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	<title>Executive Digest</title>
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	<description>Notícias atualizadas ao minuto. Economia, política, sociedade, finanças e empresas e mercados</description>
	<lastBuildDate>Thu, 16 Jul 2026 10:35:41 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Portugal tem dez praias entre as melhores da Europa — e uma entrou no top 10</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[praias]]></category>
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					<description><![CDATA[Classificação foi elaborada pela 'Holidu' a partir das avaliações e comentários publicados pelos utilizadores do Google Maps]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Praia da Adraga, em Sintra, foi considerada a melhor praia de Portugal para o verão de 2026, numa classificação elaborada pela &#8216;Holidu&#8217; a partir das avaliações e comentários publicados pelos utilizadores do Google Maps.</p>
<p>O portal de reservas de casas de férias analisou mais de 9.500 resultados associados ao termo “praia” nas regiões costeiras portuguesas, selecionando os locais com as melhores classificações e, em caso de empate, com o maior número de avaliações.</p>
<p>Com uma pontuação de 4,8 estrelas e 2.847 comentários, a Praia da Adraga conquistou o primeiro lugar. Situada entre as falésias da costa de Sintra, distingue-se pelo arco rochoso junto ao mar, pela paisagem selvagem e pelas condições para a prática de surf.</p>
<p>A praia é também apontada como uma alternativa geralmente menos concorrida a outros areais da região de Sintra, embora a sua popularidade tenha vindo a crescer entre visitantes portugueses e estrangeiros.</p>
<p>No segundo lugar surge a Praia de Cacela Velha, no Algarve, igualmente avaliada com 4,8 estrelas, a partir de 2.219 comentários. Integrada no Parque Natural da Ria Formosa, é acessível de barco e não dispõe de restaurantes ou bares, características que ajudam a preservar o ambiente tranquilo procurado pelos visitantes.</p>
<p>A travessia para o areal custa cerca de um euro e tornou-se parte da experiência de quem visita esta praia, conhecida pela paisagem natural, pelas águas pouco profundas e pelo isolamento.</p>
<p>O último lugar do pódio pertence à Praia da Ursa, também em Sintra, que reúne 1.948 avaliações e uma classificação de 4,8 estrelas. As formações rochosas que se erguem junto ao oceano e o rochedo que terá dado nome à praia fazem deste um dos cenários mais reconhecíveis da costa portuguesa.</p>
<p>O acesso é feito a pé através de um trilho exigente, circunstância que limita a afluência e contribui para conservar o caráter selvagem do local.</p>
<p>A Praia da Bordeira, junto à Carrapateira, ocupa a quarta posição. Inserida no Parque Natural do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina, destaca-se pela extensão do areal, que aumenta consideravelmente durante a maré baixa, e pela lagoa formada pela ribeira.</p>
<p>Com uma pontuação de 4,8 e 1.880 avaliações, é procurada por surfistas de diferentes níveis, mas também por famílias que aproveitam a zona de águas mais calmas.</p>
<p>A Praia de Odeceixe fecha os cinco primeiros lugares. Localizada junto à fronteira entre o Algarve e o Alentejo, combina o oceano Atlântico com a ribeira de Odeceixe, formando uma zona de água doce especialmente apreciada por famílias com crianças.</p>
<p>O top 10 fica completo com a Prainha, a Cordoama, o Castelejo, a Praia da Amália e a Praia da Falésia. Todas as praias classificadas entre o primeiro e o nono lugar apresentam uma avaliação média de 4,8 estrelas.</p>
<p>Entre a 11.ª e a 20.ª posição surgem a Praia da Marinha, o Guincho, a Praia do Carvalho, Galapinhos, a Ribeira do Cavalo, Galapos, Samoqueira, Arrifana, Figueirinha e Santa Cruz, todas com 4,7 estrelas.</p>
<p>Embora o Algarve domine a lista, com 11 praias entre as 20 melhores, Sintra conquista o primeiro e o terceiro lugares. Sesimbra e Setúbal conseguem igualmente colocar vários areais na classificação.</p>
<p>A análise da Holidu revela ainda que Portugal tem dez praias entre as 25 mais bem avaliadas da Europa em 2026. A Praia da Adraga surge no 10.º lugar continental, a melhor posição alcançada por uma praia portuguesa neste estudo.</p>
<p>Portugal é o segundo país com maior representação no top 25 europeu, ficando apenas atrás do Reino Unido. A classificação continental é liderada pela Spiaggia dei Conigli, em Itália, com 4,9 estrelas, seguindo-se Barafundle Bay Beach e Traeth Mwnt, ambas no Reino Unido.</p>
<p>Para elaborar o estudo, foram excluídos resultados que não correspondiam efetivamente a praias, bem como locais com menos de 100 classificações. A Holidu explica que uma amostra inferior poderia não ser suficientemente representativa da experiência dos visitantes.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790016]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Tribunal da UE responsabiliza Google por conteúdos publicados por parceiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:33:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Google]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[TJUE]]></category>
		<category><![CDATA[UE]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerou hoje que a Google pode ser responsabilizada por conteúdos publicados por um criador com que tenha uma parceria comercial.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerou hoje que a Google pode ser responsabilizada por conteúdos publicados por um criador com que tenha uma parceria comercial.</P><br />
<P>Em causa está uma consulta ao TJUE, por um tribunal italiano, após a contestação pela Google de uma coima de 750 mil euros e a ordem de remoção de vídeos da plataforma YouTube, por estarem a promover jogos de azar em linha.</P><br />
<P>De acordo com um comunicado, o tribunal entende que &#8220;a armazenagem de conteúdos publicitários relativos aos jogos de azar em linha não se enquadra na exclusão prevista pelo Direito da União, mas sim nas regras da União Europeia relativas ao comércio eletrónico.</P><br />
<P>Os vídeos em causa foram publicados em linha por um criador de conteúdos associado à Google através de um acordo de parceria comercial que prevê, nomeadamente, a partilha das receitas geradas pela publicidade exibida antes de cada vídeo.</P><br />
<P>Este acordo foi precedido de uma verificação do conteúdo dos vídeos, da temática do canal, dos vídeos mais vistos ou mais recentes, bem como dos respetivos metadados.</P><br />
<P>Um tribunal italiano decidiu multa a Google, que recorreu da decisão invocando o regime de isenção de responsabilidade de que beneficiam os prestadores de serviços de armazenagem em servidor no que diz respeito aos conteúdos publicados em linha por terceiros.</P><br />
<P>O tribunal administrativo responsável pediu um parecer ao TJUE, que validou a condenação.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790005]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Ex-secretário da Defesa dos EUA avisa Trump: guerra contra o Irão não será ganha apenas com bombardeamentos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:31:29 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Mundo]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[guerra]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Irão]]></category>
		<category><![CDATA[Médio Oriente]]></category>
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					<description><![CDATA[O antigo secretário da Defesa dos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Donald Trump considera que a atual estratégia militar norte-americana contra o Irão dificilmente produzirá os resultados pretendidos.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O antigo secretário da Defesa dos Estados Unidos durante o primeiro mandato de Donald Trump considera que a atual estratégia militar norte-americana contra o Irão dificilmente produzirá os resultados pretendidos apenas através da intensificação dos ataques aéreos. Mark Esper defende que Washington deverá apostar numa estratégia de pressão económica abrangente sobre Teerão para forçar a reabertura do Estreito de Ormuz e alcançar um acordo duradouro, alertando simultaneamente para os custos militares, económicos e estratégicos que um conflito prolongado poderá acarretar para os Estados Unidos.</p>
<p>As declarações surgem numa altura em que a administração Trump voltou a intensificar os ataques contra alvos iranianos. Na quarta-feira, as forças norte-americanas realizaram novos bombardeamentos e o presidente dos EUA anunciou que pretende aumentar a pressão militar nas próximas semanas para obrigar a República Islâmica a aceitar um novo entendimento.</p>
<p>Contudo, numa entrevista concedida ao Financial Times durante um encontro de especialistas em segurança nacional realizado em Aspen, Mark Esper mostrou-se cético quanto à eficácia dessa estratégia.</p>
<p>&#8220;Não estou confiante de que, se retomássemos os bombardeamentos como fizemos há alguns meses e os mantivéssemos durante um período prolongado, isso provocasse uma grande mudança&#8221;, afirmou.</p>
<p>Segundo o antigo responsável do Pentágono, uma campanha aérea prolongada dificilmente alterará a posição iraniana relativamente ao controlo do Estreito de Ormuz, uma das principais rotas marítimas do comércio energético mundial.</p>
<p><strong>Estreito de Ormuz continua no centro da crise</strong><br />
O agravamento do conflito ocorre poucas semanas depois de Donald Trump ter declarado terminado o cessar-fogo temporário com o Irão, acusando Teerão de violar o memorando de entendimento que previa a livre circulação marítima no Estreito de Ormuz enquanto decorriam negociações para um acordo mais abrangente.</p>
<p>Antes do início da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irão, cerca de 20% de todo o petróleo comercializado mundialmente atravessava esta passagem estratégica entre o Golfo Pérsico e o Oceano Índico.</p>
<p>Após o início da ofensiva militar, o Irão restringiu significativamente o tráfego marítimo naquela zona, situação que ainda hoje permanece longe da normalidade, alimentando receios de perturbações prolongadas no abastecimento energético internacional.</p>
<p><strong>Esper defende pressão económica em vez de escalada militar</strong><br />
Para Mark Esper, Washington dispõe essencialmente de duas opções para pressionar Teerão.</p>
<p>&#8220;Como se exerce pressão? Uma opção é recorrer a uma ofensiva militar total. A outra é estrangular economicamente o Irão&#8221;, afirmou.</p>
<p>O antigo secretário da Defesa acredita que uma estratégia baseada em sanções económicas reforçadas e isolamento financeiro poderá revelar-se mais eficaz do que a continuação dos bombardeamentos.</p>
