<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Executive Digest</title>
	<atom:link href="https://executivedigest.sapo.pt/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://executivedigest.sapo.pt</link>
	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Wed, 01 Jul 2026 15:28:21 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-PT</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	
	<item>
		<title>Paz no Médio Oriente volta a pesar nos combustíveis? Petróleo desce com sinais positivos entre EUA e Irão</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/paz-no-medio-oriente-volta-a-pesar-nos-combustiveis-petroleo-desce-com-sinais-positivos-entre-eua-e-irao/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/paz-no-medio-oriente-volta-a-pesar-nos-combustiveis-petroleo-desce-com-sinais-positivos-entre-eua-e-irao/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:28:21 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Estreito de Ormuz]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784263</guid>

					<description><![CDATA[Expectativa de uma redução da tensão no Médio Oriente está a aliviar os receios de perturbações no abastecimento, sobretudo no Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes para o comércio mundial de petróleo]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os preços do petróleo voltaram a cair esta quarta-feira, pressionados pelo otimismo em torno das negociações entre os Estados Unidos e o Irão no Qatar. A expectativa de uma redução da tensão no Médio Oriente está a aliviar os receios de perturbações no abastecimento, sobretudo no Estreito de Ormuz, uma das passagens marítimas mais importantes para o comércio mundial de petróleo.</p>
<p>Segundo a &#8216;Fox News&#8217;, o Brent, referência internacional, recuava 1,1%, para 72,12 dólares por barril, cerca de 61,5 euros, a meio da manhã em Nova Iorque. Já o West Texas Intermediate, referência americana, descia 0,66%, para 69,04 dólares por barril, cerca de 58,9 euros.</p>
<p>A &#8216;Reuters&#8217; apontava, no mesmo dia, para uma queda de 1,30% no Brent, para 72 dólares por barril, e de 0,78% no WTI, para 68,96 dólares, o valor mais baixo desde 27 de fevereiro. A descida surge depois de Donald Trump ter afirmado que os encontros no Qatar estavam a correr bem.</p>
<p>“Estamos a dar-nos muito bem com o Irão”, disse o presidente americano, acrescentando que as reuniões em Doha tinham sido positivas. “No que diz respeito à desnuclearização do Irão, as coisas estão a avançar bem. Tiveram reuniões muito boas e vamos ver”, afirmou Trump, citado pela imprensa americana.</p>
<p>As conversações decorrem de forma indireta. Jared Kushner, genro de Donald Trump, e Steve Witkoff, enviado especial dos Estados Unidos, deslocaram-se a Doha para contactos técnicos sobre o acordo com Teerão. Segundo a &#8216;Reuters&#8217;, os representantes americanos falam com mediadores, e não diretamente com os iranianos, num processo centrado na circulação marítima pelo Estreito de Ormuz e na tentativa de garantir um cessar-fogo duradouro.</p>
<p>A importância do Estreito de Ormuz explica a reação imediata dos mercados. Situada entre Omã e o Irão, esta passagem no Golfo Pérsico é um dos principais “gargalos” energéticos do mundo, por onde circula normalmente cerca de um quinto do petróleo transportado globalmente. Qualquer ameaça à navegação naquela zona tende a fazer subir os preços; qualquer sinal de normalização tende a produzir o efeito inverso.</p>
<p>A tensão agravou-se nos últimos dias, depois de novos confrontos entre os Estados Unidos e o Irão terem colocado em risco uma trégua de 60 dias. Teerão terá disparado contra dois navios comerciais e Washington respondeu com ataques a alvos iranianos, num episódio que reacendeu receios sobre a segurança da navegação no Golfo.</p>
<p>Ainda assim, os investidores parecem estar a privilegiar o cenário de desanuviamento. Ole Hansen, analista do Saxo Bank citado pela &#8216;Reuters&#8217;, afirmou que as negociações no Qatar estão a ser vistas como positivas pelo mercado, permitindo que os preços continuem a recuar. “Há uma possibilidade de vermos preços ainda mais baixos”, disse.</p>
<p>A descida desta quarta-feira surge depois de um mês e de um trimestre particularmente negativos para o crude. O Brent caiu cerca de 21% no mês passado, a maior queda mensal desde março de 2020, segundo a &#8216;Fox News&#8217;. A &#8216;Reuters&#8217; acrescenta que o Brent perdeu cerca de 45 dólares por barril no segundo trimestre, a maior queda trimestral desde a crise financeira global de 2008.</p>
<p>Também o petróleo americano registou uma forte correção. O WTI caiu mais de 20% em junho, naquele que foi o pior desempenho mensal desde o final de 2021, e perdeu cerca de 31 dólares no segundo trimestre, a maior queda trimestral desde 2020, quando a pandemia de covid-19 esmagou a procura mundial de energia.</p>
<p>O alívio nos preços levou analistas a reverem em baixa as previsões para 2026 pela primeira vez desde o início da guerra com o Irão, segundo uma sondagem da &#8216;Reuters&#8217;. A reabertura gradual do Estreito de Ormuz e a recuperação do tráfego de petroleiros reduziram os receios de perturbações prolongadas no abastecimento.</p>
<p>Mas a normalização ainda não está garantida. A ING alertou que os movimentos de petroleiros no Estreito de Ormuz continuam limitados, embora já exista uma ligeira recuperação no tráfego de entrada no Golfo Pérsico. Os estrategas Warren Patterson e Ewa Manthey consideram que, se esta tendência acelerar, poderá tornar-se um obstáculo a uma recuperação dos preços do petróleo.</p>
<p>A &#8216;Reuters&#8217; também sublinha que os dados de tráfego de petroleiros e os custos de transporte podem ser um indicador mais fiável do que os futuros do Brent para perceber se o mercado está realmente a normalizar. Apesar da recuperação parcial, o número de trânsitos semanais permanece abaixo dos níveis anteriores ao conflito, e parte da produção continua condicionada pela incerteza logística.</p>
<p>Outro fator de pressão poderá vir da OPEP+. Segundo fontes citadas pela &#8216;Reuters&#8217;, os países produtores deverão discutir no domingo um novo aumento das metas de produção a partir de agosto, acrescentando oferta num momento em que os preços já estão em queda.</p>
<p>A presidente executiva da Petrobras, Magda Chambriard, disse que os preços do petróleo parecem ter estabilizado numa nova faixa entre 72 e 75 dólares por barril, embora o mercado ainda não esteja totalmente normalizado e o conflito no Médio Oriente continue a criar incerteza.</p>
<p>Para os consumidores, a descida do petróleo pode aliviar a pressão sobre os combustíveis, mas o efeito não é imediato nem automático. O preço final nas bombas depende de vários fatores, incluindo impostos, margens, câmbio euro-dólar, cotações dos produtos refinados e ritmo de transmissão das variações internacionais para o mercado nacional.</p>
<p>Ainda assim, a leitura dos mercados é clara: quanto maior for a perceção de que Washington e Teerão conseguem manter o diálogo e evitar nova escalada no Estreito de Ormuz, menor tende a ser o prémio de risco incorporado no preço do crude. Por agora, a diplomacia está a empurrar o petróleo para baixo.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/paz-no-medio-oriente-volta-a-pesar-nos-combustiveis-petroleo-desce-com-sinais-positivos-entre-eua-e-irao/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784263]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Regulador dos seguros instaurou 28 processos de contraordenação em 2025</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/regulador-dos-seguros-instaurou-28-processos-de-contraordenacao-em-2025/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/regulador-dos-seguros-instaurou-28-processos-de-contraordenacao-em-2025/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:20:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784273</guid>

					<description><![CDATA[A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) instaurou 28 processos de contraordenação em 2025, acima dos 22 processos de 2024, segundo o Relatório de Regulação e Supervisão da Conduta de Mercado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) instaurou 28 processos de contraordenação em 2025, acima dos 22 processos de 2024, segundo o Relatório de Regulação e Supervisão da Conduta de Mercado.</p>
<p>&#8220;Em 2025, no exercício das suas competências sancionatórias, a ASF deu início a 57 novos processos com indícios da prática de ilícitos contraordenacionais, tendo procedido ao arquivamento liminar de oito e instaurado 28 novos processos de contraordenação&#8221;, lê-se no relatório.</p>
<p>Sobre as infrações apreciadas, a maioria das decisões tem que ver com incumprimento de regras do regime jurídico da atividade seguradora e resseguradora, do regime do livro de reclamações e do regime de reparação de acidentes de trabalho e de doenças profissionais.</p>
<p>Ainda em 2025, a ASF recebeu 2.945 processos de reclamação, mais 21% face a 2024, emitiu 232 determinações específicas dirigidas a empresas de seguros e a entidades gestoras de fundos de pensões.</p>
<p>Ainda no âmbito das suas atividades, em 2025, o regulador dos seguros realizou 448 ações de supervisão e analisou 856 anúncios publicitários.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/regulador-dos-seguros-instaurou-28-processos-de-contraordenacao-em-2025/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784273]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Governo português decreta um dia de luto nacional a cumprir no domingo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-governo-portugues-decreta-um-dia-de-luto-nacional-a-cumprir-no-domingo/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-governo-portugues-decreta-um-dia-de-luto-nacional-a-cumprir-no-domingo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:12:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784262</guid>

					<description><![CDATA[O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo decretou um dia de luto nacional, a cumprir no próximo domingo, pelas vítimas dos sismos na Venezuela, em particular os cidadãos nacionais e lusodescendentes.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro anunciou hoje que o Governo decretou um dia de luto nacional, a cumprir no próximo domingo, pelas vítimas dos sismos na Venezuela, em particular os cidadãos nacionais e lusodescendentes.</p>
<p>&#8220;Decidimos no Governo, também já com a partilha com o Presidente da República, determinar o próximo domingo como dia de luto nacional pelas vítimas dos terramotos que ocorreram na Venezuela e, em particular, pelos cidadãos portugueses, e lusodescendentes que perderam a vida e por todos aqueles que sofreram o efeito destas tragédias&#8221;, afirmou Luís Montenegro.</p>
<p>O primeiro-ministro fez este anúncio em breves declarações à comunicação social à margem da cerimónia de apresentação do modelo português de Inteligência Artificial Amália, em Lisboa.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-governo-portugues-decreta-um-dia-de-luto-nacional-a-cumprir-no-domingo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784262]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>SUV, elétricos e franceses: estes são os carros que mais saíram dos stands em 2026</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/suv-eletricos-e-franceses-estes-sao-os-carros-que-mais-sairam-dos-stands-em-2026/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/suv-eletricos-e-franceses-estes-sao-os-carros-que-mais-sairam-dos-stands-em-2026/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:10:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[ACAP]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784255</guid>

