Um inquérito online realizado pelo Sindicato Nacional da Carreira de Chefes (SNCC), junto de dois mil elementos da PSP (agentes, chefes e oficiais), revela que 64% dos participantes (quase dois em cada três) sairiam já desta força de segurança se lhe surgisse outra possibilidade de emprego.
No mesmo estudo, a que o “Correio da Manhã” (CM) teve acesso, à pergunta se se sente representado pelo actual director-nacional da PSP, Luís Farinha, todos os participantes responderam que não. A esmagadora maioria (92%) considera que o responsável Luís Farinha defende unicamente os interesses dos oficiais. Outros 98% afirmam mesmo que o líder da PSP ocupa um cargo que tem sido mais político que policial.
Em declarações ao “CM”, Carlos Meireles, presidente do SNCC, explicou que este estudo «foi realizado em Novembro de 2019» com a ideia de «desconstruir a imagem, passada pela tutela e direcção nacional da PSP, de que tudo está bem na instituição» – algo que, garante o SNCC, «é precisamente o contrário». «Dois associados, psicólogos, foram colocando uma pergunta por dia na página de Facebook do sindicato (realizaram-se 28 questões) e trataram as respostas», referiu o líder sindical.




