A consultora de risco Eurasia Group divulgou a sua habitual lista de possíveis ameaças para o ano que agora se inicia e que vai servir de base para a discussão de líderes no Fórum Económico Mundial de Davos, na Suiça, já na próxima semana. No campo político, as perspectivas não são as melhores. A empresa considera que, pela primeira vez, a política americana vai ser o maior risco que o mundo irá enfrentar em 2020.
Na lista, apontam riscos que advêm das eleições presidenciais do próximo mês de Novembro. Aquele organismo teme que possam influenciar quer a política económica como a externa e dividir ainda mais os eleitores. Alertam ainda para consequências nos negócios, investimento e em matéria climática.
A Control Risks diz mesmo que a campanha eleitoral do actual Presidente dos Estados Unidos Donald Trump vai impulsionar a tomada de decisões no campo da política externa, aumentando as hipóteses de os investidores serem apanhados desprevenidos por movimentos populistas que favorecem trabalhadores de fábricas ou agricultores norte-americanos.
A Eurasia vai ainda mais longe. «A eleição de 2020 é um Brexit americano – uma votação polarizada onde o risco é menos o resultado do que a incerteza política do que o povo votos», frisa, sublinhando que a incerteza nos Estados Unidos «cria ondas de estrangeiro». «Em 2020, temos uma combinação de tendências negativas que não experimentávamos há gerações», acrescentou, alertando para o perigo de «uma crise global».
Quanto ao Irão, prevê que continue a «perturbar a passagem de petroleiros no Golfo». «O Teerão costuma atacar atingir os rivais de forma imprevisível, inclusive através da sua robusta capacidade ofensiva cibernética e da rede de representantes em toda a região, com capacidade de atingir os cidadãos e os bens dos Estados Unidos e os seus aliados», refere.
Na lista de prováveis riscos globais as alterações climáticas também ocupam espaço. A consultora adverte que os «impactos a curto prazo das alterações climáticas somam-se a uma emergência planetária que incluirá a perda de vidas, tensões sociais e geopolíticas e impactos económicos negativos».