					<description><![CDATA[No acumulado do primeiro semestre, foram colocados em circulação 157.943 novos veículos em Portugal, o que representa um aumento de 10,4% face ao mesmo período de 2025]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O mercado automóvel português voltou a crescer em junho. Segundo dados da ACAP — Associação Automóvel de Portugal, foram matriculados 30.317 veículos automóveis no sexto mês de 2026, mais 15% do que no mesmo mês do ano passado.</p>
<p>No acumulado do primeiro semestre, foram colocados em circulação 157.943 novos veículos em Portugal, o que representa um aumento de 10,4% face ao mesmo período de 2025. O crescimento abrangeu as principais categorias do mercado, dos ligeiros de passageiros aos comerciais ligeiros e veículos pesados.</p>
<p>Nos automóveis ligeiros de passageiros, foram matriculadas 26.349 unidades em junho, mais 13,7% do que no mês homólogo. Entre janeiro e junho, este segmento totalizou 137.080 matrículas, uma subida de 10,5% em relação ao primeiro semestre do ano anterior.</p>
<p>O Peugeot 2008 foi o modelo mais vendido em Portugal no primeiro semestre de 2026, com 4.824 unidades matriculadas e uma quota de 3,52% entre os ligeiros de passageiros. O modelo manteve a liderança face a 2025, ano em que tinha registado 4.772 unidades no mesmo período.</p>
<p>Na segunda posição surge o Peugeot 208, com 3.781 unidades matriculadas entre janeiro e junho, equivalente a 2,76% do mercado. O terceiro lugar pertence ao Tesla Model 3, que totalizou 3.715 unidades e reforçou o peso dos modelos elétricos entre os automóveis mais procurados pelos portugueses.</p>
<p>O top 5 do primeiro semestre fica completo com o Citroën C3, que registou 3.652 unidades, e o Dacia Sandero, com 3.158 matrículas. Seguem-se o Dacia Duster, com 2.814 unidades, o Seat Ibiza, com 2.612, o Tesla Model Y, com 2.544, o Toyota Yaris Cross, com 2.457, e o Opel Corsa, com 2.417.</p>
<p>Os dados mostram também a força crescente dos modelos eletrificados. No primeiro semestre de 2026, 74,2% dos ligeiros de passageiros novos matriculados em Portugal eram movidos a energias alternativas, incluindo elétricos, híbridos e híbridos plug-in.</p>
<p>Entre janeiro e junho, os veículos 100% elétricos representaram 25,3% das matrículas de ligeiros de passageiros novos. Em junho, esse peso subiu para 28,7%, aproximando-se de quase três em cada dez automóveis novos vendidos no país.</p>
<p>No conjunto do semestre, os híbridos convencionais representaram 28,4% do mercado de ligeiros de passageiros, os híbridos plug-in chegaram aos 14,3% e os elétricos a bateria atingiram 25,3%. Já os veículos a gasolina ficaram nos 22,1% e os diesel nos 3,7%, confirmando a perda de peso das motorizações tradicionais.</p>
<p>O crescimento não se limitou aos automóveis de passageiros. O mercado de veículos ligeiros de mercadorias registou 3.341 matrículas em junho, mais 22,5% do que no mesmo mês de 2025. No acumulado do semestre, foram matriculadas 16.669 unidades, uma subida de 5,8%.</p>
<p>Também os veículos pesados tiveram um desempenho positivo. Em junho, foram comercializados 627 veículos pesados de passageiros e mercadorias, mais 40,9% face ao mês homólogo. Entre janeiro e junho, esta categoria atingiu 4.194 unidades, o que corresponde a um crescimento de 30,0%.</p>
<p>No conjunto dos ligeiros, que inclui ligeiros de passageiros e ligeiros de mercadorias, foram registadas 29.690 matrículas em junho, mais 14,6% do que um ano antes. No primeiro semestre, o total chegou às 153.749 unidades, uma subida de 10,0%.</p>
<p>A evolução do mercado confirma uma recuperação sólida da procura automóvel em Portugal, ao mesmo tempo que evidencia uma mudança acelerada nas preferências dos consumidores. Os SUV compactos continuam a dominar os lugares cimeiros, mas a presença do Tesla Model 3 e do Tesla Model Y entre os dez modelos mais vendidos mostra que os elétricos já deixaram de ser uma escolha de nicho.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/suv-eletricos-e-franceses-estes-sao-os-carros-que-mais-sairam-dos-stands-em-2026/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784255]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Depois da Venezuela, a Terra voltou a tremer em vários pontos do mundo. Coincidência ou sinal de alerta?</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/depois-da-venezuela-a-terra-voltou-a-tremer-em-varios-pontos-do-mundo-coincidencia-ou-sinal-de-alerta/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/depois-da-venezuela-a-terra-voltou-a-tremer-em-varios-pontos-do-mundo-coincidencia-ou-sinal-de-alerta/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:03:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784222</guid>

					<description><![CDATA[Primeiro, a Venezuela foi atingida por dois sismos devastadores, de magnitude 7,2 e 7,5, com apenas segundos de diferença. Depois, nos dias seguintes, a terra voltou a tremer no Japão, nas Filipinas, no Afeganistão, na China, no México, na Califórnia e até em Portugal]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A sucessão impressiona. Primeiro, a Venezuela foi atingida por dois sismos devastadores, de magnitude 7,2 e 7,5, com apenas segundos de diferença. Depois, nos dias seguintes, a terra voltou a tremer no Japão, nas Filipinas, no Afeganistão, na China, no México, na Califórnia e até em Portugal, com abalos sentidos no Algarve e registados ao largo do Porto Santo.</p>
<p>A sequência levantou a pergunta inevitável: estará o planeta a atravessar uma fase anormal de atividade sísmica? Ou estes fenómenos, embora próximos no tempo, não têm relação direta entre si?</p>
<p><strong>Quase 100 sismos fortes numa semana</strong></p>
<p>Segundo a revista &#8216;Newsweek&#8217;, o Serviço Geológico dos Estados Unidos registou 93 sismos de magnitude 4,5 ou superior em todo o mundo entre 19 e 26 de junho, numa semana marcada por forte atividade sísmica global e pelo raro “dupleto” da Venezuela.</p>
<p>O caso venezuelano foi o mais grave e o mais invulgar. A 24 de junho, dois sismos de magnitude 7,2 e 7,5 atingiram o norte do país com 39 segundos de intervalo, perto da costa caribenha e a oeste de Caracas. Os abalos provocaram destruição generalizada, sobretudo em La Guaira e na capital, e o balanço oficial subiu para 1.943 mortos e 10.571 feridos. Estimativas preliminares apontam ainda para dezenas de milhares de edifícios danificados ou destruídos.</p>
<p>O segundo abalo, de magnitude 7,5, foi descrito como o mais forte a atingir a Venezuela em mais de um século. Segundo dados do USGS, é preciso recuar a 1900 para encontrar um sismo mais forte na costa venezuelana, de magnitude estimada em 7,7.</p>
<p><strong>O que torna a Venezuela diferente</strong></p>
<p>O que torna a Venezuela diferente não é apenas a violência dos abalos, mas a forma como ocorreram. A sismóloga Suzan van der Lee, da Northwestern University, explica que dois sismos de magnitude elevada, tão próximos no espaço e no tempo, não são classificados como uma sequência típica de sismo principal e réplica. Como tinham magnitudes próximas, são antes descritos como um “dupleto” sísmico.</p>
<p>Segundo a especialista, os dois sismos venezuelanos estão diretamente relacionados e terão ocorrido no mesmo sistema de falhas ou em falhas próximas, possivelmente com o segundo abalo a ser favorecido por pequenas alterações locais de tensão provocadas pelo primeiro. A causa dominante, porém, é mais profunda: a tensão tectónica acumulada ao longo de anos pelo movimento entre as placas Sul-Americana e das Caraíbas.</p>
<p><strong>Do Japão ao México: a sequência que aumentou o alerta</strong></p>
<p>A partir daí, a sequência global multiplicou-se. No Japão, um forte sismo atingiu o norte do país, ao largo da província de Iwate, provocando abalos intensos e ferindo pelo menos 10 pessoas. A Agência Meteorológica do Japão alertou as populações das zonas mais afetadas para a possibilidade de novos sismos fortes nos dias seguintes, uma vez que, depois de um grande abalo, existe sempre risco de réplicas ou de eventos associados na mesma região.</p>
<p>Nas Filipinas, outro sismo forte, de magnitude 6,5, atingiu a costa sul do país, perto da ilha de Mindanau. Não foi emitido alerta de tsunami e, segundo os relatos iniciais, não havia registo de vítimas ou danos relevantes. Ainda assim, o país continua particularmente exposto, por se encontrar no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das zonas sísmicas mais ativas do planeta.</p>
<p>No Afeganistão, um sismo de magnitude 6,1 teve epicentro na região de Kush e foi sentido também no Paquistão. O abalo ocorreu a grande profundidade, cerca de 201 quilómetros, o que ajuda a explicar a ausência de danos significativos nos primeiros balanços, apesar de ter sido sentido em cidades como Cabul e em zonas do norte paquistanês.</p>
<p>A China também registou atividade, com um sismo de magnitude superior a 5 na província de Sichuan, uma região com histórico de abalos destrutivos. No México, um sismo de magnitude 6,0 foi registado no Golfo da Califórnia e sentido em várias localidades, incluindo Los Mochis e Culiacán.</p>
<p>Nos Estados Unidos, a Califórnia foi abalada por um sismo de magnitude 5,6 perto de Redwood Valley, no condado de Mendocino. O abalo causou danos em alguns edifícios e foi seguido por várias réplicas mais fracas. A sismóloga Angela Lux, da Universidade da Califórnia em Berkeley, disse que é natural as pessoas procurarem padrões quando vários sismos fortes ocorrem em poucas horas, mas sublinhou que não há evidência de ligação entre o sismo da Califórnia e os eventos ocorridos noutros pontos do mundo.</p>
<p>“Diria com confiança que [o sismo de Redwood Valley] não teve efeito no sismo da Venezuela”, afirmou Angela Lux, explicando que os sismos podem influenciar atividade sísmica próxima, mas que as distâncias entre estes eventos são demasiado grandes para estabelecer uma relação direta.</p>
<p><strong>Portugal também sentiu a terra tremer</strong></p>
<p>Portugal também entrou nesta sequência de registos, embora em escala muito diferente. No sábado, o IPMA registou um sismo de magnitude 2,4 muito ao largo do Porto Santo, a mais de 250 quilómetros da ilha. No domingo, outro sismo, de magnitude 4,1, foi sentido em Lagos e Portimão, com epicentro a cerca de 70 quilómetros a oeste-sudoeste do Cabo de São Vicente. Não houve registo de danos pessoais ou materiais.</p>
<p><strong>Há ligação entre estes sismos?</strong></p>
<p>Apesar da sucessão, os especialistas insistem numa ideia essencial: sismos distantes não formam, por regra, uma cadeia global. Todos resultam da dinâmica das placas tectónicas, mas isso não significa que um abalo na Venezuela provoque outro no Japão, na Califórnia ou no Algarve.</p>
<p>A própria Suzan van der Lee explica que todos os sismos estão ligados, num sentido amplo, à dinâmica das placas tectónicas e ao interior quente e comprimido da Terra. Mas, em termos práticos, os eventos da Venezuela ocorreram de forma independente dos sismos registados no Japão e na Califórnia.</p>
<p><strong>Há mais sismos ou estamos apenas a vê-los melhor?</strong></p>
<p>A perceção de que “há mais sismos” também pode ser enganadora. O Centro Nacional de Informação Sísmica dos Estados Unidos localiza cerca de 20 mil sismos por ano em todo o mundo, o equivalente a aproximadamente 55 por dia. A maioria é demasiado fraca para ser sentida ou causar danos.</p>
<p>O USGS sublinha ainda que aumentos ou diminuições temporárias da sismicidade fazem parte da flutuação normal das taxas de sismos e não são, por si só, sinal de que esteja iminente um grande terramoto. O catálogo global contém hoje mais registos não necessariamente porque haja mais sismos, mas porque existem mais instrumentos sísmicos e melhor capacidade de deteção.</p>
<p>Ou seja, o planeta não está necessariamente a tremer mais do que antes. Está, muitas vezes, a ser observado com mais precisão e comunicado com maior rapidez. Um abalo que há décadas poderia passar despercebido fora da região afetada é hoje registado, localizado, publicado e partilhado quase em tempo real.</p>
<p><strong>Porque é que a magnitude não conta tudo</strong></p>
<p>Isso não reduz a gravidade dos eventos recentes. Um sismo de magnitude 7,5, como o da Venezuela, é um grande terramoto e pode provocar destruição severa, sobretudo quando ocorre perto de zonas densamente povoadas, com edifícios vulneráveis e serviços de emergência fragilizados. Já sismos de magnitude 5 podem causar danos localizados, enquanto eventos de magnitude 6 ou superior têm potencial para afetar infraestruturas e provocar vítimas, dependendo da profundidade, distância ao epicentro e qualidade da construção.</p>
<p>A comparação histórica ajuda a colocar os números em perspetiva. Os sismos recentes são fortes, mas ficam abaixo dos maiores já registados. O maior terramoto conhecido ocorreu em 1960, no Chile, com magnitude 9,5. Seguiram-se o Grande Sismo do Alasca, em 1964, de magnitude 9,2, o sismo de Sumatra-Andamão, em 2004, de magnitude 9,1, e o Grande Sismo de Tōhoku, no Japão, em 2011, também de magnitude 9,1.</p>
<p>A diferença entre magnitudes não é pequena. A escala é logarítmica: cada aumento de um ponto representa uma libertação de energia muito superior. Por isso, um sismo de magnitude 8 não é apenas “um pouco maior” do que um de magnitude 7; é muitas vezes mais energético e potencialmente mais destrutivo.</p>
<p><strong>O perigo agora está nas réplicas</strong></p>
<p>O maior risco imediato, neste momento, continua concentrado nas zonas já afetadas, sobretudo na Venezuela. As réplicas podem prolongar-se durante dias ou semanas e, mesmo quando têm magnitude inferior à dos abalos principais, podem agravar danos em edifícios já fragilizados e colocar em risco equipas de resgate e populações desalojadas.</p>
<p>A resposta curta à pergunta inicial é, por isso, menos alarmante do que a sequência faz parecer: sim, houve uma semana de forte atividade sísmica; sim, o duplo sismo da Venezuela foi raro e devastador; mas não há evidência de que os abalos registados em pontos distantes do planeta estejam diretamente ligados entre si ou anunciem um grande terramoto global.</p>
<p>A Terra treme todos os dias. O que mudou, em muitos casos, foi a nossa capacidade de a ouvir.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/depois-da-venezuela-a-terra-voltou-a-tremer-em-varios-pontos-do-mundo-coincidencia-ou-sinal-de-alerta/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784222]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Subida de juros em junho resulta da existência de &#8220;circunstâncias perfeitas&#8221;, diz Lagarde</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/subida-de-juros-em-junho-resulta-da-existencia-de-circunstancias-perfeitas-lagarde/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/subida-de-juros-em-junho-resulta-da-existencia-de-circunstancias-perfeitas-lagarde/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 15:02:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784252</guid>

