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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
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		<title>UE rejeita papel de mediador entre Rússia e Ucrânia: “Não podemos ser neutros”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:40:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
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					<description><![CDATA[Chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, foi clara: Bruxelas não pode tratar Moscovo e Kiev como partes equivalentes]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A União Europeia continua a tentar definir o seu papel nas negociações de paz entre a Rússia e a Ucrânia, mas afasta a possibilidade de se apresentar como mediadora neutral. A posição foi discutida esta quinta-feira, no Chipre, pelos ministros dos Negócios Estrangeiros dos 27 Estados-membros, escreve o &#8217;20 Minutos&#8217;.</p>
<p>A chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, foi clara: Bruxelas não pode tratar Moscovo e Kiev como partes equivalentes. “Não podemos ser mediadores, não podemos ser neutros tratando ambas as partes de forma igualitária, porque claramente nos posicionamos ao lado da Ucrânia”, afirmou após a reunião.</p>
<p>A questão central é saber que papel poderá ter a União Europeia quando as negociações de paz forem retomadas. Entre os nomes associados a uma eventual representação europeia surgiram figuras como a antiga chanceler alemã Angela Merkel, o antigo secretário-geral da NATO Jens Stoltenberg e o antigo primeiro-ministro italiano Mario Draghi.</p>
<p>Mas, para já, os Estados-membros querem discutir primeiro o conteúdo das negociações e só depois a eventual escolha de um representante. A prioridade é definir o que exigir à Rússia antes de entrar no debate sobre quem poderá falar em nome da Europa.</p>
<p><strong>Porque é que a UE não quer ser mediadora?</strong></p>
<p>Para Kallas, a União Europeia não pode assumir uma posição de neutralidade porque está politicamente alinhada com a Ucrânia desde o início da guerra. A prioridade europeia, defendeu, deve ser reforçar a posição de Kiev antes de qualquer regresso à mesa de negociações.</p>
<p>“Qualquer acordo de paz deve reconhecer plenamente a soberania, a independência e o direito da Ucrânia de escolher as suas próprias alianças”, afirmou a chefe da diplomacia europeia, acrescentando que um cessar-fogo deve ser uma condição prévia.</p>
<p>Kallas avisou os Estados-membros para não caírem na “armadilha de Putin”, ao deixar que Moscovo condicione o debate à escolha dos interlocutores. Para a responsável europeia, o mais importante não é discutir quem se senta à mesa, mas sim com que estratégia e com que exigências.</p>
<p>“A Rússia quer que caiamos na armadilha de debater com quem conversa, escolhendo quem considera adequado ou não. Não vamos cair nessa armadilha”, afirmou. “Negociar é sempre um trabalho de equipa: há papéis rígidos, papéis mais flexíveis e uma estratégia para se sentar à mesa. É por isso que o conteúdo é muito mais importante do que quem negoceia.”</p>
<p><strong>Qual é a posição de Espanha?</strong></p>
<p>O ministro espanhol dos Negócios Estrangeiros, José Manuel Albares, alinhou com essa leitura. Para Madrid, o debate sobre um eventual negociador europeu ainda é “incipiente” e nenhum dos nomes referidos até agora foi verdadeiramente considerado.</p>
<p>Albares defendeu que a decisão deve caber primeiro à Ucrânia. “Devemos seguir os desejos da Ucrânia. Não podemos esquecer que a Ucrânia é um país soberano com um governo democraticamente eleito, então cabe a eles dizerem-nos o que querem”, afirmou.</p>
<p>Ainda assim, o ministro espanhol admitiu que, se Kiev pedir à UE uma voz própria junto da Rússia, essa poderá ser a opção correta. Mais do que um enviado especial, sublinhou, importa garantir que a Europa fala com “uma voz única”.</p>
<p><strong>Que condições quer a UE colocar?</strong></p>
<p>A ideia de uma posição comum foi também defendida por outros Estados-membros. Kallas insistiu que eventuais concessões pedidas à Ucrânia, nomeadamente limitações militares, também devem aplicar-se à Rússia. A Bélgica e a Itália apoiaram a necessidade de definir primeiro o conteúdo da posição europeia.</p>
<p>O ministro belga dos Negócios Estrangeiros, Maxime Prévot, resumiu a prioridade: a UE precisa de uma decisão conjunta, não apenas sobre a eventual pessoa que a representará, mas sobre aquilo que pretende colocar em cima da mesa. A Alemanha, por sua vez, avisou que a Rússia “não dita as regras do jogo”.</p>
<p><strong>Há tensão com os Estados Unidos?</strong></p>
<p>A reunião no Chipre também deixou sinais de tensão indireta entre Bruxelas e Washington. Kallas sugeriu que os europeus permaneceram em Kiev apesar das ameaças russas contra embaixadas de aliados da Ucrânia, enquanto os Estados Unidos teriam saído.</p>
<p>“Nós ficamos, os americanos estão a ir embora”, afirmou. A embaixada americana em Kiev respondeu nas redes sociais, garantindo que permanece aberta e que não houve alterações nas operações. “Qualquer informação em contrário é falsa”, indicou.</p>
<p><strong>O que diz Moscovo?</strong></p>
<p>O Kremlin reagiu acusando a União Europeia de se transformar num “bloco político-militar” contra a Rússia. Num comunicado do Ministério da Defesa russo, Moscovo apontou para os planos europeus de reforço militar e afirmou que a UE pretende mobilizar mais de 800 mil milhões de euros nos próximos anos para aumentar as suas capacidades.</p>
<p>A Rússia destacou ainda o papel da Polónia e dos Estados Bálticos no aumento dos gastos com defesa, bem como a subida do investimento militar alemão, que Moscovo atribui ao “pretexto da ameaça russa”.</p>
<p><strong>O que fica desta reunião?</strong></p>
<p>A reunião confirmou que a União Europeia quer ter influência nas negociações de paz, mas não como mediadora neutral. O objetivo é falar com uma posição comum, proteger as condições consideradas essenciais por Kiev e evitar que Moscovo transforme a escolha dos interlocutores numa vantagem política.</p>
<p>A discussão sobre nomes continua em aberto. Mas, para os 27, a prioridade parece ser outra: definir uma estratégia europeia antes de qualquer regresso formal à mesa de negociações.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769300]]></sapo:autor>
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		<title>Ozempic começou no estômago. Agora, os cientistas querem saber o que está a fazer ao cérebro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:34:13 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Saúde]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[GLP-1]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Ozempic]]></category>
		<category><![CDATA[Wegony]]></category>
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					<description><![CDATA[Medicamentos GLP-1, como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound, ficaram conhecidos pelo impacto no peso, no apetite e na diabetes. Mas a investigação está a entrar numa nova fase]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os medicamentos GLP-1, como Ozempic, Wegovy, Mounjaro e Zepbound, ficaram conhecidos pelo impacto no peso, no apetite e na diabetes. Mas a investigação está a entrar numa nova fase: perceber se estes fármacos também estão a alterar circuitos cerebrais ligados à atenção, ao prazer, à dependência, à motivação e até à saúde mental, escreve o &#8216;The Washington Post&#8217;.</p>
<p>A dúvida ganhou força quando Allison Shapiro, professora assistente na Universidade do Colorado Anschutz, analisou exames cerebrais de adolescentes e jovens mulheres com uma perturbação hormonal dos ovários tratadas com GLP-1. Em poucos meses, as ligações cerebrais numa rede associada à atenção tinham aumentado. “Não esperávamos ver este efeito e não sabemos realmente o que significa”, afirmou.</p>
<p><strong>O que são os GLP-1?</strong></p>
<p>Os GLP-1 são medicamentos que imitam hormonas envolvidas no apetite, no açúcar no sangue e na digestão. Foram desenvolvidos para tratar diabetes e obesidade, mas o número crescente de utilizadores transformou estes fármacos numa espécie de grande experiência neurológica involuntária.</p>
<p>A categoria inclui medicamentos mais antigos para a diabetes, fármacos como Ozempic e Wegovy, que contêm semaglutido, e Mounjaro e Zepbound, que contêm tirzepatida. Este último atua sobre o GLP-1 e também sobre outra hormona metabólica, o GIP, uma diferença que alguns cientistas consideram relevante para compreender possíveis efeitos no cérebro.</p>
<p><strong>Porque é que os cientistas estão a estudar o cérebro?</strong></p>
<p>Durante anos, estes medicamentos foram vistos sobretudo como uma revolução metabólica. Ajudam a controlar a fome, o peso e o açúcar no sangue. Mas os recetores associados ao GLP-1 não existem apenas no intestino: estão espalhados por várias zonas do corpo, incluindo o coração e áreas profundas do cérebro.</p>
<p>A grande questão é saber se os medicamentos atuam diretamente no cérebro ou se produzem efeitos indiretos ao reduzir inflamação, melhorar o metabolismo e aliviar o stress físico sobre o organismo. Muitos investigadores suspeitam que as duas coisas possam acontecer ao mesmo tempo.</p>
<p>Uma das hipóteses em estudo é que os GLP-1 reduzam inflamação cerebral, ajudando a acalmar células imunitárias hiperativas que, quando ativadas repetidamente, podem contribuir para dano neuronal e declínio cognitivo. Outra linha de investigação sugere que estes medicamentos possam ajudar as células cerebrais a funcionar de forma mais eficiente e a resistir melhor ao stress.</p>
<p><strong>Podem alterar desejos, vícios e prazer?</strong></p>
