Quem são e de onde vêm os próximos 50 unicórnios?

O futuro empresarial pode ser opaco para muitos mas não para a CB Insights. A consultora voltou a arriscar na antecipação do nome das 50 start-ups que conseguirão cavalgar até ao estatuto de unicórnio (empresas que em breve vão ser avaliadas em mil milhões de dólares ou mais) mais rapidamente.

A lista dos futuros unicórnios surge no meio da pior crise de saúde pública e da consequente crise financeira de um século. Isto significa que os futuros unicórnios são sobreviventes, isolados do atual trauma económico pelos seus modelos de negócio, pela fé profunda dos seus investidores ou pelas indústrias em que atuam.

A Cockroach Labs, por exemplo, é um desses exemplos. Esta start-up norte-americana vende um produto tecnológico que funciona atrás nos bastidores dos centros de dados, onde os bancos de computadores servem os serviços de ensino à distância, teletrabalho, observação e teleconferência de que agora dependemos.

O produto Cockroach, uma arquitetura de base de dados que pode “sobreviver a interrupções à escala do centro de dados”, é utilizado por grandes empresas como a Comcast, Baidu, e Bose. A empresa de Nova Iorque é apoiada por alguns investidores de capital de risco bem conhecidos do mercado , como é o caso da Google Ventures e da Benchmark.

Geograficamente, os EUA são o maior hub global de start-ups em crescimento. Cerca de 70% desta nova lista de unicórnios cavalga pelas terras do Tio Sam. Apenas 16% destas empresas são provenientes da Europa, e só 8% são asiáticas, sendo que destas apenas 2% são da China.

A nova lista de ouro é ocupada ainda por empresas de nacionalidade australiana (4%) e indiana (4%). A Argentina é o único país da América Latina que se pode congratular por ser um habitat de unicórnios (2%). Os números europeus fazem-se representar pelo Reino Unido (6%), Alemanha (6%) e França (2%) e Suécia (2%).

Portugal não consegue colocar nenhuma start-up na lista da CB Insights. Parece que ainda demorará algum tempo a encontrar-se uma start-up portuguesa ao lado dos unicórnios lusos Farfetch, Talkdesk, Outsystems e Feedzai. Porém, o ecossistema tem vaticinado um futuro brilhante para empresas como a DefinedCrowd, liderada por Daniela Braga, e para a Unbabel, liderada por Vasco Pedro.

No que toca à distribuição da área de negócios, a lista de unicórnios da CB Insight coloca 30% das empresas a operar no setor das ferramentas empresariais e big data (análise e gestão de dados) e 20% trabalham no universo da fintech (tecnologia financeira). Os restantes número distribuem-se por várias outras áreas, que vai da saúde e do hardware ao legal tech.

A avaliação média dos 50 próximos unicórnios reside atualmente nos 100 milhões de euros, uma subida face aos 90 milhões de euros calculados para uma tabela semelhante relativa a 2019. Saiba quem são as estrelas do amanhã do ecossistema de start-ups através deste link.

O estudo da CB Insights é realizado através do algoritmo Mosaic que combina a saúde financeira de uma empresa e a sua força de mercado. Nas últimas pesquisas de 2015 e 2019, a consultora conseguiu acertar em 52% e 34%, respetivamente, dos unicórnios desses mesmos anos.

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