					<description><![CDATA[A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, defendeu hoje que a subida de juros na reunião de junho ocorreu porque existiam as "circunstâncias de política monetária perfeitas para o fazer", nomeadamente perspetivas de inflação elevada.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, defendeu hoje que a subida de juros na reunião de junho ocorreu porque existiam as &#8220;circunstâncias de política monetária perfeitas para o fazer&#8221;, nomeadamente perspetivas de inflação elevada.</p>
<p>Os indicadores apontavam para uma previsão de inflação alta, a inflação subjacente com tendência alta e um regresso à meta de 2% apenas no fim de 2028, pelo que era &#8220;uma decisão óbvia e foi tão óbvia que foi unânime no conselho&#8221;, disse, num painel no Fórum BCE, a decorrer em Sintra.</p>
<p>Lagarde sinalizou que desistiram de fazer &#8220;forward guidance&#8221;, ou seja, orientações futuras para comunicar ao mercado as expectativas para a economia, apontando que se tem algum arrependimento é de ter estado vinculada a isso.</p>
<p>&#8220;O que fazemos é informar os participantes do mercado e especialistas financeiros sobre como chegamos à nossa postura de política monetária&#8221;, explicou, avançando quais são os indicadores que seguem com mais atenção.</p>
<p>Na reunião de 11 de junho, quando o BCE decidiu subir os juros em 25 pontos base, os governadores olharam &#8220;para a previsão de inflação, para os últimos dados financeiros e económicos&#8221;, bem como para os riscos, enquanto parte da avaliação.</p>
<p>No que diz respeito aos riscos, em alta para inflação e em baixa para crescimento, a responsável considerou que &#8220;estão mais equilibrados do que há umas semanas&#8221;.</p>
<p>Lagarde destacou ainda a rapidez das mudanças como um dos fatores que o BCE tem de estar atento e preparado, apontando que, por exemplo, o preço do petróleo caiu para 72 dólares o barril quando estava a 120 dólares em março.</p>
<p>O Fórum é um evento anual organizado pelo Banco Central Europeu e realizado em Sintra, que reúne governadores de bancos centrais, académicos e representantes do mercado financeiro.</p>
<p>Este ano, tem como tema &#8220;Moldar o futuro da Europa: inovação, crescimento e estabilidade&#8221; e decorre de 29 de junho a 01 de julho.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/subida-de-juros-em-junho-resulta-da-existencia-de-circunstancias-perfeitas-lagarde/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784252]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Onda de calor pode aumentar mortalidade &#8220;a partir do terceiro ou quarto dia&#8221;, alerta especialista</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/onda-de-calor-pode-aumentar-mortalidade-a-partir-do-terceiro-ou-quarto-dia-alerta-especialista/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/onda-de-calor-pode-aumentar-mortalidade-a-partir-do-terceiro-ou-quarto-dia-alerta-especialista/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:39:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784246</guid>

					<description><![CDATA[O alerta é deixado por Bernardo Gomes, presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, que descreve a atual onda de calor como uma “minimaratona” e não como um episódio curto.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A persistência das temperaturas elevadas em Portugal poderá ter impacto na mortalidade nos próximos dias, sobretudo se o calor extremo se mantiver durante vários dias consecutivos. O alerta é deixado por Bernardo Gomes, presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública, que descreve a atual onda de calor como uma “minimaratona” e não como um episódio curto.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a Renascença, Portugal atravessa um período prolongado de calor intenso, com temperaturas que podem chegar aos 44 ºC e noites em que os termómetros dificilmente deverão descer abaixo dos 20 ºC em grande parte do território.</p>
<p class="isSelectedEnd">A situação levou o Instituto Português do Mar e da Atmosfera a colocar os distritos de Lisboa, Setúbal, Coimbra e Leiria sob aviso vermelho nos próximos dias.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Impacto pode surgir após vários dias de calor</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Bernardo Gomes admite que os efeitos na saúde podem não ser imediatos, mas tendem a agravar-se com a duração do episódio.</p>
<p class="isSelectedEnd">“É provável termos um sinal estatístico no sentido de algum excesso de mortalidade a partir do momento em que entramos pelo terceiro, quarto, quinto dia de calor sucessivo”, afirmou à Renascença.</p>
<p class="isSelectedEnd">O médico sublinha que este cenário é expectável em períodos prolongados de calor extremo, sobretudo num país envelhecido, com problemas de pobreza energética e muitas habitações pouco preparadas para proteger os residentes de temperaturas muito elevadas.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Não poderemos dramatizar, mas é o que se espera. O que devemos tentar fazer é minimizar”, defende.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Idosos, doentes crónicos e crianças entre os mais vulneráveis</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública afasta, ainda assim, um cenário semelhante ao registado na onda de calor em França. Bernardo Gomes diz não esperar um impacto exagerado, mas considera natural que exista algum efeito estatístico na mortalidade, tendo em conta o envelhecimento da população e as condições existentes.</p>
<p class="isSelectedEnd">Os grupos mais vulneráveis incluem idosos, doentes crónicos, crianças e pessoas que vivem em casas mal preparadas para temperaturas extremas.</p>
<p class="isSelectedEnd">O risco é agravado pelo facto de o calor se prolongar durante vários dias, dificultando o arrefecimento das casas e também dos organismos humanos.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Comunicação das autoridades tem melhorado</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Bernardo Gomes considera positiva a forma como as autoridades têm comunicado os riscos associados ao calor extremo.</p>
<p class="isSelectedEnd">“A comunicação relativamente a isto tem sido melhorada, até porque há necessidade. Estamos a passar por um período em que o risco destas circunstâncias vai aumentar”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para o médico, a existência de um momento formal de comunicação ao país é importante porque mostra “a seriedade daquilo que está em causa”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ainda assim, alerta que a resposta não pode ficar limitada à transmissão de recomendações gerais nem à abertura pontual de espaços climatizados.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Locais climatizados podem fazer diferença</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">A estratégia apresentada pelo Governo prevê, entre outras medidas, a existência de pelo menos um local de abrigo climatizado para acolher populações mais vulneráveis, como idosos e doentes crónicos.</p>
<p class="isSelectedEnd">Bernardo Gomes considera positiva a existência destes espaços, mas lembra que a resposta deve estar preparada localmente e não pode depender apenas de um único local por território.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Duas horas por dia de proteção térmica em indivíduos mais vulneráveis podem fazer toda a diferença, até uma questão de vida ou morte nestes dias prolongados, porque fazem com que o organismo consiga descansar”, explicou.</p>
<p class="isSelectedEnd">No entanto, o médico sublinha que esta solução não é nova e deveria estar prevista nos planos de contingência face às temperaturas extremas.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Resposta exige articulação local</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Renascença, Bernardo Gomes alerta ainda para a necessidade de articulação entre unidades locais de saúde, municípios, proteção civil e instituições locais.</p>
<p class="isSelectedEnd">O médico recorda que as unidades locais de saúde abrangem vários concelhos e não conseguem, sozinhas, assegurar toda a resposta necessária.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Se houver necessidade de mobilizar pessoas vulneráveis para locais climatizados, não é a unidade local de saúde que vai fazer isso sozinha”, afirmou.</p>
<p class="isSelectedEnd">Para Bernardo Gomes, a proteção dos grupos mais frágeis depende de uma resposta coordenada no terreno, com capacidade para identificar e acompanhar pessoas em risco.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>“Não vai ser um sprint”</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O principal perigo desta onda de calor não está apenas nos picos de temperatura, mas na duração do episódio, defende o presidente da Associação Nacional dos Médicos de Saúde Pública.</p>
<p class="isSelectedEnd">“Isto não vai ser um sprint. Vai ser uma minimaratona de alguns dias”, resumiu.</p>
<p class="isSelectedEnd">Bernardo Gomes recomenda que os próximos dias sejam planeados com cuidado. Entre as medidas prioritárias estão evitar a exposição solar entre o fim da manhã e o final da tarde, reforçar a hidratação, adaptar horários de trabalho e atividades físicas, proteger idosos, crianças e doentes crónicos e ter cuidados especiais em viagens.</p>
<p>Com temperaturas muito elevadas durante o dia e noites tropicais em grande parte do país, o alerta centra-se na persistência do calor e na necessidade de prevenir os efeitos acumulados no organismo.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/onda-de-calor-pode-aumentar-mortalidade-a-partir-do-terceiro-ou-quarto-dia-alerta-especialista/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784246]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Fed vai seguir um novo percurso e continuar a ser independente, diz Presidente</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/fed-vai-seguir-um-novo-percurso-e-continuar-a-ser-independente-presidente/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/fed-vai-seguir-um-novo-percurso-e-continuar-a-ser-independente-presidente/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:21:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784245</guid>