<p>Uma das áreas mais promissoras é a dependência. Investigadores estudam se os GLP-1 conseguem reduzir o desejo por álcool, nicotina, opioides, cocaína, jogo ou episódios de compulsão alimentar. A ideia parte de uma possibilidade: estes fármacos podem diminuir a atividade dos circuitos de recompensa movidos pela dopamina, os mesmos que ajudam a definir o que dá prazer e o que o cérebro quer repetir.</p>
<p>Lorenzo Leggio, investigador do Instituto Nacional sobre Abuso de Drogas dos EUA, estuda estes medicamentos como potencial tratamento para dependências desde antes da sua popularização. A sua equipa criou até um bar simulado, onde participantes são expostos a cheiros, imagens e estímulos associados ao álcool para medir em tempo real respostas físicas e comportamentais.</p>
<p>A Eli Lilly, fabricante de Mounjaro e Zepbound, lançou um grande ensaio clínico para avaliar se a tirzepatida pode ajudar no tratamento da perturbação por uso de álcool. Outros estudos importantes estão em curso noutras dependências.</p>
<p>Mas a mesma hipótese levanta uma pergunta delicada: se os medicamentos reduzem desejos destrutivos, poderão também reduzir desejos saudáveis? Alguns utilizadores relatam menos prazer, menos motivação, menor interesse por hobbies e menor desejo sexual. Por agora, a autoridade reguladora americana tem analisado dados de segurança e não concluiu que esse seja um problema generalizado.</p>
<p><strong>E quanto à memória e ao Alzheimer?</strong></p>
<p>A esperança de que os GLP-1 pudessem ajudar no Alzheimer sofreu um revés no final de 2025, quando a Novo Nordisk anunciou que um grande ensaio clínico de fase III não conseguiu mostrar uma desaceleração significativa do declínio cognitivo e funcional em doentes.</p>
<p>Ainda assim, alguns investigadores encontraram sinais subtis nos dados. Foram observadas pequenas alterações em biomarcadores do líquido cefalorraquidiano associados à neuroinflamação e à neurodegeneração. As mudanças eram modestas, mas suficientes para manter parte da comunidade científica interessada.</p>
<p>A questão agora é saber se estes medicamentos foram testados demasiado tarde no curso da doença. Alguns cientistas admitem que possam ser mais úteis numa fase preventiva ou inicial, em vez de funcionarem como tratamento para Alzheimer já estabelecido.</p>
<p><strong>Há efeitos na saúde mental?</strong></p>
<p>Também há interesse crescente na ligação entre GLP-1, metabolismo e saúde mental. Alguns doentes relatam menos ansiedade, menos pensamento compulsivo e melhoria do nevoeiro mental. Outros, pelo contrário, descrevem uma espécie de apagamento emocional.</p>
<p>Daniel Drucker, investigador da Universidade de Toronto e pioneiro no estudo destes medicamentos, diz que há muitos relatos anedóticos de pessoas tratadas para o açúcar no sangue que se sentiram mais felizes ou que viram o nevoeiro mental aliviar depois de uma dose. Mas a investigação ainda está numa fase preliminar e estes medicamentos não estão aprovados para tratar doenças psiquiátricas.</p>
<p>A investigação também está a avançar em áreas como a esquizofrenia, onde os GLP-1 podem ser úteis para contrariar aumento de peso e problemas metabólicos provocados por alguns antipsicóticos. Há ainda estudos a avaliar se medicamentos como a tirzepatida podem ajudar sintomas persistentes após infeção por covid-19, incluindo fadiga mental, ansiedade, depressão e problemas cognitivos.</p>
<p><strong>E nos adolescentes?</strong></p>
<p>As perguntas tornam-se mais sensíveis quando se trata de crianças e adolescentes. Em adultos, muitos efeitos dos GLP-1, incluindo a perda de peso, parecem reversíveis. Mas ainda não se sabe o que estes medicamentos podem significar para um cérebro em desenvolvimento.</p>
<p>No estudo da Universidade do Colorado, as imagens cerebrais de jovens com perturbação hormonal e metabólica sugeriram alterações de conectividade entre regiões do cérebro. Os investigadores sublinham, contudo, que ainda não sabem como esses sinais se traduzem em pensamento, comportamento ou saúde cerebral a longo prazo.</p>
<p>Shapiro alerta que não se pode assumir que os adolescentes respondam da mesma forma que os adultos. O verdadeiro teste, defende, será perceber se os efeitos no cérebro se mantêm depois de os jovens deixarem de tomar estes medicamentos.</p>
<p><strong>O que se sabe, afinal?</strong></p>
<p>O que se sabe é que os GLP-1 já não são apenas uma história de perda de peso. Estão a obrigar a medicina a olhar para a ligação entre intestino, metabolismo, inflamação e cérebro de forma integrada.</p>
<p>O que ainda não se sabe é talvez mais importante: se as alterações observadas são benéficas, neutras ou arriscadas; se persistem depois de parar o tratamento; se são iguais em adultos e adolescentes; e até que ponto podem afetar personalidade, prazer, motivação ou saúde mental.</p>
<p>A escala de utilização torna estas perguntas urgentes. Dezenas de milhões de pessoas tomam estes medicamentos em todo o mundo. A promessa é grande, mas a ciência ainda está a tentar perceber exatamente que portas estes fármacos abriram no cérebro humano.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769294]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Explicador. França revoga dois séculos depois o Código Negro: a lei esclavagista de Luís XIV que tratava pessoas como propriedade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:25:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
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		<category><![CDATA[Política]]></category>
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		<category><![CDATA[Código Negro]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
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					<description><![CDATA[Votação terminou com 254 votos a favor e nenhum contra, num momento simbólico que levou deputados às lágrimas]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Assembleia Nacional francesa aprovou por unanimidade a revogação formal do Código Negro, o decreto de 1685 assinado por Luís XIV que regulou a escravatura nas colónias francesas e classificava pessoas escravizadas como propriedade. A votação terminou com 254 votos a favor e nenhum contra, num momento simbólico que levou deputados às lágrimas, relata a &#8216;AP News&#8217;.</p>
<p>A decisão segue agora para o Senado, onde os defensores da proposta esperam nova aprovação, embora ainda não haja data definida para a votação. Na prática, o Código Negro já não tinha força legal desde 1848, ano em que França aboliu definitivamente a escravatura. Mas nunca tinha sido formalmente retirado do corpo jurídico francês, uma omissão que muitos consideram difícil de aceitar quase dois séculos depois.</p>
<p><strong>O que era o Código Negro?</strong></p>
<p>O Código Negro, ou Code Noir, foi assinado em 1685 no Palácio de Versalhes para definir as regras da escravatura no império colonial francês. Começou por se aplicar às colónias francesas nas Caraíbas, como Martinica, Guadalupe e Saint-Domingue, atual Haiti, e foi mais tarde alargado à Guiana Francesa, à Louisiana e a ilhas do Índico, como Reunião e Maurícia.</p>
<p>O texto tinha 60 artigos e transformava seres humanos em bens móveis. O artigo 44 classificava as pessoas escravizadas como “propriedade móvel”, permitindo que fossem compradas, vendidas, hipotecadas ou transmitidas por herança, como terra, mobiliário ou outros bens.</p>
<p><strong>Porque era tão violento?</strong></p>
<p>O Código Negro regulava praticamente todos os aspetos da vida das pessoas escravizadas. O artigo 28 determinava que nada do que uma pessoa escravizada possuísse lhe pertencia realmente: tudo era considerado propriedade do senhor.</p>
<p>As punições eram brutais. Quem tentasse fugir podia ser marcado a ferro, mutilado e, à terceira tentativa, condenado à morte. O texto previa também pena capital para pessoas escravizadas que agredissem o senhor, a mulher ou os filhos deste de forma a deixar marca ou sangue.</p>
<p>A lei impunha ainda a religião católica, proibia a prática pública de outras religiões e determinava que a condição de escravizado passava pela mãe. Ou seja, uma criança nascida de uma mulher escravizada nascia também escravizada, mesmo que o pai fosse livre.</p>
<p><strong>Quantas pessoas foram afetadas?</strong></p>
<p>França foi responsável pelo terceiro maior tráfico transatlântico de pessoas escravizadas entre as potências europeias, atrás de Portugal e do Reino Unido. Segundo a &#8216;AP&#8217;, cerca de 1,4 milhões de africanos foram transportados por França para plantações coloniais.</p>
<p>Muitos foram enviados para plantações de açúcar, café, algodão e índigo, em condições tão letais que as mortes superavam os nascimentos. Em 1789, Saint-Domingue, atual Haiti, tinha cerca de 500 mil pessoas escravizadas e era considerada uma das colónias mais ricas do mundo, graças à produção de açúcar e café.</p>
<p><strong>Porque só agora foi revogado?</strong></p>
<p>A escravatura foi abolida em França em 1848, o que retirou eficácia prática ao Código Negro. Mas o texto nunca foi formalmente anulado. Para o deputado Max Mathiasin, da Guadalupe, autor da proposta, a revogação é uma forma de restaurar a humanidade dos antepassados escravizados perante uma República que se afirma fundada nos valores de liberdade, igualdade e fraternidade.</p>
<p>O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou na semana passada que os 60 artigos do Código Negro “nunca deveriam ter sobrevivido à abolição da escravatura” no século XIX. Ainda assim, tal como presidentes franceses anteriores, Macron não apresentou um pedido formal de desculpas.</p>
<p><strong>O que aconteceu no Parlamento?</strong></p>
<p>O debate na Assembleia Nacional teve momentos emocionais. Steevy Gustave, deputado descendente de pessoas escravizadas da Martinica, defendeu que a revogação era necessária, mas insuficiente para reparar séculos de vidas destruídas.</p>
