/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/ilha-estrategica-no-baltico-prepara-se-para-o-pior-gotland-reforca-defesa-perante-ameaca-russa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 09:13:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785750</guid>

					<description><![CDATA[Depois de anos de desmilitarização, este território estratégico está a ser rapidamente reforçado com militares, recrutas e planos de resiliência civil, num contexto de crescente preocupação com a Rússia e com a segurança no norte da Europa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A ilha sueca de Gotland, no mar Báltico, voltou a ocupar um lugar central nos planos de defesa da Suécia e da NATO. Depois de anos de desmilitarização, este território estratégico está a ser rapidamente reforçado com militares, recrutas e planos de resiliência civil, num contexto de crescente preocupação com a Rússia e com a segurança no norte da Europa.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Guardian, Gotland é vista como uma peça-chave no equilíbrio militar do Báltico. A ilha fica a 275 quilómetros de Kaliningrado, o enclave russo altamente militarizado entre a Lituânia e a Polónia, e a 87 quilómetros do território continental sueco. Pela sua localização, controlar Gotland significa ganhar capacidade para influenciar operações marítimas e aéreas na região.</p>
<p class="isSelectedEnd">O coronel Andreas Gustafsson, comandante do Exército sueco em Gotland, resume a importância da ilha de forma direta: quem controlar Gotland, controla também o mar Báltico. Para a Suécia, a prioridade é impedir qualquer tentativa russa de ganhar uma posição naquele território, não apenas por razões nacionais, mas também pelo impacto que isso teria na defesa coletiva da NATO.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Recrutas regressam a uma ilha que tinha sido desmilitarizada</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A remilitarização de Gotland está a avançar a grande velocidade. Durante a Guerra Fria, a ilha chegou a ter quatro regimentos e uma força de 25 mil soldados em caso de mobilização total. Mas em 2005 o último regimento, o P18, foi encerrado, restando apenas uma força reduzida da Guarda Nacional.</p>
<p class="isSelectedEnd">A situação começou a mudar em 2018, quando o P18 foi reativado perante o aumento dos receios de agressão russa. A invasão em larga escala da Ucrânia acelerou ainda mais este processo. Desde a entrada da Suécia na NATO, Gotland passou também a receber com maior frequência exercícios militares da Aliança Atlântica.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os novos militares está Ella Adman, uma recruta de 19 anos que cresceu na ilha e que, poucos meses depois de terminar a escola, passou a cumprir serviço militar obrigatório. Segundo o Guardian, Adman nunca tinha segurado uma arma antes de entrar no treino militar. Agora, prepara-se para uma primeira missão oficial em Estocolmo, onde deverá fazer guarda à família real sueca.</p>
<p class="isSelectedEnd">A experiência tem sido exigente. A jovem recruta enfrenta dias de treino longos, de cerca de 16 horas, ao lado de colegas homens. Ainda assim, diz estar a adaptar-se à disciplina militar e à força do trabalho em grupo.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Suécia vê ataque-surpresa como cenário a planear</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos planos de defesa suecos para 2025-2030, um ataque-surpresa a Gotland é identificado como uma das sete situações que exigem planeamento prioritário. Esse cenário poderia envolver uma operação aérea ou marítima destinada a instalar zonas de defesa naval e aérea perto da ilha.</p>
<p class="isSelectedEnd">As autoridades militares suecas consideram que a partir de Gotland é possível controlar operações no Báltico e influenciar a entrada de reforços nos Estados bálticos. Por isso, a ilha é relevante não só para Estocolmo, mas também para a segurança da NATO na região.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para já, o comando militar sueco não aponta para uma ameaça imediata de ataque convencional. Gustafsson considera mais prováveis ações de espionagem e sabotagem. Ainda assim, não exclui cenários mais graves, sobretudo se houver um cessar-fogo ou acordo de paz na Ucrânia que permita à Rússia redistribuir forças para a zona da Finlândia e dos Estados bálticos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O risco, alerta o coronel, é que Moscovo se torne mais desesperada à medida que aumenta a pressão sobre o regime russo. Nessa situação, a margem para movimentos imprevisíveis também cresce.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Gotland quer manter civis no terreno em caso de crise</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A estratégia sueca não passa apenas pelo reforço militar. Em caso de ataque, a Suécia prevê defender Gotland e, sempre que possível, manter a população civil no local. Quando mobilizado, o grupo de combate destinado a proteger a ilha ronda os 4.500 militares.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mas as autoridades esperam que a presença militar funcione sobretudo como elemento dissuasor. Ao mesmo tempo, Gotland está a servir como plataforma de teste para a defesa civil do país, num modelo que poderá ser aplicado noutras zonas da Suécia.</p>
<p class="isSelectedEnd">A preparação civil ganhou nova importância entre os moradores. Eva Rinblad, médica de 49 anos, criou há cerca de um ano um grupo de preparação de emergência no seu bairro. A iniciativa surgiu depois de alertas crescentes das autoridades e segue as orientações do programa Stark socken, uma iniciativa de resiliência civil em Gotland.</p>
<p class="isSelectedEnd">O grupo começou por fazer um inventário local de recursos como água, eletricidade e comunicações. O passo seguinte será mapear fontes de água disponíveis. A questão é particularmente relevante porque Gotland enfrenta regularmente problemas de escassez de água, embora muitos residentes em zonas rurais tenham poços próprios.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Autossuficiência tornou-se prioridade</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A preocupação das autoridades é que, em caso de ataque ou crise grave, Gotland possa ficar isolada e com fluxos de abastecimento interrompidos. Por isso, a autossuficiência passou a ser uma prioridade.</p>
<p class="isSelectedEnd">Rinblad tem em casa uma cave dedicada a alimentos, hortas de frutas e legumes partilhadas com outra família, galinhas, patos, painéis solares e sistemas de recolha de água da chuva. Também quer criar um ponto local de segurança onde os moradores possam receber informação atualizada, aquecer-se, cozinhar, carregar telemóveis ou pernoitar se necessário.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para a médica, mesmo numa situação extrema, a sociedade deve tentar manter a normalidade tanto quanto possível. Na sua visão, creches, escolas e locais de trabalho devem continuar a funcionar se as condições o permitirem.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda este ano, Gotland deverá realizar um teste de evacuação de emergência envolvendo várias centenas de pessoas, transferidas de uma zona da ilha para outra.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Defesa civil sueca chama a atenção de outros países</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Mikael Frisell, diretor-geral da agência sueca de defesa civil e resiliência, considera que a situação internacional é muito séria e que o Báltico é uma área onde a proximidade à Rússia se traduz em incidentes acima e abaixo da superfície.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para garantir a chamada defesa total de Gotland, Frisell defende a combinação entre presença militar e uma defesa civil forte, robusta e resiliente. Essa preparação, argumenta, contribui também para a defesa coletiva da NATO na região.</p>
<p class="isSelectedEnd">A agência sueca está a trabalhar no reforço dos serviços de emergência da ilha, recorrendo a ensinamentos retirados da guerra na Ucrânia. Entre as áreas em análise estão a resposta a um grande número de vítimas, a gestão de munições por explodir e as buscas em edifícios destruídos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Guardian, a preparação de Gotland está mais avançada do que em muitas outras zonas da Suécia por necessidade geográfica. A ilha está a ser usada como referência para o resto do país, e a abordagem sueca à defesa civil já despertou interesse internacional, incluindo do Reino Unido.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Remilitarização traz consenso, mas também tensão local</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A maioria da população apoia o regresso da presença militar a Gotland, mas o processo não é isento de atritos. Emil Edenborg, professor da Universidade de Estocolmo que estuda o papel das ilhas do Báltico, assinala que a remilitarização trouxe debates sobre licenças de construção e impactos no desenvolvimento de parques eólicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para alguns residentes, o problema não está tanto nos militares locais, mas na perceção de que Estocolmo e a burocracia nacional nem sempre têm em conta os interesses dos habitantes da ilha. A defesa nacional tornou-se, assim, uma presença permanente na vida quotidiana de Gotland.</p>
<p>Em Visby, cidade medieval muralhada e destino turístico popular no verão, chegam ferries cheios de visitantes. Mas por trás da imagem de normalidade está uma ilha que se prepara para cenários extremos. Per Wikberg, responsável pela estratégia de preparação de Gotland, admite que o trabalho nunca estará concluído: a questão central é saber se os planos serão suficientes quando surgir uma crise real.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/ilha-estrategica-no-baltico-prepara-se-para-o-pior-gotland-reforca-defesa-perante-ameaca-russa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785750]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Maior exportador português de arroz vai investir 20 milhões de euros para aumentar fábrica e criar 56 empregos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/maior-exportador-portugues-de-arroz-vai-investir-20-milhoes-de-euros-para-aumentar-fabrica-e-criar-56-empregos/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/maior-exportador-portugues-de-arroz-vai-investir-20-milhoes-de-euros-para-aumentar-fabrica-e-criar-56-empregos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:58:51 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[arroz]]></category>
		<category><![CDATA[investimento]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785742</guid>

