Philip Radziwill é descendente das famílias reais da Polónia e da Lituânia e o administrador de um património milionário em imobiliário, porém envolvido em polémicas.
Além de ser considerado um príncipe, apesar de não ter trono, faz também parte da aristocracia americana tendo em conta o casamento do seu avô Stanislaw Albrecht Radziwill com Caroline Lee Bouvier, irmã de Jacqueline Kennedy (mulher de John F. Kennedy).
Formou-se na Brown University e trabalhou no Goldman Sachs e no fundo de hedge Moore Capital Management de Louis Bacon, porém, agora atravessa o mundo num avião particular e num carro com motorista, enquanto procura oportunidades.
De acordo com a ‘Bloomberg’, os investimentos familiares começaram na Polónia, o país de origem da sua família, mais precisamente em Varsóvia e no centro da cidade completamente devastado.
Pela mão deste empresário, os Radziwills investiram milhões de dólares no que se tornaria a Mennica Legacy Tower, agora um marco no distrito comercial central de Varsóvia.
Apesar disto, a história da família não deixa de estar envolta em corrupção. Para garantir uma posição na Polónia, Radziwill e seu pai, John, precisavam de uma mão local. Um banqueiro de investimentos apresento-os a um ex-consultor da McKinsey, Czarek Jarzabek. Este consultor estava a recolher dinheiro para um fundo imobiliário comercial focado na Polónia.
Segundo a ‘Bloomberg’, no primeiro investimento juntos, um prédio de escritórios em Varsóvia, o fundo duplicou o seu dinheiro quando o vendeu por 100 milhões de euros em 2016.
Investiram depois no Mennica Legacy Tower ,17 milhões de euros. No início de 2019, contrataram a imobiliária CBRE Group para realizar um leilão. A empresa alcançou 200 potenciais investidores em todo o mundo. Das seis propostas, o braço de gestão de ativos do Deutsche Bank AG , DWS, ofereceu a melhor: 468 milhões de euros, 200 milhões acima do custo do terreno e desenvolvimento.
Nessa altura um dos investidores, a WeWork, decidiu abandonar o investimento e a DWS insistiu em reduzir sua oferta em 10 milhões. As discussões aconteceram durante o Natal e o ano novo. No final de fevereiro de 2020, os dois lados estavam num impasse de alguns milhões de euros.
No final de março, a Polónia estava totalmente bloqueada na pandemia de Covid-19. Os escritórios estavam desertos e o DWS ficou com medo, por isso cortou a sua oferta novamente, desta vez em 100 milhões.
Entre outros eventos de corrupção relacionados com um dos sócios, Jarzabek, o relacionamento dos parceiros ficou bastante afetado e acabaram por denunciar este sócio à policia e começar toda uma batalha legal que dura até aos dias de hoje.
Em novembro do ano passado, o banco que financiou o prédio disse a Jarzabek e aos Radziwills que iriam ficar com o ele a menos que o empréstimo fosse pago. No final de dezembro foi feita uma oferta para comprar a parte dos Radziwills num negócio que avaliou o projeto em 400 milhões. Se isso falhar, existe a possibilidade cada vez mais real de que os Radziwills não vão duplicar o seu investimento e Jarzabek terá dificuldades para pagar aos seus seus credores.
Será este o fim da aventura da realeza polaca no imobiliário? Não se sabe porque apesar das polémicas o prédio está concluído e totalmente alugado, rendendo 20 milhões de euros a alugueres por ano.