<p>“Não somos descendentes de escravos”, afirmou, em lágrimas. “Somos descendentes de seres humanos nascidos livres, depois reduzidos ao pior: reduzidos à escravatura.”</p>
<p>A votação unânime foi rara e teve sobretudo valor simbólico. O texto segue agora para o Senado, mas a sua eventual aprovação não mudará diretamente direitos ou regras práticas, uma vez que o Código já estava sem aplicação desde o século XIX.</p>
<p><strong>Porque é que a decisão continua a dividir opiniões?</strong></p>
<p>Para alguns, a revogação é um gesto histórico importante. Para outros, chega tarde e compromete pouco. A &#8216;AP&#8217; cita especialistas e ativistas que defendem que França ainda não enfrentou plenamente o legado colonial e esclavagista, sobretudo nos seus territórios ultramarinos.</p>
<p>Guadalupe, Martinica, Guiana Francesa e Reunião foram transformadas em departamentos franceses em 1946. Formalmente, são parte integrante da República. Mas continuam entre os territórios mais pobres de França, com desemprego muito superior ao da metrópole e fortes desigualdades sociais.</p>
<p>A questão das reparações também permanece em aberto. Macron admitiu recentemente que é uma discussão que França “não deve recusar”, mas evitou comprometer verbas, preferindo falar em verdade histórica, educação e trabalho de memória.</p>
<p><strong>O que fica por resolver?</strong></p>
<p>A revogação do Código Negro elimina formalmente uma marca jurídica da escravatura, mas não resolve o debate sobre racismo, desigualdade e herança colonial. Para críticos citados pela AP, o problema não está apenas no decreto de 1685, mas no modo como a escravatura continuou a projetar consequências sociais, económicas e políticas.</p>
<p>O gesto tem, por isso, dois significados. Por um lado, França retira finalmente dos seus livros uma lei que tratava seres humanos como propriedade. Por outro, a votação reabre uma pergunta mais difícil: o que significa reparar uma história que moldou territórios, riqueza, cidadania e desigualdades até ao presente?</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769266]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ponte 25 de Abril cortada domingo de manhã no sentido Sul/Norte para assinalar 60º aniversário</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:18:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
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		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[ponte 25 de abril]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Lusoponte referiu ainda que o passeio insere-se nas comemorações do 60.º aniversário da Ponte 25 de Abril, que se assinala este ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Ponte 25 de Abril, que liga Lisboa à Margem Sul do Tejo, vai estar cortada ao trânsito no domingo entre as 08h30 e as 10h30, no sentido Sul/Norte, devido ao passeio Pedala Portugal, anunciou esta quinta-feira a Lusoponte.</p>
<p>&#8220;Com o objetivo de apoiar a realização do passeio Pedala Portugal, a ter lugar na Ponte 25 de Abril no próximo domingo, dia 31 de maio, o trânsito nesta ponte estará encerrado ao tráfego entre as 08:30 e as 10:30 no sentido Sul/Norte (Almada/Lisboa), e terá uma via encerrada no sentido Norte/Sul (Lisboa/Almada), entre as 08:00 e as 10:30&#8221;, indicou a concessionária da infraestrutura.</p>
<p>A Lusoponte referiu ainda que o passeio insere-se nas comemorações do 60.º aniversário da Ponte 25 de Abril, que se assinala este ano.</p>
<p>Segundo a organização do Pedala Portugal, o passeio não tem caráter competitivo e vai ligar as cidades de Lisboa, Almada e Oeiras.</p>
<p>Está ainda prevista uma outra edição, no Porto, no dia 21 de junho, com partida no Cais de Gaia, passagem pela Ponte D. Luís I e chegada junto ao Jardim do Passeio Alegre.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769281]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tribunal de Contas aprova compra de 153 automotoras pela CP</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/tribunal-de-contas-aprova-compra-de-153-automotoras-pela-cp/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:14:56 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Contas aprovou o aditamento ao contrato de aquisição de 153 automotoras pela CP, num investimento de 1.064 milhões de euros que o Governo assegura ser o maior de sempre na compra de comboios em Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal de Contas aprovou o aditamento ao contrato de aquisição de 153 automotoras pela CP, num investimento de 1.064 milhões de euros que o Governo assegura ser o maior de sempre na compra de comboios em Portugal.</p>
<p>O contrato assinado entre a CP &#8211; Comboios de Portugal e a multinacional francesa Alstom e a portuguesa DST, prevê a compra de 98 automotoras urbanas e 55 regionais, destinadas a modernizar e reforçar a oferta em todo o país, lembra o ministério das Infraestruturas em comunicado.</p>
<p>O reforço de material circulante inclui 117 automotoras iniciais e 36 adicionais, perfazendo agora um total de 153 unidades.</p>
<p>Com estas alterações, o valor do contrato passou de 746 milhões de euros para 1.064 milhões distribuídos entre 2025 e 2031.</p>
<p>Este reforço de material circulante foi igualmente antecipado, com a última entrega de comboios em 2031, ou seja, menos dois anos face ao contrato inicial.</p>
<p>&#8220;Há mais de duas décadas que não chegava a Portugal um novo comboio. A forte aposta deste Governo na ferrovia traduz-se na aquisição de material circulante moderno, confortável e sustentável&#8221;, afirmou o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, citado em comunicado.</p>
<p>O governante defendeu que a &#8220;mobilidade tem de ser sinónimo de inclusão&#8221; e que o executivo está a trabalhar para &#8220;trazer cada vez mais pessoas para os transportes públicos, com o reforço da oferta&#8221;.</p>
<p>Os novos comboios começam a chegar a Portugal em 2029 e terão também produção nacional, uma vez que o contrato prevê a instalação de uma fábrica em Matosinhos.</p>
<p>Segundo o Ministério das Infraestruturas e Habitação, está prevista a criação de cerca de 300 postos de trabalho diretos e cerca de 1.500 indiretos, contribuindo para o reforço da indústria e de competências profissionais no setor ferroviário.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769279]]></sapo:autor>
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		<title>Onda de Calor atinge regiões a sul do Tejo, Mora chegou aos 40,3ºC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 15:14:54 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Regiões a sul do rio Tejo estão em situação de onda de calor, tendo Mora atingido na quarta-feira os 40,3ºC, um extremo absoluto para um mês de maio, foi hoje divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Regiões a sul do rio Tejo estão em situação de onda de calor, tendo Mora atingido na quarta-feira os 40,3ºC, um extremo absoluto para um mês de maio, foi hoje divulgado.</p>
<p>Segundo um balanço do Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) em Mora e Alvega (Abrantes) foram ultrapassados o anterior extremo absoluto de maio, os 40ºC (graus celsius) de Pinhão, a 30 de maio de 1953, e Termas de Monfortinho, nos últimos dois dias de maio de 2001.</p>
<p>Com dados atualizados hoje de manhã, o IPMA diz que 16 estações automáticas estão em situação de onda de calor.</p>
<p>Ainda que o período quente atinja todo o continente, a onda de calor começou no dia 20 de maio e verifica-se no Alentejo e vale do Tejo. No centro e no litoral a estação da Anadia também entrou em onda de calor, indica a informação do IPMA.</p>
<p>Em termos de número de dias a onda de calor é a oitava mais longa, com 7,9 dias. A mais elevada foi em 1964, com 9,7 dias. Quando à magnitude o episódio é o terceiro maior.</p>
<p>Segundo o IPMA, foram registados até agora 22 novos máximos da temperatura máxima do ar, um na terça-feira e os outros na quarta-feira. Também foram registados quatro novos máximos da temperatura mínima do ar.</p>
<p>O IPMA alerta para a elevada probabilidade de mais locais entrarem em onda de calor, especialmente da região norte e centro interior, e diz que há também forte probabilidade de a atual onda de calor se estender até aos primeiros dias de junho.</p>
<p>Uma onda de calor acontece quando num intervalo de pelo menos seis dias consecutivos a temperatura máxima diária é superior em 5°C ao valor médio das temperaturas máximas diárias, no respetivo mês.</p>
<p>Para se poder fazer a comparação usa-se um período de referência, atualmente o período 1991-2020.</p>
<p>O IPMA diz que as ondas de calor podem ocorrer em qualquer altura do ano mas que são mais notórias e sentidas pelos seus impactos quando ocorrem no verão.</p>
<p>Desde a década de 1940 (quando começou a haver mais dados) que há ondas de calor mas nos últimos 30 anos têm -se observado mais casos de ondas de calor extremo no verão do continente. O interior norte e centro e o Alentejo são as regiões mais afetadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769278]]></sapo:autor>
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		<title>EUA e Irão perto de memorando de 60 dias para prolongar cessar-fogo e reabrir negociação nuclear: falta apenas aprovação de Trump</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:54:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Donald Trump]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
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					<description><![CDATA[Informação foi avançada pela agência Axios]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Negociadores dos Estados Unidos e do Irão chegaram a acordo sobre um memorando de entendimento de 60 dias para prolongar o cessar-fogo e iniciar negociações sobre o programa nuclear iraniano. A assinatura, porém, ainda depende da aprovação final de Donald Trump, avança o &#8216;Axios&#8217;, citando dois responsáveis americanos e uma fonte regional envolvida na mediação.</p>