<p>No entanto, reconhece que esse caminho exigiria tempo, disciplina e coordenação internacional.</p>
<p>Durante o painel em Aspen, Esper explicou que essa abordagem necessitaria de &#8220;tempo, paciência e disciplina&#8221;, bem como do apoio dos aliados dos Estados Unidos para produzir resultados concretos.</p>
<p>Ao mesmo tempo, admitiu que essa estratégia teria custos para os próprios norte-americanos.</p>
<p>&#8220;O custo para nós será termos preços dos combustíveis mais elevados durante algum tempo&#8221;, reconheceu.</p>
<p><strong>Petróleo dispara e aumenta receio de nova vaga inflacionista</strong><br />
A instabilidade no Médio Oriente já está a produzir efeitos significativos nos mercados energéticos.</p>
<p>Desde o início de julho, o preço do petróleo Brent, referência internacional, valorizou cerca de 16%, situando-se atualmente próximo dos 85 dólares por barril.</p>
<p>Especialistas do setor petrolífero alertam que os níveis globais de reservas de crude já se encontram particularmente reduzidos e avisam que um bloqueio prolongado do Estreito de Ormuz poderá provocar uma nova escalada dos preços, eventualmente acima dos 100 dólares por barril, ultrapassando os máximos registados nas fases iniciais da guerra.</p>
<p>A pressão faz-se sentir igualmente nos Estados Unidos.</p>
<p>Dados oficiais divulgados na quarta-feira pelo Governo norte-americano mostram que as reservas estratégicas de petróleo voltaram a diminuir na última semana, atingindo o nível mais baixo desde 1984.</p>
<p>Ao mesmo tempo, os preços da gasolina voltaram a subir devido à redução da oferta disponível, aumentando os receios de uma nova aceleração da inflação, depois de o crescimento dos preços ter abrandado em junho.</p>
<p><strong>Antigo responsável teme impacto na capacidade militar dos EUA</strong><br />
Mark Esper alertou ainda para outro risco que considera particularmente preocupante: o desgaste das capacidades militares norte-americanas.</p>
<p>O antigo secretário da Defesa, que foi afastado por Donald Trump após as eleições presidenciais de 2020, questiona até que ponto os Estados Unidos poderão sustentar uma guerra prolongada sem comprometer a sua prontidão militar noutras regiões do mundo.</p>
<p>&#8220;Qual é o custo para nós em termos de prontidão, munições e reservas?&#8221;, questionou durante a entrevista.</p>
<p>Segundo analistas militares norte-americanos, o Departamento da Defesa já consumiu dezenas de milhares de milhões de dólares e quantidades muito significativas de armamento numa guerra que continua sem perspetivas claras de resolução.</p>
<p>Esper sublinha que a sua maior preocupação estratégica permanece a crescente influência da China.</p>
<p>&#8220;A minha maior preocupação global é a China&#8221;, afirmou.</p>
<p><strong>Dois objetivos para medir o sucesso da estratégia</strong><br />
Na conferência realizada em Aspen, Mark Esper explicou que avaliaria o sucesso da estratégia norte-americana com base em dois critérios fundamentais.</p>
<p>O primeiro seria o restabelecimento da situação anterior ao conflito no Estreito de Ormuz, permitindo o regresso da livre circulação marítima naquela importante rota comercial.</p>
<p>O segundo passaria pela celebração de um novo acordo nuclear com o Irão.</p>
<p>Segundo Esper, esse entendimento deveria ser &#8220;pelo menos tão bom como — mas provavelmente melhor do que&#8221; o acordo negociado durante a administração de Barack Obama, posteriormente abandonado por Donald Trump.</p>
<p><strong>Condoleezza Rice também defende mais pressão económica</strong><br />
A antiga secretária de Estado norte-americana Condoleezza Rice, que integrou a administração de George W. Bush durante a guerra do Iraque e participou igualmente no painel de Aspen, manifestou uma posição semelhante à de Mark Esper.</p>
<p>Rice defendeu o reforço da pressão económica sobre Teerão, argumentando que o enfraquecimento interno do regime poderá produzir resultados mais eficazes do que uma escalada militar permanente.</p>
<p>Segundo afirmou, os Estados Unidos deverão aumentar a pressão económica e &#8220;deixá-los enfrentar a sua economia debilitada&#8221;, recordando que muitos dos principais cientistas nucleares iranianos foram mortos e que acredita existirem profundas divisões dentro do próprio Governo iraniano.</p>
<p>Para a antiga chefe da diplomacia norte-americana, será precisamente a evolução dessas fragilidades económicas e políticas internas que poderá acabar por determinar o rumo do conflito nos próximos meses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790010]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Quatro detidos no Porto por suspeita de falsificação de prescrições médicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:31:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
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		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Polícia Judiciária]]></category>
		<category><![CDATA[Porto]]></category>
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					<description><![CDATA[A Polícia Judiciária (PJ) deteve na zona do Grande Porto quatro pessoas, incluindo dois funcionários de um centro hospitalar privado, suspeitos de falsificar prescrições médicas para adquirir medicamentos comparticipados que depois eram vendidos num mercado paralelo, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>A Polícia Judiciária (PJ) deteve na zona do Grande Porto quatro pessoas, incluindo dois funcionários de um centro hospitalar privado, suspeitos de falsificar prescrições médicas para adquirir medicamentos comparticipados que depois eram vendidos num mercado paralelo, foi hoje anunciado.</P><br />
<P>Em comunicado, a PJ esclareceu que realizou uma operação policial, na zona do Grande Porto, tendo procedido à detenção de quatro pessoas, com idades entre os 28 e os 52 anos, entre as quais dois funcionários de um centro hospitalar privado da zona Norte.</P><br />
<P>Segundo a Judiciária, os suspeitos, detidos no âmbito de um inquérito tutelado pelo Departamento de Investigação e Ação Penal do Porto, terão praticado vários crimes, nomeadamente burla qualificada, falsificação de documentos e falsidade informática, pelo menos, desde 2024 até à atualidade.</P><br />
<P>&#8220;A investigação, conduzida pela Diretoria do Norte da PJ, incide sobre a atuação concertada dos suspeitos que, abusando dos acessos facultados pelo exercício das suas funções ou de terceiros, falsificavam prescrições de diversas tipologias, nomeadamente de medicamentos para diabéticos obesos, adquirindo-os a preços comparticipados por diversos sistemas de saúde ou entidades seguradoras&#8221;, refere a mesma nota.</P><br />
<P>De acordo com os investigadores, os bens adquiridos eram, depois, colocados à venda no mercado paralelo, com elevados proventos e com graves riscos para a saúde dos consumidores, a quem se facilitava a automedicação e a administração fora do controlo médico e sanitário adequados.</P><br />
<P>&#8220;Os suspeitos desenvolveram, desta forma, um esquema criminoso, em benefício próprio e de terceiros, através do prejuízo do Serviço Nacional de Saúde e de entidades seguradoras&#8221;, conclui a mesma nota.</P><br />
<P>A PJ refere ainda que os detidos vão ser presentes ao Tribunal de Instrução Criminal do Porto, para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790006]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Cerca de 50 manifestantes pedem a demissão do ministro da Educação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:30:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Fernando Alexandre]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[politica]]></category>
		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[Cerca de 50 pessoas estão hoje a manifestar-se à frente do Centro de Congressos de Lisboa para pedir a demissão do ministro da Educação, num protesto marcado pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.T.O.P.).]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>Cerca de 50 pessoas estão hoje a manifestar-se à frente do Centro de Congressos de Lisboa para pedir a demissão do ministro da Educação, num protesto marcado pelo Sindicato de Todos os Profissionais da Educação (S.T.O.P.).</P><br />
<P>&#8220;Fernando és culpado, por isso estás chumbado&#8221;, ouve-se junto do pavilhão onde decorre o Encontro Ciência Inovação e onde o ministro da Educação, Fernando Alexandre, chegou pelas 10:30. </P><br />
<P>À Lusa, um dos dirigentes nacionais do S.T.O.P., Daniel Martins, defendeu que o ministério da Educação tem de arranjar uma solução para os alunos, prejudicados pelos adiamentos da classificação dos exames, e que Fernando Alexandre &#8220;não tem condições para continuar&#8221; no cargo. </P><br />
<P>&#8220;É só confusão, pede a demissão&#8221;, continua a ouvir-se à porta do maior evento anual do setor em Portugal, também o primeiro a ser organizado pela Agência para a Investigação e Inovação (AI²), que resultou da fusão entre a FCT (Fundação para a Ciência e a Tecnologia) e a ANI (Agência Nacional de Inovação).</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_790007]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Relatório do Iscte arrasa políticas do Governo: mais despesa, poucos resultados e decisões com “défices de informação”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:21:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>
		<category><![CDATA[Portugal]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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		<category><![CDATA[portugal]]></category>
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					<description><![CDATA[“O Estado da Nação e as Políticas Públicas 2026”, dedicado ao tema “Governar com um Parlamento fragmentado”, reúne 16 ensaios sobre as consequências da ausência de uma maioria clara na Assembleia da República]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O aumento da despesa com o Complemento Solidário para Idosos não produziu uma redução significativa da pobreza, o plano de emergência para combater a falta de professores não resolveu o problema e a criação da nova Agência para a Investigação e Inovação ameaça provocar uma rutura no sistema científico nacional. Estas são algumas das conclusões do Relatório do Estado da Nação 2026 do Iscte, que traça um retrato crítico das políticas adotadas pelos governos de Luís Montenegro.</p>