					<description><![CDATA[O presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, Kevin Warsh, disse hoje que o banco central norte-americano vai seguir um novo percurso, mas garantiu que a Fed vai continuar a ser independente.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente da Reserva Federal (Fed) dos EUA, Kevin Warsh, disse hoje que o banco central norte-americano vai seguir um novo percurso, mas garantiu que a Fed vai continuar a ser independente.</p>
<p>Numa intervenção num painel no Fórum BCE, em Sintra, o responsável sinalizou que começaram discussões na Fed com &#8220;mente aberta&#8221; para pensar sobre política monetária, assegurando que vão &#8220;ter um novo percurso para melhores decisões e fazer melhor&#8221;.</p>
<p>Para estas mudanças, foram criados grupos de trabalho, sendo que Warsh não adiantou quem os irá liderar, remetendo para a próxima semana o anúncio sobre composição, &#8220;pessoas com experiência, incluindo de fora dos EUA&#8221;.</p>
<p>Sobre a sua postura na política monetária, Kevin Warsh apontou que as expectativas de inflação caíram, os riscos de inflação caíram, se há pessoas e mercados financeiros que &#8220;acharam que este banco ia estar confortável com um objetivo de inflação acima de 2% vão ficar desapontados&#8221;.</p>
<p>Questionado sobre as pressões do Presidente dos EUA, Donald Trump, que exigiu várias vezes um corte nos juros, Warsh assegurou que a Fed tem sido um banco central independente por muito tempo, &#8220;vai ser agora e não vai ver mudanças nisso&#8221;.</p>
<p>Quanto à decisão para a reunião de julho, o presidente da Fed apontou que há muitos dados que vão receber e espera ter uma &#8220;boa discussão familiar&#8221;, sinalizando que quando o comité chegar à sala vai &#8220;fechar a porta e ter um bom debate&#8221;.</p>
<p>Na reunião de junho, que marcou a estreia de Kevin Warsh à frente da instituição, a Fed decidiu manter as taxas de juro no intervalo entre 3,50% e 3,75%.</p>
<p>O Fórum é um evento anual organizado pelo Banco Central Europeu e realizado em Sintra, que reúne governadores de bancos centrais, académicos e representantes do mercado financeiro.</p>
<p>Este ano, tem como tema &#8220;Moldar o futuro da Europa: inovação, crescimento e estabilidade&#8221; e decorre de 29 de junho a 01 de julho.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/fed-vai-seguir-um-novo-percurso-e-continuar-a-ser-independente-presidente/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784245]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Governo venezuelano agradece solidariedade e rápida resposta de Portugal</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-governo-venezuelano-agradece-solidariedade-e-rapida-resposta-de-portugal/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-governo-venezuelano-agradece-solidariedade-e-rapida-resposta-de-portugal/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:13:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784240</guid>

					<description><![CDATA[ A Venezuela agradeceu hoje a solidariedade e rápida resposta de Portugal, que enviou ajuda humanitária e uma equipa de salvamento, parte da qual trabalha, desde as 11:00 de segunda-feira (locais), no resgate de um sobrevivente em La Guaira.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Venezuela agradeceu hoje a solidariedade e rápida resposta de Portugal, que enviou ajuda humanitária e uma equipa de salvamento, parte da qual trabalha, desde as 11:00 de segunda-feira (locais), no resgate de um sobrevivente em La Guaira.</p>
<p>&#8220;Nestas horas, precisamente no meio de um processo de resgate de uma pessoa que ainda se encontra viva, (&#8230;) agradecer especialmente o apoio de Portugal nestes momentos difíceis para o povo venezuelano&#8221;, disse à Lusa o vice-ministro das Relações Exteriores para a Europa e América do Norte.</p>
<p>Oliver Blanco explicou que, assim que aconteceu o duplo sismo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal contactou o Governo &#8220;para manifestar o interesse em enviar um grupo de quase 70 pessoas que têm estado lado a lado com as autoridades venezuelanas responsáveis pela resposta a esta situação e com as do resto do mundo, juntamente com já 30 países, para gerar fé e esperança e prestar assistência ao povo venezuelano nestes momentos de tanto sofrimento e de tantas dificuldades&#8221;.</p>
<p>&#8220;Portugal também enviou ajuda humanitária, aproximadamente 17 toneladas e, mais uma vez, não podemos deixar de agradecer ao Governo de Portugal, à equipa de resgate de Lisboa e a todos os grupos de intervenção que se deslocaram à Venezuela de forma praticamente imediata, o que reafirma, além disso, os laços de fraternidade e solidariedade entre os nossos países&#8221;, disse.</p>
<p>O vice-ministro venezuelano sublinhou que as autoridades locais estão conscientes também da solidariedade da comunidade lusa local.</p>
<p>&#8220;Em horas difíceis para os nossos povos, sabemos que também a comunidade portuguesa está muito integrada na Venezuela. Historicamente, tem feito parte da construção do país e, hoje, está connosco a recolher os escombros e a estender-nos as mãos num momento comovente e difícil para todos os venezuelanos&#8221;, acrescentou.</p>
<p>Sete operacionais portugueses estão envolvidos, desde segunda-feira, no resgate de um segurança de um estabelecimento comercial em Playa Grande, La Guaira.</p>
<p>A missão integra elementos da GNR, Proteção Civil, Bombeiros Sapadores de Lisboa e Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).</p>
<p>Salvar este homem, seis dias depois dos sismos, é &#8220;um milagre&#8221;, resumiu à Lusa o porta-voz da missão da Costa Rica, Ricardo Árias.</p>
<p>A equipa costa-riquenha detetou, no domingo, que havia um sobrevivente no local, mas foi graças a um &#8220;sensor de alta tecnologia&#8221; dos portugueses que foi possível identificar &#8220;com precisão&#8221; a sua localização sob os escombros.</p>
<p>&#8220;Isso deu-nos ímpeto e vontade para continuar a trabalhar&#8221;, comentou, afirmando que os operacionais se sentem &#8220;honrados por trabalhar lado a lado com muita gente&#8221;.</p>
<p>Árias destacou o &#8220;trabalho importante&#8221; com Portugal, que &#8220;trouxe um impulso, quando muitos já tinham descartado a possibilidade de retirar&#8221; o sobrevivente.</p>
<p>O representante da equipa da Costa Rica também relatou que o homem &#8220;está bem&#8221;, &#8220;já se hidratou&#8221; e &#8220;fala muito bem&#8221;.</p>
<p>&#8220;Já estamos perto de o poder retirar&#8221;, garantiu.</p>
<p>Na operação, além de Portugal, participam ainda equipas de resgate da Venezuela, Costa Rica, El Salvador e México, entre outras.</p>
<p>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</p>
<p>Entre os mortos, há pelo menos 71 portugueses e lusodescendentes, e outros 71 estão desaparecidos ou incontactáveis.</p>
<p>Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
<p>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-governo-venezuelano-agradece-solidariedade-e-rapida-resposta-de-portugal/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784240]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Governo está a rever abono e alarga pagamento automático a mais famílias</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/governo-esta-a-rever-abono-e-alarga-pagamento-automatico-a-mais-familias/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/governo-esta-a-rever-abono-e-alarga-pagamento-automatico-a-mais-familias/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:07:56 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784231</guid>

					<description><![CDATA[O Governo vai alargar o pagamento automático do abono de família a famílias monoparentais, estrangeiros e pais separados, anunciou hoje a secretária de Estado da Segurança Social, no âmbito da revisão da prestação como medida de combate à pobreza.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo vai alargar o pagamento automático do abono de família a famílias monoparentais, estrangeiros e pais separados, anunciou hoje a secretária de Estado da Segurança Social, no âmbito da revisão da prestação como medida de combate à pobreza.</p>
<p>No decorrer da audição regimental na Comissão de Trabalho, Segurança Social e Inclusão, na qual a equipa da ministra Maria do Rosário Palma Ramalho esteve a ser ouvida, a secretária de Estado da Segurança Social explicou que o Governo está a &#8220;trabalhar numa revisão mais estrutural de todo o regime do abono de família&#8221;.</p>
<p>&#8220;É uma medida que inscrevemos na Estratégia Nacional de Luta contra a Pobreza, e que pretende também uma avaliação da eficácia desta medida de apoio social na proteção das crianças em situações de carência&#8221;, adiantou Susana Filipa Lima.</p>
<p>Adiantou também que o Governo pretende alargar o pagamento automático do abono de família a grupos de famílias que até agora estavam excluídas desse automatismo.</p>
<p>Em declarações aos jornalistas, a secretária de Estado explicou que o abono de família já é atribuído de forma automática a &#8220;um conjunto alargado de agregados&#8221;.</p>
<p>&#8220;O que vamos fazer é alargar esta atribuição automática a grupos de famílias que estão atualmente excluídos deste automatismo. Que grupos é que são estes? Famílias monoparentais, famílias estrangeiras, quinto escalão do abono e pais separados&#8221;, revelou Susana Filipa Lima.</p>
<p>A secretária de Estado não explicou, no entanto, o motivo por que as famílias do quinto escalão de rendimentos também passam a ser abrangidas pelo automatismo na atribuição se atualmente estão excluídas do acesso a esta prestação social.</p>
<p>O abono de família é pago às famílias dos 1.º, 2.º, 3.º e 4.º escalões de rendimentos, em diferentes valores.</p>
<p>Susana Lima adiantou que estas situações estavam, até agora, de fora do automatismo de atribuição por causa das suas especificidades e complexidades, o que requer que a sua inclusão no sistema tenha de ser feita &#8220;com algum cuidado&#8221;.</p>
<p>&#8220;Estamos a trabalhar para que durante este semestre, portanto, até ao final deste ano, tenhamos esta atribuição automática do abono de família também para estes grupos&#8221;, disse ainda a secretária de Estado.</p>
<p>SV/JMF // CMP</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/governo-esta-a-rever-abono-e-alarga-pagamento-automatico-a-mais-familias/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784231]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mãe no Governo, pai na banca e filha na direção do PSD: o retrato dos Palma Ramalho</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mae-no-governo-pai-na-banca-e-filha-na-direcao-do-psd-o-retrato-dos-palma-ramalho/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/mae-no-governo-pai-na-banca-e-filha-na-direcao-do-psd-o-retrato-dos-palma-ramalho/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 14:06:48 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784228</guid>