<p>O memorando seria o avanço diplomático mais relevante desde o início da guerra, embora não resolva ainda as exigências de Washington sobre o programa nuclear iraniano. “É um acordo para pôr todos à mesa. Os detalhes serão trabalhados nas negociações”, afirmou um dos responsáveis americanos citados pelo &#8216;Axios&#8217;.</p>
<p>Segundo as mesmas fontes, os termos estavam praticamente fechados desde terça-feira, mas ainda dependiam de autorização política ao mais alto nível dos dois lados. Responsáveis americanos dizem que Teerão terá depois comunicado aos mediadores que tinha as aprovações necessárias e estava pronto para assinar. O Irão, contudo, não confirmou essa versão.</p>
<p>Os negociadores americanos informaram Trump sobre os detalhes finais, mas o presidente não deu luz verde imediata. “O presidente transmitiu aos mediadores que quer alguns dias para pensar no assunto”, afirmou um responsável americano.</p>
<p>O memorando prevê que, durante 60 dias, as partes prolonguem o cessar-fogo e iniciem negociações sobre os pontos mais sensíveis do dossiê nuclear iraniano. Entre os primeiros temas estarão o destino do urânio altamente enriquecido do Irão e a forma de lidar com o enriquecimento nuclear.</p>
<p>O texto deverá incluir também um compromisso iraniano de não procurar desenvolver uma arma nuclear. Do lado americano, Washington comprometer-se-á a discutir alívio de sanções e a libertação de fundos iranianos congelados no âmbito das negociações.</p>
<p>Outro ponto central é o Estreito de Ormuz. De acordo com os responsáveis americanos citados pelo Axios, o memorando indicará que a navegação naquela rota estratégica será “sem restrições”. Na prática, isso significaria ausência de taxas, ausência de assédio a navios e remoção de todas as minas do estreito pelo Irão no prazo de 30 dias.</p>
<p>O bloqueio naval americano também deverá ser levantado, mas de forma proporcional à reposição da navegação comercial. A rota é crítica para o comércio mundial de energia e tem estado no centro da escalada entre Washington, Teerão e os países da região.</p>
<p>Mesmo enquanto o acordo era finalizado, Estados Unidos e Irão envolveram-se em dois incidentes no Estreito de Ormuz nas últimas 48 horas, sinal de que o entendimento diplomático ainda convive com elevada tensão militar.</p>
<p>Um responsável americano afirmou que o Irão tem agora uma oportunidade para “libertar a sua economia” e que há pessoas no sistema iraniano que percebem a possibilidade de seguir “uma direção diferente”. “Vamos descobrir durante as negociações de 60 dias se é esse o caso”, acrescentou.</p>
<p>As fontes americanas garantem que não haverá acordos paralelos nem cláusulas secretas sobre sanções ou fundos destinados ao Irão. “Quanto mais os iranianos estiverem dispostos a ceder, mais receberão”, disse um dos responsáveis.</p>
<p>O histórico recente aconselha prudência. Trump e os seus conselheiros já acreditaram várias vezes estar perto de um entendimento durante fases anteriores da guerra, mas as conversações acabaram por bloquear. Desta vez, a diferença está no grau de detalhe do memorando e no facto de os mediadores acreditarem que Teerão já terá autorização para avançar. Falta, ainda assim, a decisão final de Trump.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769263]]></sapo:autor>
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		<title>Transporte aéreo de mercadorias sobe 3,6% nos primeiros quatro meses do ano, revela IATA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:49:02 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra no Médio Oriente]]></category>
		<category><![CDATA[IATA]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[mercadorias]]></category>
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					<description><![CDATA[O transporte aéreo de mercadorias aumentou 3,6% nos primeiros quatro meses do ano, coincidindo com o início da guerra no Irão, divulgou hoje a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O transporte aéreo de mercadorias aumentou 3,6% nos primeiros quatro meses do ano, coincidindo com o início da guerra no Irão, divulgou hoje a Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA).</P><br />
<P>O mercado do transporte aéreo recuperou em abril (+4% em relação a abril de 2025), depois de ter registado uma contração no primeiro mês da guerra, em março (-4,8% em relação a março de 2025).</P><br />
<P>&#8220;O crescimento foi sustentado por fluxos comerciais asiáticos resilientes&#8221;, afirmou a IATA.</P><br />
<P>As companhias da região Ásia-Pacífico, que detêm uma quota de mercado mundial de cerca de 36%, viram assim os seus volumes crescerem 10,5% em termos homólogos em abril, mais do que as europeias (+6,0%) e norte-americanas (+5,0%), enquanto nas do Médio Oriente a procura caiu (-18,2%).</P><br />
<P>&#8220;O transporte aéreo de carga mantém, mais uma vez, o movimento das cadeias de abastecimento num contexto de perturbações no comércio&#8221;, sublinhou o diretor-geral da organização, Willie Walsh, citado no comunicado.</P><br />
<P>&#8220;Os próximos meses serão um teste para ver até que ponto o setor consegue suportar uma incerteza geopolítica persistente e custos operacionais elevados&#8221;, acrescentou.</P><br />
<P>O transporte aéreo de mercadorias representa menos de 1% do volume do comércio internacional, mas quase um terço do seu valor, oferecendo prazos de entrega curtos a preços elevados, para bens de elevado valor acrescentado.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769230]]></sapo:autor>
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		<title>Governo diz que portugueses querem reforma laboral e que confiam no parlamento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:47:45 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[assembleia da república]]></category>
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		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[reforma laboral]]></category>
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					<description><![CDATA[O secretário de Estado do Trabalho defendeu hoje, em Lisboa, que os portugueses querem que se reforme a legislação laboral e que confiam no parlamento para analisar a proposta e introduzir alterações, e deixou críticas ao PCP.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O secretário de Estado do Trabalho defendeu hoje, em Lisboa, que os portugueses querem que se reforme a legislação laboral e que confiam no parlamento para analisar a proposta e introduzir alterações, e deixou críticas ao PCP.</p>
<p>&#8220;Os portugueses querem que se reforme a legislação laboral e confiam no parlamento para, no tempo adequado, procederem à análise da proposta de lei e introduzir alterações, sempre com o pressuposto de manutenção e reforço dos direitos dos trabalhadores [&#8230;] e da conciliação do trabalho com a vida pessoal&#8221;, afirmou Adriano Rafael Moreira, na sessão plenária de hoje, na Assembleia da República.</p>
<p>O governante pediu que, durante o período de discussão pública da proposta, a ser fixado, seja disponibilizada a versão do documento utilizada nas negociações com os parceiros sociais, sublinhando que a que se encontra disponível &#8216;online&#8217; não é de fácil leitura.</p>
<p>Adriano Rafael Moreira referiu que, durante a discussão, foram apresentadas &#8220;dezenas de comentários de quem, claramente, não leu ou percebeu o documento&#8221;, enquanto outros apenas tentam impedir o debate &#8220;escondendo a sua ignorância ou por medo do progresso social&#8221;.</p>
<p>O secretário de Estado sublinhou que hoje, como há 500 anos, &#8220;sempre haverá Velhos do Restelo, mas também quem lute pelo progresso do país e pelo bem-estar dos portugueses&#8221;.</p>
<p>Adriano Rafael Moreira criticou ainda o PCP por querer impedir os trabalhadores de negociar o banco de horas com as entidades patronais, acrescentando que a proposta de lei reforça os direitos dos trabalhadores.</p>
<p>Durante a sua intervenção, o secretário de Estado fez ainda uma comparação entre 2024 e 2026, apontando o que considerou serem os principais avanços, como o salário mínimo em 920 euros, o maior aumento do salário médio entre as economias desenvolvidas, a regulação dos imigrantes e um Instituto do Emprego &#8220;próximo das pessoas&#8221;.</p>
<p>Por outro lado, reiterou que é objetivo do Governo que o salário mínimo ascenda a 1.100 euros em 2029 e o salário médio a 2.000 euros.</p>
<p>&#8220;Os portugueses sabem que estes valores serão atingidos e confiam no Governo para que tome as medidas necessárias nesse sentido&#8221;, vincou.</p>
<p>A CGTP convocou para 03 de junho uma greve geral contra o pacote laboral, mas a UGT não se associou ao protesto.</p>
<p>O Governo aprovou em Conselho de Ministros a proposta de lei de revisão da lei laboral, que será discutida no parlamento.</p>
<p>O anúncio foi transmitido pela ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, Rosário Palma Ramalho, em conferência de imprensa, uma semana depois de o Governo ter dado por terminadas as negociações sobre as alterações à legislação laboral sem acordo na Concertação Social.</p>
<p>PE/TS (PD) // CSJ</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769253]]></sapo:autor>
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		<title>Médio Oriente: Israel suspende relações com António Guterres</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/medio-oriente-israel-suspende-relacoes-com-antonio-guterres/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:46:12 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[António Guterres]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