<p>O documento, intitulado “O Estado da Nação e as Políticas Públicas 2026” e dedicado ao tema “Governar com um Parlamento fragmentado”, reúne 16 ensaios sobre as consequências da ausência de uma maioria clara na Assembleia da República. A análise considera os XXIV e XXV governos constitucionais como uma única entidade em termos políticos e programáticos.</p>
<p>Segundo Pedro Adão e Silva, presidente do Instituto para as Políticas Públicas e Sociais do Iscte, muitas das decisões tomadas pelos governos da AD entre 2024 e 2026 assentam em “défices de informação” e não partem de avaliações sólidas sobre o impacto das medidas anteriores.</p>
<p>O responsável considera que esta forma de atuação prejudica o debate público, dificulta a identificação de alternativas e fragiliza as reformas introduzidas em cada ciclo governativo. A ausência de uma maioria parlamentar, de um acordo de incidência parlamentar ou de um parceiro preferencial assumido limita igualmente a capacidade do Executivo para concretizar a sua agenda.</p>
<p><strong>Alterações à imigração dificultam integração</strong></p>
<p>Um dos capítulos do relatório analisa as alterações à Lei de Estrangeiros e conclui que as medidas adotadas não determinam o aumento ou a diminuição da imigração, uma vez que os fluxos migratórios dependem sobretudo do comportamento da economia e da criação de emprego.</p>
<p>Os investigadores Cláudia Pereira, José Leitão e Rui Pena Pires sustentam, contudo, que as mudanças legislativas dificultam a integração dos imigrantes na sociedade portuguesa. A eliminação de mecanismos como a Manifestação de Interesse poderá prolongar situações de irregularidade e agravar a vulnerabilidade dos trabalhadores migrantes, sem afetar as redes de contrabando de pessoas.</p>
<p>Para os autores, as alterações respondem mais a uma “obsessão com a imigração” do que à procura de soluções para a irregularidade migratória.</p>
<p><strong>Nomeações nas CCDR vistas como “captura política”</strong></p>
<p>O primeiro ensaio do relatório é dedicado às Comissões de Coordenação e Desenvolvimento Regional e classifica a nomeação direta de cinco vice-presidentes pelo Governo como uma “contra-reforma” com contornos de “captura política”.</p>
<p>David Teles Pereira considera que a mudança representa um recuo na autonomia funcional e política das CCDR, ao reforçar os mecanismos de ingerência e controlo do poder central sobre a composição e a orientação dos respetivos conselhos diretivos.</p>
<p>Segundo o investigador, a medida não aprofundou a autonomia territorial nem a representatividade democrática destes organismos, traduzindo-se antes numa recentralização administrativa.</p>
<p><strong>Mais 327 milhões sem maior eficácia contra a pobreza</strong></p>
<p>Na área da proteção social, o relatório analisa a decisão de aproximar gradualmente o valor de referência do Complemento Solidário para Idosos do salário mínimo nacional. A medida fez aumentar a despesa anual para 1.280 milhões de euros, sem produzir um impacto substancial na redução da pobreza.</p>
<p>As simulações realizadas por Amílcar Moreira e Armindo Reis indicam que a equiparação do CSI ao limiar da pobreza teria permitido obter melhores resultados com uma despesa estimada de 953 milhões de euros, menos 327 milhões do que o montante associado à opção do Governo.</p>
<p>Os investigadores concluem que o aumento de 112 euros no valor de referência do CSI entre 2023 e 2024 elevou significativamente os custos, mas não teve ainda efeitos relevantes na prevalência ou intensidade da pobreza entre os idosos e na população em geral.</p>
<p><strong>Portugal cai na utilização de inteligência artificial</strong></p>
<p>O relatório aborda também a adoção de inteligência artificial pelas empresas portuguesas, numa altura em que o Governo pretende aproximar Portugal da média europeia até 2030.</p>
<p>De acordo com a análise de João Vasco Lopes, Portugal caiu da 15.ª posição entre os países da União Europeia em 2021 para o 21.º lugar em 2025. O país tornou-se ainda o segundo Estado-membro com maior diferença entre a utilização de IA nas grandes empresas e nas pequenas e médias empresas, apenas atrás da Polónia.</p>
<p>Os níveis mais elevados de utilização encontram-se nos setores da Informação e Comunicação, com 52,8%, e das atividades de consultoria, científicas e técnicas, com 25,68%. A Construção apresenta a menor taxa, com 4,74%, seguida do Alojamento e restauração, com 8,25%.</p>
<p><strong>Um terço dos 2% da Defesa vem de outros ministérios</strong></p>
<p>No capítulo dedicado à Defesa, Pedro Seabra analisa os 6.118 milhões de euros reportados por Portugal à NATO, equivalentes a 2% do produto interno bruto.</p>
<p>Desse montante, apenas 4.114 milhões de euros, ou 67,2%, foram executados pelo Ministério da Defesa Nacional em despesas tradicionalmente associadas às Forças Armadas. Os restantes 2.004 milhões, correspondentes a 32,8%, foram executados por outras áreas governativas.</p>
<p>O investigador considera que o alargamento do perímetro contabilístico permitiu a Portugal apresentar um aumento acentuado do investimento reportado à NATO, embora uma parte significativa do valor não corresponda diretamente à aquisição de capacidades militares ou ao funcionamento do setor da Defesa.</p>
<p><strong>Falta de professores deverá agravar-se</strong></p>
<p>Na Educação, Isabel Flores conclui que o programa “+Aulas+Sucesso” não conseguiu corrigir a distribuição desigual de professores no território, mantendo-se as maiores carências na Grande Lisboa, no Alentejo Litoral e no Algarve.</p>
<p>Segundo a investigadora, os incentivos financeiros à deslocação não compensam os custos da habitação e de vida, nem a ausência de redes familiares. O problema afeta sobretudo o terceiro ciclo e o ensino secundário, em disciplinas como Português, Matemática, Física e Química, Inglês e Informática.</p>
<p>A expansão das vagas na formação inicial também não resolveu o desajuste, uma vez que a oferta continua concentrada no Norte e no Centro, longe das regiões onde a falta de professores é mais intensa. As projeções apontam para um agravamento do défice nos próximos anos.</p>
<p><strong>Nova agência pode provocar “paralisia administrativa”</strong></p>
<p>O relatório dedica ainda um capítulo à extinção da Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Agência Nacional de Inovação, substituídas pela Agência para a Investigação e Inovação.</p>
<p>Maria de Lurdes Rodrigues e Jorge Costa alertam que a fusão poderá provocar “paralisia administrativa” e “asfixia burocrática”, comprometendo a produção científica nas universidades e nos centros de investigação.</p>
<p>Os autores consideram que a nova entidade corre o risco de se transformar numa estrutura pesada e difícil de operar, expondo a investigação científica às prioridades económicas de curto prazo. Na sua avaliação, a manutenção da FCT e da ANI como organismos autónomos, sob tutelas distintas, teria sido uma solução mais prudente.</p>
<p>O relatório conclui que a fusão pode comprometer décadas de desenvolvimento do sistema científico nacional, sem resolver os problemas de inovação das empresas portuguesas, que terão origem na estrutura da economia e não no funcionamento da administração pública.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789995]]></sapo:autor>
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		<title>Super Bock Group: Mais dados, mais agilidade, mais valor</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:07:24 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Super Bock Group]]></category>
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					<description><![CDATA[A transformação digital está a impulsionar mudanças profundas no Super Bock Group, com foco na eficiência, inovação e criação de valor para o negócio.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A transformação digital deixou há muito de ser apenas uma questão tecnológica para assumir um papel estruturante na forma como as organizações operam, competem e respondem às exigências do mercado. Num contexto marcado pela aceleração da inovação, pela crescente importância dos dados e pela necessidade de ganhar eficiência sem perder agilidade, as empresas são desafiadas a repensar processos, modelos de gestão e formas de trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">No Super Bock Group, este caminho tem sido acompanhado por uma estratégia que procura alinhar tecnologia, operações e pessoas. Em declarações à Executive Digest, Miguel Sousa, director de Sistemas de Informação do Super Bock Group, explica como a empresa tem vindo a modernizar os seus modelos operacionais, reforçando a integração entre áreas, a automatização de processos e a capacidade de decisão baseada em informação. «O foco não está apenas na adopção de tecnologia, mas sobretudo na criação de modelos operacionais mais ágeis, integrados e orientados à decisão baseada em dados», afirma.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao longo dos últimos anos, a organização tem desenvolvido um processo de transformação digital assente numa lógica transversal, que combina modernização tecnológica, revisão de processos e desenvolvimento de competências internas. Segundo Miguel Sousa, o objectivo passa por criar uma estrutura mais preparada para responder aos desafios de um mercado em constante evolução, promovendo simultaneamente ganhos de eficiência e capacidade de adaptação.</p>
<p style="text-align: justify;">Este percurso tem sido acompanhado por investimentos relevantes em diferentes frentes tecnológicas. Entre elas encontram-se a digitalização de processos considerados críticos, a integração entre áreas de negócio, a automatização de tarefas repetitivas e o reforço da monitorização operacional em tempo real. Paralelamente, a empresa tem vindo a apostar na modernização da arquitectura tecnológica, na adopção de soluções cloud, na conectividade industrial e na evolução das plataformas de suporte ao negócio. «Hoje, a transformação digital é trabalhada de forma colaborativa, com uma lógica muito orientada à criação de valor e à melhoria contínua», refere.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta visão está alinhada com uma estratégia mais ampla de inovação tecnológica que tem vindo a marcar a evolução do Grupo ao longo da última década. A importância atribuída à tecnologia tornou-se particularmente evidente após a concretização do maior projecto de investimento realizado pela empresa, um programa que envolveu cerca de 100 milhões de euros num período de apenas três anos.</p>
<p style="text-align: justify;">Uma das expressões mais visíveis dessa aposta encontra-se na unidade de Leça do Balio, onde está localizada a sede do Super Bock Group. Em 2015, a fábrica alcançou uma posição de referência a nível europeu em áreas como eficiência energética, qualidade e serviço. A modernização das infra- -estruturas incluiu a construção de um armazém logístico totalmente automatizado, equipado com um circuito de veículos eléctricos que estabelece uma ligação directa à fábrica e permite automatizar processos desde o enchimento até à expedição.</p>