					<description><![CDATA[A entrada de Maria do Rosário Palma Ramalho no Governo colocou uma das famílias mais influentes de Lisboa sob maior escrutínio público.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p class="isSelectedEnd">A entrada de Maria do Rosário Palma Ramalho no Governo colocou uma das famílias mais influentes de Lisboa sob maior escrutínio público. A ministra do Trabalho e da Segurança Social chegou à política depois de uma carreira académica consolidada no Direito; o marido, António Ramalho, saiu da gestão executiva do Novo Banco, mas mantém presença em várias empresas e instituições financeiras; e a filha mais velha, Inês Palma Ramalho, é advogada na área da regulação financeira e vice-presidente do PSD.</p>
<p class="isSelectedEnd">De acordo com a <a href="https://www.sabado.pt/portugal/detalhe/mae-ministra-pai-ex-banqueiro-filha-advogada-e-vice-do-psd-o-trio-palma-ramalho" target="_blank" rel="noopener">Sábado</a>, os três ocupam posições relevantes em áreas que se cruzam com frequência: política, banca, regulação, advocacia de negócios, academia e setor social. O retrato é o de uma família com carreiras autónomas, mas instalada em círculos de decisão próximos do poder.</p>
<p class="isSelectedEnd">Essa proximidade tem sido acompanhada por uma preocupação recorrente: evitar situações que possam ser lidas como conflitos de interesse ou favorecimento. A revista descreve vários episódios em que os Palma Ramalho procuraram afastar potenciais cruzamentos entre vida familiar, funções públicas e atividade profissional.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Cuidados com conflitos de interesse</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O cuidado vem de longe. Quando Inês Palma Ramalho entrou na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, onde a mãe era professora catedrática, as duas combinaram horários para não se cruzarem nos corredores nem nas aulas. Maria do Rosário acabou por dar aulas à noite durante cinco anos, enquanto a filha frequentava o horário diurno.</p>
<p class="isSelectedEnd">Anos mais tarde, já com a mãe no Governo, Inês pediu no PSD para deixar de acompanhar a área laboral, precisamente a pasta em que Maria do Rosário Palma Ramalho tinha em mãos a reforma das leis do trabalho.</p>
<p class="isSelectedEnd">Também António Ramalho deu um passo atrás num cargo institucional. O antigo presidente executivo do Novo Banco renunciou ao lugar de administrador da Cruz Vermelha Portuguesa, cuja atividade social é parcialmente tutelada pelo Ministério liderado pela mulher.</p>
<p class="isSelectedEnd">Segundo a Sábado, esta atenção à perceção pública faz parte de um código não escrito da família, agora mais exposta por ter três dos seus elementos em posições de influência.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Da academia para o Governo</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Maria do Rosário Palma Ramalho, de 65 anos, deixou temporariamente a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa para integrar os Governos da AD como ministra do Trabalho e da Segurança Social.</p>
<p class="isSelectedEnd">A sua entrada na política é descrita por pessoas próximas como uma decisão tomada em lógica de serviço. O perfil, porém, não é o de uma política profissional. Fontes ouvidas pela Sábado falam de uma jurista que “corta a direito”, com uma postura técnica e pouco dada ao marketing político.</p>
<p class="isSelectedEnd">Esse estilo ficou visível no dossiê da reforma laboral. A ministra não conseguiu levar o pacote a bom porto, mas mantém que não desistiu do objetivo. Durante as negociações com a UGT e outros parceiros sociais, uma fonte presente nas reuniões descreveu a sua postura como mais próxima de uma professora de Direito do que de uma negociadora experiente.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria ministra tem insistido que o Governo não abdica de reformar a legislação laboral.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Respeitada na universidade, discutida na política</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Na política, Rosário Palma Ramalho tem sido uma figura divisiva. Algumas das medidas mais liberais que defende contribuíram para a sua impopularidade, embora a combatividade tenha sido bem recebida no congresso do PSD.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na academia, o retrato é diferente. Um professor da Faculdade de Direito de Lisboa, politicamente distante da ministra, disse à Sábado que está nos “antípodas” ideológicos, mas que a respeita como professora e gosta dela humanamente. Descreveu-a como uma pessoa de “direita moderada com consciência social” e uma “professora de mão-cheia”.</p>
<p class="isSelectedEnd">Na Faculdade de Direito, Maria do Rosário integrou uma corrente mais moderada, entre uma ala interna muito conservadora e outra mais à esquerda. Fontes da faculdade recordam que defendeu docentes que eram alvo da corrente conservadora e que interveio em momentos de tensão interna.</p>
<p class="isSelectedEnd">A Sábado refere ainda que três fontes ouvidas pela revista sublinham que a atual ministra nunca interveio para proteger a filha, apesar de Inês ter seguido também percurso académico na faculdade antes de sair para a advocacia e a política.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Inês Palma Ramalho entre a advocacia e o PSD</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">Inês Palma Ramalho, de 40 anos, é advogada de regulação financeira na Pérez-Llorca e foi reconduzida como vice-presidente do PSD. No partido, é vista como uma figura com futuro político.</p>
<p class="isSelectedEnd">A própria não fecha a porta a uma eventual entrada num Governo, mas sublinha que essa decisão pertence sempre ao primeiro-ministro. Também deixa uma linha clara: nunca aceitaria integrar um Executivo onde estivesse a mãe ou outro elemento da família.</p>
<p class="isSelectedEnd">O percurso político começou cedo, na associação académica e na JSD. Depois do curso, enquanto estagiava na Uría, conheceu Carlos Moedas numa apresentação no gabinete de estudos da JSD. Pouco depois, foi chamada para a ESAME, a estrutura criada no Governo PSD/CDS para acompanhar a relação com a troika.</p>
<p class="isSelectedEnd">Tinha 25 anos e ficou três anos na estrutura, seguindo matérias ligadas à Justiça, aos reguladores e à execução do memorando. Mais tarde entrou por concurso no Departamento de Supervisão Prudencial do Banco de Portugal e, depois de ano e meio, passou para a advocacia privada.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Do gabinete de estudos à vice-presidência do PSD</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O regresso de Inês Palma Ramalho ao centro da vida partidária aconteceu em 2019, quando Pedro Duarte a chamou para ajudar na moção estratégica de Luís Montenegro à liderança do PSD.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois trabalhou na moção de Paulo Rangel, em 2021, e voltou a participar na candidatura de Luís Montenegro no ano seguinte. Foi então integrada na direção do partido e chegou à vice-presidência.</p>
<p class="isSelectedEnd">Fontes políticas descrevem-na como competitiva e determinada. Uma delas resume-a como alguém que não gosta de perder “nem ao berlinde”. A proximidade no contacto e a forma como lida com a pressão são traços que, segundo a Sábado, partilha com o pai.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>António Ramalho depois do Novo Banco</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">António Palma Ramalho, também de 65 anos, fez carreira no setor financeiro desde jovem. Licenciado em Direito, entrou no setor aos 23 anos e, aos 29, já era diretor no banco Sotto Mayor, integrado no universo Champalimaud.</p>
<p class="isSelectedEnd">Ao longo da carreira alternou entre banca e empresas públicas, em ciclos políticos ligados ao PSD. Mas foi a presidência executiva do Novo Banco que mais o expôs mediaticamente.</p>
<p class="isSelectedEnd">A reestruturação da instituição, criada após a queda do BES, foi financiada em grande parte por um mecanismo contingente suportado pelo Fundo de Resolução com empréstimos dos contribuintes. A venda de ativos com desconto gerou polémica política e levou o Ministério Público a abrir uma investigação. António Ramalho não é arguido.</p>
<p class="isSelectedEnd">Depois de sair do Novo Banco, em 2022, deixou a gestão executiva, mas manteve uma agenda profissional intensa.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Cinco posições não executivas e várias ligações</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">António Ramalho é hoje presidente do conselho de administração da Lusoponte, consultor do Banco de Fomento, presidente de um fundo de investimento, formador de executivos na Católica do Porto, conselheiro na Alvarez &amp; Marsal Portugal e conferencista.</p>
<p class="isSelectedEnd">Este ano deverá ainda encaixar uma mais-valia superior a sete milhões de euros com um investimento proposto como incentivo pela Lone Star, acionista do Novo Banco.</p>
<p class="isSelectedEnd">A proximidade entre a atividade financeira de António Ramalho e a área profissional da filha, ligada à regulação financeira e à advocacia de negócios, é outro ponto que a família diz gerir com cautela. Inês Palma Ramalho afirma que nunca trabalhou como advogada para o pai e que, em quase 20 anos de carreira, só este ano estiveram juntos num painel de congresso para falar sobre o mesmo tema.</p>
<p class="isSelectedEnd"><strong>Uma família instalada na roda do poder</strong></p>
<p class="isSelectedEnd">O caso Palma Ramalho mostra três percursos diferentes, mas com pontos de contacto evidentes. Maria do Rosário passou da academia para o Governo; António Ramalho saiu da banca executiva para cargos de administração, consultoria e formação; e Inês Palma Ramalho combina advocacia de regulação financeira com uma posição de topo no PSD.</p>
<p class="isSelectedEnd">No centro está uma rede familiar com acesso a vários espaços de influência e uma preocupação assumida em evitar cruzamentos diretos entre funções públicas, atividade partidária e interesses profissionais.</p>
<p>O resultado é o retrato de uma família cuja relevância já não se mede apenas por um cargo isolado, mas pela presença simultânea em várias zonas sensíveis do poder político, económico e jurídico.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/mae-no-governo-pai-na-banca-e-filha-na-direcao-do-psd-o-retrato-dos-palma-ramalho/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784228]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Comércio digital na OCDE cresce 35% em 10 anos e representa 26% em 2024</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/comercio-digital-na-ocde-cresce-35-em-10-anos-e-representa-26-em-2024/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/comercio-digital-na-ocde-cresce-35-em-10-anos-e-representa-26-em-2024/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:45:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784225</guid>

					<description><![CDATA[O comércio digital cresceu 35,3% na OCDE na última década e passou a representar quase 26% do comércio total em 2024, segundo um relatório divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O comércio digital cresceu 35,3% na OCDE na última década e passou a representar quase 26% do comércio total em 2024, segundo um relatório divulgado hoje pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico (OCDE).</p>
<p>Na informação divulgada, a organização explicou que o comércio digital cresceu 35,3% em dez anos na OCDE e passou a representar quase 26% do comércio total em 2024, sobretudo devido ao impulso dos serviços prestados por via eletrónica, que dispararam durante a pandemia da Covid-19 e que, após um recuo posterior, voltam a recuperar.</p>
<p>Neste sentido, o comércio efetuado por via eletrónica &#8211; tanto de produtos e serviços materiais como digitais &#8211; registou um crescimento menos acentuado nesses dez anos (de 26,6%), mas mais linear, representando 12,7% em 2024.</p>
<p>Os produtos e serviços digitais fornecidos por via eletrónica representaram 13,2% em 2024, após terem registado um forte aumento em 2020, com a pandemia de coronavírus que obrigou muitas pessoas a ficar em casa durante os confinamentos (nesse ano, chegaram a representar 13,2% do comércio total, contra 10,5% em 2019) e um recuo nos dois anos seguintes.</p>
<p>O peso do comércio digital varia significativamente de um país para outro na OCDE, uma vez que, em 2023 (o último ano para o qual existem dados comparativos), representava até 55,2% no Reino Unido, 43,6% na Suécia ou 34,5% na Hungria, contra apenas 10,1% na Noruega, 14,1% na Itália ou 14,5% na Grécia.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/comercio-digital-na-ocde-cresce-35-em-10-anos-e-representa-26-em-2024/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784225]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Mundial2026: Luís Montenegro vai a Toronto ver jogo Portugal-Croácia</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/mundial2026-luis-montenegro-vai-a-toronto-ver-jogo-portugal-croacia/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/mundial2026-luis-montenegro-vai-a-toronto-ver-jogo-portugal-croacia/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784224</guid>

