O número de utentes sem médico de família tem vindo a aumentar e já é superior a 2015, ano em que o Governo liderado por António Costa tomou posse pela primeira vez, avança o ‘Público’.
Segundo a mesma publicação, no final de Abril, Portugal contava com 1.299.376 utentes sem médico de família, o que representam 12,3% do total de inscritos nos centros de saúde.
Isto corresponde a um aumento face a dezembro de 2015 , altura em que havia cerca de 1.045 mil pessoas sem médico de família atribuído, ou seja, 10,3% do total de utentes então inscritos nos centros de saúde.
A região de Lisboa e Vale do Tejo, adianta o jornal, é uma das mais afetadas por este problema, havendo 925 mil utentes sem médico de família atribuído, o que corresponde a 24% dos inscritos nos centros de saúde. Segue-se o Algarve (17%). Já no Norte a percentagem é de apenas 1,9%.
O principal motivo para este aumento, adianta o jornal, é “o número crescente de aposentações de médicos de família” a que se junta “a incapacidade de reter uma parte substancial dos jovens clínicos que acabam a especialidade”. Espera-se que a situação se agrave, uma vez que se prevê para 2022 e 2023 um pico de aposentações.
“Todos os dias se reformam médicos. Além dos que chegam à idade de aposentação, estão a reformar-se também os que completam 70 anos”, sublinha João Rodrigues, coordenador do grupo de trabalho nomeado em 2021 para apresentar propostas para a reforma dos cuidados de saúde primários, citado pelo ‘Público’.














