O primeiro estudo sobre a qualidade das elites, que abrange 32 países a nível mundial, mostra que Singapura ocupa o primeiro lugar no ranking, sendo as elites empresariais desta cidade-Estado as maiores criadoras de valor do planeta.
No Top 5 do ranking inaugural vamos ainda encontrar a Suíça, em segundo lugar, a Alemanha em terceiro, e seguem-se o Reino Unido e os Estados Unidos.
As elites portuguesas estão classificadas a meio da tabela (na 14.ª posição) no conjunto dos países analisados, apresentando melhor posicionamento que outros países do Sul da Europa como a Itália (17.ª) ou Espanha (18.ª) e até mesmo que a França (15.ª).
Este primeiro primeiro índice mundial para medir a qualidade das elites, nomeadamente a forma como as ações e as diferentes abordagens na geração de riqueza das elites favorecem ou dificultam o progresso do seu país, foi realizado pela Faculdade de Economia da Universidade do Porto (FEP) e pela Universidade de Saint Gallen (Suíça), em colaboração com uma rede internacional de parceiros e instituições académicas.
Trata-se de um índice de economia política baseado em quatro indicadores principais – poder económico, valor económico, poder político e valor político – que permite aferir a qualidade das elites de um determinado país e ajuda a prever como as empresas, sociedades e países irão alcançar o sucesso em termos de crescimento económico e de desenvolvimento humano.
“Esta realidade poderá ser o catalisador de uma nova fase de convergência real com os restantes países Europeus, já iniciada antes da atual crise pandémica, mas que com esta sofreu um forte revés. Esta classificação esconde, contudo, grandes disparidades ao nível das quatro áreas do índice, revelando melhor desempenho ao nível da capacidade de criação de valor por parte das elites económicas (10º) e muito pior pelas elites políticas (25ª)”, destaca Cláudia Ribeiro, que juntamente com Óscar Afonso (ambos investigadores do CEF.UP), é responsável pelo estudo a nível nacional.
“Avaliar os modelos de negócio das elites de um país em termos de criação de valor – em oposição à extração de valor da sociedade em geral – é um fator crucial para compreender e prever o conjunto alargado das oportunidades de negócio de um país, o seu perfil de risco e o seu potencial de crescimento futuro”, salienta ainda o professor da Universidade de St.Gallen, Tomas Casas.