					<description><![CDATA[O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai assistir ao jogo da seleção nacional de futebol contra a Croácia, que se disputa na quinta-feira em Toronto, Canadá, uma partida dos 16 avos de final do Mundial de 2026.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O primeiro-ministro, Luís Montenegro, vai assistir ao jogo da seleção nacional de futebol contra a Croácia, que se disputa na quinta-feira em Toronto, Canadá, uma partida dos 16 avos de final do Mundial de 2026.</p>
<p>O anúncio foi feito pelo gabinete do chefe do Governo, em comunicado.</p>
<p>Na fase de grupos, Portugal terminou o Grupo K na segunda posição, atrás da Colômbia, e vai agora enfrentar a Croácia nos 16 avos de final, num jogo agendado para quinta-feira, pelas 19:00 locais (00:00 de sexta-feira em Lisboa), no Estádio BMO Field, em Toronto, no Canadá.</p>
<p>Luís Montenegro já assistiu ao segundo jogo da seleção na fase de grupos em Houston, nos Estados Unidos da América, contra o Uzbequistão, que Portugal ganhou por 5-0.</p>
<p>O presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, esteve no jogo de estreia de Portugal no Mundial de 2026, frente à República Democrática do Congo, que terminou 1-1, realizado também Houston, enquanto o Presidente da República, António José Seguro, marcou presença no terceiro jogo da seleção, contra a Colômbia, que terminou empatado a zero e realizou-se em Miami, também nos Estados Unidos.</p>
<p>O Campeonato do Mundo de Futebol de 2026, o primeiro com 48 seleções, começou em 11 de junho e vai decorrer até 19 de julho, dia da final, com jogos nos Estados Unidos da América, no México e no Canadá.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/mundial2026-luis-montenegro-vai-a-toronto-ver-jogo-portugal-croacia/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784224]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Sobe para 71 o número de portugueses e lusodescendentes mortos</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-sobe-para-71-o-numero-de-portugueses-e-lusodescendentes-mortos/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-sobe-para-71-o-numero-de-portugueses-e-lusodescendentes-mortos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:34:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784214</guid>

					<description><![CDATA[O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 71, havendo ainda 71 desaparecidos, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O número de portugueses e lusodescendentes mortos devido aos sismos de quarta-feira na Venezuela subiu para 71, havendo ainda 71 desaparecidos, segundo o mais recente balanço divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE).</P><br />
<P>De acordo com o MNE, entre os 71 mortos, 61 dos quais tinham também nacionalidade venezuelana, estão 11 crianças e 60 adultos.</P><br />
<P>O anterior balanço dava conta de 68 portugueses e lusodescendentes entre as vítimas mortais do duplo sismo que atingiu a Venezuela no dia 24.</P><br />
<P>O duplo sismo que atingiu a Venezuela na passada quarta-feira provocou 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo o último balanço oficial hoje divulgado pelas autoridades venezuelanas.</P><br />
<P>Os dados oficiais indicam também acima de 15 mil desalojados, informou o presidente do parlamento, Jorge Rodríguez, atualizando o último balanço de vítimas, que era de 1.719 mortos e 5.034 feridos.</P><br />
<P>De acordo com as autoridades, 6.461 pessoas foram resgatadas desde o início das operações de socorro.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-sobe-para-71-o-numero-de-portugueses-e-lusodescendentes-mortos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784214]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Caso choca os EUA. Menino de 7 anos morreu com 116 quilos: pais acusados de homicídio e abuso infantil</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/caso-choca-os-eua-menino-de-7-anos-morreu-com-116-quilos-pais-acusados-de-homicidio-e-abuso-infantil/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/caso-choca-os-eua-menino-de-7-anos-morreu-com-116-quilos-pais-acusados-de-homicidio-e-abuso-infantil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:32:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Obesidade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784213</guid>

					<description><![CDATA[Damien e Jessica O’Brien foram acusados no condado de Genesee de homicídio em segundo grau, tortura e várias acusações de abuso infantil. Se forem condenados, podem enfrentar uma pena de prisão perpétua]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os pais de um menino de sete anos, que morreu no Michigan, nos Estados Unidos, com 116 quilos, foram acusados de homicídio, tortura e abuso infantil, avançou o &#8216;ABC&#8217;, citando as autoridades locais. O caso envolve Casper O’Brien, uma criança de Flint Township que morreu em novembro de 2025 depois de os serviços de emergência terem sido chamados à casa da família.</p>
<p>Segundo o &#8216;ABC&#8217;, Damien e Jessica O’Brien foram acusados no condado de Genesee de homicídio em segundo grau, tortura e várias acusações de abuso infantil. Se forem condenados, podem enfrentar uma pena de prisão perpétua.</p>
<p>Casper O’Brien morreu depois de os paramédicos terem respondido a uma chamada para o 911 por dificuldades respiratórias. Quando chegaram à habitação, encontraram a criança em sofrimento médico. O menino acabou por morrer após ser transportado para o hospital, segundo relatos de meios locais citados pela imprensa americana.</p>
<p>De acordo com o relatório da autópsia, a causa da morte foi cardiomiopatia dilatada, uma doença em que as câmaras do coração ficam dilatadas e enfraquecidas, dificultando o bombeamento do sangue. No caso de Casper, as autoridades associaram a condição à obesidade grave.</p>
<p>A criança media cerca de 1,28 metros e pesava o equivalente a aproximadamente 116 quilos, quando morreu. O seu índice de massa corporal era de 71,7, um valor muito acima do esperado para uma criança da mesma idade, segundo os dados divulgados no processo.</p>
<p>As autoridades afirmam que Casper tinha autismo não verbal, não estava matriculado em nenhuma escola e recebia acompanhamento médico insuficiente. A última consulta conhecida com um pediatra terá ocorrido em fevereiro de 2024, quando já pesava cerca de 47 quilos. Nessa altura, foi encaminhado para um endocrinologista pediátrico, mas, segundo a acusação, essa consulta nunca chegou a acontecer.</p>
<p>O procurador do condado de Genesee, David Leyton, disse que os pais alimentavam a criança de forma inadequada e que o menino “não estava a receber a nutrição de que precisava”. O responsável descreveu o caso como um exemplo de negligência extrema, com consequências fatais.</p>
<p>Segundo documentos judiciais citados pela &#8216;CNN&#8217; e pela imprensa local, os procuradores alegam ainda que a negligência dos pais contribuiu para problemas físicos graves, incluindo úlceras de pressão, erupções cutâneas e outros sinais de deterioração do estado de saúde da criança.</p>
<p>O caso não envolve apenas Casper. As autoridades acusam também os pais de abuso infantil em relação a uma filha de cinco anos. Quando os investigadores chegaram à casa da família, encontraram a menina suja, com o cabelo emaranhado e também com obesidade mórbida, de acordo com documentos judiciais citados por meios americanos.</p>
<p>A habitação foi descrita pelas autoridades como estando em más condições, com lixo acumulado e sinais de negligência. A menor foi retirada da casa e colocada sob proteção das autoridades.</p>
<p>Os pais permanecem acusados, mas ainda não foram julgados. A defesa mantém a presunção de inocência, enquanto o processo segue nos tribunais do Michigan. O caso volta a colocar em discussão os limites legais da negligência parental quando problemas de saúde graves, falta de acompanhamento médico e ausência de escolarização se acumulam até uma morte.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/caso-choca-os-eua-menino-de-7-anos-morreu-com-116-quilos-pais-acusados-de-homicidio-e-abuso-infantil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784213]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>“Grande guerra com a NATO”: Moscovo nega ameaça, mas fabricantes russos de drones já se preparam</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/grande-guerra-com-a-nato-moscovo-nega-ameaca-mas-fabricantes-russos-de-drones-ja-se-preparam/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/grande-guerra-com-a-nato-moscovo-nega-ameaca-mas-fabricantes-russos-de-drones-ja-se-preparam/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:21:31 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Especial Ucrânia]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[drones]]></category>
		<category><![CDATA[NATO]]></category>
		<category><![CDATA[Rússia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784207</guid>

					<description><![CDATA[Organização do Dronnitsa, conferência anual que reúne fabricantes, operadores e especialistas russos em drones, definiu duas prioridades para a edição de 2026: “preparar uma grande guerra com a NATO” e “virar a maré da atual guerra dos drones” a favor da Rússia]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Os organizadores de um dos principais festivais russos dedicados a drones militares afirmam que o encontro deste ano terá como objetivo “preparar uma grande guerra com a NATO”, apesar de o Kremlin insistir que Moscovo não tem planos para atacar a Aliança Atlântica.</p>
<p>Segundo a &#8216;Newsweek&#8217;, a organização do Dronnitsa, conferência anual que reúne fabricantes, operadores e especialistas russos em drones, definiu duas prioridades para a edição de 2026: “preparar uma grande guerra com a NATO” e “virar a maré da atual guerra dos drones” a favor da Rússia.</p>
<p>O evento deverá realizar-se durante dois dias no final de agosto, na cidade russa de Veliky Novgorod, no oeste do país. Em 2025, a conferência contou com mais de 2.000 participantes, segundo dados divulgados por meios estatais russos.</p>
<p>O Dronnitsa tem vindo a funcionar como ponto de encontro para a comunidade russa ligada à tecnologia não tripulada. Em edições anteriores, o evento abordou temas como a formação de operadores de drones, a organização de unidades especializadas e a correção de “erros” na forma como as forças russas utilizam estes sistemas no campo de batalha.</p>
<p>A guerra na Ucrânia transformou os drones numa das armas centrais do conflito. Moscovo acelerou a produção militar para abastecer as frentes, enquanto Kiev desenvolveu uma das capacidades mais avançadas do mundo na utilização de sistemas não tripulados em combate. Os dois países passaram a funcionar como laboratórios de guerra moderna, numa área em que muitos membros da NATO tentam agora recuperar atraso.</p>
<p>Drones russos e ucranianos têm também entrado ocasionalmente em espaço aéreo de países da NATO, expondo fragilidades nas defesas antidrone ocidentais e aumentando a pressão para acelerar sistemas de deteção, interceção e resposta. A própria NATO tem vindo a integrar drones e tecnologias não tripuladas em exercícios recentes no Báltico e no Mediterrâneo, como parte da adaptação às ameaças emergentes.</p>
<p>A linguagem usada pelos organizadores do Dronnitsa surge num momento de forte tensão entre Moscovo e os países aliados. A Ucrânia tem avisado repetidamente que, se a Rússia conseguir libertar centenas de milhares de militares atualmente presos na frente ucraniana, outros países europeus poderão tornar-se alvos de pressão ou agressão.</p>
<p>Vários responsáveis da NATO também têm alertado para o risco de a Rússia testar o flanco leste da Aliança nos próximos anos, embora existam avaliações diferentes sobre a vontade de Moscovo de provocar um confronto direto. Um eventual ataque russo teria como cenários mais sensíveis a Polónia, a Estónia, a Letónia ou a Lituânia.</p>
<p>No mês passado, exercícios militares no Reino Unido simularam a resposta da NATO a uma eventual invasão russa dos Estados bálticos em 2030, um cenário que reflete a preocupação crescente com a segurança do leste europeu.</p>
<p>O secretário-geral da NATO, Mark Rutte, advertiu em dezembro que os aliados precisam de estar preparados para uma escala de guerra semelhante à vivida pelas gerações dos avós e bisavós dos atuais europeus. “A Rússia trouxe a guerra de volta à Europa”, afirmou, defendendo que a Aliança deve reforçar rapidamente a capacidade militar.</p>
<p>Rutte disse ainda que a NATO é o “próximo alvo” da Rússia, declarações que foram criticadas pelo Kremlin. Moscovo classificou esse tipo de avisos como irresponsável e tem insistido que não pretende atacar países europeus ou membros da Aliança Atlântica.</p>
<p>A posição oficial russa contrasta, no entanto, com o histórico recente. Nas semanas anteriores à invasão em larga escala da Ucrânia, em fevereiro de 2022, responsáveis russos também garantiam que não havia planos para invadir o país vizinho.</p>
<p>A preocupação dos aliados não se limita a uma ofensiva militar convencional. Serviços de informação ocidentais e países da NATO têm alertado para uma guerra híbrida russa contra a Europa, incluindo ciberataques, operações de desinformação, sabotagem e ataques a infraestruturas críticas, como redes elétricas ou cabos submarinos.</p>
<p>Na semana passada, fontes ocidentais citadas pelo &#8216;The Guardian&#8217; indicaram que os serviços de informação da Letónia avaliam que a Rússia poderá estar a preparar “provocações militares” contra países bálticos ou a Polónia. Essas ações não seriam necessariamente uma invasão em larga escala, mas poderiam envolver drones, mísseis, sabotagem ou outras formas de pressão destinadas a testar a unidade da NATO.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os países europeus estão a acelerar o investimento em defesa. A Rússia, por sua vez, já dedica uma fatia muito elevada da sua economia ao esforço militar e continua a produzir grandes quantidades de drones, tanques, veículos blindados e sistemas de artilharia para sustentar a guerra na Ucrânia.</p>
<p>É neste contexto que a mensagem do Dronnitsa ganha relevância. Mesmo sem representar uma declaração oficial do Kremlin, o objetivo assumido pelos organizadores mostra como a indústria russa de drones já olha para além da guerra na Ucrânia — e como a tecnologia não tripulada passou a ocupar um lugar central nos cenários de confronto entre a Rússia e a NATO.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/grande-guerra-com-a-nato-moscovo-nega-ameaca-mas-fabricantes-russos-de-drones-ja-se-preparam/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784207]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Venezuela/Sismo: Portugueses procuram familiares sobreviventes em La Guaira e Caracas</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-portugueses-procuram-familiares-sobreviventes-em-la-guaira-e-caracas/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-portugueses-procuram-familiares-sobreviventes-em-la-guaira-e-caracas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:15:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784201</guid>