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					<description><![CDATA[Missão israelita esclareceu que isso significa o congelamento das suas relações com o gabinete do secretário-geral até o final do mandato de António Guterres, que termina em 31 de dezembro deste ano]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Israel suspendeu relações com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, anunciou o embaixador israelita na ONU, denunciando a decisão, ainda não pública, de incluir Israel numa &#8220;lista negra&#8221; relacionada com violência sexual em conflitos.   &#8220;Chegámos ao fim com este secretário-geral&#8221;, disse Danny Danon numa mensagem de vídeo publicada na plataforma X.</p>
<p>A missão israelita esclareceu que isso significa o congelamento das suas relações com o gabinete do secretário-geral até o final do mandato de António Guterres, que termina em 31 de dezembro deste ano.</p>
<p>&#8220;O secretário-geral da ONU decidiu adicionar Israel à lista negra, juntamente com os terroristas do [grupo islamita palestiniano] Hamas&#8221;, acrescentou. As Nações Unidas incluíram Israel numa lista negra de perpetradores de violência sexual em zonas de conflito, mas que ainda não foi tornada pública.</p>
<p>O Serviço Prisional israelita está entre as várias entidades adicionadas à lista da ONU, de acordo com relatos dos meios de comunicação israelitas, juntamente com outras autoridades de Israel.</p>
<p>O difícil relacionamento entre Telavive e a ONU deteriorou-se significativamente após o ataque sem precedentes do Hamas contra Israel, a 07 de outubro de 2023, e a retaliação do exército israelita na Faixa de Gaza.</p>
<p>As autoridades israelitas cortaram todos os laços com a agência das Nações Unidas para os refugiados palestinianos (UNRWA), que acusam de estar infiltrada pelo Hamas.</p>
<p>Desde então, António Guterres ficou cada vez mais distante do Governo israelita, com o primeiro ministro, Benjamin Netanyahu, a não responder aos telefonemas do líder da ONU desde 07 de outubro de 2023.</p>
<p>Em outubro de 2024, as autoridades israelitas declararam Guterres como &#8220;persona non grata&#8221;, proibindo a entrada do líder da ONU em Israel.</p>
<p>Telavive argumentou na ocasião que Guterres não tinha condenado inequivocamente os ataques conduzidos contra Israel.</p>
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		<item>
		<title>Médio Oriente: Netanyahu dá ordens ao exército para tomar 70% da Faixa de Gaza</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:45:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Benjamin Netanyahu]]></category>
		<category><![CDATA[Gaza]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Israel]]></category>
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					<description><![CDATA[O primeiro-ministro israelita ordenou ao Exército que ignore os termos do cessar-fogo que começou em outubro e assuma o controlo de 70% da Faixa de Gaza, segundo um vídeo divulgado por uma televisão local.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O primeiro-ministro israelita ordenou ao Exército que ignore os termos do cessar-fogo que começou em outubro e assuma o controlo de 70% da Faixa de Gaza, segundo um vídeo divulgado por uma televisão local.</P></p>
<p><P>&#8220;Neste momento, temos o [movimento islamita] Hamas pela garganta. Controlamos agora 60% do território da Faixa [de Gaza]. Como sabem, estávamos nos 50% [após a entrada em vigor do cessar-fogo], passámos para 60%, e a minha diretiva é chegar aos [&#8230;] 70&#8221;, declarou Benjamin Netanyahu durante uma conferência na Cisjordânia ocupada, da qual o canal 12 divulgou um excerto na Internet.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769243]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Papa interrompe saudação aos fiéis para assistir peregrino que passou mal devido ao calor extremo (com imagens)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:42:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[calor]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[papa leão xiv]]></category>
		<category><![CDATA[Vaticano]]></category>
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					<description><![CDATA[Até ao momento, não são conhecidas informações adicionais sobre se o homem precisou de assistência médica posterior]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Papa interrompeu por momentos o cumprimento aos fiéis para se aproximar de um peregrino que se sentiu mal, num momento captado em vídeo e que mostra a equipa do Vaticano a prestar assistência no local.</p>
<p>Nas imagens, o pontífice surge ajoelhado junto do homem, enquanto elementos da comitiva e funcionários do Vaticano tentam ajudá-lo a recuperar. O episódio ocorreu durante uma saudação pública aos fiéis, embora não tenham sido divulgados detalhes sobre a identidade do peregrino nem sobre o seu estado de saúde.</p>
<p>Depois de permanecer junto do homem, o Papa regressou ao contacto com as pessoas presentes. Pouco depois, o peregrino foi retirado do local numa cadeira de rodas por elementos da equipa do Vaticano.</p>
<p>As imagens mostram ainda que os funcionários procuraram protegê-lo do sol com um guarda-sol enquanto era afastado da zona onde decorria o cumprimento aos fiéis.</p>
<p>Até ao momento, não são conhecidas informações adicionais sobre as circunstâncias em que o homem se sentiu mal, nem se precisou de assistência médica posterior. O vídeo, porém, registou o gesto do Papa, que se ajoelhou junto do peregrino antes de prosseguir a saudação.</p>
<blockquote class="twitter-tweet" data-media-max-width="560">
<p lang="en" dir="ltr">Imagine fainting and the first thing you see after opening your eyes is Peter … <a href="https://t.co/GrXIPURqUm">pic.twitter.com/GrXIPURqUm</a></p>
<p>&mdash; Catholic Sat (@CatholicSat) <a href="https://x.com/CatholicSat/status/2059967370932703709?ref_src=twsrc%5Etfw">May 28, 2026</a></p></blockquote>
<p> <script async src="https://platform.x.com/widgets.js" charset="utf-8"></script></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769242]]></sapo:autor>
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		<title>Pérez-Llorca integra Miranda &#038; Amado e cria plataforma jurídica ibero-americana</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:31:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Advisory]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[A sociedade de advogados Pérez-Llorca vai reforçar a sua presença na América Latina através da integração da peruana Miranda &#038; Amado, numa operação que dará origem a uma das maiores plataformas jurídicas ibero-americanas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sociedade de advogados Pérez-Llorca vai reforçar a sua presença na América Latina através da integração da peruana Miranda &amp; Amado, numa operação que dará origem a uma das maiores plataformas jurídicas ibero-americanas.</p>
<p>O acordo prevê uma integração plena, jurídica e económica, ficando apenas dependente da aprovação dos órgãos de governo de ambas as sociedades nas próximas semanas.</p>
<p>Com esta fusão, a Pérez-Llorca passará a contar com cerca de 1.300 profissionais a nível global, dos quais aproximadamente 700 estarão localizados na América Latina, consolidando a sua presença no México, Colômbia e Peru. A sociedade pretende reforçar a capacidade de assessoria em grandes operações transfronteiriças, financiamentos e litígios internacionais, dirigidos sobretudo a multinacionais, bancos de investimento e investidores com interesses na região.</p>
<p>A integração enquadra-se no chamado “Projeto Scala”, a estratégia da Pérez-Llorca para construir uma firma ibero-americana integrada, depois das operações realizadas no México em 2024 e na Colômbia em 2025. A sociedade resultante passará a prestar assessoria em direito espanhol, português, europeu, mexicano, colombiano e peruano, através de escritórios em cidades como Madrid, Lisboa, Londres, Nova Iorque, Singapura, Cidade do México, Bogotá e Lima. Está ainda prevista a abertura de um novo escritório em Abu Dhabi durante 2026.</p>
<p>Segundo Pedro Pérez-Llorca, sócio diretor da sociedade espanhola, a operação “representa um novo marco” na estratégia de crescimento internacional da firma, baseada em integrações com escritórios líderes nos respetivos mercados. Já José Daniel Amado, sócio fundador da Miranda &amp; Amado, considera que a fusão permitirá combinar a reputação e experiência da sociedade peruana com a projeção internacional da Pérez-Llorca.</p>
<p>A operação terá também um forte impacto na área de arbitragem internacional. A nova estrutura combinará a experiência europeia da Pérez-Llorca em litígios e arbitragens internacionais com a posição de destaque da Miranda &amp; Amado em arbitragens de investimento e litígios comerciais no Peru e na região andina.</p>
<p>Entre os casos mais relevantes da Pérez-Llorca destacam-se arbitragens ligadas ao setor energético, incluindo o processo SolEs Badajoz GmbH contra o Reino de Espanha, no âmbito do Tratado da Carta da Energia, que resultou numa decisão favorável de cerca de 41 milhões de euros. A firma representa ainda clientes como Técnicas Reunidas, Acciona, ConocoPhillips, Telefónica e Duro Felguera.</p>
<p>Já a Miranda &amp; Amado tem participado em alguns dos principais processos arbitrais da América Latina, incluindo o caso Gasoducto Sur Peruano contra a República do Peru, com uma pretensão próxima dos 2.000 milhões de dólares, bem como litígios envolvendo a Bear Creek Mining Corporation, APM Terminals Callao e o consórcio Camisea.</p>
