Os condutores portugueses continuam a recorrer maioritariamente ao automóvel nas deslocações do dia a dia. Seja para trajetos curtos de cerca de 30 minutos ou para viagens que se prolongam por quase duas horas, 71,9% conduz diariamente, quer para ir trabalhar quer para momentos de lazer ou para acompanhar familiares.
Os dados constam do mais recente relatório da EasyPark, parte da plataforma global de mobilidade Arrive, e revelam diferenças significativas entre homens e mulheres no tempo passado ao volante. Nas deslocações com duração igual ou superior a uma hora, 27,6% dos homens indicam conduzir esse período diariamente, face a 20,8% das mulheres. No total dos condutores que utilizam o carro todos os dias, apenas 51,5% conduz menos de 30 minutos.
As mulheres são, aliás, quem menos tempo passa ao volante: cerca de 80% refere conduzir menos de uma hora por dia. Já entre os homens, a percentagem de deslocações mais prolongadas é superior, o que reforça a ideia de uma utilização mais intensiva do automóvel por parte do sexo masculino.
O estudo permite traçar um retrato claro da mobilidade urbana em Portugal, evidenciando o peso dos movimentos pendulares nas cidades e o impacto direto no tráfego diário. A concentração de deslocações no início e no final do dia contribui para o aumento da pressão sobre as principais artérias, mas também sobre vias secundárias.
“Todos os dias os movimentos pendulares dos trabalhadores para dentro das cidades apresentam um grande fator de impacto nas dificuldades de mobilidade das cidades. Sejam pequenos meios urbanos, ou cidades de maior dimensão como a área metropolitana da capital, movimentam-se muitas viaturas tanto nas principais artérias, como nas pequenas ruas, e isso tem um impacto efetivo na mobilidade e no tempo que as pessoas passam no trânsito”, afirma Jennifer Amador Tavares de Sousa, diretora para Portugal e Espanha da Arrive.
A responsável acrescenta que o desafio não se limita às infraestruturas existentes, mas ao volume crescente de veículos que circula nos períodos de maior afluência. “Não nos referimos apenas a algumas dificuldades que possam surgir de infraestruturas, mas sim de um aumento no início e final do dia de viaturas a circular para e dentro das cidades. Tudo tem um claro impacto no ecossistema de mobilidade urbana, e o tempo que os condutores passam a conduzir diariamente é disso reflexo. Por isso trabalhamos com os municípios e provedores para, com os dados que recolhemos, ajudar a desenvolver estratégias em que a mobilidade urbana se torne mais equilibrada e eficiente, sem prejudicar o dia-a-dia dos condutores”, conclui.
O relatório revela ainda que, entre os condutores que não utilizam o automóvel diariamente, 85,9% realiza deslocações até uma hora quando opta por conduzir.
Os dados resultam de um questionário realizado pela EasyPark a condutores portugueses com 18 ou mais anos, em todo o território nacional.
A EasyPark, integrada na plataforma mundial de mobilidade Arrive, é um dos principais fornecedores europeus de soluções inteligentes de estacionamento e mobilidade. Presente em mais de 4.000 cidades, distribuídas por mais de 20 países, a empresa trabalha em parceria com municípios para promover a digitalização e desenvolver soluções baseadas em dados, com o objetivo de tornar as cidades mais eficientes e habitáveis.