					<description><![CDATA[A Novarroz, líder nacional na produção e exportação de arroz, vai investir 19,6 milhões de euros na ampliação da sua unidade industrial em Oliveira de Azeméis, num projeto que foi reconhecido pelo Governo como de interesse estratégico para a economia nacional.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Novarroz, líder nacional na produção e exportação de arroz, vai investir 19,6 milhões de euros na ampliação da sua unidade industrial em Oliveira de Azeméis, num projeto que foi reconhecido pelo Governo como de interesse estratégico para a economia nacional.</p>
<p>O investimento, a executar entre fevereiro de 2025 e janeiro de 2027, permitirá aumentar a capacidade produtiva da empresa e dotar a fábrica de novas soluções tecnológicas, com o objetivo de melhorar a eficiência operacional e diversificar a produção. Entre as novidades previstas está a internalização da produção de refeições prontas a consumir à base de arroz, acompanhando a evolução dos hábitos de consumo e a crescente procura por este tipo de produtos.</p>
<p>De acordo com o despacho publicado em <em>Diário da República</em>, o projeto prevê ainda a criação de 56 novos postos de trabalho, dos quais 11 serão qualificados, assegurando simultaneamente a manutenção dos atuais 123 empregos. Estima-se ainda que o investimento gere cerca de 30 postos de trabalho indiretos.</p>
<p>A empresa estima atingir um volume de negócios de 124,6 milhões de euros em 2029, sendo cerca de 65% das vendas destinadas aos mercados internacionais. O projeto deverá também reforçar o impacto da empresa na economia nacional, prevendo-se um aumento de 16,8% nas aquisições a fornecedores portugueses, o que representa um acréscimo de cerca de 6,8 milhões de euros entre 2023 e 2029.</p>
<p>Fundada em 1994 e sediada em Oliveira de Azeméis, a Novarroz é atualmente o maior produtor e exportador de arroz em Portugal. Está presente em 39 países e comercializa diversas marcas, entre as quais Louro, Oriente, Shiro, Cozinha Velha e Cataplana.</p>
<p>Na fundamentação da decisão, o Governo destaca que o investimento reforça a capacidade produtiva e tecnológica da empresa, promove a inovação, impulsiona a internacionalização e contribui para valorizar a produção nacional, consolidando o posicionamento do arroz português nos mercados internacionais. Por isso, considera que o projeto reúne os requisitos para ser classificado como de interesse estratégico para a economia portuguesa.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/maior-exportador-portugues-de-arroz-vai-investir-20-milhoes-de-euros-para-aumentar-fabrica-e-criar-56-empregos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785742]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A misteriosa plataforma que multiplicou por 18 a aposta na SpaceX</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-misteriosa-plataforma-que-multiplicou-por-18-a-aposta-na-spacex/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/a-misteriosa-plataforma-que-multiplicou-por-18-a-aposta-na-spacex/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:56:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785741</guid>

					<description><![CDATA[Um grupo de investidores conseguiu entrar no capital da SpaceX antes da estreia bolsista da empresa de Elon Musk e multiplicou por 18 o valor aplicado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Um grupo de investidores espanhóis conseguiu entrar no capital da SpaceX antes da estreia bolsista da empresa de Elon Musk e multiplicou por 18 o valor aplicado. A operação foi feita através da Galdana Ventures, uma plataforma de venture capital sediada em Barcelona que dá acesso a fundos tecnológicos dos Estados Unidos normalmente reservados a investidores institucionais e grandes fortunas.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Cinco Días, os fundos de venture capital geridos pelo grupo AltamarCAM Partners e assessorados pela Galdana têm atualmente uma exposição próxima de 456 milhões de dólares à SpaceX, tomando como referência o preço de fecho de 171 dólares por ação registado a 30 de junho.</p>
<p class="isSelectedEnd">O retorno médio face ao investimento inicial é de 18 vezes. Na prática, uma aplicação de um milhão de dólares em ações da SpaceX através destes veículos passou a valer cerca de 18 milhões.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Galdana abriu a porta a fundos de Silicon Valley</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Galdana Ventures é responsável por assessorar os fundos especializados em tecnologia da AltamarCAM Partners, gestora espanhola recentemente adquirida pela seguradora Marsh. A exposição à SpaceX remonta a 2017 e resultou da capacidade dos sócios da Galdana para acederem a alguns dos principais gestores de venture capital do mundo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O capital de risco é um segmento fechado e de elevado risco, normalmente fora do alcance do investidor comum. Estes fundos financiam startups e empresas emergentes com grande potencial de crescimento, mas também com elevada probabilidade de fracasso. Algumas desaparecem ao fim de poucos anos; outras tornam-se gigantes globais.</p>
<p class="isSelectedEnd">Por essa razão, o acesso é geralmente limitado a investidores institucionais, family offices de grandes fortunas, grupos industriais e seguradoras. Os montantes mínimos de entrada são elevados, muitas vezes de vários milhões de dólares, e o dinheiro fica indisponível durante longos períodos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Um dos ativos mais fechados do sistema financeiro</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo fontes financeiras citadas no texto, entrar nos fundos de venture capital de primeiro nível em Silicon Valley sempre foi extremamente difícil para novos investidores, por se tratar de um dos ativos mais exclusivos e fechados do sistema financeiro global.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Galdana conseguiu esse acesso através da rede dos seus fundadores, todos ligados ao setor tecnológico. Marcel Rafart e Javier Rubió criaram a empresa de aplicações móveis Cluster, enquanto Didac Lee e Roque Velasco fundaram a tecnológica Inspirit.</p>
<p class="isSelectedEnd">A exposição à SpaceX foi construída ao longo de vários anos, combinando diferentes estratégias de investimento em venture capital e em mercado secundário.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quem são os investidores?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A identidade final dos investidores espanhóis não é conhecida. O processo funciona através de divisões de banca privada, por onde os clientes aplicam dinheiro em fundos da AltamarCAM. Graças aos contactos da Galdana, esses fundos investem depois em veículos norte-americanos de venture capital que, por sua vez, participam em empresas como a SpaceX.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Cinco Días, os mesmos veículos também têm exposição a empresas de grande crescimento como Anthropic, OpenAI e Revolut, todas apontadas como candidatas a futuras estreias bolsistas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Marcel Rafart, sócio da Galdana, considera que a SpaceX é um dos casos mais relevantes de criação de valor das últimas décadas. Para o gestor, poucas organizações conseguiram construir uma vantagem competitiva tão forte num setor estratégico e, ao mesmo tempo, redefinir uma indústria inteira.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>SpaceX tornou-se peça central da nova corrida espacial</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A SpaceX é hoje um dos principais fornecedores da NASA e da Agência Espacial Europeia. A empresa lidera áreas como os lançamentos orbitais e a reutilização de foguetões, dois elementos decisivos para reduzir custos e aumentar a frequência das missões espaciais.</p>
<p class="isSelectedEnd">A companhia de Elon Musk é também proprietária da Starlink, rede de satélites que está a transformar o setor das telecomunicações. Esta combinação entre transporte espacial, infraestrutura orbital e serviços de conectividade explica parte do interesse dos investidores de capital de risco.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Empresas ficam mais tempo fora da bolsa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O caso da SpaceX ilustra uma mudança relevante nos mercados financeiros. As empresas tecnológicas de maior crescimento permanecem privadas durante mais tempo, o que significa que uma fatia crescente da criação de valor acontece antes da entrada em bolsa.</p>
<p class="isSelectedEnd">A SpaceX foi fundada em 2002 e passou quase um quarto de século em mãos privadas, sem disponibilizar ações ao público em geral. Esta tendência ganhou força depois do rebentamento da bolha das empresas tecnológicas, quando muitas startups ainda pouco maduras chegaram aos mercados apenas com a promessa de uma ideia.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para os investidores institucionais com acesso a fundos de capital de risco, a contrapartida é clara: horizontes de investimento mais longos, menor liquidez e dinheiro imobilizado durante mais tempo em troca de uma expectativa de rentabilidade superior.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Aposta vai além da SpaceX</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A SpaceX é apenas uma das empresas presentes na carteira dos programas de venture capital do grupo AltamarCAM assessorados pela Galdana. O portefólio inclui áreas como inteligência artificial, software empresarial, fintech, saúde digital, infraestrutura tecnológica e tecnologia espacial.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as empresas em carteira estão Databricks, Replit, Notion, OpenEvidence e Abridge. A Galdana investiu em fundos de 54 gestoras de venture capital dos Estados Unidos, Europa, Israel, China e Coreia do Sul, que participam em cerca de 4.000 empresas.</p>
<p>Desse universo, 450 são unicórnios, designação atribuída a startups avaliadas em mais de 1.000 milhões de dólares. A firma está atualmente a levantar o fundo Galdana Ventures 2026, o quarto veículo deste tipo lançado em parceria com a Altamar.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/a-misteriosa-plataforma-que-multiplicou-por-18-a-aposta-na-spacex/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785741]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>BCE alerta bancos para riscos da inteligência artificial e exige planos de contingência</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bce-alerta-bancos-para-riscos-da-inteligencia-artificial-e-exige-planos-de-contingencia/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/bce-alerta-bancos-para-riscos-da-inteligencia-artificial-e-exige-planos-de-contingencia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:46:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785732</guid>