<p>A sociedade resultante pretende reforçar a assessoria em litígios ligados a energias renováveis, infraestruturas, mineração, construção e fusões e aquisições (M&amp;A), operando sob regras de instituições arbitrais como o CIADI, ICC, LCIA e UNCITRAL.</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769236]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>BNP Paribas vê nova aceleração dos carros elétricos: vendas na Europa sobem 19,6% &#8216;arrastadas&#8217; pelos combustíveis mais caros</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/bnp-paribas-ve-nova-aceleracao-dos-carros-eletricos-vendas-na-europa-sobem-196-arrastadas-pelos-combustiveis-mais-caros/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:27:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[Europa]]></category>
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					<description><![CDATA[Em abril, as vendas de veículos elétricos na Europa cresceram 19,6% face ao mesmo mês do ano anterior, mantendo uma trajetória positiva pelo quarto mês consecutivo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A adoção de veículos elétricos deverá acelerar na Europa e na China ao longo de 2026, impulsionada pela subida dos preços dos combustíveis, pelo reforço da infraestrutura de carregamento e pelo apoio público à mobilidade elétrica. A análise é da equipa Markets 360 do BNP Paribas, que aponta a União Europeia como o principal motor de crescimento global do mercado elétrico este ano.</p>
<p>Em abril, as vendas de veículos elétricos na Europa cresceram 19,6% face ao mesmo mês do ano anterior, mantendo uma trajetória positiva pelo quarto mês consecutivo. O destaque vai para os veículos 100% elétricos, os BEV, que registaram uma subida de 37,7%, enquanto os híbridos plug-in cresceram 17,2%.</p>
<p>O relatório do BNP Paribas sublinha que a narrativa positiva para o mercado europeu de veículos elétricos permanece intacta e poderá até ganhar força, num contexto marcado pelo aumento dos preços dos combustíveis e pela entrada crescente de veículos elétricos chineses na região. A quota total dos elétricos nas novas matrículas europeias manteve-se em 67,3% em abril, com BEV e híbridos plug-in a ganharem peso face aos híbridos convencionais.</p>
<p>A China também voltou a surpreender pela positiva. As vendas grossistas de veículos elétricos cresceram 9,2% em abril, apesar de o mercado total de veículos ligeiros ter recuado 4,2%. A penetração dos elétricos atingiu um recorde de 62,7%, superando a fasquia dos 60% pela primeira vez. Os BEV cresceram 7,5% e os híbridos plug-in avançaram 9,3%, sinalizando uma possível retoma do interesse depois de um primeiro trimestre mais fraco.</p>
<p>Segundo o BNP Paribas, o prolongamento do conflito no Médio Oriente voltou a colocar a eletrificação no centro das decisões de consumo, à medida que os condutores sentem o impacto dos preços mais elevados dos combustíveis. A expectativa é que a transição para BEV e híbridos plug-in seja mais evidente na China e na União Europeia, onde a infraestrutura de carregamento e os incentivos continuam a apoiar a compra de veículos elétricos.</p>
<p>O contraste com os Estados Unidos é claro. O mercado americano de veículos elétricos voltou a recuar em abril, com uma quebra de 7,6% face ao período homólogo, o sétimo mês consecutivo de crescimento negativo. As vendas de BEV caíram 33,1% e as de híbridos plug-in desceram 40,8%, enquanto os híbridos convencionais cresceram 10,9% e passaram a dominar mais de 70% do mercado elétrico americano.</p>
<p>Para o BNP Paribas, a falta de infraestrutura de carregamento e de incentivos financeiros nos EUA deverá continuar a favorecer os híbridos convencionais em detrimento dos elétricos puros e dos híbridos plug-in, sobretudo num cenário de preços de energia mais elevados.</p>
<p>A aceleração da mobilidade elétrica está também a ter impacto no mercado das matérias-primas. A subida dos preços do lítio, que se mantêm acima dos 20 dólares por quilo, cerca de 18,4 euros, está a incentivar o regresso de capacidade mineira e novos investimentos, sobretudo em projetos de espodumena de custos mais elevados.</p>
<p>Entre os projetos destacados estão o reinício da mina Finniss, da Core Lithium, na Austrália, com produção anual prevista de 15 mil toneladas de carbonato de lítio equivalente e primeiras entregas esperadas no quarto trimestre de 2026. A Mineral Resources planeia também reativar o projeto Bald Hill, igualmente na Austrália, com produção anual estimada de 17,5 mil toneladas e primeiras entregas previstas para o terceiro trimestre de 2026.</p>
<p>O relatório assinala ainda a expansão do projeto Mount Holland, detido pela SQM e pela Wesfarmers, que recebeu aprovação para duplicar a capacidade anual de produção para 4,4 milhões de toneladas de espodumena. Apesar da possibilidade de maior oferta na segunda metade de 2026, o BNP Paribas considera improvável uma queda do preço do lítio abaixo dos 20 dólares por quilo, salvo uma mudança significativa no sentimento do mercado.</p>
<p>A leitura do BNP Paribas aponta, assim, para uma nova fase da mobilidade elétrica global: a Europa lidera o crescimento, a China mostra sinais de recuperação e os Estados Unidos continuam a ficar para trás, com os híbridos convencionais a dominar a procura. Ao mesmo tempo, a pressão sobre baterias e matérias-primas reforça o papel estratégico do lítio na transição energética.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769215]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Porto Business School investe 1 milhão de euros para criar o Centro de Inteligência Turística do Porto e Norte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:22:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Universidades]]></category>
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					<description><![CDATA[A Porto Business School anunciou o arranque do Centro de Inteligência Turística (CIT) – Porto e Norte, uma infraestrutura considerada pioneira que visa transformar dados dispersos em inteligência estratégica para apoiar a gestão e aumentar a competitividade do setor do turismo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Porto Business School anunciou o arranque do Centro de Inteligência Turística (CIT) – Porto e Norte, uma infraestrutura considerada pioneira que visa transformar dados dispersos em inteligência estratégica para apoiar a gestão e aumentar a competitividade do setor do turismo.</p>
<p>O projeto representa um investimento de um milhão de euros na conceção, desenvolvimento e implementação de uma plataforma de inteligência turística, no âmbito da Agenda Mobilizadora “Acelerar e Transformar o Turismo”, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).</p>
<p>O objetivo do CIT passa por consolidar informação proveniente de múltiplas fontes públicas e privadas, permitindo a geração de análises avançadas, previsões e ferramentas digitais de apoio à decisão para entidades públicas, empresas, destinos turísticos e academia.</p>
<p>Neste contexto, o Turismo Porto e Norte de Portugal assume-se como parceiro estratégico do projeto, garantindo uma ligação direta ao território e ao ecossistema turístico regional. Esta colaboração será determinante para assegurar que a plataforma responde às necessidades concretas da região e apoia uma gestão mais informada, sustentável e integrada do destino.</p>
<p>O desenvolvimento tecnológico ficará a cargo da Ubiwhere, na sequência de um concurso público internacional. A empresa será responsável pela criação da plataforma analítica, modelos preditivos, mecanismos de ingestão e transformação de dados, bem como por um assistente virtual baseado em inteligência artificial generativa.</p>
<p>Entre as funcionalidades previstas estão cerca de 500 indicadores organizados em oito clusters temáticos, pelo menos 10 dashboards interativos, dois casos de uso de modelos preditivos, APIs de integração de dados e um concierge virtual suportado por inteligência artificial.</p>
<p>Para a PBS, o projeto reforça a importância de uma abordagem assente em dados e inteligência artificial aplicada ao território. “O futuro do turismo será cada vez mais decidido pela capacidade de transformar dados em inteligência e inteligência em ação”, afirma José Esteves, sublinhando a ambição de apoiar decisões mais informadas e inovação no setor.</p>
<p>A implementação do CIT está estruturada em quatro fases — descoberta e modelação da solução, seleção e contratualização de fornecedores de dados, desenvolvimento tecnológico e definição do modelo de governação — e terá uma duração estimada de quatro meses.</p>
<p>O projeto inclui ainda mais de 40 horas de formação e transferência de conhecimento, com foco na utilização responsável de dados e inteligência artificial aplicada aos desafios do território.</p>
<p>Segundo Rita Marques, trata-se de “um investimento estratégico” que permitirá melhorar o acesso a informação fiável e atualizada, reforçando a competitividade das empresas e a eficácia do planeamento público.</p>
<p>Já Luís Pedro Martins destaca o impacto estrutural da iniciativa, considerando o CIT “um passo decisivo na transformação do setor turístico da região”, ao capacitar os agentes do turismo com ferramentas de decisão mais sustentadas e orientadas para a sustentabilidade e competitividade.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769217]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Alemanha e Países Baixos vão criar centro de comando da NATO nos Bálticos para reforçar dissuasão contra a Rússia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/alemanha-e-paises-baixos-vao-criar-centro-de-comando-da-nato-nos-balticos-para-reforcar-dissuasao-contra-a-russia/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:21:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A Alemanha e os Países Baixos vão instalar ainda este ano um novo centro tático de comando da NATO na região do Báltico, numa iniciativa destinada a reforçar a capacidade de resposta militar da Aliança Atlântica no flanco oriental europeu e aumentar a capacidade de dissuasão face à Rússia.