<p style="text-align: justify;">Também o Centro de Produção de Pedras Salgadas foi alvo de investimentos tecnológicos destinados a optimizar recursos e a reforçar os níveis de satisfação dos clientes, numa estratégia que procura associar inovação, produtividade, sustentabilidade e competitividade.</p>
<p style="text-align: justify;">Os impactos desta transformação têm sido sentidos em várias áreas da organização. Embora o processo tenha uma natureza transversal, existe uma atenção especial à relação com os clientes do canal Horeca, segmento onde a empresa procura criar experiências mais simples, eficientes e integradas.</p>
<p style="text-align: justify;">A digitalização tem sido utilizada como instrumento para melhorar a interacção com parceiros comerciais, simplificar processos e aumentar a capacidade de resposta. Em paralelo, o Grupo tem desenvolvido iniciativas orientadas para o aumento da eficiência operacional, abrangendo tanto as áreas industriais e logísticas como diferentes funções de suporte ao negócio.</p>
<p style="text-align: justify;">Mais do que digitalizar procedimentos existentes, o objectivo passa por repensar os processos desde a sua origem. A transformação digital é encarada como um motor de mudança organizacional, capaz de gerar novas formas de trabalhar e de criar valor. Ainda assim, o percurso está longe de concluído. Entre os desafios identificados encontram-se a simplificação da experiência digital, a valorização dos dados como activo estratégico e a aceleração da adopção tecnológica por parte das equipas.</p>
<p style="text-align: justify;">Na área da produção e da cadeia de abastecimento, os ganhos associados à digitalização traduzem- -se numa maior capacidade de monitorização e controlo das operações. A integração dos diferentes processos permite obter uma visão mais completa dos f luxos produtivos, reforçando simultaneamente a capacidade de resposta perante desvios ou necessidades operacionais.</p>
<p style="text-align: justify;">A recolha e o tratamento de informação assumem aqui um papel particularmente relevante. O acesso a dados mais fiáveis e actualizados permite identificar problemas com maior rapidez e actuar sobre as respectivas causas, contribuindo para uma gestão mais eficiente dos recursos e para uma melhoria contínua dos níveis de qualidade.</p>
<p style="text-align: justify;">A crescente digitalização das operações traz também novos desafios relacionados com a segurança da informação e a conformidade regulatória. Para o Super Bock Group, estes temas não são encarados como áreas independentes da inovação tecnológica, mas antes como componentes integradas da estratégia de transformação.</p>
<p style="text-align: justify;">A organização tem vindo a reforçar políticas, processos e mecanismos de governação destinados a garantir elevados padrões de segurança, protecção de dados e gestão de risco. Em simultâneo, acompanha a evolução das exigências regulamentares e as especificidades dos diferentes mercados onde está presente.</p>
<p style="text-align: justify;">A abordagem adoptada procura conciliar inovação e prudência.</p>
<p style="text-align: justify;">O objectivo consiste em explorar novas tecnologias e aproveitar o seu potencial, mas sempre de forma controlada e alinhada com as necessidades concretas do negócio.</p>
<p style="text-align: justify;">Num contexto caracterizado por mudanças tecnológicas constantes e por uma crescente complexidade regulatória, a capacidade de garantir confiança, resiliência e adaptação surge como um factor determinante.</p>
<p style="text-align: justify;">Apesar do peso crescente da tecnologia, a empresa considera que a transformação digital continua a depender essencialmente das pessoas. A adopção de novas ferramentas ou plataformas só produz resultados quando é acompanhada por mudanças efectivas na forma de trabalhar, colaborar e inovar.</p>
<p style="text-align: justify;">Por essa razão, o Super Bock Group tem procurado desenvolver uma estratégia assente na proximidade às equipas e no envolvimento das diferentes áreas do negócio. A organização acredita que a tecnologia gera impacto quando é percepcionada como um facilitador da actividade diária e quando existe uma compreensão clara dos objectivos associados à mudança.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste contexto, o reforço da literacia digital assume particular importância. A capacitação das equipas e o desenvolvimento contínuo de competências são vistos como elementos fundamentais para garantir uma adopção sustentável da inovação e para preparar a organização para os desafios futuros.</p>
<p style="text-align: justify;">A crescente presença da automação e da inteligência artificial torna esta dimensão ainda mais relevante. Embora as novas tecnologias ofereçam oportunidades significativas para aumentar a eficiência e apoiar processos de decisão, a empresa considera essencial assegurar que a evolução tecnológica continua centrada nas pessoas e na criação de valor para clientes, colaboradores e negócio.</p>
<p style="text-align: justify;">Olhando para o futuro, o Super Bock Group identifica a inteligência artificial como uma das tecnologias com maior potencial de impacto, sobretudo pela sua capacidade de apoiar decisões, optimizar operações e aumentar a eficiência dos processos. Contudo, a empresa considera que a próxima fase da transformação digital será marcada não apenas por uma tecnologia específica, mas pela convergência de diferentes soluções e pela capacidade das organizações para as integrar de forma eficaz.</p>
<p style="text-align: justify;">Ferramentas associadas à automação inteligente, analytics avançado, cloud e Internet das Coisas deverão continuar a ganhar relevância nos próximos anos. No entanto, o verdadeiro diferencial estará na forma como as empresas utilizam estas tecnologias para repensar os seus processos e gerar valor real, evitando uma abordagem limitada à simples automatização de tarefas.</p>
<p style="text-align: justify;">Neste sentido, a ambição do Super Bock Group passa por continuar a evoluir enquanto organização mais ágil, resiliente e preparada para responder aos desafios de um sector em permanente transformação. A transformação digital surge como um elemento central dessa estratégia, contribuindo para reforçar a eficiência, a capacidade de inovação e a competitividade da empresa, sem perder de vista a identidade, a qualidade e os valores que caracterizam o Grupo e as suas marcas.</p>
<p style="text-align: justify;"><em>E</em><em>ste artigo faz parte do Caderno Especial “Transformação Digital”, publicado na edição de Junho (n.º 243</em><em>) da Executive Digest.</em></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_781423]]></sapo:autor>
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		<title>Legado de Belmiro de Azevedo inspira mais de mil candidaturas a prémio de educação. Sonae revela os finalistas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 10:00:02 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[O Prémio Sonae Educação já selecionou os 20 projetos finalistas da sua quarta edição, a mais participada de sempre, depois de receber mais de mil candidaturas de escolas, entidades educativas e organizações de todo o país.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>&nbsp;</p>
<p>O Prémio Sonae Educação já selecionou os 20 projetos finalistas da sua quarta edição, a mais participada de sempre, depois de receber mais de mil candidaturas de escolas, entidades educativas e organizações de todo o país.</p>
<p>Os vencedores serão anunciados a 10 de setembro, na Fundação de Serralves, no Porto, e irão repartir um total de 150 mil euros destinados a apoiar projetos de inovação e inclusão na educação.</p>
<p>Além do apoio financeiro, os projetos distinguidos passarão a integrar o ecossistema Sonae, beneficiando de mentoria, acompanhamento especializado e apoio na monitorização do impacto das suas iniciativas.</p>
<p>Segundo Miguel Mota Freitas, Chief Representative for Culture &amp; Education da Sonae, os projetos finalistas demonstram &#8220;o contributo importante&#8221; que a inovação pode dar para melhorar a educação em Portugal. &#8220;Queremos impulsionar, apoiar e dar escala a soluções que fazem a diferença e que podem inspirar novas respostas para a educação no país&#8221;, afirma.</p>
<p>A cerimónia de entrega dos prémios será acompanhada pela conferência &#8220;Educação Inteligente: o futuro da aprendizagem na era da IA&#8221;, que reunirá especialistas nacionais e internacionais, professores e responsáveis por instituições de ensino para debater o impacto da inteligência artificial na educação.</p>
<p>O orador principal será Arnold Pears, diretor do Departamento de Aprendizagem em Ciências da Engenharia no KTH Royal Institute of Technology, professor da Universidade de Uppsala e membro do Conselho Nacional para a Inovação Pedagógica no Ensino Superior, em Portugal. O programa inclui ainda duas mesas-redondas dedicadas aos desafios que a inteligência artificial coloca às escolas, nomeadamente na utilização da tecnologia em contexto de sala de aula e no desenvolvimento do pensamento crítico.</p>
<p>Nesta edição, o prémio divide-se em duas categorias, cada uma com dez finalistas: Categoria Geral e Categoria Escolas Públicas.</p>
<p>Na Categoria Geral foram selecionados projetos apresentados pelo Agrupamento de Escolas de Vila Flor, Aproximar, Associação Magnolia Method, Associação No Bully Portugal, Associação Ser Milage, Code for All, ColorADD Social Associação, Escola Secundária Camilo Castelo Branco, Kaizen Education e Rural Move.</p>
<p>Já na Categoria Escolas Públicas figuram os agrupamentos de escolas de Águeda, António Nobre, Augusto Cabrita, Aver-o-Mar, Clara de Resende, Pedro Eanes Lobato, Pedrouços e Teixoso, bem como a Escola Básica da Amoreira e os Jardins de Infância do Agrupamento de Escolas de Castro Verde.</p>
<p>Ao todo, 12 escolas públicas estão representadas entre os 20 finalistas, incluindo duas na Categoria Geral.</p>
<p>Os projetos finalistas abrangem áreas como a inclusão escolar, a personalização das aprendizagens, a saúde mental, a integração de alunos migrantes, a prevenção do bullying, o desenvolvimento de competências digitais e STEAM, a utilização da inteligência artificial, a redução da burocracia nas escolas e o reforço das competências socioemocionais.</p>