					<description><![CDATA[Os bancos terão de garantir que as respetivas organizações desenvolvem planos sólidos para responder a eventuais falhas, ataques ou vulnerabilidades relacionadas com a utilização e evolução da IA.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O Banco Central Europeu colocou a cibersegurança e os riscos associados à inteligência artificial no centro das prioridades de supervisão da banca. O supervisor enviou uma carta aos presidentes executivos dos bancos para exigir maior preparação perante as novas ameaças tecnológicas e acelerar a criação de planos de contingência.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Expansión, a carta enviada por Frankfurt é uma das ferramentas de alerta mais fortes usadas pelo BCE junto das instituições financeiras. O objetivo é envolver as administrações e toda a estrutura dos bancos na resposta a riscos que estão a ganhar dimensão com os novos modelos de inteligência artificial.</p>
<p class="isSelectedEnd">A preocupação principal está na capacidade dos modelos mais avançados de IA para identificar falhas nos sistemas de segurança dos bancos em poucos segundos. Perante essa realidade, o BCE quer que as entidades reforcem o investimento em cibersegurança e sejam capazes de corrigir vulnerabilidades em prazos muito curtos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>IA aumenta pressão sobre a cibersegurança da banca</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A ameaça não é vista como teórica pelo supervisor europeu. Os bancos já tinham sido chamados a Frankfurt, a 26 de maio, para discutir os riscos cibernéticos associados aos novos modelos de inteligência artificial. A partir dessa reunião, a expectativa no setor era que o BCE avançasse com uma comunicação formal aos máximos responsáveis das entidades.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa carta chegou agora às mãos dos presidentes executivos. Segundo o Expansión, os bancos terão de garantir que as respetivas organizações desenvolvem planos sólidos para responder a eventuais falhas, ataques ou vulnerabilidades relacionadas com a utilização e evolução da IA.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fontes próximas de Frankfurt comparam o desafio à disputa permanente entre equipas de segurança e criminosos, mas numa escala muito mais acelerada. A diferença é que, com a inteligência artificial, a deteção de fragilidades pode ocorrer em segundos, obrigando os bancos a responder quase em tempo real.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>BCE usa instrumento de máxima pressão</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O envio de uma carta aos presidentes executivos dos bancos é um sinal de forte preocupação por parte do BCE. A última vez que o supervisor recorreu a este instrumento foi depois da pandemia, em 2022, quando pediu maior atenção à gestão de ativos alavancados que poderiam transformar-se num risco sistémico em caso de choque nos mercados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sempre que Frankfurt envia uma comunicação deste tipo, o setor tende a concentrar recursos na área assinalada. Desta vez, o foco passa pela resiliência tecnológica, pela proteção contra riscos cibernéticos e pela capacidade de resposta perante ameaças geradas ou agravadas pela inteligência artificial.</p>
<p class="isSelectedEnd">O BCE deverá acompanhar os progressos de forma periódica, medindo a evolução das medidas adotadas pelas instituições financeiras.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Frankfurt quer medir preparação dos bancos europeus</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Nos últimos meses, o BCE tem mantido reuniões regulares com a maioria dos bancos da zona euro. O objetivo é recolher informação suficiente para avaliar o grau de preparação das instituições perante riscos tecnológicos cada vez mais complexos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além de construir um diagnóstico sobre a situação do setor, Frankfurt pretende reunir as medidas já aplicadas pelos bancos e transformá-las numa possível referência de boas práticas para diferentes jurisdições. A publicação dessa guia ainda não está decidida, num momento em que o supervisor também procura simplificar exigências burocráticas.</p>
<p class="isSelectedEnd">No BCE, a perceção é que a banca da zona euro já está atrasada na definição e aplicação de medidas sofisticadas de remediação para estes riscos. A carta enviada aos presidentes executivos surge, assim, como um novo impulso para acelerar a resposta e garantir que o tema é tratado ao mais alto nível dentro das instituições.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Banca entra numa nova fase de risco tecnológico</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A inteligência artificial está a obrigar o setor financeiro a rever a forma como encara a segurança digital. Para os bancos, a questão já não passa apenas por proteger sistemas contra ataques tradicionais, mas por preparar respostas rápidas a ferramentas capazes de identificar vulnerabilidades com uma velocidade inédita.</p>
<p>Com esta carta, o BCE deixa claro que espera mais investimento, maior coordenação interna e planos de contingência robustos. A supervisão bancária europeia passa a tratar os riscos da IA como uma ameaça estratégica, com potencial para afetar a estabilidade operacional das instituições financeiras.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/bce-alerta-bancos-para-riscos-da-inteligencia-artificial-e-exige-planos-de-contingencia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785732]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>China e Rússia iniciam exercícios navais conjuntos no mar Amarelo e no Pacífico</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/china-e-russia-iniciam-exercicios-navais-conjuntos-no-mar-amarelo-e-no-pacifico/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/china-e-russia-iniciam-exercicios-navais-conjuntos-no-mar-amarelo-e-no-pacifico/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:45:10 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785735</guid>

					<description><![CDATA[A China e a Rússia iniciaram hoje exercícios navais conjuntos em Qingdao (nordeste chinês), que decorrerão até 13 de julho no mar Amarelo e no Pacífico, anunciaram a agência Xinhua e o ministério da Defesa russo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A China e a Rússia iniciaram hoje exercícios navais conjuntos em Qingdao (nordeste chinês), que decorrerão até 13 de julho no mar Amarelo e no Pacífico, anunciaram a agência Xinhua e o ministério da Defesa russo.</p>
<p>Segundo a Xinhua, os dois países estabeleceram um comando conjunto, integrado por elementos das marinhas chinesa e russa, e os exercícios, designados Interação Marítima 2026, decorrem em três fases: concentração de forças, planeamento em porto e operações no mar.</p>
<p>A fase de concentração terminou no domingo e, após a cerimónia de abertura, as duas marinhas realizaram exercícios de coordenação tática e de comando, acrescentou a agência oficial.</p>
<p>O comando conjunto definiu ainda os principais objetivos da fase marítima, durante a qual os navios participantes vão operar em águas próximas de Qingdao para realizar exercícios de reconhecimento conjunto, defesa aérea e antimíssil, bem como treinos com recurso a fogo real.</p>
<p>O ministério da Defesa russo indicou anteriormente, através da rede social Telegram, que um destacamento da Frota russa do Pacífico chegou a Qingdao com o cruzador Variag, a corveta Rezkiy, o submarino Ufa e o navio de salvamento Igor Belousov.</p>
<p>Do lado chinês participam os contratorpedeiros Anshan e Kaifeng, a fragata Wuhu, um submarino diesel-elétrico da classe Yuan, o navio de reabastecimento Kekexilihu e o navio de salvamento Yangchenghu, segundo a mesma fonte.</p>
<p>As manobras incluem operações conjuntas de busca e salvamento, guerra antissubmarina, defesa aérea, exercícios de artilharia, além da participação de fuzileiros navais dos dois países e apoio da aviação naval.</p>
<p>O ministério da Defesa chinês anunciou no domingo que as marinhas da China e da Rússia realizariam este mês exercícios em águas e espaço aéreo chineses, seguidos de uma operação de &#8220;patrulhamento marítimo conjunto&#8221; em &#8220;áreas relevantes&#8221; do Pacífico.</p>
<p>Pequim indicou então que as manobras fazem parte do plano anual de cooperação entre as Forças Armadas dos dois países e visam &#8220;responder conjuntamente aos desafios de segurança&#8221; e &#8220;proteger a paz e a estabilidade regionais&#8221;.</p>
<p>Os exercícios decorrem numa altura de intensa atividade militar chinesa no Pacífico Ocidental, depois de a marinha do Exército de Libertação Popular ter lançado hoje um míssil estratégico, equipado com uma ogiva simulada, a partir de um submarino nuclear para águas do Pacífico.</p>
<p>As manobras coincidem também com o aumento das tensões em torno de Taiwan e com o agravamento das fricções entre Pequim e Tóquio devido à presença de navios chineses nas proximidades da ilha japonesa de Yonaguni e às restrições impostas pela China à exportação para entidades japonesas ligadas ao setor da defesa.</p>
<p>A China e a Rússia realizam exercícios militares conjuntos de forma regular desde que, no início de 2022, pouco antes da invasão russa da Ucrânia, anunciaram uma parceria estratégica reforçada, entretanto aprofundada através de manobras conjuntas, patrulhas aéreas e contactos frequentes entre os comandos militares.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/china-e-russia-iniciam-exercicios-navais-conjuntos-no-mar-amarelo-e-no-pacifico/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785735]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>China e Países de Língua Portuguesa reforçam cooperação cultural em Macau</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/china-e-paises-de-lingua-portuguesa-reforcam-cooperacao-cultural-em-macau/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/china-e-paises-de-lingua-portuguesa-reforcam-cooperacao-cultural-em-macau/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:44:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785730</guid>

					<description><![CDATA[China e os Países de Língua Portuguesa celebram a diversidade cultural e o reforço do intercâmbio artístico na 18.ª Semana Cultural.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>China e os Países de Língua Portuguesa celebram a diversidade cultural e o reforço do intercâmbio artístico na 18.ª Semana Cultural. O evento, organizado pelo Secretariado Permanente do Fórum de Macau, decorre sob o tema “Encontros Culturais Sino-Lusófonos, Amizade sem Fronteiras” e a cerimónia inaugural reuniu representantes governamentais, diplomáticos e institucionais da China, da Região Administrativa Especial de Macau e dos Países de Língua Portuguesa.</p>
<p>Na cerimónia estiveram presentes, entre outros, a Secretária para a Economia e Finanças do Governo da RAEM, Ng Wai Han, o Subdirector do Gabinete de Ligação do Governo Popular Central na RAEM, Yang Weiqun, e o Secretário-Geral do Secretariado Permanente do Fórum de Macau, Ji Xianzheng. Participaram também vários cônsules-gerais de países lusófonos e representantes de instituições locais e do sector empresarial.</p>
<p>No seu discurso, Ji Xianzheng destacou a importância da Semana Cultural no âmbito do Plano de Acção para a Cooperação Económica e Comercial do Fórum de Macau, sublinhando o papel da iniciativa na promoção do diálogo cultural entre a China e os Países de Língua Portuguesa. Enfatizou ainda a função de Macau enquanto plataforma de ligação e apelou à valorização das expressões culturais dos países participantes.</p>
<p>Após a cerimónia, o palco recebeu atuações de grupos artísticos de Macau e de vários Países de Língua Portuguesa, incluindo Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste. O espetáculo percorreu diferentes tradições musicais e coreográficas, do samba brasileiro ao fado português, passando por ritmos africanos e danças timorenses, num retrato da diversidade cultural do espaço sino-lusófono.</p>
<p>A programação da Semana Cultural decorre até 10 de julho, com atividades em Macau e, posteriormente, em Qinghai e Pequim. Em Macau, a Exposição de Artesanato dos Países de Língua Portuguesa, inaugurada a 29 de junho na Galeria do IAM, esteve patente ao público até 5 de julho.</p>
<p>A edição deste ano reforçou a Semana Cultural como plataforma de intercâmbio artístico e humano entre a China e os Países de Língua Portuguesa, promovendo maior proximidade cultural entre os participantes.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/china-e-paises-de-lingua-portuguesa-reforcam-cooperacao-cultural-em-macau/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785730]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Castlelake chega a acordo preliminar para comprar easyJet por 6,4 mil milhões de euros</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/castlelake-chega-a-acordo-preliminar-para-comprar-easyjet-por-64-mil-milhoes-de-euros/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/castlelake-chega-a-acordo-preliminar-para-comprar-easyjet-por-64-mil-milhoes-de-euros/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:40:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785728</guid>

