Queixas dos portugueses contra bancos crescem 30% num ano. Problemas relacionados sobre burlas e ‘phishing’ são os que mais aumentam

Segundo os dados, a plataforma teve quase 8000 (7711) reclamações relacionadas com a categoria ‘Bancos, Financeiras e Pagamentos’. Em 2021 tinham sido 5954.

Pedro Zagacho Gonçalves

No último ano os portugueses queixaram-se de maus serviços prestado e falta de apoio ao cliente no setor bancário, tendo as reclamações registadas pelo Portal da Queixa crescido 30% em 2022, face aos números registados no ano anterior.

Segundo os dados, a plataforma teve quase 8000 (7711) reclamações relacionadas com a categoria ‘Bancos, Financeiras e Pagamentos’. Em 2021 tinham sido 5954.

O mau serviço prestado é o motivo mais recorrente para queixa, com 36% do volume recebido pelo Portal, seguindo-se a falta de apoio ao cliente (25%). Os problemas relacionados com burlas e esquemas de ‘phishing’ e ‘vishing’ foram responsáveis por 15% das queixas. Foi alias esta a área onde cresceram mais as queixas num ano, em termos percentuais: um aumento de 44%. No ano passado foram 1181 as denúncias dos consumidores relacionadas com estes esquemas envolvendo entidades financeiras, quando no ano anterior tinham sido 819.

No que respeita a bancos, segundo os dados do Portal da Queixa, a Caixa geral de Depósitos (715), o Millennium BCP (305) e o ActivoBank (263) foram os que registaram maior número de queixas no ano passado. No extremo oposto, com menos reclamações, estão o Banco, o Banco Montepio (72) e o Bankinter (36).

Quando a Bancos Digitais e APPs Financeiras, o Top 3 das mais marcas mais reclamadas é composto pelo MB Way (532), Money (105) e o Paypal (79).
Sobre Instituições Financeiras de Crédito, as com maior número de queixas registadas pelo Portal da Queixa no ano passado são a Oney (221), a Cetelem (128) e a Unicre (72).

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