<p>Entre as soluções selecionadas encontram-se plataformas de inteligência artificial para personalizar o ensino, ferramentas de deteção precoce de problemas de saúde mental, laboratórios de realidade virtual e aumentada, programas de inclusão de alunos com deficiência visual ou necessidades específicas e iniciativas de integração de crianças migrantes.</p>
<p>Criado em 2023, o Prémio Sonae Educação ultrapassa este ano os 550 mil euros atribuídos a projetos ligados à educação. Nas quatro edições realizadas, a iniciativa recebeu mais de 2.200 candidaturas, reforçando a adesão de escolas e organizações que desenvolvem projetos de inovação educativa em Portugal.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789991]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Fidelidade mantém rating &#8220;A&#8221; da S&#038;P e vê outlook subir para &#8220;Positivo&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:52:14 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Fidelidade]]></category>
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		<category><![CDATA[rating]]></category>
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					<description><![CDATA[A Standard &#038; Poor's (S&#038;P) Global Ratings manteve o rating de crédito da Fidelidade em "A" e reviu em alta a perspetiva (outlook) da seguradora, passando de "Estável" para "Positivo".]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Standard &amp; Poor&#8217;s (S&amp;P) Global Ratings manteve o rating de crédito da Fidelidade em &#8220;A&#8221; e reviu em alta a perspetiva (outlook) da seguradora, passando de &#8220;Estável&#8221; para &#8220;Positivo&#8221;.</p>
<p>A agência de notação financeira confirmou igualmente o rating &#8220;A&#8221; da Fidelidade Re, a resseguradora cativa do Grupo Fidelidade, cujo rating permanece alinhado com o da seguradora.</p>
<p>Na fundamentação da decisão, a S&amp;P destaca o fortalecimento da posição de capital do grupo, sustentado pela retenção de resultados e pelas recentes emissões de instrumentos híbridos, bem como a manutenção de níveis de solvência considerados robustos.</p>
<p>A agência sublinha ainda a diversificação do negócio da Fidelidade, tanto ao nível geográfico como das diferentes linhas de atividade, bem como a sua posição de liderança no mercado segurador português. Entre os fatores valorizados está também a capacidade demonstrada pelo grupo para responder a eventos climáticos severos, apoiada por uma estratégia de resseguro considerada sólida.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789985]]></sapo:autor>
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		<title>Nova orgânica do INEM não prevê delegações regionais no Norte, Centro e Sul</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[As delegações do Norte, Centro e Sul deixam de constar da nova lei orgânica do INEM, mas o presidente do instituto adiantou que o novo modelo de funcionamento prevê o reforço da presença da emergência pré-hospitalar nessas regiões.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>As delegações do Norte, Centro e Sul deixam de constar da nova lei orgânica do INEM, mas o presidente do instituto adiantou que o novo modelo de funcionamento prevê o reforço da presença da emergência pré-hospitalar nessas regiões.</P><br />
<P>Publicado hoje em Diário da República, o diploma aprovado em Conselho de Ministros em maio indica apenas que o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) é um organismo central com jurisdição sobre o território de Portugal continental e com sede em Lisboa.</P><br />
<P>A orgânica que entrou em vigor no início de 2012 determinava que o INEM, além da sede na capital, dispunha também de três serviços territorialmente desconcentrados, as chamadas delegações regionais do Norte, Centro e Sul, e que agora deixam de constar do novo decreto-lei.</P><br />
<P>Contactado pela Lusa, Luís Mendes Cabral salientou que os estatutos que entretanto serão publicados mantêm os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) nos quatro polos e vão permitir &#8220;reforçar a presença dos serviços de apoio no Porto, Coimbra e Algarve com a contratação de mais profissionais&#8221;.</P></p>
]]></content:encoded>
					
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789978]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Exames Nacionais: Ministro aponta que 99,3% das provas estão corrigidas e admite que resultados podem não sair amanhã</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:36:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Fernando Alexandre fez apelo aos professores, uma vez que está a ser difícil encontrar classificadores para acabar o processo.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O ministro da Educação Fernando Alexandre falou esta quinta-feira de manhã sobre a polémica da correção dos Exames Nacionais, indicando que 99,3% das provas estavam corrigidas, isto já depois de o prazo oficial ter terminado. Assim, o governante volta atrás com a promessa feita ontem, e já admite que é possível que as pautas com os resultados e classificações dos exames possam não ser todas publicadas amanhã, como previsto no calendário.</p>
<p>&#8220;Ainda estamos a corrigir, temos algumas dificuldades em encontrar professores classificadores, com maiores dificuldades em Português e Matemática. Aliás, Português foi a prova com mais erros que, neste processo, precisaram de ser corrigidos&#8221;, indicou o ministro, admitindo sobrecarga dos professores para chegar ao atual patamar de 99,3% das provas corrigidas.</p>
<p>&#8220;Precisamos que professores classificadores continuem disponíveis para fecharmos isto&#8221;, continuou Fernando Alexandre, explicando que na prova de Física e Química tem 99,5 das respostas corrigidas (faltam 373) e Biologia e Geologia está com 99,7% das repostas já avaliadas, faltando 584. &#8220;Estamos quase lá e será difícil explicar este problema do sistema educativo, neste ponto. Haverá auditorias que já pedimos e tempo para apurar responsabilidades, mas será difícil explicar se não concluirmos quando estamos tão perto de terminar, e não fechar este tema. Estou a pedir a colaboração dos professores&#8221;, apelou mais uma vez, referindo que a necessidade de mais professores classificadores tem sido recorrentemente transmitida pelo Júri Nacional de Exames.</p>
<p>&#8220;As culpas vão ser apuradas no final, agora estamos concentrados em resolver o problema. As provas que já estão fechadas vão começar a ser enviadas esta tarde, para publicação amanhã, para as escolas&#8221;, acrescentou Fernando Alexandre.</p>
<p>Questionado pelos jornalistas, e perante a pressão, lá acabou por admitir que há risco de as notas não serem publicadas amanhã. &#8220;Se ainda não estão corrigidas todas a provas, claro que há risco&#8221;, explicou mas referiu ter esperança de que &#8220;não haja necessidade&#8221; de adiar o calendário da segunda fase dos Exames Nacionais.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789962]]></sapo:autor>
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		<title>Oposição interna do PAN pede demissão de Inês Sousa Real e exige novo Congresso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:31:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O movimento Transformar para Crescer, de oposição interna à atual direção do PAN, pediu hoje a demissão da porta-voz do partido, Inês de Sousa Real, e defendeu a realização de um novo Congresso com eleições internas.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O movimento Transformar para Crescer, de oposição interna à atual direção do PAN, pediu hoje a demissão da porta-voz do partido, Inês de Sousa Real, e defendeu a realização de um novo Congresso com eleições internas.</P><br />
<P>Este pedido surge na sequência da decisão do Tribunal Constitucional (TC), que invalidou a eleição dos atuais órgãos dirigentes do PAN, realizada no último congresso em dezembro de 2025.</P><br />
<P>O movimento Transformar para Crescer é liderado por Carolina Pia, autora do pedido de impugnação que esteve na origem deste acórdão do TC, que liderou a única lista opositora nas últimas eleições à direção do partido e que esteve ausente desse congresso em protesto, por considerar não estarem asseguradas as &#8220;garantias democráticas&#8221; para a realização dos trabalhos.</P><br />
<P>Este movimento, que Carolina Pia diz representar cerca de 30 atuais filiados do PAN e outras três dezenas de antigos militantes, escreveu, em comunicado, que a decisão do Constitucional representa &#8220;o momento para que Inês de Sousa Real assuma responsabilidades políticas, apresente a sua demissão e permita ao partido iniciar um verdadeiro processo de renovação democrática&#8221;.</P><br />
<P>Estes militantes pediram a realização de &#8220;eleições livres, no âmbito de um Congresso convocado por uma comissão independente e idónea, com prazos adequados e regras que garantam a participação democrática e universal de todos os filiados&#8221;.</P><br />
<P>A oposição interna sustentou que a atual liderança é a &#8220;principal causa da degradação do projeto político do PAN e da crescente irrelevância eleitoral em que o partido se encontra&#8221;.</P><br />
<P>&#8220;A incapacidade de afirmar politicamente o partido, a perda de credibilidade junto dos eleitores e o agravamento das divisões internas contribuíram decisivamente para a situação atual&#8221;, argumentou o movimento.</P><br />
<P>Este movimento acusou Sousa Real de, &#8220;apesar de ser a principal responsável pela orientação política do PAN&#8221;, nunca ter assumido &#8220;responsabilidade direta por esses resultados, atribuindo-os sistematicamente a fatores externos&#8221;.</P><br />
<P>Para a oposição interna, &#8220;a decisão do Tribunal Constitucional deve constituir uma oportunidade&#8221; para &#8220;recuperar a democracia interna, a liberdade para se vocalizar opiniões divergentes, a garantia de igualdade de participação a todos os filiados, a transparência e a confiança dos militantes num partido que hoje se encontra profundamente fragilizado&#8221;.</P><br />
<P>O Tribunal Constitucional (TC) declarou ilegal parte do regulamento do último congresso do PAN e, como consequência, invalidou a última eleição da direção do partido, na qual Inês de Sousa Real foi reeleita como porta-voz.</P><br />
<P>A decisão consta de um acórdão do Tribunal Constitucional, a que a agência Lusa teve acesso, datado de 13 de julho e feito na sequência de um pedido de impugnação da militante do PAN Carolina Pia à eleição dos titulares dos órgãos internos do partido que decorreu no X Congresso do PAN, realizado em 20 de dezembro de 2025, em Coimbra.</P><br />