					<description><![CDATA[A proposta abre caminho à possível retirada da companhia aérea britânica de baixo custo da bolsa, caso seja formalizada nos próximos dias.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">O fundo norte-americano Castlelake chegou a um acordo preliminar para comprar a easyJet, numa operação avaliada em 5,5 mil milhões de libras, cerca de 6,4 mil milhões de euros ao câmbio atual. A proposta abre caminho à possível retirada da companhia aérea britânica de baixo custo da bolsa, caso seja formalizada nos próximos dias.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o Financial Times, a easyJet informou que as duas partes chegaram a um entendimento sobre as condições financeiras da operação. O prazo para a Castlelake apresentar uma oferta firme foi prolongado até 3 de agosto, depois de estar inicialmente previsto que terminasse às 17h00 de ontem, ao abrigo das regras britânicas sobre aquisições.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta em cima da mesa prevê uma oferta em dinheiro de 6,90 libras por ação. Segundo a easyJet, este valor coloca a avaliação do capital da companhia em cerca de 5,5 mil milhões de libras. Um porta-voz da transportadora afirmou que a proposta se situa num nível que o conselho de administração está disposto a recomendar aos acionistas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quatro ofertas recusadas antes do acordo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O entendimento surge depois de uma ofensiva persistente da Castlelake para assumir o controlo da easyJet. O fundo norte-americano já tinha apresentado quatro propostas anteriores, todas rejeitadas pela companhia aérea por serem consideradas insuficientes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o FT, a easyJet classificou essas aproximações como “altamente oportunistas”, defendendo que o fundo procurava comprar a empresa num momento em que a cotação estava pressionada pela guerra no Irão, que afetou o setor aéreo de forma generalizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">A quarta proposta rejeitada previa o pagamento de 6,50 libras por ação, cerca de 7,59 euros por título, avaliando a easyJet em 4,9 mil milhões de libras. Investidores da companhia tinham indicado anteriormente que esperavam que o conselho negociasse com a Castlelake em torno das 7 libras por ação.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Due diligence abriu caminho a nova proposta</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A Castlelake sinalizou que poderia melhorar a oferta caso tivesse acesso a mais informação financeira sobre a easyJet. A companhia aceitou então colaborar numa revisão limitada das contas, num processo de due diligence destinado a permitir uma proposta mais atrativa.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, a easyJet já tinha manifestado dúvidas sobre a estrutura de propriedade proposta pelo fundo e sobre a viabilidade de execução do plano apresentado para a companhia aérea. A empresa indicou, no entanto, que precisava de mais detalhes para avaliar a operação.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Castlelake tem experiência de várias décadas no arrendamento de aeronaves e detém também uma participação relevante na companhia aérea escandinava SAS.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>easyJet procura reforçar lucros e renovar frota</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Fundada como uma alternativa de baixo custo à British Airways, a easyJet tornou-se uma das maiores redes aéreas da Europa. A companhia tem procurado reforçar a rentabilidade e definiu como objetivo atingir lucros anuais de mil milhões de libras a médio prazo.</p>
<p class="isSelectedEnd">A estratégia passa pela expansão do negócio de férias e pela incorporação de uma nova frota de aviões de passageiros mais eficientes no consumo de combustível do que os modelos anteriores.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar dessa ambição, as ações da easyJet ainda não recuperaram totalmente do impacto da pandemia de Covid-19. A cotação da companhia não ultrapassa as 7 libras desde 2021, fator que ajudou a tornar a empresa alvo de interesse por parte da Castlelake.</p>
<p>Com o acordo preliminar agora alcançado, a próxima etapa será a apresentação de uma oferta formal. Se avançar e for aprovada pelos acionistas, a operação poderá retirar uma das maiores companhias aéreas de baixo custo da Europa dos mercados bolsistas.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/castlelake-chega-a-acordo-preliminar-para-comprar-easyjet-por-64-mil-milhoes-de-euros/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785728]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>O mercado pode estar a viver um &#8216;déjà vu&#8217; da bolha tecnológica de 2000, alerta especialista</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/o-mercado-pode-estar-a-viver-um-deja-vu-da-bolha-tecnologica-de-2000-alerta-especialista/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/o-mercado-pode-estar-a-viver-um-deja-vu-da-bolha-tecnologica-de-2000-alerta-especialista/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:30:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Linkedin]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[bolha]]></category>
		<category><![CDATA[Especialista]]></category>
		<category><![CDATA[ia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785713</guid>

					<description><![CDATA[O atual receio dos investidores de que a inteligência artificial (IA) torne obsoletos muitos modelos de negócio está a criar algumas das melhores oportunidades de investimento dos últimos anos, defende Simon Webber, Head of Global Equities da Schroders.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O atual receio dos investidores de que a inteligência artificial (IA) torne obsoletos muitos modelos de negócio está a criar algumas das melhores oportunidades de investimento dos últimos anos, defende Simon Webber, Head of Global Equities da Schroders.</p>
<p>Numa análise sobre a evolução dos mercados acionistas, o responsável considera que muitas empresas de elevada qualidade estão atualmente a ser avaliadas com perspetivas de crescimento demasiado pessimistas, apesar de continuarem a apresentar vantagens competitivas sólidas e capacidade de adaptação às mudanças tecnológicas.</p>
<p>Segundo Simon Webber, o mercado pode atualmente ser dividido em três grandes grupos. O primeiro reúne as empresas consideradas as grandes vencedoras da IA, incluindo fornecedores de infraestrutura tecnológica, fabricantes de hardware e desenvolvedores de grandes modelos de linguagem. Estas empresas continuam a beneficiar de forte crescimento das receitas e de sucessivas revisões em alta das previsões de resultados, impulsionadas pelo investimento massivo em centros de dados e no desenvolvimento da inteligência artificial.</p>
<p>Ainda assim, alerta que este crescimento não será ilimitado. À medida que a capacidade instalada aumente e a oferta de infraestrutura acompanhe a procura, a concorrência deverá intensificar-se e o ritmo de expansão poderá abrandar.</p>
<p>O segundo grupo integra empresas com ativos físicos considerados mais defensivos, como utilities, empresas de materiais, algumas industriais, operadores de telecomunicações e bancos. Estes títulos têm beneficiado da procura de investidores que procuram reduzir a exposição ao risco de disrupção provocado pela IA.</p>
<p>Contudo, o especialista considera que muitos destes ativos já incorporam prémios de valorização excessivos. No caso da banca, questiona igualmente a ideia de que a IA será apenas um fator positivo para o setor. Embora a tecnologia possa reduzir custos operacionais, acredita que esses ganhos tenderão a desaparecer com a concorrência e que as transformações económicas provocadas pela IA poderão aumentar o risco de incumprimento de crédito, à medida que o ciclo económico normalize.</p>
<p>É, no entanto, o terceiro grupo que concentra, na opinião do especialista       , o maior potencial. Trata-se das empresas classificadas pelo mercado como potenciais &#8220;perdedoras&#8221; da inteligência artificial, muitas delas pertencentes ao segmento de qualidade e crescimento (&#8220;quality growth&#8221;).</p>
<p>Simon Webber considera que os investidores estão a assumir, de forma demasiado precipitada, que estas empresas enfrentarão uma obsolescência estrutural. Pelo contrário, acredita que muitas organizações com marcas fortes, relações consolidadas com clientes e capacidade de investimento conseguirão integrar a IA nos seus produtos e serviços, reforçando a sua posição competitiva.</p>
<p>&#8220;A recompensa por identificar as empresas capazes de navegar com sucesso esta transição poderá ser significativa, sobretudo porque muitas estão atualmente a negociar com avaliações historicamente baixas&#8221;, sustenta.</p>
<p><strong>Paralelos com a bolha tecnológica</strong></p>
<p>Na análise, o responsável estabelece ainda um paralelo entre o atual entusiasmo em torno da inteligência artificial e a bolha tecnológica de 1999 e 2000.</p>
<p>Segundo explica, ambos os períodos são marcados por uma forte concentração dos índices bolsistas em torno de um pequeno grupo de empresas tecnológicas, acompanhada por elevados ciclos de investimento em infraestruturas — na altura, as redes de fibra ótica; atualmente, os centros de dados dedicados à IA.</p>
<p>Recordando o período da bolha dot-com, Simon Webber refere que muitas empresas da chamada &#8220;velha economia&#8221; foram ignoradas pelos investidores, apesar de apresentarem fluxos de caixa sólidos e vantagens competitivas duradouras. Empresas como John Deere e AutoZone acabaram por aproveitar esse período para reforçar os seus negócios, gerando posteriormente retornos muito superiores aos do mercado.</p>
<p>O especialista alerta igualmente para sinais de exuberância crescente entre os investidores. Destaca que a dívida utilizada para investir em bolsa (margin debt) atingiu 1,23 biliões de dólares em dezembro de 2025, um máximo histórico em termos reais, segundo dados da FINRA.</p>
<p>Na sua perspetiva, este aumento da alavancagem financeira é semelhante ao observado antes do rebentamento da bolha tecnológica, da crise financeira de 2007 e da correção registada após o pico dos mercados em 2021.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/o-mercado-pode-estar-a-viver-um-deja-vu-da-bolha-tecnologica-de-2000-alerta-especialista/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785713]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Cidades a ferver? A regra 3-30-300 pode ser a resposta para arrefecer ruas e bairros</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/cidades-a-ferver-a-regra-3-30-300-pode-ser-a-resposta-para-arrefecer-ruas-e-bairros/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/cidades-a-ferver-a-regra-3-30-300-pode-ser-a-resposta-para-arrefecer-ruas-e-bairros/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:27:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785704</guid>