					<description><![CDATA[ Entre os mortos, há pelo menos 68 portugueses e lusodescendentes, e outros 74 estão desaparecidos ou incontactáveis]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Portugueses e luso-venezuelanos tentam conhecer o paradeiro de familiares de La Guaira que sobreviveram ao duplo sismo na Venezuela, mas que entretanto foram levados para centros de acolhimento locais e em Caracas.</p>
<p>&#8220;Sim foram resgatados. Há uma grande desorganização aqui. Estão a levá-los para um sítio, depois transferem-nos para outro e não se conseguem localizar os familiares&#8221;, disse à Lusa um membro da direção do Centro Luso-Venezuelano de Cátia La Mar (CLVCM).</p>
<p>Freddy de Quintal, tesoureiro do CLVCM, explicou ainda que ele próprio tem um sobrinho que sobreviveu, precisando que este estava na igreja, porque faria a primeira-comunhão.</p>
<p>&#8220;Tenho um sobrinho cuja mãe morreu; o edifício ruiu e ele estava na igreja porque ia fazer a comunhão. Temos andado à procura dele, tinham-no enviado para o campo de golfe em Caribe, esteve lá porque aparece no registo, mas não sabem para onde o enviaram&#8221;, disse.</p>
<p>Freddy de Quintal explicou ainda que soube através da Internet que o sobrinho estaria no Centro Desportivo de La Guaira, para onde se dirigiu para o encontrar, mas sem sucesso.</p>
<p>&#8220;Chegamos lá e não estava. Está desaparecido, não o encontramos em lado nenhum. Estamos muito angustiados porque o pai está na Madeira e a mãe estava aqui. Eles já tinham comprado os bilhetes para regressarem de uma vez por todas para lá viver (&#8230;). A esposa faleceu e não conseguimos encontrar o filho. Estamos à procura aqui na Guaira, em Caracas, por todo o lado&#8221;, frisou.</p>
<p>O dirigente do CLVCM lamentou que as autoridades tenham encerrado a autoestrada que liga a cidade de Caracas àquele estado.</p>
<p>&#8220;É um problema, a autoestrada está bloqueada neste momento, não deixam ninguém passar, exceto quem tenha um salvo-conduto. É duro, é mesmo duro o que estamos a viver aqui&#8221;, disse.</p>
<p>Explicou ainda que esteve na localidade de Playa Grande, uma das áreas afetadas de La Guaira, e que está irreconhecível, a tal ponto que as pessoas se desorientam.</p>
<p>&#8220;Conheço bem Playa Grande, e de repente estando lá não sabia onde estava. Porque, por todo o lado, tudo desabou, grandes edifícios desabaram (&#8230;) completamente. Tive de perguntar às pessoas onde estava porque não sabia, de tão irreconhecível que está Playa Grande&#8221;, frisou.</p>
<p>Este luso-venezuelano explicou à Lusa que o duplo sismo foi ainda mais devastador que as enxurradas de 1999, que provocaram muitas vítimas, entre elas portugueses.</p>
<p>&#8220;Isto foi pior do que essa tragédia, porque durou apenas um segundo e tudo desabou. A tragédia [enxurradas] durou uma noite inteira e, quando acordámos de manhã, estava tudo destruído. Mas isto durou apenas um segundo, foi horrível, horrível&#8221;, disse.</p>
<p>Sobre o Centro Luso-venezuelano de Cátia La Mar, explicou que sofreu danos estruturais consideráveis.</p>
<p>&#8220;Na parte de cima, tínhamos a sala onde se davam aulas de português. As suas salas desabaram, tudo caiu. Na parte de baixo, o restaurante onde os portugueses passam o tempo, está tudo rachado, praticamente (&#8230;) destruído&#8221;, disse.</p>
<p>Explicou ainda que não houve vítimas porque o sismo duplo decorreu num dia feriado.</p>
<p>No entanto, disse, em La Guaira ainda não há números totais, mas morreram milhares de pessoas, entre elas mais de 20 associados do CLVCM, incluindo o vice-presidente.</p>
<p>Os sismos registados na Venezuela em 24 de junho causaram pelo menos 1.943 mortos e 10.571 feridos, segundo o mais recente balanço oficial.</p>
<p>Entre os mortos, há pelo menos 68 portugueses e lusodescendentes, e outros 74 estão desaparecidos ou incontactáveis.</p>
<p>Segundo a ONU, mais de 50 mil pessoas estão desaparecidas.</p>
<p>Vários países, incluindo Portugal e outros Estados da União Europeia, enviaram equipas de busca e salvamento para a Venezuela.</p>
<p>A base de operações da missão portuguesa de resposta aos sismos está sediada no Centro Luso-Venezuelano de Cátia la Mar, em La Guaira, uma zona de grande concentração de portugueses e lusodescendentes.</p>
<p>Os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 ocorreram a 200 quilómetros de Caracas, com menos de um minuto de intervalo e foram seguidos por mais de 20 réplicas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.</p>
<p>Dezenas de edifícios ruíram ou ficaram gravemente danificados na capital Caracas e na região de La Guaira, uma das mais afetadas.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/venezuela-sismo-portugueses-procuram-familiares-sobreviventes-em-la-guaira-e-caracas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784201]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Diga adeus ao enjoo no carro: nova tecnologia da Bosch promete viagens mais confortáveis</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/diga-adeus-ao-enjoo-no-carro-nova-tecnologia-da-bosch-promete-viagens-mais-confortaveis/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/diga-adeus-ao-enjoo-no-carro-nova-tecnologia-da-bosch-promete-viagens-mais-confortaveis/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Automonitor]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:13:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Automonitor]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Motores]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Bosch]]></category>
		<category><![CDATA[motores]]></category>
		<category><![CDATA[Vehicle Motion Management]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784197</guid>

					<description><![CDATA[Viajar de carro pode ser uma experiência desconfortável para muitas pessoas, sobretudo quando vão no lugar de passageiro]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Viajar de carro pode ser uma experiência desconfortável para muitas pessoas, sobretudo quando vão no lugar de passageiro. Estima-se que até um terço dos adultos sofra algum tipo de enjoo durante deslocações, um problema que pode agravar-se em viagens longas, trânsito intenso ou estradas com muitas curvas.</p>
<p>A pensar nesse desconforto, a Bosch desenvolveu uma nova tecnologia que promete reduzir os sintomas de enjoo através de uma gestão mais inteligente dos movimentos do veículo. Segundo o &#8216;El Economista&#8217;, a solução chama-se Vehicle Motion Management, ou VMM, e não depende de uma nova suspensão nem de um componente mecânico específico.</p>
<p>Na prática, trata-se de um software avançado que funciona como uma espécie de “cérebro” central do automóvel. O sistema coordena vários elementos que influenciam o comportamento do carro, como direção, travões, motor e suspensão, para tornar a condução mais suave, estável e previsível.</p>
<p>Nos veículos modernos, estes sistemas funcionam muitas vezes de forma separada. A proposta da Bosch é integrá-los numa gestão comum, capaz de controlar aquilo que a empresa descreve como os seis graus de liberdade do veículo — ou seja, todos os movimentos que um automóvel pode realizar durante a condução.</p>
<p>O sistema atua sobre os movimentos para a frente e para trás, laterais e verticais, mas também sobre inclinações e rotações da carroçaria. Isto inclui, por exemplo, a inclinação sentida ao acelerar ou travar, o balanço em curva e a oscilação provocada por mudanças de direção.</p>
<p>É precisamente este conjunto de movimentos que pode contribuir para o enjoo. O problema surge quando o cérebro recebe sinais contraditórios: os olhos podem estar fixos no interior do carro, no telemóvel ou num livro, enquanto o ouvido interno sente acelerações, travagens, curvas e balanços. Esta diferença entre o que se vê e o que se sente pode provocar náuseas, tonturas e mal-estar.</p>
<p>A tecnologia da Bosch procura reduzir esse conflito, suavizando acelerações, travagens e oscilações. Em trânsito, por exemplo, onde as mudanças constantes de velocidade são frequentes, o software pode ajudar a tornar a resposta do veículo mais progressiva e menos brusca.</p>
<p>O resultado esperado é uma viagem mais confortável, tanto para o condutor como, sobretudo, para os passageiros. A Bosch acredita que esta tecnologia será particularmente importante nos próximos anos, à medida que os automóveis se tornarem mais automatizados.</p>
<p>Com a condução autónoma ou semi-autónoma, os ocupantes tenderão a aproveitar melhor o tempo dentro do carro para ler, trabalhar no computador, ver filmes ou usar o telemóvel. Mas essas atividades aumentam o risco de enjoo, precisamente porque desviam a atenção visual da estrada. Reduzir os movimentos bruscos do veículo pode tornar-se, por isso, uma condição essencial para melhorar a experiência a bordo.</p>
<p>Outra vantagem do Vehicle Motion Management é o facto de não depender de hardware específico. O sistema pode ser instalado no veículo e receber novas funções através de atualizações remotas, conhecidas como OTA, de forma semelhante ao que acontece com os telemóveis.</p>
<p>Isto significa que os fabricantes poderão melhorar o comportamento do veículo ao longo da sua vida útil, sem obrigar o condutor a deslocar-se à oficina. Também será possível oferecer diferentes configurações de condução, desde uma experiência mais confortável até uma condução mais desportiva, alterando apenas o funcionamento do software.</p>
<p>A aposta integra-se na estratégia da Bosch para o chamado veículo definido por software, em que cada vez mais funções deixam de depender exclusivamente de componentes físicos e passam a ser geridas por programas informáticos.</p>
<p>A empresa prevê que, nos próximos anos, o negócio ligado a software e serviços digitais ultrapasse os 6 mil milhões de euros em vendas, impulsionado sobretudo pelo setor da mobilidade.</p>
<p>Segundo Ricardo Olalla, vice-presidente de Vendas da Bosch Mobility em Espanha e Portugal, o controlo inteligente do movimento do veículo pode melhorar não só a segurança e a dinâmica de condução, mas também o conforto e o bem-estar dos ocupantes.</p>
<p>A promessa é simples: carros mais inteligentes, capazes de se mover de forma mais suave e previsível. E, para quem costuma enjoar em viagem, isso pode fazer toda a diferença.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/diga-adeus-ao-enjoo-no-carro-nova-tecnologia-da-bosch-promete-viagens-mais-confortaveis/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784197]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Calor: Três estações do metro de Lisboa abertas fora do horário para acolher sem-abrigo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/calor-tres-estacoes-do-metro-de-lisboa-abertas-fora-do-horario-para-acolher-sem-abrigo/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/calor-tres-estacoes-do-metro-de-lisboa-abertas-fora-do-horario-para-acolher-sem-abrigo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:08:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[calor extremo]]></category>
		<category><![CDATA[Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Metropolitano de Lisboa]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[onda de calor]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784192</guid>