<P>No acórdão, que tem como relatora a Juíza Conselheira Mariana Canotilho, o TC declarou ilegais duas alíneas do regulamento do X Congresso Nacional do PAN e, &#8220;em consequência&#8221;, invalidou a eleição dos titulares da Comissão de Jurisdição Nacional (CJN) e da Comissão Política Nacional (CPN), órgão máximo da direção do partido e do qual resulta a eleição do porta-voz.</P><br />
<P>No entanto, o TC esclareceu que não lhe compete &#8220;determinar a realização de novo Congresso, nem condenar o partido à prática de atos concretos&#8221;, considerando que cabe &#8220;aos órgãos partidários competentes extrair as devidas consequências da presente decisão e, por essa via, repor a legalidade&#8221;.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789974]]></sapo:autor>
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		<title>Vodafone lidera qualidade das redes móvel e fixa em Portugal, revela estudo independente internacional</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:29:32 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Facebook]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Executive IT]]></category>
		<category><![CDATA[Lifestyle]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[móvel]]></category>
		<category><![CDATA[rede fixa]]></category>
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					<description><![CDATA[A Vodafone Portugal foi distinguida pela P3 Communications como a operadora com a melhor rede móvel e a melhor rede fixa em Portugal, de acordo com a mais recente avaliação independente da entidade especializada na análise da qualidade das redes de telecomunicações.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>A Vodafone Portugal foi distinguida pela P3 Communications como a operadora com a melhor rede móvel e a melhor rede fixa em Portugal, de acordo com a mais recente avaliação independente da entidade especializada na análise da qualidade das redes de telecomunicações.</p>
<p>No estudo, realizado com base em medições efetuadas em condições reais de utilização, a Vodafone alcançou a pontuação global mais elevada entre os operadores nacionais, reforçando a sua posição em indicadores como qualidade de serviço, desempenho e inovação.</p>
<p>Na rede móvel, a operadora obteve 8.241 pontos, liderando o ranking nacional e destacando-se nos indicadores de experiência do utilizador, desempenho e serviços de dados. Já na rede fixa, registou 8.441 pontos, a classificação mais elevada entre os operadores avaliados, sobressaindo nos parâmetros relacionados com a experiência do consumidor, conhecimento técnico do setor e preparação para responder às novas exigências digitais e aos serviços assentes em inteligência artificial.</p>
<p>A avaliação da P3 Communications analisou diferentes dimensões da qualidade das redes, incluindo desempenho de dados, chamadas de voz, serviços multimédia, fiabilidade, cobertura e capacidade de resposta a novos serviços digitais. A metodologia passou também a incluir cenários de utilização associados à inteligência artificial, procurando medir o nível de preparação das infraestruturas para responder às necessidades futuras de consumidores e empresas.</p>
<p>Segundo a Vodafone, a qualidade da infraestrutura traduz-se, para os clientes particulares, numa melhor experiência em atividades como streaming, videojogos e trabalho remoto. No segmento empresarial, a operadora considera que o desempenho das redes contribui para aumentar a fiabilidade das operações e acelerar projetos de transformação digital e adoção de novas tecnologias.</p>
<p>Em comunicado, a empresa afirma que estas distinções refletem o investimento contínuo em infraestruturas e inovação tecnológica, com o objetivo de disponibilizar redes mais robustas e preparadas para responder à crescente procura por serviços digitais e soluções baseadas em inteligência artificial.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789971]]></sapo:autor>
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		<title>Mau tempo: Governo prolonga candidaturas aos apoios até 15 de setembro e inclui apicultores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:26:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Governo prolongou até 15 de setembro o prazo para apresentação de candidaturas aos apoios extraordinários destinados à recuperação dos prejuízos causados pela tempestade Kristin e alargar estas medidas aos apicultores, anunciou hoje o Ministério da Agricultura e Mar.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O Governo prolongou até 15 de setembro o prazo para apresentação de candidaturas aos apoios extraordinários destinados à recuperação dos prejuízos causados pela tempestade Kristin e alargar estas medidas aos apicultores, anunciou hoje o Ministério da Agricultura e Mar.</P><br />
<P>Segundo um comunicado do ministério, a alteração à Portaria n.º 86-A/2026, de 20 de fevereiro, introduz duas mudanças principais: a inclusão da atividade apícola no regime de apoios e o prolongamento do prazo de candidatura para os concelhos não abrangidos pela situação de calamidade.</P><br />
<P>No caso da apicultura, os beneficiários poderão comprovar a atividade através do registo atualizado no Sistema Nacional de Informação e Registo Animal (SNIRA), uma vez que esta atividade não assenta na delimitação parcelar das explorações agrícolas.</P><br />
<P>Relativamente ao prazo de candidatura, os pedidos de apoio referentes às intervenções previstas para os concelhos não abrangidos pela declaração de calamidade poderão agora ser submetidos até 15 de setembro de 2026.</P><br />
<P>Estas alterações surgem na sequência dos fenómenos meteorológicos extremos que afetaram o território nacional no início de 2026 e que motivaram a declaração da situação de calamidade, bem como a aprovação de um conjunto de medidas excecionais de resposta pelo Governo.</P><br />
<P>Os apoios extraordinários foram criados ao abrigo da Resolução do Conselho de Ministros n.º 17-A/2026, de 03 de fevereiro, com o objetivo de apoiar a recuperação das explorações agrícolas, florestais e das pescas afetadas pela tempestade Kristin.</P><br />
<P>De acordo com o Governo, a alteração da portaria pretende reforçar a eficácia do regime de apoios, alargando o número de beneficiários abrangidos e adaptando as medidas às diferentes realidades do setor agrícola, com vista a uma recuperação mais rápida das explorações afetadas.</P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789969]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Madeira concede tolerância de ponto em 30 e 31 de julho devido ao rali</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:25:03 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O executivo madeirense (PSD/CDS-PP) vai conceder tolerância de ponto aos trabalhadores da administração pública regional autónoma na tarde de 30 julho e no dia 31 de julho devido à realização do Rali da Madeira, foi hoje anunciado.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>O executivo madeirense (PSD/CDS-PP) vai conceder tolerância de ponto aos trabalhadores da administração pública regional autónoma na tarde de 30 julho e no dia 31 de julho devido à realização do Rali da Madeira, foi hoje anunciado. </P><br />
<P>A decisão foi tomada na reunião do Conselho do Governo Regional, liderado pelo social-democrata Miguel Albuquerque, que se realizou na quarta-feira, no Funchal, mas as conclusões só foram divulgadas hoje, em comunicado. </P><br />
<P>O executivo sublinha que a tolerância de ponto é concedida sem prejuízo de ficarem assegurados os serviços indispensáveis nos institutos, empresas e serviços sob a tutela do Governo Regional.</P><br />
<P>&#8220;Os serviços que, pela sua natureza, sejam de funcionamento ininterrupto, bem como aqueles que, por razões de interesse público, tenham de laborar nos dias acima identificados, deverão criar as condições necessárias para que os respetivos trabalhadores possam gozar a tolerância agora concedida em momento posterior, mediante concordância dos respetivos superiores hierárquicos&#8221;, refere a nota. </P><br />
<P>Na reunião de quarta-feira, foi também aprovada a criação do Programa de Apoio à Garantia de Estabilidade Social II (PROAGES II), que estabelece uma ajuda suplementar ao rendimento das famílias em situação socioeconómica intermédia.</P><br />
<P>O programa tem uma dotação global de dois milhões de euros e será gerido pela Direção Regional da Cidadania e dos Assuntos Sociais.</P><br />
<P>Entre outras deliberações, o governo madeirense decidiu avançar com 42 contratos-programa com as casas do povo da região autónoma, para assegurar o seu funcionamento no ano de 2026, bem como a prossecução das iniciativas de promoção do desenvolvimento social, económico e cultural, mas não indicou o valor do apoio.  </P><br />
<P>Foram também autorizados dois contratos-programa com a ASA &#8212; Associação para o Desenvolvimento da Freguesia de Santo António, um no montante de 108.880 euros e outro de 150 mil euros, para financiar projetos de apoio social. </P><br />
<P>O Governo Regional aprovou ainda um apoio de 12 mil euros à Associação Centro Luís de Camões, que opera na área social, e autorizou a celebração de um contrato-programa com a Opus Gay &#8212; Obra Gay Associação, no valor de 17 mil euros, para comparticipar encargos com o seu funcionamento. </P><br />
<P>Foi também determinado que a Secretaria Regional de Inclusão, Trabalho e Juventude deve assegurar a promoção, desenvolvimento e conclusão dos procedimentos necessários à adaptação a Estrutura Residencial para Pessoas Idosas da antiga Escola de São Jorge, no concelho de Santana, na costa norte da Madeira. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789968]]></sapo:autor>
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		<item>
		<title>Grande vitória para Sánchez e Puigdemont: Tribunal de Justiça da UE considera legal a amnistia aos líderes catalães</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Pedro Zagacho Gonçalves]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:19:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) decidiu esta quinta-feira que a controversa lei da amnistia aprovada pelo Governo de Pedro Sánchez para os líderes do movimento independentista catalão não viola o direito fundamental da União Europeia.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) decidiu esta quinta-feira que a controversa lei da amnistia aprovada pelo Governo de Pedro Sánchez para os líderes do movimento independentista catalão não viola o direito fundamental da União Europeia. A decisão representa uma importante vitória jurídica e política para o primeiro-ministro espanhol e para o ex-presidente da Generalitat da Catalunha, Carles Puigdemont, ao confirmar que o diploma é compatível com a legislação comunitária. Ainda assim, o mandado de detenção emitido em Espanha contra Puigdemont permanece em vigor, pelo menos até que o Tribunal Constitucional espanhol se pronuncie sobre o caso, decisão que as fontes judiciais apontam para outubro.</p>