					<description><![CDATA[Com ondas de calor mais frequentes, a adaptação urbana deixa de ser apenas uma questão ambiental e passa a ser também uma questão de saúde pública e qualidade de vida.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Numa altura em que uma onda de calor atinge vários países europeus, especialistas em urbanismo e saúde ambiental defendem que as cidades precisam de se adaptar melhor às temperaturas extremas. Uma das propostas passa pela regra 3-30-300, uma fórmula simples que pretende aumentar a presença de árvores e espaços verdes nos bairros urbanos.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a Renascença, a ideia foi defendida por Eva Schwab, diretora do Instituto de Urbanismo da Universidade Técnica de Graz, na Áustria, em entrevista à Rádio Agora.</p>
<p class="isSelectedEnd">A regra parte de três objetivos: cada pessoa deve conseguir ver pelo menos três árvores a partir da sua janela, 30% da área dos bairros residenciais deve estar à sombra, preferencialmente por árvores, e todos os moradores devem ter acesso a um espaço verde confortável num raio de 300 metros.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Mais árvores para baixar a temperatura das cidades</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Para Eva Schwab, esta fórmula pode ajudar a tornar os centros urbanos mais resistentes às ondas de calor. A arquiteta paisagista sublinha que a resposta passa, em grande medida, pela presença de árvores e zonas verdes no espaço público.</p>
<p class="isSelectedEnd">A regra 3-30-300 foi inicialmente desenvolvida pelo investigador neerlandês Cecil Konijnendijk, diretor do Nature Based Solutions Institute, organismo internacional dedicado à investigação, formação e consultoria nas áreas da silvicultura urbana e das soluções baseadas na natureza.</p>
<p class="isSelectedEnd">O objetivo é levar as cidades a planearem melhor a sua estrutura urbana, usando a natureza como instrumento de adaptação climática. Em vez de depender apenas de soluções artificiais para arrefecer o espaço urbano, a proposta aposta na sombra, na vegetação e na proximidade a áreas verdes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Renascença, Eva Schwab considera que os espaços verdes só conseguem ajudar verdadeiramente a combater o calor se estiverem bem distribuídos e acessíveis à população. A questão não é apenas ter parques na cidade, mas garantir que estes fazem parte da vida diária dos moradores.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>O que significa a regra 3-30-300</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A primeira parte da fórmula defende que todos devem poder ver três árvores a partir de casa. Este princípio procura reforçar a presença visual da natureza no quotidiano urbano e tornar os bairros menos dominados por betão e asfalto.</p>
<p class="isSelectedEnd">A segunda meta aponta para 30% de sombra nos bairros residenciais. A sombra deve ser garantida idealmente por árvores, já que estas ajudam a reduzir a sensação térmica e tornam ruas, praças e zonas de passagem mais suportáveis nos dias de maior calor.</p>
<p class="isSelectedEnd">O terceiro elemento da regra estabelece que qualquer pessoa deve conseguir chegar a um espaço verde num raio de 300 metros. Esse espaço deve permitir permanência confortável, ou seja, não basta existir uma zona ajardinada: é necessário que seja utilizável em períodos de calor.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Calor extremo também exige mudanças no comportamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Além do planeamento urbano, os especialistas alertam para a necessidade de adaptar rotinas nos dias de temperaturas muito elevadas. Hans-Peter Hutter, médico especialista em saúde ambiental da Universidade de Viena, defende que a primeira recomendação deve ser abrandar o ritmo.</p>
<p class="isSelectedEnd">O especialista explica que o calor e o stress já colocam uma pressão adicional sobre o sistema cardiovascular. Por isso, tentar manter o mesmo nível de atividade ou acumular tarefas em dias de calor extremo pode agravar o desgaste físico.</p>
<p class="isSelectedEnd">A recomendação é simples: levar as coisas com mais calma. Para Hans-Peter Hutter, reduzir o ritmo é uma forma prática de proteger o corpo quando as temperaturas estão demasiado altas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Igrejas, supermercados e centros comerciais podem servir de refúgio</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Outra sugestão do médico passa por procurar espaços mais frescos durante os períodos mais críticos do dia. As igrejas são apontadas como uma opção em várias cidades europeias, devido à sua arquitetura, que tende a manter temperaturas interiores mais baixas.</p>
<p class="isSelectedEnd">Supermercados e centros comerciais também podem funcionar como locais de arrefecimento, por terem condições de climatização. Para quem não tem acesso a uma casa fresca ou precisa de escapar temporariamente ao calor, estes espaços podem ser uma alternativa próxima e útil.</p>
<p>A combinação entre cidades com mais árvores, bairros com mais sombra e comportamentos mais prudentes em dias de calor extremo pode tornar-se cada vez mais relevante. Com ondas de calor mais frequentes, a adaptação urbana deixa de ser apenas uma questão ambiental e passa a ser também uma questão de saúde pública e qualidade de vida.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/cidades-a-ferver-a-regra-3-30-300-pode-ser-a-resposta-para-arrefecer-ruas-e-bairros/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785704]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Ucrânia: Zelensky pede aos aliados decisões firmes na cimeira da NATO</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-zelensky-pede-aos-aliados-decisoes-firmes-na-cimeira-da-nato/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-zelensky-pede-aos-aliados-decisoes-firmes-na-cimeira-da-nato/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:23:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785709</guid>

					<description><![CDATA[O Presidente ucraniano pediu hoje aos seus aliados que tomem "decisões firmes" na cimeira da NATO, marcada para terça e quarta-feira em Ancara, após os ataques aéreos russos na região de Kiev que mataram pelo menos 14 pessoas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Presidente ucraniano pediu hoje aos seus aliados que tomem &#8220;decisões firmes&#8221; na cimeira da NATO, marcada para terça e quarta-feira em Ancara, após os ataques aéreos russos na região de Kiev que mataram pelo menos 14 pessoas.</p>
<p>&#8220;É crucial que o mundo &#8212; em primeiro lugar os Estados Unidos e os nossos parceiros europeus &#8212; saia da cimeira da NATO em Ancara [na Turquia] com decisões firmes a favor da nossa defesa aérea e, consequentemente, da proteção da vida das pessoas comuns&#8221;, declarou Volodymyr Zelensky no Facebook.</p>
<p>&#8220;Enquanto os mísseis Patriot permanecerem nos arsenais dos nossos aliados, a Rússia estará apenas encorajada a continuar a destruir edifícios residenciais. Os Estados Unidos e a Europa têm força suficiente para travar este terror&#8221;, afirmou Zelensky.</p>
<p>Segundo o Presidente ucraniano, entre a noite de domingo e hoje, Kiev sofreu um ataque maciço da Rússia, que lançou 68 mísseis e 351 drones.</p>
<p>&#8220;As operações de resposta ainda estão em curso. Foram registados danos em mais de 10 locais da cidade, incluindo edifícios residenciais. Todos os serviços necessários estão no local, fazendo todo o possível para resgatar pessoas e prestar assistência a todos os que dela necessitam&#8221;, declarou.</p>
<p>&#8220;Os nossos guerreiros tiveram hoje um bom desempenho na interceção de drones e mísseis de cruzeiro, mas infelizmente não de mísseis balísticos russos. E a razão reside no fornecimento insuficiente de mísseis intercetores&#8221;, afirmou.</p>
<p>A Rússia lançou hoje um ataque maciço contra instalações militares, centrais elétricas e aeródromos em Kiev e outras regiões da Ucrânia, segundo o Ministério da Defesa russo.</p>
<p>&#8220;Na noite passada, em resposta aos ataques terroristas do regime de Kiev contra o território russo, as Forças Armadas da Rússia lançaram um ataque maciço com armas de precisão de longo alcance, implantadas em terra, no ar e no mar, bem como com drones de ataque, contra instalações militares, centrais elétricas em Kiev e aeródromos militares&#8221;, afirmou o Ministério russo num comunicado de imprensa publicado pela MAX.</p>
<p>De acordo com o Ministério da Defesa russo, as forças russas atacaram aeródromos militares &#8220;nas regiões de Dnipropetrovsk, Poltava, Cherkasy, Chernihiv e Kiev&#8221;, entre outros alvos.</p>
<p>Segundo a Força Aérea ucraniana, a Rússia lançou 68 mísseis, incluindo 23 mísseis balísticos, e 351 drones de longo alcance.</p>
<p>As defesas aéreas ucranianas abateram 37 mísseis e 326 dos drones. Nenhum dos mísseis balísticos foi intercetado, confirmando a escassez de mísseis intercetores PAC-3 para sistemas Patriot na Ucrânia.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/ucrania-zelensky-pede-aos-aliados-decisoes-firmes-na-cimeira-da-nato/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785709]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>A Cibersegurança subiu ao Conselho. Está a sua Administração pronta?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/a-ciberseguranca-subiu-ao-conselho-esta-a-sua-administracao-pronta/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/a-ciberseguranca-subiu-ao-conselho-esta-a-sua-administracao-pronta/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:22:57 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[cibersegurança]]></category>
		<category><![CDATA[DPO Consulting]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785705</guid>