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Alemanha e os Países Baixos vão instalar ainda este ano um novo centro tático de comando da NATO na região do Báltico, numa iniciativa destinada a reforçar a capacidade de resposta militar da Aliança Atlântica no flanco oriental europeu e aumentar a capacidade de dissuasão face à Rússia.</p>
<p>O anúncio foi feito esta quinta-feira pelo Ministério da Defesa alemão, que confirmou que o comando conjunto germano-neerlandês, conhecido como 1GNC (1st German-Netherlands Corps), assumirá “um papel de comando no flanco oriental da NATO, especificamente na região da Estónia e da Letónia”, nos próximos meses.</p>
<p>Segundo Berlim, o destacamento deste novo quartel-general tático permitirá reforçar a coesão da NATO e melhorar a prontidão militar na região. “O destacamento de um quartel-general tático adicional para a região reforça a coesão da NATO e apoia a dissuasão da Rússia”, refere o comunicado do ministério alemão.</p>
<p>O 1GNC tem capacidade para comandar até 50 mil militares, caso necessário, e ficará responsável por planear e coordenar exercícios militares, preparar cenários de eventual conflito e liderar forças aliadas em caso de guerra.</p>
<p>A estrutura militar conjunta tem sede em Münster, na Alemanha, e é utilizada pela NATO em várias missões internacionais sempre que necessário. Alemanha e Países Baixos alternam a liderança do comando desde a sua criação, em 1995, estando atualmente Berlim responsável pela chefia da unidade até ao início de 2028.</p>
<p>Além dos dois países fundadores, outros 14 Estados-membros da NATO integram atualmente o corpo multinacional através do fornecimento de pessoal militar especializado.</p>
<p><strong>Novo comando aumenta capacidade de resposta da NATO</strong><br />
Atualmente, as forças da NATO destacadas na região do Báltico estão sob coordenação de um único quartel-general situado em Szczecin, na Polónia. A criação desta nova estrutura permitirá aumentar a capacidade operacional da Aliança e acelerar a tomada de decisões em caso de crise ou conflito na fronteira oriental europeia.</p>
<p>“Com o estabelecimento de um segundo quartel-general de corpo na região, a Alemanha e os Países Baixos demonstram a sua vontade e capacidade para assumir responsabilidades na dissuasão e defesa do flanco oriental da NATO”, sublinhou o Ministério da Defesa alemão.</p>
<p>O reforço militar surge num contexto de crescente tensão na região do Báltico e de preocupação acrescida com ameaças híbridas atribuídas à Rússia, incluindo alegados atos de sabotagem contra infraestruturas estratégicas.</p>
<p><strong>NATO reforça vigilância após suspeitas de sabotagem</strong><br />
A NATO lançou em janeiro do ano passado o programa “Baltic Sentry”, destinado a reforçar a segurança e vigilância de infraestruturas submarinas críticas no Mar Báltico, depois de vários incidentes considerados suspeitos na região.</p>
<p>Nos últimos meses, os países bálticos e responsáveis europeus têm alertado para o aumento de ameaças híbridas junto à fronteira oriental da União Europeia.</p>
<p>Ainda esta semana, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que as recentes incursões de drones no espaço aéreo de países da União Europeia “não são incidentes isolados”, numa altura em que líderes da região alertam para o agravamento das ameaças de segurança vindas do leste europeu.</p>
<p>O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, também tem defendido o reforço das capacidades militares da Aliança junto às fronteiras orientais, numa estratégia destinada a responder ao aumento da instabilidade geopolítica e às preocupações de segurança dos Estados-membros mais próximos da Rússia.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769219]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Despesa pública com pensões aumenta quase 50% na última década, revela CFP</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/despesa-publica-com-pensoes-aumenta-quase-50-na-ultima-decada-cfp/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:15:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A despesa pública com pensões atingiu os 37.589 milhões de euros em 2025, o que representa um crescimento acumulado de 47,6% nos últimos dez anos, conclui um relatório do Conselho das Finanças Pública (CFP) hoje divulgado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A despesa pública com pensões atingiu os 37.589 milhões de euros em 2025, o que representa um crescimento acumulado de 47,6% nos últimos dez anos, conclui um relatório do Conselho das Finanças Pública (CFP) hoje divulgado. </P><br />
<P>A despesa pública com pensões atingiu os 37.589 ME no ano passado, &#8220;traduzindo um aumento acumulado de 12.123 ME (ou +47,6%) desde 2015&#8221;, adianta o relatório sobre a Evolução Orçamental da Segurança Social e da CGA em 2025, que analisa pela primeira vez a despesa pública total com pensões. </P><br />
<P>De acordo com o CFP, &#8220;as pensões do regime contributivo são as que assumem maior expressão, tanto na Segurança Social como na CGA, com crescimentos de 71,9% e 30,6%, respetivamente&#8221;. </P><br />
<P>A instituição liderada por Nazaré da Costa Cabral nota ainda que, no caso da Segurança Social, &#8220;as pensões do regime contributivo têm vindo a aumentar o seu peso no total das pensões, de 46,8% em 2015 para 54,5% em 2025&#8221;, sendo que, dentro destas, as pensões do sistema previdencial são as que mais se destacam. </P><br />
<P>Já relativamente à Caixa Geral de Aposentações (CGA), &#8220;o regime contributivo é também o mais preponderante, apesar do seu peso apresentar uma diminuição entre 2015 e 2025 (de 33,6% para 32,2%)&#8221;, refere o relatório.</P><br />
<P>No entanto, segundo a análise do CFP, em percentagem do PIB nominal a despesa pública com pensões &#8220;diminuiu de 14,2% para 12,3%, entre 2015 e 2025&#8221;. Esta evolução é explicada &#8220;pelo facto de o PIB nominal ter registado uma taxa de crescimento significativamente superior (+71%) ao crescimento da despesa com pensões (+47,6%)&#8221;.</P><br />
<P>Segundo o CFP, na última década, isto é, entre 2015 e 2025, as variações anuais da despesa com pensões &#8220;resultam essencialmente&#8221; de cinco fatores: atualização em função da fórmula legal, atualizações extraordinárias e suplementos, idade legal da reforma, número de pensionistas e efeito composição na despesa com pensões.</P><br />
<P>Excluindo as operações relativas ao Fundo Social Europeu (FSE) e do Fundo Europeu de Auxílio às Pessoas Mais Carenciadas (FEAC), o excedente da Segurança Social voltou a renovar máximos, tendo atingido os 6.657 ME em 2025, uma subida de 1.062 ME face ao período homólogo, ano em que tinha alcançado o maior excedente desde 2010. </P><br />
<P>Esta evolução resulta do facto de se ter verificado &#8220;um crescimento da receita efetiva (+3.481 ME) superior ao incremento da despesa (+2.419 ME)&#8221;, aponta o CFP.</P><br />
<P>A entidade liderada por Nazaré da Costa Cabral refere ainda que, &#8220;excluindo também o efeito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), obter-se-ia um saldo ligeiramente superior, situando-se em 6.672 ME&#8221;. </P><br />
<P>&#8220;Em termos de decomposição por sistema, tal como em anos anteriores, o excedente orçamental apurado resulta do contributo do Sistema Previdencial (Repartição e Capitalização) que registou um excedente de 6.712 ME, tendo o Sistema de Proteção Social de Cidadania apresentado um défice de 55 ME&#8221;, remata.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769205]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Graça Canto Moniz assume liderança da área de Tecnologia, Privacidade e Propriedade Intelectual na Deloitte Legal TELLES</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:07:36 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[A Deloitte Legal TELLES reforçou a sua aposta estratégica na área de Tecnologia, Privacidade e Propriedade Intelectual, numa altura em que a advocacia de negócios enfrenta uma crescente complexidade.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Deloitte Legal TELLES reforçou a sua aposta estratégica na área de Tecnologia, Privacidade e Propriedade Intelectual, numa altura em que a advocacia de negócios enfrenta uma crescente complexidade impulsionada pela transformação digital, pela evolução da inteligência artificial e pelo aumento dos riscos tecnológicos.</p>
<p>A reorganização desta área traduz-se no reforço da liderança, agora assumida por Graça Canto Moniz, reconhecida especialista em direito da tecnologia, proteção de dados e regulação digital. Doutorada em Direito e com MBA pelo INSEAD, a jurista combina uma sólida formação académica com experiência prática em temas como inteligência artificial, cibersegurança, privacidade, gestão de risco digital e inovação regulatória.</p>