<p>A decisão do tribunal sediado no Luxemburgo surge na sequência das dúvidas levantadas por diferentes tribunais espanhóis relativamente à legalidade da amnistia aprovada em 2023. O diploma foi negociado por Pedro Sánchez em troca do apoio parlamentar do partido independentista Junts, liderado por Carles Puigdemont, permitindo ao líder socialista manter-se como primeiro-ministro após as eleições legislativas, nas quais venceu sem maioria absoluta. Desde então, a medida provocou uma das maiores polémicas políticas dos últimos anos em Espanha, enfrentando forte oposição dos partidos adversários e originando diversos recursos judiciais.</p>
<p>Num primeiro acórdão, o TJUE analisou se a utilização de fundos públicos para financiar o referendo independentista realizado na Catalunha em 2017 poderia ter prejudicado os interesses financeiros da União Europeia, circunstância que impediria a aplicação da amnistia. O Tribunal de Contas espanhol defendia que o alegado desvio de verbas nacionais poderia, de forma indireta, afetar os recursos financeiros europeus ou reduzir a capacidade de Espanha contribuir para o orçamento comunitário.</p>
<p>Contudo, os juízes europeus rejeitaram esse entendimento e concluíram que não existe uma ligação direta entre a organização do referendo independentista e qualquer prejuízo para os interesses financeiros da União Europeia. Na decisão, o TJUE afirma que &#8220;o eventual impacto no orçamento da União não pode resultar apenas de um prejuízo causado ao orçamento nacional&#8221;, acrescentando que &#8220;os interesses financeiros da União não podem ser considerados afetados pela mera diminuição do rendimento nacional bruto&#8221;. Com este entendimento, cai um dos principais argumentos utilizados para impedir a aplicação da amnistia aos antigos responsáveis catalães.</p>
<p>A decisão representa um importante avanço para Carles Puigdemont e para outros antigos membros do Governo regional da Catalunha que continuam sem beneficiar plenamente da lei. Ainda assim, o processo judicial contra o antigo presidente catalão não fica encerrado. Embora a decisão europeia ponha termo ao processo relacionado com o Tribunal de Contas espanhol, não altera automaticamente a acusação que continua pendente no Supremo Tribunal espanhol.</p>
<p>O Supremo recusou até agora aplicar a amnistia a Puigdemont, considerando que o alegado crime de desvio de fundos públicos não está abrangido pelo diploma. O líder independentista recorreu dessa decisão para o Tribunal Constitucional espanhol, que aguardava precisamente pelo pronunciamento do TJUE antes de emitir o seu próprio acórdão. Só após essa decisão, esperada para o outono, o Supremo Tribunal deverá aplicar a interpretação definitiva.</p>
<p>Num segundo acórdão divulgado também esta quinta-feira, o Tribunal de Justiça da União Europeia pronunciou-se sobre outra das questões levantadas pelos tribunais espanhóis: a eventual incompatibilidade da amnistia com a diretiva europeia de combate ao terrorismo.</p>
<p>Em causa estavam os processos contra doze ativistas independentistas acusados de terrorismo devido à organização de bloqueios rodoviários e piquetes durante os protestos que se seguiram ao referendo de independência de 2017. Os tribunais espanhóis pretendiam saber se esses processos poderiam ser abrangidos pela amnistia sem violar a legislação europeia.</p>
<p>Também neste ponto, o TJUE deu razão ao Governo espanhol. Os juízes concluíram que a lei &#8220;não reduz o efeito útil da diretiva relativa ao combate ao terrorismo&#8221;, sublinhando ainda que o objetivo da amnistia passa por promover &#8220;a reconciliação&#8221;. O acórdão acrescenta igualmente que não existe qualquer indício de que Espanha pretenda aplicar a lei a &#8220;atos que tenham provocado intencionalmente graves violações dos direitos humanos&#8221;, entendimento que poderá facilitar a aplicação da amnistia aos ativistas abrangidos por estes processos.</p>
<p>As decisões hoje conhecidas reforçam significativamente a posição política de Pedro Sánchez, que desde o início defendeu que a lei era plenamente compatível com o quadro jurídico europeu e constitucional espanhol. O acordo alcançado em 2023 com os partidos independentistas representou uma mudança profunda relativamente à posição anteriormente assumida pelo líder socialista e desencadeou um intenso debate político em Espanha, onde, segundo várias sondagens realizadas na altura, mais de metade da população considerava a amnistia uma medida injusta.</p>
<p>O acórdão do TJUE valida igualmente a posição que a Comissão Europeia vinha assumindo desde o início da controvérsia, ao considerar que a aprovação de uma lei de amnistia constitui essencialmente uma matéria da competência dos Estados-membros.</p>
<p>Na decisão, o Tribunal lembra que &#8220;a aprovação e aplicação de uma lei de amnistia são competência dos Estados-membros&#8221;, esclarecendo que a intervenção da justiça europeia se limita a verificar a proteção judicial dos cidadãos e o cumprimento efetivo da legislação da União.</p>
<p>Pedro Sánchez já tinha defendido anteriormente que a medida permitiu reduzir a tensão institucional vivida na Catalunha. Na altura, afirmou que &#8220;a política é um instrumento de transformação e de resolução de conflitos muito difíceis&#8221;, sustentando igualmente que a amnistia contribuiu para ultrapassar &#8220;uma crise política que nunca deveria ter saído da esfera política&#8221;.</p>
<p>Apesar da vitória alcançada perante a mais alta instância judicial da União Europeia, Carles Puigdemont continua impedido de regressar livremente a Espanha. O futuro judicial do antigo presidente da Generalitat dependerá agora da decisão do Tribunal Constitucional espanhol e da posterior aplicação dessa decisão pelo Supremo Tribunal, num processo que continuará a marcar o debate político e judicial em Espanha nos próximos meses.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789963]]></sapo:autor>
	</item>
		<item>
		<title>Novas bolsas de estudo no Ensino Superior em vigor já em setembro? Governo ainda está a avaliar modelo</title>
		<link>https://executivedigest.sapo.pt/novas-bolsas-de-estudo-no-ensino-superior-em-vigor-ja-em-setembro-governo-ainda-esta-a-avaliar-modelo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[Revista de Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:11:19 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[SAPO Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[Apesar de o diploma já ter sido promulgado em 10 de julho, a decisão final sobre a sua entrada em vigor ainda não foi tomada.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Governo está a ponderar se existem condições para avançar já em 2026/2027 com o novo modelo de ação social no ensino superior, uma reforma aprovada em maio que promete alterar profundamente a forma de cálculo das bolsas de estudo e aumentar a bolsa média em cerca de 50%. Apesar de o diploma já ter sido promulgado em 10 de julho, a decisão final sobre a sua entrada em vigor ainda não foi tomada, numa altura em que os estudantes se preparam para iniciar as candidaturas ao ensino superior e continuam sem saber se concorrerão com as regras atuais ou com o novo sistema.</p>
<p>Segundo o <a href="https://www.publico.pt/2026/07/16/sociedade/noticia/governo-pondera-ha-condicoes-avancar-novas-bolsas-estudo-setembro-2181823" target="_blank" rel="noopener">Público</a>, a possibilidade de adiamento foi transmitida pelo presidente do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas (CRUP), Luís Ferreira, após uma reunião realizada na terça-feira com o ministro da Educação, Fernando Alexandre, e a sua equipa. O Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) confirmou ao jornal que pediu ao Instituto para o Ensino Superior um parecer sobre as condições necessárias para a implementação do novo sistema em 2026/2027 e reconheceu que estão a ser ponderados vários fatores antes de ser tomada uma decisão definitiva.</p>
<p>Entre os aspetos em análise está a necessidade de garantir que os estudantes e as famílias recebem informação clara e atempada sobre as novas regras, incluindo a disponibilização de um simulador que permita conhecer concretamente os apoios a que cada candidato poderá ter direito. O ministério considera igualmente essencial que os Serviços de Ação Social das instituições de ensino superior disponham de toda a informação necessária para esclarecer os alunos, o que implica assimilar o novo regulamento e assegurar formação adequada aos técnicos responsáveis. Outro ponto considerado decisivo é a realização de testes de stress mais exaustivos aos sistemas informáticos, utilizando dados reais, já que o novo modelo passará a ter em conta não apenas os rendimentos familiares, mas também os custos efetivos de estudar em cada concelho do país. Luís Ferreira revelou ainda que o presidente do Instituto para o Ensino Superior afirmou que a plataforma tecnológica está pronta, mas sugeriu ao ministro que não entrasse em funcionamento este ano precisamente para poder ser devidamente testada.</p>
<p>Embora a entrada em vigor do novo sistema permaneça em aberto, o MECI garantiu que uma das principais novidades da reforma avançará independentemente dessa decisão: a chamada bolsa incentivo, no valor de 1045 euros, destinada aos estudantes do primeiro ano do ensino superior que beneficiaram do escalão A da Ação Social Escolar no ensino secundário. O calendário das candidaturas às bolsas já tinha sido ajustado por despacho publicado em junho, fixando o dia 14 de agosto como data para a disponibilização das ferramentas de candidatura. Na reunião com o CRUP, o ministro terá também anunciado um reforço do apoio financeiro às instituições para compensar os custos do alojamento estudantil. Atualmente, as instituições recebem cerca de 90 euros por cama, enquanto os custos mensais rondam os 190 euros. O novo decreto-lei prevê que o preço máximo cobrado aos estudantes bolseiros nas residências corresponda a 30% do Indexante dos Apoios Sociais, medida que será aplicada em 2026/2027 independentemente da entrada em vigor do novo sistema e que representará um aumento superior a 20% do valor pago por cama, com um esforço adicional estimado em cerca de oito milhões de euros.</p>