					<description><![CDATA[Opinião de Elsa Veloso, CEO da DPO Consulting]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Durante anos, a cibersegurança viveu confinada ao departamento de TI, tratada como matéria de firewalls, backups e antivírus. Essa fronteira desapareceu. Hoje, um ataque de ransomware, uma exfiltração de dados ou uma fraude por comprometimento de correio eletrónico empresarial não testam apenas sistemas testam, também, a governação de uma organização, a sua relação com reguladores, com clientes e com o mercado. E é o Conselho de Administração, não o CISO sozinho, quem responde por essa prova.</p>
<p>O quadro jurídico já não deixa margem para ambiguidade. O Decreto-Lei n.º 125/2025, de 4 de dezembro, transpôs para a ordem jurídica portuguesa a Diretiva (UE) 2022/2555 (NIS2) e entrou em vigor a 3 de abril de 2026. O Regulamento n.º 756/2026, de 22 de junho, do Centro Nacional de Cibersegurança, concretizou as obrigações de registo, avaliação de risco, medidas de segurança e comunicação de incidentes. As contraordenações mais graves podem atingir 10 milhões de euros. Mas o dado que deveria fazer parar qualquer administração é outro: a NIS2 impõe, pela primeira vez em Portugal, responsabilidade direta e pessoal dos órgãos de gestão pela aprovação e supervisão das medidas de gestão de risco cibernético, com dever de formação específica dos próprios administradores. Deixar de saber deixou de ser defesa.</p>
<p>RGPD e NIS2 não são dois regimes paralelos, mas sim, a mesma exposição vista de dois ângulos. Um incidente cibernético que comprometa dados de clientes, trabalhadores ou utentes é, em simultâneo, uma violação de segurança na aceção do RGPD e um incidente reportável ao abrigo da NIS2, cada um com prazos e destinatários distintos: 72 horas para notificar a CNPD nos termos do artigo 33.º do RGPD, mas 24 horas para o alerta inicial, 72 horas para a notificação e um mês para o relatório final junto do CNCS. Uma organização que concebeu os seus procedimentos apenas para um destes regimes falhará no outro exatamente quando mais precisa de o aplicar com eficácia: no pico de uma crise, sob escrutínio mediático e com a reputação em risco.</p>
<p>A maturidade conquistada com o RGPD é um ponto de partida, não uma certificação de chegada. As organizações que já mapeiam tratamentos, documentam riscos, gerem fornecedores por contrato e testam planos de resposta a incidentes têm, de facto, vantagem. Mas a NIS2 exige mais, exige a identificação dos ativos críticos e das dependências de terceiros, avaliação de risco alargada à cadeia de fornecimento, medidas técnicas e organizativas mensuráveis, e sobretudo a prova de que a administração, e não apenas a equipa técnica, compreende e supervisiona esse risco. Sem esse elo, o investimento feito em RGPD fica incompleto perante o novo regime.</p>
<p>Nos primeiros minutos de uma crise mede-se a diferença entre organizações resilientes e organizações vulneráveis. Não é a tecnologia que decide se o incidente se transforma em crise de confiança, mas sim a capacidade de comunicar com clareza, proteger os titulares dos dados, cooperar com o regulador, preservar evidência e restabelecer serviços críticos sem hesitação. Essa capacidade constrói-se antes, não durante a crise.</p>
<p>Os clientes e cidadãos já não veem a exposição de dados pessoais como um incidente técnico distante. Sabem que pode significar fraude, usurpação de identidade ou uso indevido da sua informação. Por isso, a confiança digital tornou-se um ativo de balanço tão real quanto qualquer outro e tão vulnerável a uma má decisão de governação.</p>
<p>A entrada em vigor deste enquadramento não é apenas mais uma obrigação de compliance, mas passa a ser um teste de liderança. As administrações que tratarem a NIS2 como formulário a preencher vão cumprir tarde, de forma fragmentada, e vão descobrir as suas lacunas no pior momento possível. As que a integrarem na estratégia e na governação vão transformar uma exigência regulatória em vantagem competitiva perante clientes, parceiros e mercados cada vez mais atentos a quem protege verdadeiramente os seus dados.</p>
<p>Os Conselhos de Administração já não se devem questionar se &#8216;este é um problema de TI&#8217;. A prioridade atual é outra: sabemos, hoje, quem assume a decisão, a resposta e a prestação de contas nas primeiras horas de um incidente? Essa resposta não se encontra num relatório de auditoria arquivado nem numa política nunca testada. Encontra-se na forma como a administração trata o risco digital no seu dia a dia, ou seja, com o mesmo rigor, a mesma frequência e a mesma exigência de prestação de contas com que trata o risco financeiro ou o risco reputacional.</p>
<p>As organizações que hoje investem em compreender esta convergência entre proteção de dados e cibersegurança não estão simplesmente a cumprir uma obrigação legal. Estão a decidir, em tempo de paz, quem querem ser no dia em que a crise chegar.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/a-ciberseguranca-subiu-ao-conselho-esta-a-sua-administracao-pronta/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[Elsa Veloso, CEO da DPO Consulting]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Dependência da Europa dos EUA é a mais perigosa e arriscada</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/dependencia-da-europa-dos-eua-e-a-mais-perigosa-e-arriscada-dave-keating/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/dependencia-da-europa-dos-eua-e-a-mais-perigosa-e-arriscada-dave-keating/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:20:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785706</guid>

					<description><![CDATA[O jornalista Dave Keating, norte-americano por nascimento e europeu por escolha, afirmou hoje que a dependência da Europa dos EUA é a mais perigosa e arriscada atualmente e apontou a má cobertura dos assuntos da União Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O jornalista Dave Keating, norte-americano por nascimento e europeu por escolha, afirmou hoje que a dependência da Europa dos EUA é a mais perigosa e arriscada atualmente e apontou a má cobertura dos assuntos da União Europeia.</p>
<p>David Keating, que vive em Bruxelas, falava no seminário Connecting UE, organizado pelo Comité Económico e Social Europeu [European Economic and Social Committee (EESC)], sob o tema &#8220;Em defesa dos valores europeus: o poder da sociedade civil&#8221; [In defence of european values: The power of civil society], que decorre até terça-feira na Universidade de Sófia.</p>
<p>No início da sua intervenção, o analista político e autor do livro &#8220;The Owned Continent&#8221; referiu que muitos europeus desconhecem o quanto a Europa é dependente de potências estrangeiras, nomeadamente de uma em particular.</p>
<p>&#8220;Ao longo dos anos, a Europa tornou-se cada vez mais dependente dos EUA e da China e tem tido dificuldade em se livrar de uma dependência persistente em relação à Rússia&#8221;.</p>
<p>Contudo, &#8220;dessas três, apenas uma mantém tropas&#8221; no território da União Europeia e &#8220;apenas uma controla a infraestrutura económica deste continente&#8221;, prosseguiu.</p>
<p>Os EUA dominam a infraestrutura digital, com suas &#8216;big tech&#8217; que operam nas áreas de &#8216;cloud computing&#8217;, redes sociais, modelos inteligência artificial (IA) e até sistemas de processamento de pagamentos.</p>
<p>&#8220;E apenas uma domina os nossos ecrãs de televisão [&#8230;], as nossas revistas e nossas salas de cinema&#8221; e é essa dependência dos EUA constitui o tema do seu livro.</p>
<p>Dave Keating, que sublinhou ser um emigrante, explicou que se concentrou especificamente na dependência dos EUA &#8220;porque essa dependência é a mais perigosa e arriscada que a Europa tem hoje&#8221;.</p>
<p>Por exemplo, a guerra das tarifas. Ou se Donald Trump decidisse desligar o acesso às infraestruturas de &#8216;cloud&#8217;, isso teria um impacto económico na Europa.</p>
<p>Referiu ainda que a presidente da Comissão Europeua e os líderes europeus falm muito sobre o problema das dependências da Europa, mas &#8220;em termos vagos&#8221;. Contudo, é capaz de nomear duas ameaças, a Rússia e a China.</p>
<p>&#8220;A terceira dependência &#8212; que é de magnitude maior e mais arriscada &#8212; é aquela cujo nome não se ousa pronunciar&#8221;, apontou, aludindo aos EUA.</p>
<p>Dave Keating referiu ainda que os europeus &#8220;sabem mais&#8221; sobre o que se passa nos EUA e na política norte-americana do que na União Europeia.</p>
<p>Deu o exemplo das notícias nos media europeus, que dão notícias nacionais e dos EUA.</p>
<p>Se as instituições, os media &#8220;não ensinam como a UE funciona como podemos pedir&#8221; que votem nas eleições europeias, questionou Dave Keating, referindo que há uma má cobertura do que acontece na União Europeia.</p>
<p>*** A Lusa viajou a convite do European Economic and Social Committee ***</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/dependencia-da-europa-dos-eua-e-a-mais-perigosa-e-arriscada-dave-keating/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785706]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Bolsas europeias tendencialmente positivas à espera de resultados de empresas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bolsas-europeias-tendencialmente-positivas-a-espera-de-resultados-de-empresas/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/bolsas-europeias-tendencialmente-positivas-a-espera-de-resultados-de-empresas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:13:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785703</guid>

					<description><![CDATA[As principais bolsas europeias abriram hoje com desempenhos maioritariamente positivos, enquanto aguardam resultados empresariais que deverão atingir máximos históricos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>As principais bolsas europeias abriram hoje com desempenhos maioritariamente positivos, enquanto aguardam resultados empresariais que deverão atingir máximos históricos.</p>
<p>Por volta das 08:30 em Lisboa, o EuroStoxx 600 ganhava 0,10% para 653,45 pontos.</p>
<p>Pela mesma hora, Milão crescia 0,46%, Paris avançava 0,45%, Londres subia 0,38% e Frankfurt valorizava 0,17%. Entre os principais índices nacionais, o de Madrid era um dos que descia, ao perder 0,36%.</p>
<p>Os investidores aguardam a apresentação, na terça-feira, da sul-coreana Samsung, que deverá, no segundo trimestre do ano, multiplicar o seu lucro em 18 vezes, enquanto a compatriota SK Hynix entra em bolsa esta semana. A SpaceX também vai passar a integrar o Nasdaq na terça-feira.</p>
<p>Wall Street, que retoma hoje a negociação depois do encerramento na sexta-feira por antecipação do feriado do 04 de julho, via os seus futuros a cair em 0,07% no Dow Jones e a recuar 0,26% e 0,87% no S&amp;P 500 e Nasdaq, respetivamente.</p>
<p>O preço do barril de Brent, referência para a Europa, para entrega em setembro desceu 0,06% e era negociado em 72,08 dólares, enquanto o WTI subia 0,12% para 68,77 dólares.</p>
<p>Além das empresas, os investidores continuam de olhos postos no Médio Oriente a às negociações entre Estados Unidos da América e Irão para um acordo de paz definitivo, depois de o Exército israelita ter atacado, no domingo, uma alegada célula do grupo Hezbollah no sul do Líbano.</p>
<p>Também no domingo, a aliança OPEP+ acordou aumentar a sua produção a partir de agosto, pelo quinto mês consecutivo, em 188 mil barris por dia.</p>
<p>O gás natural TTF recua 0,65%, para 44,81 euros megawatt-hora, enquanto o ouro sobe 0,87% para 4.161,54 dólares por onça e a bitcoin avança 0,35% para 62.903,7 dólares.</p>
<p>A semana que arranca hoje marca o início do calendário de divulgação de resultados do segundo trimestre do ano das cotadas norte-americanas, calendário que deverá ganhar balanço a partir de 14 de julho, com os resultados da banca de investimento.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/bolsas-europeias-tendencialmente-positivas-a-espera-de-resultados-de-empresas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785703]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Médico de família: quem pode perder a vaga com as novas regras do SNS?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/medico-de-familia-quem-pode-perder-a-vaga-com-as-novas-regras-do-sns/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/medico-de-familia-quem-pode-perder-a-vaga-com-as-novas-regras-do-sns/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 08:09:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785700</guid>