<p>Ao longo do seu percurso profissional, Graça Canto Moniz cruzou a advocacia com a academia e a definição de políticas públicas. Foi CEO de uma boutique especializada em gestão de riscos cibernéticos, integra a Comissão de Acesso a Documentos Administrativos e representa a NOVA School of Law na Google Data Governance Chair. Tem igualmente participado na definição de estratégias públicas ligadas à economia dos dados, em Portugal e no estrangeiro, sendo autora de diversas publicações científicas na área, algumas delas citadas em tribunais portugueses.</p>
<p>“A aposta da Deloitte Legal TELLES em Tecnologia, Privacidade e Propriedade Intelectual é uma prioridade estratégica e um compromisso claro com os nossos clientes. A integração de Graça Canto Moniz reforça a nossa proposta de valor e a capacidade de acompanhar os clientes ao longo de todo o ciclo de vida dos projetos tecnológicos, combinando excelência jurídica com uma forte capacidade de execução, suportada por um ecossistema tecnológico diferenciador”, afirma Francisco Espregueira Mendes, Managing Partner da sociedade.</p>
<p>Também a nova responsável da área sublinha o enquadramento estratégico da sua entrada na organização. “Escolhi integrar a Deloitte Legal TELLES pela combinação única que oferece entre conhecimento jurídico, tecnologia e gestão de risco. Trabalhar num contexto com forte especialização tecnológica e acesso a competências avançadas em transformação digital, dados, cibersegurança e inteligência artificial permite aproximar o aconselhamento jurídico da realidade dos projetos e torná-lo mais estratégico para a tomada de decisão”, refere Graça Canto Moniz.</p>
<p>A responsável acrescenta ainda que o objetivo passa por “contribuir para soluções jurídicas inovadoras que ajudem os clientes a desenvolver e a implementar tecnologia com segurança, responsabilidade e visão de futuro”.</p>
<p>A Deloitte Legal TELLES destaca-se no mercado pela integração num ecossistema multidisciplinar que articula advocacia com áreas como tecnologia, risco, cibersegurança, dados e transformação digital, permitindo uma abordagem alinhada com os objetivos de negócio dos clientes.</p>
<p>A sociedade conta com mais de 220 advogados e posiciona-se como uma das referências em Portugal na área da advocacia de negócios.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_769198]]></sapo:autor>
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		<title>Bolsa de Nova Iorque negoceia a descer no ínicio da sessão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:03:03 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa em Wall Street negociava a descer no início da sessão com o Departamento do Comércio a divulgar o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA quatro décimas abaixo das expectativas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A bolsa em Wall Street negociava a descer no início da sessão com o Departamento do Comércio a divulgar o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA quatro décimas abaixo das expectativas. </P><br />
<P>Pelas 14:45 (hora de Lisboa), o industrial Dow Jones descia 0,22% para 50.533,11 pontos, e o tecnológico Nasdaq recuava 0,28% para 26.599,26 pontos. </P><br />
<P>O agregado S&amp;P 500 regredia 0,02% para 7.518,98 pontos. </P><br />
<P>O PIB dos Estados Unidos cresceu menos do que o previsto durante o primeiro trimestre, avançando 1,6%, quatro décimas abaixo da estimativa preliminar de 2%.</P><br />
<P>Ainda assim, de acordo com os dados publicados hoje pelo Departamento do Comércio, a maior economia mundial registou uma expansão de 0,4% no primeiro trimestre face aos três meses anteriores. </P><br />
<P>Os pedidos de subsídio de desemprego nos EUA fixaram-se em 215.000 na semana que terminou em 23 de maio, um aumento em 5.000 relativamente à semana anterior, anunciou hoje o Departamento do Trabalho (DOL) norte-americano. </P><br />
<P>&#8220;Na semana que terminou em 23 de maio, o número de pedidos de subsídio de desemprego, ajustado sazonalmente, foi de 215.000, um aumento em 5.000 em relação ao nível revisto da semana anterior&#8221;, indicou, em comunicado. </P></p>
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		<title>Segurança Social atinge excedente recorde de 6,7 mil milhões de euros em 2025</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 28 May 2026 14:00:51 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Excedente]]></category>
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		<category><![CDATA[segurança social]]></category>
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					<description><![CDATA[A Segurança Social registou, em 2025, um excedente orçamental de 6.657 milhões de euros, o valor mais elevado de sempre, representando um aumento de 1.062 milhões face a 2024, segundo o relatório divulgado pelo Conselho das Finanças Públicas. O resultado foi impulsionado pelo crescimento da receita efetiva, que superou o aumento da despesa.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Segurança Social registou, em 2025, um excedente orçamental de 6.657 milhões de euros, o valor mais elevado de sempre, representando um aumento de 1.062 milhões face a 2024, segundo o relatório divulgado pelo Conselho das Finanças Públicas. O resultado foi impulsionado pelo crescimento da receita efetiva, que superou o aumento da despesa.</p>
<p>Excluindo as operações relacionadas com o Fundo Social Europeu (FSE) e o Fundo Europeu de Auxílio às Pessoas Mais Carenciadas (FEAC), a receita efetiva da Segurança Social cresceu 8,4% em termos homólogos, equivalente a mais 3.481 milhões de euros. Sem contabilizar também os efeitos do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), o saldo teria sido ligeiramente superior, atingindo 6.672 milhões de euros.</p>
<p>O principal motor da subida da receita voltou a ser a evolução das contribuições sociais, que aumentaram 8,9%, refletindo o comportamento positivo do mercado de trabalho e as alterações salariais. O relatório destaca um crescimento de 6,1% das remunerações médias por trabalhador e um aumento de 2,1% da população empregada. O número de contribuintes subiu 2,3%, sendo que mais de metade do crescimento líquido desde 2022 resulta de trabalhadores estrangeiros.</p>
<p>O peso dos contribuintes estrangeiros no total passou de 5,1% em 2015 para 19,7% em 2025, sublinha o documento.</p>
<p>Do lado da despesa, o aumento foi de 6,8%, correspondente a mais 2.419 milhões de euros face ao ano anterior. As pensões e a ação social explicam cerca de 70% desta subida, com aumentos de 1.291 milhões e 404 milhões de euros, respetivamente.</p>
<p>O relatório destaca ainda o crescimento das atualizações extraordinárias de pensões e complementos, cujo impacto na despesa tem vindo a aumentar desde 2017. Em 2025, esta componente atingiu 1001 milhões de euros, mais 15 milhões do que no ano anterior.</p>
<p>Comparando com o Orçamento da Segurança Social para 2025, o excedente ficou 1.114 milhões de euros acima do previsto. A receita superou em 1.237 milhões de euros o valor orçamentado, compensando um acréscimo de despesa de 123 milhões face às estimativas iniciais.</p>
<p>Já a Caixa Geral de Aposentações (CGA) registou um défice de 120 milhões de euros em 2025, melhorando face ao saldo negativo de 202 milhões registado em 2024.</p>
<p>A receita efetiva da CGA ascendeu a 12.910 milhões de euros, mais 715 milhões do que no ano anterior, impulsionada sobretudo pelo reforço da comparticipação do Orçamento do Estado, que aumentou 421 milhões de euros para garantir o equilíbrio financeiro do sistema.</p>
<p>Por sua vez, a despesa da CGA totalizou 13.030 milhões de euros, refletindo um aumento de 633 milhões face a 2024, devido sobretudo ao crescimento da despesa com pensões e abonos.</p>
<p>O relatório alerta também para o agravamento do desequilíbrio demográfico no sistema da CGA. No final de 2025, existiam apenas 0,70 subscritores ativos por cada aposentado, abaixo dos 0,73 registados no ano anterior, refletindo o facto de o regime estar fechado a novos subscritores desde 2006.</p>
<p>Pela primeira vez, o documento apresenta uma análise consolidada da despesa pública total com pensões entre 2015 e 2025. Em 2025, esta despesa atingiu 37 589 milhões de euros, mais 47,6% do que há dez anos. Ainda assim, o peso das pensões no PIB diminuiu de 14,2% para 12,3%, beneficiando de um crescimento nominal da economia superior ao aumento da despesa.</p>
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