Durante o ano passado, a Entidade Nacional para o Sector Energético (ENSE), que regula o sector dos combustíveis, contabilizou um total de 3629 queixas, registando um aumento de 925, ou seja 34% face ao ano anterior.
De acordo com a própria entidade este valor é o mais alto dos últimos cinco anos, com o número de reclamações sobre postos de combustíveis a mais que triplicar desde 2015.
O principal motivo de queixa é o atendimento. Ainda que o número de reclamações nesse campo tenha diminuído, a ENSE registou 433 queixas em 2019, o equivalente a mais de uma por cada dia.
Para além do atendimento, também a existência de irregularidades nos equipamentos, erros ou recusa de facturação e os preços dos combustíveis, são outros dos motivos de reclamação apontados pelos clientes. Segundo a ENSE, a falta de serviços de apoio, ar e água, correspondeu a 248 queixas.
Agosto foi o pior mês do ano, registando 475 reclamações, um valor recorde verificado em 2019.
De recordar que as reclamações sobre os serviços prestados, pelas mais de três mil gasolineiras espalhadas pelo país, devem ser apresentadas através do livro eletrónico, ou seja, online, de acordo com regras instituídas desde o inicio de 2017.
Uma das novas regras anunciadas pela ENSE é a obrigação dos postos de combustível de divulgarem todos os preços, tanto dos combustíveis como do gás de garrafa, impostos, contactos e linhas de apoio do consumidor.