<p>O encontro entre o Governo e os reitores teve ainda como objetivo discutir a nova proposta de revisão do Regime Jurídico dos Graus e Diplomas do ensino superior. A versão inicial apresentada em março foi fortemente criticada, sobretudo por prever novos requisitos de aptidão em literacia, numeracia e proficiência em inglês para acesso a cada ciclo de estudos. Esses requisitos desapareceram da nova proposta, alteração que Luís Ferreira considerou positiva, defendendo que a exigência deve estar concentrada no ensino secundário e nos respetivos exames nacionais. O presidente do CRUP afirmou também que a nova versão do diploma está “muito melhor” e foi “bastante reformulada”, embora persistam algumas questões técnicas, como a intenção do Governo de devolver às instituições total autonomia para reconhecer formações anteriores e experiência profissional na atribuição de créditos académicos, matéria em que os reitores mantêm reservas. Ainda assim, Luís Ferreira destacou a abertura demonstrada pelo ministro para acolher propostas de alteração, acrescentando que o parecer do CRUP deverá ser enviado nos próximos dias.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789918]]></sapo:autor>
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		<title>Mário Caldeira eleito presidente do ISEG para o mandato 2026-2030</title>
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		<dc:creator><![CDATA[André Manuel Mendes]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:02:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Universidades]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
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					<description><![CDATA[Mário Caldeira foi eleito presidente do ISEG – Lisbon School of Economics and Management para o mandato 2026-2030, iniciando um novo ciclo que a instituição diz estar centrado na inovação, na excelência académica e no reforço da projeção internacional da escola.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Mário Caldeira foi eleito presidente do ISEG – Lisbon School of Economics and Management para o mandato 2026-2030, iniciando um novo ciclo que a instituição diz estar centrado na inovação, na excelência académica e no reforço da projeção internacional da escola.</p>
<p>Professor catedrático na área de Sistemas de Informação e Gestão de Operações, Mário Caldeira regressa à liderança do ISEG depois de ter presidido à instituição entre 2014 e 2017. Entre 2022 e 2026 desempenhou funções como vice-presidente do Conselho de Escola e, atualmente, exerce também cargos de liderança no setor empresarial, ligados à inovação e às tecnologias quânticas.</p>
<p>Ao longo da sua carreira, tem desenvolvido atividade nas áreas da transformação digital e da investigação, tanto teórica como aplicada.</p>
<p>Para o novo mandato, Mário Caldeira apresenta uma estratégia assente na excelência académica, na inovação e no reforço da posição do ISEG como uma escola de economia e gestão de referência internacional.</p>
<p>&#8220;O ISEG vive hoje um momento de forte reconhecimento, construído pelo talento, pela excelência e pela ambição da sua comunidade. O nosso desafio é desenvolver esse conhecimento e traduzi-lo em impacto, na vida dos nossos estudantes, no avanço da investigação, na competitividade das organizações e no progresso da sociedade. Queremos um ISEG que não se limite a acompanhar o futuro, mas que ajude a construí-lo, mais inovador e mais internacional, mas também mais próximo das pessoas e capaz de transformar conhecimento em valor&#8221;, afirma o novo presidente.</p>
<p>Segundo o ISEG, a eleição marca o início de uma nova etapa na história da instituição, dando continuidade ao processo de afirmação internacional da escola e reforçando a ambição de formar líderes preparados para responder aos principais desafios económicos, tecnológicos e sociais das próximas décadas.</p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789955]]></sapo:autor>
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		<title>PSI cai abaixo dos 9.000 pontos e com duas EDP a caírem quase 2%</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 09:00:16 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Empresas]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[Revista Risco]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Economia]]></category>
		<category><![CDATA[Nacional]]></category>
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					<description><![CDATA[A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com o PSI a cair mais de 1% e abaixo de 9.000 pontos e as duas EDP a desvalorizarem-se mais de 1,8%.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><P>	A bolsa de Lisboa negociava hoje em baixa, com o PSI a cair mais de 1% e abaixo de 9.000 pontos e as duas EDP a desvalorizarem-se mais de 1,8%. </P><br />
<P>	A EDP e a EDP Renováveis lideravam as quedas e cediam 1,88% para 4,49 euros e 1,85% para 13,79 euros, respetivamente. </P><br />
<P>	Cerca das 09:20 em Lisboa, o PSI baixava 1,05% para 8.989,87 pontos, com 12 empresas a descer, três a subir e uma a manter a cotação (Semapa em 20,05 euros).</P><br />
<P>  	Às ações das duas EDP seguiam-se as da Sonae, Teixeira Duarte e Galp, que desciam 1,67% para 2,06 euros, 1,59% para 0,47 euros e 1,42% para 18,79 euros.             </P><br />
<P>	A NOS, Mota-Engil e BCP também se desvalorizavam, designadamente 1,06% para 4,87 euros, 0,97% para 4,48 euros e 0,81% para 1,04 euros.</P><br />
<P>	A REN e a Corticeira Amorim baixavam 0,55% para 3,62 euros e 0,31% para 6,37 euros. </P><br />
<P>	As outras duas empresas que desciam de cotação eram a Ibersol (-0,22% para 9,00 euros) e a Jerónimo Martins (-0,18% para 16,19 euros).</P><br />
<P>	Em sentido contrário, os CTT e a Navigator subiam ambos 0,26% para 5,72 euros e para 3,13 euros e a Altri 0,11% para 4,66 euros. </P><br />
<P>	Na Europa, as principais bolsas abriram hoje em baixa, perante os novos ataques cruzados entre Washington e Teerão, depois das quedas registadas pelas bolsas asiáticas. </P><br />
<P>	O euro valoriza-se 0,08% face ao dólar e está a ser trocado a 1,1472 dólares no mercado de câmbios de Frankfurt.</P><br />
<P>	O Irão afirmou hoje que atacou novamente alvos militares dos Estados Unidos na Jordânia, Kuwait e Bahrein, numa nova onda de operações contra instalações dos Estados Unidos no Médio Oriente em resposta aos bombardeamentos desta madrugada contra o território iraniano.</P><br />
<P>	Os resultados empresariais, no entanto, ganham peso nos mercados, em relação à instabilidade política.</P><br />
<P>	Nesta sessão, o preço do petróleo desce, com o preço do petróleo Brent, de referência na Europa, para entrega em setembro, a recuar 0,31% para 84,69 dólares.</P><br />
<P>	Nesta sessão, o mercado está atento, além dos bombardeamentos entre os EUA e o Irão, e da passagem de navios pelo estreito de Ormuz, às tecnológicas após as perdas registadas na quarta-feira no setor de semicondutores e inteligência artificial (IA).</P><br />
<P>	A esta hora soube-se que a empresa de Taiwan TSMC, a maior fabricante de &#8216;chips&#8217; avançados do mundo, obteve um lucro de 706.560 milhões de dólares taiwaneses (21.977 milhões de dólares, 19.163 milhões de euros) no segundo trimestre, mais 77,4% que no mesmo período do ano passado.</P><br />
<P>	Os futuros da bolsa em Wall Street apontam para uma estabilização do Dow Jones e uma descida de 0,31% do Nasdaq. </P></p>
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		<sapo:autor><![CDATA[CAMPO_VAZIO_789954]]></sapo:autor>
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		<title>Tribunal da UE valida apreensão de emails em investigação de concorrência em Portugal</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Executive Digest com Lusa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 16 Jul 2026 08:57:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Atualidade]]></category>
		<category><![CDATA[Notícias]]></category>
		<category><![CDATA[SAPO Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerou hoje que o Direito comunitário permite a apreensão, pelas autoridades da concorrência, de mensagens de correio eletrónico profissionais sem autorização judicial prévia, como ocorrida num caso em Portugal.]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) considerou hoje que o Direito comunitário permite a apreensão, pelas autoridades da concorrência, de mensagens de correio eletrónico profissionais sem autorização judicial prévia, como ocorrida num caso em Portugal.</p>
<p>De acordo com um acórdão hoje proferido, tendo por base uma dúvida levantada pelo Tribunal da Concorrência português, o TJUE clarificou que as regras da União Europeia (UE) não impedem a recolha de &#8216;emails&#8217; trocados entre colaboradores e administradores de empresas visadas em investigações de carteis ou de abuso de posição dominante, mesmo sem o aval prévio de um juiz.</p>
<p>O TJUE ressalva contudo em comunicado que, para evitar &#8220;abusos e a arbitrariedade&#8221;, a legislação de cada Estado-membro deve prever um &#8220;enquadramento estrito&#8221; para a atuação dos reguladores, acompanhado de &#8220;garantias adequadas e suficientes.</p>
<p>Entre estas salvaguardas, destaca-se a possibilidade de uma fiscalização judicial ulterior que seja plenamente eficaz.</p>
<p>Esta decisão surge na sequência de pedidos de decisão prejudicial enviados ao TJUE pelo Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão de Portugal.</p>
<p>O tribunal português solicitou clarificações no âmbito de litígios que opõem a Autoridade da Concorrência (AdC) a empresas como a Imagens Médicas Integradas (IMI), o grupo SIBS e a Synlabhealth.</p>
<p>A AdC tinha apreendido mensagens de correio eletrónico destas empresas no decurso de buscas às suas instalações.</p>
<p>No entanto, a legalidade destas provas foi contestada nos tribunais portugueses à luz da jurisprudência do Tribunal Constitucional português, que em decisões anteriores considerou inconstitucional a apreensão de &#8216;emails&#8217; sem autorização prévia de um juiz de instrução.</p>
<p>No que diz respeito à proporcionalidade da medida, o Tribunal de Justiça da UE considera também que a importância deste objetivo pode justificar uma ingerência nos direitos em causa e que nenhum outro meio, igualmente eficaz e menos atentatório desses direitos, se apresenta como uma alternativa satisfatória.</p>
<p>O acórdão do tribunal europeu, que fez jurisprudência, vem agora sublinhar que o primado e a eficácia do direito da concorrência da UE devem ser assegurados, cabendo aos tribunais nacionais garantir que as prerrogativas das autoridades de fiscalização estão sujeitas a controlo e recurso judicial adequado.</p>
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