					<description><![CDATA[As estações do Metropolitano de Lisboa do Oriente, Rossio e Santa Apolónia vão estar abertas fora do horário de funcionamento a partir de hoje, garantindo "áreas mais frescas" para pessoas em situação de sem-abrigo, revelou à Lusa o município.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As estações do Metropolitano de Lisboa do Oriente, Rossio e Santa Apolónia vão estar abertas fora do horário de funcionamento a partir de hoje, garantindo &#8220;áreas mais frescas&#8221; para pessoas em situação de sem-abrigo, revelou à Lusa o município.</P><br />
<P>A medida, de acordo com a Câmara Municipal de Lisboa (CML), foi decidida como resposta à previsão de tempo quente, em que o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA) emitiu aviso vermelho para o distrito de Lisboa, a partir de quinta-feira e até pelo menos sexta-feira, período em que se prevê persistência de valores muito elevados de temperatura máxima e mínima.</P><br />
<P>O aviso vermelho é o mais grave e surge numa altura em que Portugal entra num período de temperaturas elevadas, com máximas que podem chegar aos 44 graus Celsius e mínimas entre os 24º e os 28º.</P><br />
<P>A agência Lusa questionou a CML sobre as medidas que serão implementadas na cidade como resposta ao calor, inclusive se será interditado o Parque Florestal de Monsanto, tendo fonte oficial do município afirmado que &#8220;para já não&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A CML está a acompanhar e a monitorizar em contínuo a situação meteorológica, em estreita articulação com os serviços e com as entidades nacionais, e continuará a emitir informações sempre que necessário&#8221;, adiantou a autarquia, em resposta à possibilidade de o Parque Florestal de Monsanto ser interditado.</P><br />
<P>Apesar de ainda não haver decisão sobre o encerramento do espaço florestal, a CML determinou que, perante as condições climatéricas adversas previstas para o fim de semana, o festival de música Lisb-On, agendado para sexta-feira e sábado, &#8220;não poderia realizar-se em Monsanto, tendo a autarquia, em articulação com o promotor, decidido que o evento se realizaria, em alternativa, no Parque Eduardo VII&#8221;.</P><br />
<P>Além disso, a CML decidiu que três estações do Metropolitano de Lisboa &#8211; Oriente, Rossio e Santa Apolónia -, vão estar abertas fora do horário de funcionamento, a partir de hoje, &#8220;para garantir áreas mais frescas durante a noite para a população em situação de sem-abrigo&#8221;.</P><br />
<P>Em condições normais, o Metropolitano está aberto das 06:30 à 01:00, todos os dias, incluindo fins de semana e feriados.</P></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/calor-tres-estacoes-do-metro-de-lisboa-abertas-fora-do-horario-para-acolher-sem-abrigo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784192]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Governo venezuelano fala em 1.943 mortos, mas ONU prepara 10 mil sacos para cadáveres</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/governo-venezuelano-fala-em-1-943-mortos-mas-onu-prepara-10-mil-sacos-para-cadaveres/</link>
					<comments>https://executivedigest.sapo.pt/governo-venezuelano-fala-em-1-943-mortos-mas-onu-prepara-10-mil-sacos-para-cadaveres/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Francisco Laranjeira]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Jul 2026 13:04:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[ONU]]></category>
		<category><![CDATA[sismos]]></category>
		<category><![CDATA[Venezuela]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://executivedigest.sapo.pt/?p=784193</guid>

					<description><![CDATA[Contagem oficial surge num momento de crescente pressão sobre o regime venezuelano, acusado por críticos e organizações no terreno de divulgar a informação de forma lenta, centralizada e insuficiente]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Venezuela elevou para 1.943 o número oficial de mortos nos dois sismos que atingiram o norte do país há uma semana. O novo balanço foi divulgado por Jorge Rodríguez, presidente da Assembleia Nacional e irmão da presidente interina Delcy Rodríguez, segundo o &#8216;El Español&#8217;. As autoridades apontam ainda para 10.571 feridos e quase 16 mil pessoas desalojadas.</p>
<p>A contagem oficial, transmitida pelo canal estatal &#8216;Venezolana de Televisión&#8217;, surge num momento de crescente pressão sobre o regime venezuelano, acusado por críticos e organizações no terreno de divulgar a informação de forma lenta, centralizada e insuficiente. A dimensão real da tragédia continua incerta, com dezenas de milhares de pessoas ainda dadas como desaparecidas.</p>
<p>O Coordenador Residente da ONU na Venezuela, Gianluca Rampolla, já tinha avisado que as autoridades poderiam estar a subestimar a dimensão da catástrofe. Segundo o &#8216;El Español&#8217;, o diplomata italiano afirmou, a partir de Caracas, que a sua equipa estava a coordenar com o Governo venezuelano a chegada de 10 mil sacos para cadáveres, descritos como um “indicador aproximado” da gravidade do desastre.</p>
<p>A mesma preocupação aparece noutras avaliações internacionais. A &#8216;Reuters&#8217; noticiou que os sismos de magnitude 7,2 e 7,5 deixaram pelo menos 1.943 mortos, mais de 59 mil edifícios danificados ou destruídos e estimativas de desaparecidos na ordem das dezenas de milhares.</p>
<p>A análise preliminar de dados de satélite, citada pelo &#8216;The Guardian&#8217;, aponta para cerca de 58.870 edifícios danificados ou destruídos, um número muito superior às primeiras estimativas oficiais. A publicação refere ainda que a ONU estima que até 6,8 milhões de pessoas possam precisar de ajuda humanitária, incluindo abrigo, água potável, saneamento e cuidados médicos.</p>
<p>La Guaira, região costeira próxima de Caracas, é uma das zonas mais atingidas. Segundo dados do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento citados pelo &#8216;El Español&#8217;, até 1,2 milhões de toneladas de detritos poderão ter-se acumulado nesta área. Muitos moradores continuam a dormir na rua, por medo de regressar a edifícios danificados ou por não terem alternativa segura.</p>
<p>O Serviço Geológico dos Estados Unidos já tinha indicado, nos primeiros dias da catástrofe, que o número de vítimas poderia ascender a vários milhares, com base em fatores como a magnitude dos sismos, a densidade populacional e a vulnerabilidade das infraestruturas. A &#8216;Al Jazeera&#8217; referiu que o modelo do USGS apontava para uma probabilidade substancial de o balanço ultrapassar 10 mil mortos.</p>
<p>A discrepância entre os números oficiais e as estimativas de organismos internacionais está a alimentar críticas à gestão da comunicação. O sociólogo venezuelano Rafael Uzcátegui, ouvido pelo &#8216;El Español&#8217;, considera que, em sistemas altamente centralizados, os números de vítimas podem tornar-se uma ferramenta política.</p>
<p>Segundo Uzcátegui, a divulgação gradual dos balanços permite às autoridades gerir o impacto de cada anúncio, em vez de enfrentarem de imediato o efeito de um número muito elevado. O especialista admite que, em catástrofes desta dimensão, a identificação das vítimas pode demorar e justificar prudência. Mas alerta que, quando as atualizações são pouco claras ou não explicam a metodologia usada, essa prudência se transforma num problema de credibilidade.</p>
<p>O sociólogo aponta ainda uma possível dimensão política: um número elevado de vítimas levanta questões sobre a preparação do Estado, a qualidade da construção, a rapidez da resposta, a capacidade hospitalar e a eficácia das operações de busca e salvamento. Divulgar a informação de forma faseada pode adiar esse debate enquanto a atenção pública continua concentrada na emergência imediata.</p>
<p>Carolina Jiménez Sandoval, antiga diretora de investigação para as Américas da Amnistia Internacional, que se encontra em La Guaira a documentar a situação, fala mesmo em “duas tragédias”. Uma provocada pela natureza e outra pela política. Para a especialista, o governo mostrou-se desde o primeiro dia preocupado em controlar a narrativa.</p>
<p>Segundo Jiménez Sandoval, a informação foi centralizada na presidência e na figura do presidente, com Jorge Rodríguez a assumir comunicações que, na sua perspetiva, deveriam caber a ministérios técnicos. A antiga responsável da Amnistia Internacional considera que essa estratégia de comunicação está agora sob pressão, porque “todos os olhos estão postos no país”.</p>
<p>A resposta humanitária continua em curso, mas enfrenta obstáculos significativos. A Financial Times noticiou que morgues e serviços públicos estão sobrecarregados, que há locais improvisados para armazenamento de corpos e que a ONU está a fornecer 10 mil sacos para cadáveres perante a expectativa de aumento do número de vítimas.</p>
<p>As buscas por sobreviventes prosseguem em várias zonas destruídas, embora as esperanças diminuam à medida que passam os dias. Equipas internacionais de resgate juntaram-se aos esforços locais, mas há relatos de comunidades obrigadas a procurar sobreviventes por meios próprios em edifícios colapsados.</p>
<p>A experiência de outras grandes catástrofes mostra que os balanços finais podem demorar meses ou até anos a estabilizar. O &#8216;El Español&#8217; recorda que, depois do furacão Maria em Porto Rico, em 2017, o número oficial de mortos começou por ser 64 e só quase um ano depois foi revisto para 2.975. No tsunami do Oceano Índico, em 2004, as autoridades demoraram mais de um ano a chegar a uma estimativa final de cerca de 230 mil vítimas.</p>
<p>Na Venezuela, o balanço oficial é já devastador. Mas a questão central deixou de ser apenas quantas pessoas morreram. Passou também a ser se o país está a conseguir contar, explicar e responder à dimensão real da tragédia.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://executivedigest.sapo.pt/governo-venezuelano-fala-em-1-943-mortos-mas-onu-prepara-10-mil-sacos-para-cadaveres/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_784193]]></sapo:autor>
	</item>
	</channel>
</rss>
