O ano de 2019 terminou com um crescimento recorde. No quarto trimestre do ano passado, 45 municípios localizados maioritariamente no Algarve e na Área Metropolitana de Lisboa apresentaram um preço mediano da habitação superior ao valor nacional, fixado em 1.081 euros por metro quadrado (m2), segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE), divulgados esta terça-feira.
Este valor significa uma variação de +2,6% relativamente ao trimestre anterior e +8,5% em comparação com o trimestre homólogo.
De acordo com o INE, Lisboa (3.247 euros/m2) apresentou o preço mediano mais elevado do país. Ainda assim, a cidade registava, pela primeira vez desde o início desta série de dados (1. trimestre de 2016), um crescimento homólogo (+7,9%) inferior ao nacional (+8,5%).
Neste período, verificavam-se preços superiores a 4.500 euros/m2 em duas freguesias de Lisboa: Santo António (4.932 euros/m2) e Misericórdia (4.813 euros/m2).
Por outro lado, a União de freguesias de Aldoar, Foz do Douro e Nevogilde foi a freguesia da cidade do Porto que registou o maior preço mediano de alojamentos vendidos (2.492 euros/m2).
Com valores superiores a 1.500 euros/m2 destacaram-se, igualmente Cascais (2.596 euros/m2), Oeiras (2.234 euros/m2), Loulé (2.099 euros/m2), Lagos (1.923 euros/m2), Albufeira(1.914 euros/m2), Porto (1.837 euros/m2), Tavira (1.806 euros/m2), Odivelas (1.781 euros/m2), Loures (1.627 euros/m2), Lagoa (1.626 euros/m2), Faro (1.600 euros/m2), Vila Real de Santo António (1.574 euros/m2), Aljezur (1.547 euros/m2), Funchal (1.544 euros/m2), Almada (1.515 euros/m2) e Silves (1.504 euros/m2).
Já os preços mais baixos foram registados no Alto Alentejo, Beiras e Serra da Estrela e no Baixo Alentejo, revela o INE.
Considerando apenas as cidades com mais de 100 mil habitantes, todas registaram um aumento dos preços. De acordo com o INE, a Amadora apresentou a maior subida homóloga, superior a 20%, seguindo-se Vila Nova de Gaia, com um crescimento de 19%, e Braga, onde os preços aumentaram 17,8%. Braga foi a única cidade com mais de 100 mil habitantes que registou um preço (de 946 euros por m2) inferior ao valor nacional.