					<description><![CDATA[Com esta reorganização, o Governo espera acelerar a atribuição de médicos de família a utentes que ainda aguardam vaga, evitando que lugares continuem associados a pessoas que não usam o sistema há vários anos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">As novas regras de gestão do Registo Nacional de Utentes entraram em vigor este sábado e vão alterar a forma como os utentes são organizados no Serviço Nacional de Saúde. A medida tem impacto sobretudo na inscrição nos cuidados de saúde primários e na atribuição de médico de família, mas o Ministério da Saúde garante que ninguém perde o direito de ser atendido no SNS.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Registo Nacional de Utentes reúne cerca de 20 milhões de registos administrativos de pessoas que utilizam ou já utilizaram o Serviço Nacional de Saúde. A atualização agora em curso pretende tornar a base de dados mais fiável, eliminar informação desatualizada e libertar vagas de médico de família que estejam atribuídas a pessoas que já não recorrem regularmente ao sistema.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Acesso ao SNS não está em causa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A principal dúvida dos utentes é se estas alterações podem levar à perda de acesso aos cuidados de saúde. A resposta é não. As novas regras não retiram o direito a atendimento no SNS.</p>
<p class="isSelectedEnd">O que muda é a organização administrativa dos registos e a forma como são definidas as condições para inscrição nos cuidados de saúde primários e para atribuição de médico de família. Mesmo quem deixe de ter médico de família continuará inscrito no SNS e poderá recorrer aos serviços quando precisar.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quem pode perder o médico de família?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os utentes que tenham médico de família atribuído, mas que não tenham tido qualquer contacto com o SNS nos últimos cinco anos, passam a poder perder essa vaga.</p>
<p class="isSelectedEnd">A lógica da medida é libertar lugares ocupados por pessoas que, apesar de continuarem registadas, deixaram de utilizar regularmente o Serviço Nacional de Saúde. Essas vagas poderão depois ser atribuídas a outros utentes que estejam à espera de médico de família.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, perder a vaga não significa perder o acesso ao SNS. O utente pode voltar a ter médico de família se reunir as condições necessárias.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Quem passa a ter direito a médico de família?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A partir de agora, a atribuição de médico de família depende de três condições. O utente tem de ter o registo atualizado no Registo Nacional de Utentes, tem de existir vaga disponível na unidade de saúde e tem de ter utilizado o SNS nos últimos cinco anos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Quem vive em Portugal e tem os dados completos e corretos continuará elegível para ter médico de família. O objetivo é fazer com que as listas reflitam melhor os utentes que residem efetivamente no país e que recorrem ao sistema com regularidade.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Emigrantes continuam a poder usar o SNS</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os portugueses residentes no estrangeiro não perdem o acesso ao Serviço Nacional de Saúde quando estiverem em Portugal e precisarem de cuidados. No entanto, passam a integrar a categoria de “registo atualizado não residente”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na prática, isto significa que deixam de ser elegíveis para manter ou receber médico de família em Portugal, uma vez que não residem habitualmente no país.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Estrangeiros continuam a poder ter número de utente</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As novas regras também não retiram o número nacional de utente aos cidadãos estrangeiros que tenham direito a cuidados prestados pelo SNS.</p>
<p class="isSelectedEnd">No caso dos cidadãos estrangeiros, passa a ser obrigatória a apresentação de autorização de residência para que o registo fique atualizado. Sem os dados obrigatórios completos, o registo poderá ser classificado como “em curso” ou “incompleto”.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Dados incompletos impedem inscrição nos cuidados primários</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quando faltarem dados obrigatórios, o registo do utente deixa de permitir a inscrição nos cuidados de saúde primários até que a informação seja atualizada.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa atualização terá de ser feita presencialmente numa unidade do SNS. O objetivo é confirmar a identidade do utente e prevenir situações de fraude.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os dados obrigatórios estão o nome, a data de nascimento, a nacionalidade, o documento de identificação, o número de identificação fiscal e a morada completa em Portugal. Para cidadãos estrangeiros, será necessária também a autorização de residência.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Crianças têm salvaguardas nas novas regras</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As novas regras incluem mecanismos de proteção para menores. Não será retirada a atribuição de médico de família a crianças quando essa decisão puder comprometer o acompanhamento do agregado familiar.</p>
<p class="isSelectedEnd">Além disso, quando existirem crianças no agregado, será mantido pelo menos um adulto com médico de família. A intenção é evitar que a reorganização administrativa prejudique o acompanhamento familiar nos cuidados de saúde primários.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Atualização decorre durante julho</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A atualização automática dos registos decorre ao longo do mês de julho. A partir de agosto, os utentes poderão consultar a sua classificação numa unidade do SNS.</p>
<p class="isSelectedEnd">Posteriormente, essa informação também deverá ficar disponível através do Portal SNS24 e da aplicação SNS24. Os resultados da operação deverão ser divulgados pela Administração Central do Sistema de Saúde ao longo de agosto.</p>
<p class="isSelectedEnd">A operação abrange cerca de 20 milhões de registos administrativos, incluindo pessoas já falecidas, cuja informação continua a ser mantida por razões de consistência das bases de dados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Porque está o Governo a mudar o registo de utentes?</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O Ministério da Saúde justifica a atualização com a necessidade de tornar o Registo Nacional de Utentes mais rigoroso e operacional. A intenção é corrigir registos desatualizados, clarificar quem reside em Portugal e identificar quem utiliza efetivamente o SNS.</p>
<p class="isSelectedEnd">Com esta reorganização, o Governo espera acelerar a atribuição de médicos de família a utentes que ainda aguardam vaga, evitando que lugares continuem associados a pessoas que não usam o sistema há vários anos.</p>
<p>Para os utentes, a principal mensagem é clara: ninguém perde o acesso ao SNS por causa das novas regras. Mas quem não utiliza os serviços há mais de cinco anos, quem vive fora do país ou quem tem dados incompletos pode deixar de reunir condições para manter ou receber médico de família em Portugal.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/medico-de-familia-quem-pode-perder-a-vaga-com-as-novas-regras-do-sns/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785700]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Incêndio deflagra em loja em Carnaxide perto de posto de combustível</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/incendio-deflagra-em-loja-em-carnaxide-perto-de-posto-de-combustivel/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/incendio-deflagra-em-loja-em-carnaxide-perto-de-posto-de-combustivel/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 07:54:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785691</guid>

					<description><![CDATA[Às 06:40 estavam no local 41 operacionais, de várias corporações de Bombeiros, com o apoio de 15 veículos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="firstTextBlock">
<p>Um incêndio deflagrou esta segunda-feira de madrugada numa loja em Carnaxide, Oeiras, sem causar vitimas, encontrando-se às 06:30 ativo e a mobilizar mais de 40 operacionais, disse à Lusa fonte da proteção civil.</p>
</div>
<p>Fonte do Comando Sub-Regional da Grande Lisboa adiantou que o alerta para o incêndio, que deflagrou na loja com produtos chineses localizada na Rua Ernesto Silva, em Carnaxide, no concelho de Oeiras, no distrito de Lisboa, foi dado às 05:09.</p>
<p>Às 06:40 estavam no local 41 operacionais, de várias corporações de Bombeiros, com o apoio de 15 veículos.</p>
<p><iframe style="border: none; overflow: hidden;" src="https://www.facebook.com/plugins/video.php?height=476&amp;href=https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Freel%2F1249958870446420%2F&amp;show_text=true&amp;width=267&amp;t=0" width="267" height="591" frameborder="0" scrolling="no" allowfullscreen="allowfullscreen"></iframe></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/incendio-deflagra-em-loja-em-carnaxide-perto-de-posto-de-combustivel/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785691]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Custo de vida aperta famílias: quatro em cada dez portugueses dizem estar pior do que há um ano</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/custo-de-vida-aperta-familias-quatro-em-cada-dez-portugueses-dizem-estar-pior-do-que-ha-um-ano/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/custo-de-vida-aperta-familias-quatro-em-cada-dez-portugueses-dizem-estar-pior-do-que-ha-um-ano/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 07:43:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785688</guid>

