Há um novo movimento a favor do fim das descargas de água na hora de ir à casa de banho. Como consequência, estão a nascer cada vez mais soluções para dar a volta à questão, nomeadamente através da compostagem: no fundo, tal como os restos de comida das cozinhas podem ser transformados em adubo, o mesmo se pode aplicar ao WC.
Segundo aponta o The Guardian, os custos para o ambiente associados à utilização tradicional da casa de banho estão a aumentar. Só no Reino Unido, puxar o autoclismo responde por perto de um terço do consumo de água de uma casa. Usamos água potável nas sanitas e gastamos energia e recursos para limpá-la depois, sublinha a mesma publicação. O tratamento de água é responsável por aproximadamente 1% das emissões de gases com efeito de estufa por terras de Sua Majestade.
Casas de banho assentes em sistemas de compostagem poderão ser a resposta a este problema, mas será possível transformar por completo a utilização do WC? Em festivais de música, incluindo em Portugal, já se começaram a testar soluções deste género, mas levar o sistema para os lares e estabelecimentos representará um processo mais complexo, especialmente em meios urbanos.
David Taylor, da construtora amiga do ambiente Ty Pren, considera que uma mudança como esta representaria o fechar do ciclo: «Enquanto ocidentais, temos uma dieta variada que contém muitos minerais e vitaminas, sendo que a maioria foi retirada dos solos. Neste momento, estamos a levar tudo isso para água fresca, limpa e potável, que passou por um processo altamente industrializado. Estamos a contaminar água potável, ao mesmo tempo que interrompemos esse ciclo de nutrientes», indica o responsável, citado pelo The Guardian.













