Quase seis mil milhões vindos da UE também vão pagar «prémios» da Saúde

Os 5,9 mil milhões de euros propostos por Bruxelas ao Conselho para que Portugal consiga criar emprego vão também servir para pagar «prémios» aos profissionais de saúde.

Revista de Imprensa

Os 5,9 mil milhões de euros propostos por Bruxelas ao Conselho para que Portugal consiga criar emprego vão também servir para pagar «prémios» aos profissionais de saúde, de acordo com o ‘Correio da Manhã’ (CM).

«Portugal pode financiar uma nova compensação especial para os trabalhadores do Serviço Nacional de Saúde (SNS) envolvidos no combate à Covid-19», pode ler-se no último ponto do artigo 3º da proposta da Comissão ao Conselho Europeu.

Ainda assim, segundo a mesma publicação, o principal objectivo do financiamento é efectivamente apoiar medidas de protecção de emprego em Portugal, inseridas no Programa de Estabilidade, pelo que será esse o destino da maioria do montante.

A protecção de emprego visa, entre outros pontos, o apoio à retoma progressiva que substituiu o regime de lay-off simplificado, o complemento de estabilização e o complemento financeiro à normalização da actividade empresarial em lay-off.

De recordar que Bruxelas apresentou na terça-feira uma proposta ao Conselho, com vista a conceder 5,9 mil milhões de euros de apoio financeiro a Portugal ao abrigo do programa SURE.

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«A Comissão Europeia apresentou ao Conselho uma proposta de decisão relativa à concessão de 5,9 mil milhões de euros de apoio financeiro a Portugal no âmbito do instrumento SURE», pode ler-se no comunicado do organismo.

O comunicado revela ainda: «Na sequência das propostas de ontem relativas à decisão de conceder um apoio financeiro de 81,4 mil milhões de euros a 15 Estados-Membros, a Comissão propõe agora incluir Portugal e disponibilizar um total de 87,3 mil milhões de euros de apoio financeiro no âmbito do SURE a 16 Estados-Membros».

«Após a aprovação destas propostas pelo Conselho, o apoio financeiro assumirá a forma de empréstimos concedidos pela UE a Portugal a condições favoráveis. Estes empréstimos ajudarão Portugal a fazer face aos aumentos súbitos da despesa pública destinadas a preservar o emprego», indica o documento acrescentando que o nosso país poderá assim «cobrir os custos diretamente relacionados com o financiamento do seu regime nacional de redução do tempo de trabalho».

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Já na segunda-feira a Comissão Europeia tinha apresentado propostas ao Conselho para disponibilizar apoio financeiro no valor total de 81.4 mil milhões de euros a 15 Estados-Membros sob o instrumento SURE.

Segundo informações do Executivo na altura, Portugal e Hungria já tinham submetido pedidos formais que estavam ser analisados, sabendo-se agora que a proposta portuguesa já avançou.

Os Estados-Membros que não tenham apresentado os seus pedidos formais, ainda poderão fazê-lo. O SURE pode providenciar apoio financeiro até 100 mil milhões de euros no total para todos os Estados-Membros.

De recordar que o ‘SURE’ é um elemento crucial da estratégia abrangente da UE para proteger os cidadãos e mitigar as consequências socioeconómicas negativas e severas da pandemia provocada pelo coronavírus. É uma de três redes de apoio acordadas pelo Conselho Europeu para proteger trabalhadores, empresas e os países.

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