Quase 400 cirurgias para mudar de sexo feitas no SNS em sete anos

Desde 2017 e até 2023, pelo menos 397 pessoas fizeram cirurgia para mudar de sexo nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com a esmagadora maioria das intervenções de redesignação sexual a terem sido realizadas na Unidade de Reconstrução Génito-Urinária e Sexual (URGUS) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Revista de Imprensa
Fevereiro 9, 2024
10:18

Desde 2017 e até 2023, pelo menos 397 pessoas fizeram cirurgia para mudar de sexo nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde (SNS), com a esmagadora maioria das intervenções de redesignação sexual a terem sido realizadas na Unidade de Reconstrução Génito-Urinária e Sexual (URGUS) do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).

Os dados são avançados pelo Público e revelam que, das quase 400 pessoas que fizeram a cirurgia para mudar de sexo, 18 fizeram-na no Santo António. O Hospital de São José também tem esta resposta, mas até dezembro do ano passado não tinha feito qualquer cirurgia deste tipo.

Olhando à evolução do número de operações, registou-se em 2023 uma ligeira descida face ao ano anterior: No ano passado foram 66 pacientes submetidos à mudança de sexo, menos 12 do que em 2022.

Ainda assim, a maior quebra foi registada em 2020, com apenas 13 cirurgias deste tipo realizadas, devido aos impactos da pandemia da Covid-19 na saúde. Depois, registou-se aumento da procura, com 54 casos em 2021 e 78 em 2022.

A coordenadora do Grupo de Reflexão e Intervenção Trans – GRIT – da ILGA Portugal, Daniela Bento, explica ao mesmo jornal que a descida de pacientes operados em 2023 pode ser justificada com as listas de espera longas e também com a “ideia de autodeterminação que garante que as pessoas possam mudar nome e género sem precisar de cirurgia”.

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