					<description><![CDATA[Para uma parte significativa da população, o último ano traduziu-se em perda ou ausência de recuperação do poder de compra, num contexto em que o custo de vida continua a dominar o debate político e económico.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">Quase quatro em cada dez portugueses dizem que a sua situação económica se agravou no último ano. A perceção de perda de poder de compra surge no mais recente Barómetro DN/Aximage, que mostra um país dividido entre quem sente que está pior e quem considera que a situação ficou apenas estagnada.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.dn.pt/pol%C3%ADtica/custo-de-vida-quatro-em-cada-dez-portugueses-dizem-estar-pior-do-que-h-um-ano" target="_blank" rel="noopener">Diário de Notícias</a>, 39% dos inquiridos afirmam estar hoje em pior situação económica do que há um ano. Apenas 14% dizem estar melhor, enquanto 47% consideram que a sua situação financeira se manteve igual.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados revelam um cenário de pressão persistente sobre os orçamentos familiares. Para uma parte significativa da população, o último ano traduziu-se em perda ou ausência de recuperação do poder de compra, num contexto em que o custo de vida continua a dominar o debate político e económico.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Maioria acredita que os preços vão continuar a subir</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">As expectativas para os próximos meses também são pouco otimistas. Segundo o DN, 63% dos portugueses acreditam que o custo de vida continuará a aumentar até ao final do ano. Em sentido contrário, apenas 11% esperam uma descida dos preços.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esta perceção de agravamento confirma que a inflação sentida pelas famílias continua a marcar a avaliação que os portugueses fazem da sua situação económica. Mesmo entre os que não dizem estar pior do que há um ano, a maioria não antecipa uma melhoria rápida no custo de vida.</p>
<p class="isSelectedEnd">O tema ganhou novo peso nas últimas semanas, depois da pressão sobre os combustíveis provocada pela instabilidade no Médio Oriente. A oposição tem acusado o Governo de não responder de forma suficiente ao aumento dos preços e voltou a levar o assunto ao Parlamento.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Eleitores da oposição sentem maior agravamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A perceção de perda económica é mais forte entre eleitores dos partidos da oposição. Entre os votantes do PS e do Chega, 47% afirmam estar em pior situação do que há um ano.</p>
<p class="isSelectedEnd">A tendência é ainda mais acentuada à esquerda. Entre os eleitores do Livre, 58% dizem sentir agravamento da situação económica. Na CDU, essa percentagem sobe para 72%. No caso do Bloco de Esquerda, ultrapassa os 80%, embora a dimensão da amostra recomende cautela na leitura destes dados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre os eleitores da AD, o retrato é diferente. Apenas 21% dizem que a sua situação económica piorou, enquanto 22% afirmam que melhorou. A maioria, 57%, considera que está na mesma situação em que se encontrava há um ano.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Apreensão sobre o futuro atravessa quase todos os eleitorados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Quando a pergunta se centra na evolução do custo de vida até ao final do ano, o pessimismo é transversal, embora seja mais forte entre os eleitores da oposição.</p>
<p class="isSelectedEnd">Sete em cada dez votantes socialistas acreditam que os preços vão continuar a subir. A mesma expectativa é partilhada por 68% dos eleitores do Chega, 74% dos apoiantes do Bloco de Esquerda e pela totalidade dos inquiridos que se identificam como votantes da CDU.</p>
<p class="isSelectedEnd">Mesmo entre os eleitorados mais próximos do Governo, a previsão de agravamento é maioritária. Entre os eleitores da AD, 62% antecipam novas subidas no custo de vida. Na Iniciativa Liberal, essa percentagem é de 56%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Oposição levou medidas de alívio ao Parlamento</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O aumento do custo de vida voltou à agenda parlamentar na última quinta-feira. O PS apresentou um conjunto de propostas temporárias para reduzir encargos das famílias, incluindo o regresso do IVA Zero no cabaz alimentar essencial, a redução do IVA sobre combustíveis e gás engarrafado e outras medidas de alívio.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, a única iniciativa com força de lei aprovada foi o projeto socialista que determina o pagamento, pelo Estado, de um prémio salarial destinado a devolver propinas aos recém-formados, garantindo ainda a acumulação desse incentivo com o regime do IRS Jovem.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proposta foi aprovada com votos favoráveis de PS e Chega. O PSD acusou os dois maiores partidos da oposição de “conluio” e estimou que a medida possa custar 300 milhões de euros por ano. O deputado social-democrata Hugo Carneiro advertiu que os partidos da oposição se arriscam a levar o país para uma situação de défice.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Governo invoca contas públicas e aposta em apoios direcionados</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O primeiro-ministro, Luís Montenegro, tem defendido as medidas adotadas pelo Governo com base na necessidade de preservar o equilíbrio das contas públicas.</p>
<p class="isSelectedEnd">A resposta do Executivo tem privilegiado apoios dirigidos aos setores mais afetados pelos custos energéticos. Entre as medidas estão uma linha de financiamento de 600 milhões de euros para empresas penalizadas pelo aumento dos custos da energia, apoios ao transporte rodoviário de mercadorias e ao transporte coletivo de passageiros, bem como medidas destinadas a bombeiros e ao setor social.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Governo avançou ainda com um apoio direto às famílias através do aumento da comparticipação na botija de gás solidária.</p>
<p>Num quadro em que 63% dos portugueses esperam novos aumentos no custo de vida até ao final do ano, o debate sobre salários, preços, impostos e apoios públicos deverá continuar a marcar a agenda política nos próximos meses.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/custo-de-vida-aperta-familias-quatro-em-cada-dez-portugueses-dizem-estar-pior-do-que-ha-um-ano/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785688]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Saúde continua a pesar no bolso: famílias pagam diretamente mais de 8,8 mil milhões</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/saude-continua-a-pesar-no-bolso-familias-pagam-diretamente-mais-de-88-mil-milhoes/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/saude-continua-a-pesar-no-bolso-familias-pagam-diretamente-mais-de-88-mil-milhoes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 06 Jul 2026 07:34:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=785683</guid>

					<description><![CDATA[Os pagamentos feitos diretamente pelos utentes continuam acima dos níveis registados antes da pandemia e mantêm Portugal entre os países europeus onde este tipo de encargos tem maior peso.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">As despesas pagas diretamente pelas famílias portuguesas em bens e serviços de saúde voltaram a aumentar no ano passado, embora a um ritmo mais moderado. Em 2025, os agregados familiares gastaram mais de 8,8 mil milhões de euros em saúde, mantendo este tipo de encargos perto dos 5% da despesa final de consumo.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com o <a href="https://www.jornaldenegocios.pt/economia/saude/detalhe/despesa-das-familias-em-saude-abranda-mas-ainda-e-5-dos-gastos" target="_blank" rel="noopener">Jornal de Negócios</a>, os dados da Conta Satélite da Saúde do Instituto Nacional de Estatística mostram que os pagamentos diretos das famílias cresceram 4,4% em 2025. O ritmo representa uma desaceleração face aos 7,3% registados no ano anterior e é o mais baixo desde 2020, ano marcado pelos primeiros confinamentos da pandemia e por uma menor procura de cuidados de saúde.</p>
<p class="isSelectedEnd">Apesar do abrandamento, o peso destas despesas no orçamento das famílias não recuou. Pelo terceiro ano consecutivo, os gastos diretos em saúde representaram 4,9% da despesa final de consumo, um nível acima da média de 4% registada desde o início do século até ao período anterior à pandemia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>SNS reforça cobertura, mas famílias ainda suportam mais de um quarto da despesa</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A evolução ocorre num contexto em que a despesa pública em saúde continuou a crescer de forma expressiva. O Serviço Nacional de Saúde e os Serviços Regionais de Saúde reforçaram a sua cobertura, passando a assegurar 55,5% dos gastos totais em saúde no país.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, mais de um quarto da despesa total com medicamentos, consultas, cuidados, equipamentos e outros serviços de saúde continua a sair diretamente do rendimento disponível das famílias. Em 2025, essa fatia fixou-se em 27,8% da despesa total.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo o Negócios, Portugal tem-se destacado na União Europeia pelo peso elevado da chamada despesa “out-of-pocket”, isto é, valores pagos diretamente pelos utentes. Em 2023, com uma proporção de 4,9% da despesa final de consumo, Portugal era o quinto país da União Europeia onde estes encargos tinham maior peso nos orçamentos familiares.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proporção da despesa direta em saúde no rendimento disponível bruto das famílias também se tem mantido elevada. Entre 2014 e 2024, esteve sempre acima dos 4%, de acordo com os dados do INE referidos na notícia.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Farmácias concentram um quinto dos gastos diretos</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Os dados mais detalhados disponíveis, relativos a 2024, mostram onde as famílias mais gastam quando pagam saúde do próprio bolso. As farmácias concentram um quinto da despesa direta, sendo a principal rubrica destes encargos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Seguem-se os cuidados hospitalares, com 13,9%, outros cuidados especializados, com 13,8%, e os dentistas, com 12,3%. Estas áreas representam uma parte significativa da pressão financeira sentida pelos agregados familiares no acesso a bens e serviços de saúde.</p>
<p class="isSelectedEnd">Entre as despesas que mais cresceram em 2024 estiveram os hospitais psiquiátricos, com um aumento de 57,2%, os exames e análises, com uma subida de 12,6%, e os cuidados domiciliários, que avançaram 11,8%.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Seguros, subsistemas e impostos completam financiamento da saúde</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A despesa direta das famílias é apenas uma das componentes do financiamento da saúde. A ela somam-se os bens e serviços assegurados publicamente através de receitas de impostos, bem como os gastos cobertos por seguros de saúde e por subsistemas públicos ou privados.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os seguros de saúde, cujos prémios são igualmente pagos pelas famílias, representaram 5,3% do total da despesa em saúde. Já os subsistemas de saúde, dependentes de contribuições, corresponderam a 5,5%, com destaque para a ADSE.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este conjunto de fontes de financiamento mostra que, mesmo quando os pagamentos não são feitos diretamente no momento de acesso aos cuidados, uma parte relevante dos encargos continua a recair sobre os rendimentos das famílias.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Fragilidades no SNS transferem encargos para os utentes</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">No relatório sobre o desempenho do SNS em 2025, o Conselho das Finanças Públicas alertou para o impacto das dificuldades de acesso e resposta do sistema público. Segundo o organismo, as fragilidades do SNS acabam por transferir encargos para as famílias.</p>
<p class="isSelectedEnd">O aviso surge num contexto de pressão crescente sobre a despesa em saúde, associada ao envelhecimento da população e ao aumento dos custos com inovação em medicamentos e equipamentos.</p>
<p class="isSelectedEnd">O Conselho das Finanças Públicas sublinhou ainda que os pagamentos diretos são a componente mais regressiva do financiamento da saúde, por não estarem ligados à capacidade contributiva. Na prática, isto significa que as famílias com rendimentos mais baixos enfrentam maior dificuldade para suportar estes encargos.</p>
<p class="isSelectedEnd">A análise mais recente da OCDE, citada no texto, mostra que, em 2022, 5,8% das famílias mais pobres em Portugal gastavam em saúde mais de 40% do orçamento disponível para consumo depois de pagarem habitação, alimentação, eletricidade, gás e água.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Saúde continua a pesar nas contas familiares</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O abrandamento do crescimento da despesa direta em saúde não eliminou a pressão sobre os orçamentos familiares. Os pagamentos feitos diretamente pelos utentes continuam acima dos níveis registados antes da pandemia e mantêm Portugal entre os países europeus onde este tipo de encargos tem maior peso.</p>
<p>Com mais de 8,8 mil milhões de euros pagos diretamente pelas famílias em 2025, a saúde permanece como uma das áreas de despesa mais sensíveis para os agregados familiares, sobretudo para os que têm menor rendimento e menor capacidade de absorver custos inesperados.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/saude-continua-a-pesar-no-bolso-familias-pagam-diretamente-mais-de-88-mil-milhoes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_785683]]></sapo:autor>
	</item>
	</channel>
</rss>
